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Edição n.º 1364
04/04 a 06/04/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 04/04: 94.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, era lançada a Apollo 6
Em 1983, o vaivém espacial Challenger fazia o seu voo inaugural no espaço (STS-6).

Em 1996, o cometa Hyakutake é observado pela NEAR.
Observações: A Lua forma uma grande linha vertical com Procyon e Sirius (ambas para baixo e para a direita).

Dia 05/04: 95.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1804 é registada a primeira queda de um meteorito na Escócia, em Possil.
Em 1935 nascia Donald Lynden-Bell, astrofísico inglês conhecido pelas suas teorias de que as galáxias albergam buracos negros gigantes nos seus centros, e que estes buracos negros são a fonte principal de energia nos quasares
Em 1979 a sonda Pioneer 11 faz as primeiras observações diretas de Saturno e estuda as partículas energéticas da helioesfera exterior. A missão Pioneer 11 termina a 30 de setembro de 1995, quando a última transmissão da sonda foi recebida. Com a sua fonte de energia exausta, não pode operar mais nenhum dos seus instrumentos científicos, nem apontar a sua antena para a Terra. A Pioneer viaja na direção da constelação de Escudo.
Em 1991 era lançado o Observatório de Raios-Gama Compton.

O objetivo desta missão era obter medições de raios-gama de toda a esfera celeste, com uma resolução angular bem melhor e com um aumento de sensibilidade em relação às anteriores missões espaciais de raios-gama. O Compton foi retirado de órbita e reentrou na atmosfera da Terra no dia 4 de junho do ano 2000.
Em 2009, a Coreia do Norte lança o seu polémico satélite Kwangmyŏngsŏng-2. Passou por cima do Japão, o que despoletou de imediato reações da ONU e de vários países.
Observações: Ao anoitecer, nesta altura do ano, Arcturo, a "Estrela da Primavera", sobe a este (bem para a esquerda de Júpiter) e brilha à mesma altura que Sirius, a "Estrela de Inverno", mais brilhante, que está a descer a sudoeste (para observadores a latitudes médias norte).
Eclipse de Io, entre as 20:07 e as 22:24.
Ocultação de Io, entre as 20:10 e as 22:26.

Dia 06/04: 96.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento do Intelsat I, o primeiro satélite de telecomunicações a ser colocado em órbita geosíncrona.
Em 1973, lançamento da Pioneer 11.
Em 1993, cientistas da NASA, usando o Explorador Ultravioleta Internacional (IUE), descobrem provas diretas de que as estrelas supergigantes vermelhas terminam a sua existência em explosões massivas conhecidas como supernovas.

A 12 milhões de anos-luz de distância, na galáxia conhecida como M81, o Tipo II de supernova foi designado SN 1993J, a décima supernova do ano.
Observações: A Lua junta-se a Régulo, a estrela alfa de Leão. Quão cedo consegue avistar a estrela? Observe este par a atravessar o céu durante o resto da noite.

 
CURIOSIDADES


O público pode participar no projeto da busca pelo Planeta Nove em www.planet9search.org.

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM QUE ÓRBITA DE MARTE ALBERGA RESTOS DE ANTIGOS MINI-PLANETAS

O planeta Marte partilha a sua órbita com um punhado de asteroides pequenos, os chamados troianos. Agora, uma equipa internacional de astrónomos, usando o VLT (Very Large Telescope) no Chile, descobriu que a maioria desses objetos partilha uma composição comum; são provavelmente restos de um mini-planeta que foi destruído por uma colisão há muito tempo atrás. As descobertas foram divulgadas num artigo que será publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society este mês de abril.

Os asteroides troianos movem-se em órbitas com a mesma distância média ao Sol do que um planeta, presos dentro de "refúgios seguros" e gravitacionais 60º à frente e atrás do planeta. O significado especial destes locais foi desvendado pelo matemático francês do século XVIII, Joseph-Louis Lagrange. Em sua honra, são agora conhecidos como "pontos de Lagrange"; o ponto que antecede o planeta é L4; o que sucede o planeta é L5.

