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Edição n.º 1037
14/02 a 17/02/2014
 
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ACTIVIDADES

14.02.14 - LUA CHEIA DE "AMOR"
20:00 – 22:00 - Observação astronómica nocturna dedicada a dois satélites naturais no Sistema Solar: o nosso, completamente iluminado, e um outro que se esconderá atrás do seu planeta.
Pré-inscrição obrigatória: info@ccvalg.pt
Realização sujeita a condições meteorológicas favoráveis.
Cada casal entra pelo preço de um visitante. Preço: 2€ - adultos, 1€ - jovens.

28.02.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

01.03.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 14/02: 45.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1898, nascia Fritz Zwick, o primeiro a identificar as supernovas como uma classe separada de objectos e a sugerir a possibilidade das estrelas de neutrões; Zwicky também catalogou galáxias em enxames e desenhou motores a jacto.
Em 1989, o primeiro de 24 satélites GPS é colocado em órbita. 
Em 1990, as câmaras da Voyager 1 apontaram para o Sol e tiraram uma série de imagens da estrela e dos planetas, fazendo o primeiro "retrato" do nosso Sistema Solar visto de fora.

Em 2000, a sonda NEAR torna-se na primeira a orbitar um asteróide, 433 Eros.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:15 e as 21:34.
Trânsito da sombra de Io, entre as 20:10 e as 22:29.
Lua Cheia, pelas 23:53. Procure Régulo, em Leão, para a esquerda da Lua esta noite.

Dia 15/02: 46.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1564 nascia Galileu Galilei, um dos astrónomos mais famosos de sempre. Foi o primeiro a utilizar o telescópio para observar os céus, observando as manchas solares e também os satélites de Júpiter.
Em 1828 nascia Júlio Verne. Durante a sua vida escreveu 54 obras relacionadas com a ficção científica.
Em 1999, lançamento do IKONOS 2 Athena 2.
Em 2013, um meteoro explode por cima da Rússia, e a sua onda de choque acaba ferindo 1500 pessoas, estilhaçando vidros e agitando edifícios.

Isto inesperadamente acontece apenas horas antes da mais próxima passagem esperada do maior e não relacionado asteróide 2012 DA14.
Observações: Maior iluminação de Vénus. O planeta brilha com magnitude -4,9 esta manhã, o máximo durante esta aparição.
Conjunção inferior de Mercúrio, pelas 20:22.
Esta é a altura do ano em que, pouco depois do anoitecer, os observadores a latitudes médias norte vêm a brilhante Capella atravessar o zénite e Orionte na sua posição mais alta a Sul. A cintura diagonal de Orionte aponta para baixo até Sirius, e para cima e para a direita [mais ou menos] para Aldebarã. Para lá de Aldebarã encontram-se as Plêiades.

Dia 16/02: 47.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1786 nascia François Arago, cientista pioneiro na natureza da onda da luz e o inventor do polarómetro e outros instrumentos ópticos. A sua teoria da luz previa que a velocidade da luz decresceria ao passar por um meio mais denso.
Em 1948 é descoberta a lua de UranoMiranda, por Gerard Kuiper.

Em 1961, é lançado o Explorer 9 (S-56a).
Observações: Trânsito de Ganimedes, entre as 02:19 e as 05:41.

Dia 17/02: 48.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1600, o astrónomo Giordano Bruno é queimado vivo no Campo de' Fiori, Roma, por heresia.

Em 1723, nascia Tobias Mayer, astrónomo alemão, famoso pelos seus estudos da Lua.
Em 1740, nascia Horace-Bénédict de Saussure, astrónomo suiço, considerado o primeiro construtor bem-sucedido do forno solar.
Em 1959, é lançado o Vanguard 2 - o primeiro satélite meteorológico a medir a distribuição das nuvens.
Em 1965, a sonda Ranger 8 é lançada com a missão de fotografar o Mar da Tranquilidade na Lua, em preparação para as missões tripuladas Apollo. Mare Tranquilitatis tornar-se-ia no local escolhido para a aterragem da Apollo 11
Em 1996, começa o Programa Discovery da NASA, à medida que a sonda NEAR Shoemaker é lançada na sua primeira missão de orbitar e aterrar num asteróide, 433 Eros.
Observações: Trânsito de Europa, entre as 00:21 e as 03:06.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 02:14 e as 05:03.

 
CURIOSIDADES


Sabia que, mediante algumas condições e ajudas à observação, é possível ver Vénus durante o dia? Por estes dias, enquanto está mais iluminado, será uma boa altura para tentar. Siga os passos deste artigo.

 
ROVER LUNAR CHINÊS MOSTRA SINAIS DE VIDA

Os relatos da morte do "coelho lunar" podem ter sido um pouco exagerados. Apesar de sugestões anteriores de que o rover lunar da China, Yutu - ou Coelho de Jade - tinha sido oficialmente declarado morto, a agência estatal de notícias chinesa diz agora que o "coelho ligou para casa". Porém, ainda não é claro se o rover está saudável o suficiente para continuar a sua missão.

Uma declaração da agência estatal Xinhua anuncia que a agência espacial chinesa está vendo sinais de vida do Yutu. E segundo a Sociedade Planetária dos EUA, um website que regista sinais de rádio amador oriundos do espaço recebeu um sinal do Yutu.

A obtenção de um sinal do rover levanta esperanças de que nem tudo está perdido. De acordo com a Xinhua, um membro da missão disse: "a situação do pequeno coelho está a melhorar, com uma pequena indicação de despertar. Há que esperar um pouco mais."

Retrato do rover lunar Yutu obtido pelo "lander" Chang'e 3 no dia 15 de Dezembro de 2013.
Crédito: Academia chinesa de Ciências
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os problemas do Yutu começaram o mês passado, seis semanas após o início da sua missão de três meses. O "lander" Chang'e-3 aterrou na Lua no dia 14 de Dezembro e libertou o rover Yutu cerca de 7 horas depois. Ambas as máquinas entraram com sucesso no seu modo de hibernação durante a primeira noite lunar. Na Lua, cada noite tem a duração de meio mês terrestre e as temperaturas à superfície mergulham desde máximos que rondam os 90º C (durante o dia) até abaixo dos -180º C.

Aquando da segunda noite lunar, por volta do dia 25 de Janeiro, o "lander" entrou em modo de hibernação mas o Yutu parecia ter falhado. É impossível comunicar com os veículos durante a noite lunar, por isso os operadores da missão tiveram que esperar até ao novo dia lunar, na Segunda-feira passada, para confirmar se o Yutu estava vivo ou não.

A comunicação foi estabelecida com o Chang'e-3, mas a agência de notícias ECNS anunciava que os esforços de comunicação com o rover tinham sido em vão: "O primeiro rover lunar da China, Yutu, não pôde ser restaurado para pleno funcionamento na Segunda-feira, como esperado". Não foram anunciados mais detalhes nessa altura, levando muitos observadores a pensar que o rover era um caso perdido. As notícias de um sinal de alerta dão novas esperanças, mas ainda não existem relatos verificados sobre se o rover é capaz de receber e executar ordens dadas pelos controladores da missão.

Os problemas mecânicos do rover estão provavelmente relacionados com componentes críticos que têm que ser protegidos durante a fria noite lunar. Quando as temperaturas descem, o mastro do rover está desenhado para dobrar para baixo e proteger instrumentos delicados, que podem então ser mantidos aquecidos pela fonte radioactiva de calor. O Yutu também precisa de colocar os seus painéis solares num ângulo apontado para onde o Sol irá nascer de modo a manter os seus níveis de energia. Uma falha mecânica nestes sistemas pode deixar o rover fatalmente exposto ao frio escuro e amargo.

A agência espacial chinesa não divulgou mais detalhes, mas a poeira lunar abrasiva é a principal suspeita. O solo lunar é triturado por impactos de micrometeoróides num pó vítreo que pode então ficar carregado electricamente à medida que é bombardeado por partículas solares. Durante o programa Apollo estes grãos afiados de poeira desgastaram os fatos dos astronautas, arranharam espelhos usados para experiências laser e sobreaqueceram os "buggies" lunares.

Mesmo que este seja o fim da viagem do Yutu, a corrida espacial da China está apenas começando. A nação tem planos ousados para estabelecer uma base lunar tripulada. O rover também ajudou a colocar a Lua de volta no mapa - a NASA começou recentemente um programa de trabalho com empresas privadas em ordem a construir robots para mineração lunar.

Links:

Notícias relacionadas:
ECNS
Xinhua
Universe Today
PHYSORG
SPACE.com
Space Daily
NewScientist
BBC News
Forbes
Reuters
SIC Notícias
AstroPT

Chang'e 3 e Yutu:
SPACEFLIGHT101
CNTV
Chang'e 3 (Wikipedia)
Yutu (Wikipedia)

Lua:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
PRIMEIRO MAPA GEOLÓGICO DA MAIOR LUA DO SISTEMA SOLAR

Mais de 400 anos após a sua descoberta pelo astrónomo Galileu Galilei, a maior lua do Sistema Solar - a lua de Júpiter, Ganimedes - finalmente reivindicou um lugar no mapa.

Um grupo de cientistas liderados por Geoffrey Collins de Wheaton College produziu o primeiro mapa geológico global de Ganimedes, a sétima lua de Júpiter. O mapa combina as melhores imagens obtidas durantes passagens rasantes das sondas Voyager 1 e 2 (1979) e da sonda Galileu (entre 1995 e 2003) e foi agora publicado pelo USGS (U. S. Geological Survey) como um mapa global. Ilustra tecnicamente o carácter geológico variado da superfície de Ganimedes e é o primeiro mapa global geológico desta lua gelada.

"Este mapa ilustra a incrível variedade de recursos geológicos em Ganimedes e ajuda a fazer ordem a partir do caos aparente da sua complexa superfície," afirma Robert Pappalardo do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Este mapa ajuda os cientistas planetários a decifrar a evolução deste mundo gelado e ajudará nas observações de futuras sondas espaciais."

Para apresentar as melhores informações numa única visualização da lua de Júpiter, Ganimedes, foi compilado um mosaico global, incorporando as melhores imagens disponíveis das sondas Voyager 1, 2 e Galileu.
Crédito: USGS Astrogeology Science Center/Wheaton/NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Prevê-se que a missão JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer) da ESA orbite Ganimedes em meados de 2032. A NASA está a contribuir com um instrumento e a ajudar na construção de outros dois para a missão.

Desde a sua descoberta em Janeiro de 1610, Ganimedes tem sido o foco de observações repetidas, primeiro por telescópios terrestres, mais tarde por missões passageiras e outras em órbita de Júpiter. Estes estudos mostram um complexo mundo gelado cuja superfície é caracterizada pelo forte contraste entre os seus dois tipos principais de terreno: as regiões escuras, muito antigas e altamente crateradas, e as regiões mais claras e um pouco mais jovens (mas ainda muito antigas) marcadas com uma extensa série de sulcos e cumes.

De acordo com os cientistas que construíram este mapa, foram identificados três grandes períodos geológicos que envolvem o domínio de crateras de impacto, seguido de convulsão tectónica e finalmente por um declínio na actividade geológica. O mapa, que ilustra características da superfície, como sulcos, ranhuras e crateras de impacto, permite aos cientistas decifrar pela primeira vez períodos geológicos distintos num objecto do Sistema Solar exterior.

"O mapa colorido, altamente detalhado, confirmou um número de hipóteses científicas acerca da história geológica de Ganimedes, e também refutou outras," realça Baerbel Luchitta, cientista emérita do USGS em Flagstaff, no Arizona, que esteve envolvida no mapeamento geológico de Ganimedes desde 1980. "Por exemplo, as imagens mais detalhadas da Galileu mostraram que o criovulcanismo, ou a criação de vulcões que expelem água e gelo, é muito raro em Ganimedes."

O mapa geológico global de Ganimedes vai permitir aos cientistas comparar o carácter geológico de outras luas geladas, porque quase qualquer outro tipo de característica aí encontrada existe também em Ganimedes.

"A superfície de Ganimedes corresponde a mais de metade da área com terra no nosso planeta, de modo que há uma grande diversidade de locais para escolher," acrescenta Collins. "Ganimedes também mostra características antigas ao lado de características mais jovens, acrescentando diversidade histórica além de diversidade geográfica."

Os astrónomos amadores podem observar Ganimedes (com binóculos ou telescópio) durante estas noites, Júpiter está em oposição e é facilmente visível.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Mapa global de Ganimedes (formato PDF)
Globo de Ganimedes em rotação (via YouTube)
USGS
Universidade de Brown
SPACE.com
science 2.0
redOrbit
PHYSORG
Gizmodo

Ganimedes:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Sondas Voyager 1 e 2:
Página oficial (NASA)
Voyager 1 (Wikipedia)
Voyager 2 (Wikipedia)

Sonda Galileu:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

JUICE:
ESA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Quatro novos enxames galácticos levam os cientistas numa viagem ao passado (via Imperial College London)
Uma equipa internacional de astrónomos usou um novo método de combinar dados de dois satélites da ESA, Planck e Herschel, para identificar enxames de galáxias muito mais distantes do que anteriormente era possível. Os cientistas acreditam que até 2000 outros enxames podem ser identificados usando esta técnica. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Objectos de Céu Profundo em Cocheiro
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rogelio Bernal Andreo (Deep Sky Colors)
 
Rica em enxames estelares e nebulosas, a antiga constelação de Auriga, o Cocheiro, navega alto no céu nocturno de Inverno. Abrangendo quase 24 Luas Cheias (12 graus) no céu, este profundo mosaico telescópico registado em Janeiro mostra alguns dos objectos mais populares de Cocheiro. O campo mostra parte do plano da Via Láctea na direcção oposta ao Centro Galáctico. Precisa de direcções? Perto da parte de baixo da imagem, na fronteira de Cocheiro com Touro, a brilhante estrela azulada Elnath é conhecida tanto como Beta Tauri como Gamma Aurigae. À esquerda e quase a 300 anos-luz de distância, os filamentos do resto de supernova Simeis 147 cobrem cerca de 150 anos-luz. À direita encontra-se a nebulosa de emissão IC 410, significativamente mais distante, a mais ou menos 12.000 anos-luz. IC 410 é famosa devido ao seu jovem enxame embebido, NGC 1893, e a nuvens de gás e poeira com a forma de girinos. A nebulosa da Estrela Flamejante, IC 405, está um pouco para a sua direita. As suas nuvens avermelhadas de hidrogénio brilhante são energizadas pela quente estrela AE Aurigae do tipo-O. Dois dos enxames abertos da nossa Galáxia, M36 e M38, catalogados por Charles Messier, encontram-se no topo da imagem, bem conhecidos de observadores astronómicos.
 

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