Conhecem-se cerca de 6000 troianos na órbita de Júpiter e cerca de 10 na de Neptuno. Pensa-se que remontem aos primeiros tempos do Sistema Solar, quando a distribuição de planetas, asteroides e cometas era muito diferente da que observamos hoje.

À esquerda, os percursos traçados pelos troianos de Marte em redor de L4 e L5 (cruzes) em relação ao planeta (disco vermelho) e ao Sol (disco amarelo). O círculo pontilhado indica a distância média entre Marte e o Sol. À direita, ampliação da inserção (retângulo) que mostra os percursos dos 8 troianos em L5: 1998 VF31 (marcado "VF31" a azul), Eureka (vermelho), e os 6 objetos identificados como membro da família. Os discos indicam os tamanhos relativos dos asteroides. Eureka, o maior membro, tem cerca de 2 km de comprimento.
Crédito: Apostolos Christou
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Marte é, até agora, o único planeta terrestre que se sabe ter companheiros troianos em órbitas estáveis. O primeiro troiano marciano foi descoberto há mais de 25 anos atrás no ponto L5 e denominado "Eureka" em referência à famosa exclamação do antigo matemático grego Arquimedes. A contagem atual é de nove, um fator de menos 600 em relação aos troianos de Júpiter, mas mesmo até esta amostra relativamente insignificante mostra uma estrutura interessante não vista em qualquer outra parte do Sistema Solar.

Para começar, todos os troianos, exceto um, seguem Marte no seu ponto de Lagrange L5. Além do mais, as órbitas de todos menos um dos 8 troianos em L5 estão agrupadas em redor do próprio Eureka. A causa para esta distribuição desigual de objetos ainda não foi determinada, apesar de existirem um par de possibilidades. Num cenário, uma colisão quebrou um asteroide percursor no ponto L5, e os fragmentos constituem o grupo que observamos hoje. Outra possibilidade é que um processo chamado fissão rotacional fez com que Eureka girasse mais depressa, eventualmente libertando pequenos pedaços de si próprio para uma órbita heliocêntrica. Qualquer que seja a razão, o grupo sugere fortemente que os asteroides nesta "família Eureka" fizeram parte de um único objeto ou de um corpo progenitor. Embora as evidências circunstanciais desta hipótese sejam fortes, o teste está em desvendar se os asteroides partilham uma composição comum ou não. Felizmente, isto pode ser feito por telescópio, medindo a cor da luz solar refletida pela superfície dos asteroides - por outras palavras, obtendo o seu espectro.

Com este objetivo, uma equipa internacional de astrónomos liderados por Apostolos Christou e por Galin Borisov do Observatório e Planetário Armagh, na Irlanda do Norte, Reino Unido, usou o espectrógrafo X-SHOOTER acoplado ao telescópio "Kueyen", a Unidade 2 do VLT do ESO no Chile, no início de 2016, para registar o espectro de dois asteroides que pertencem à família Eureka, 311999 e 385250. Graças à análise dos espectros, descobriram que ambos os objetos são "gémeos" de Eureka, em termos de composição, confirmando assim a relação "genética" entre os asteroides. Também é a primeira vez que se descobre que os asteroides são compostos principalmente por olivina, um mineral que normalmente se forma dentro de objetos muito maiores sob condições de alta pressão de temperatura. A implicação é que estes asteroides são provavelmente relíquias de material do manto de mini-planetas ou "planetesimais" que, como a Terra, desenvolveram uma crosta, um manto e um núcleo através do processo de diferenciação, mas que há muito foram destruídos por colisões.

Espectro da família de asteroides Eureka (385250) e 2001 DH47 (vermelho) e (311999) 2007 NS2 obtido com o espectrógrafo X-SHOOTER do VLT no Chile. O espectro de 5261 Eureka é visto a azul. Os três espectros são muito parecidos, indicando uma composição comum que é também rara entre asteroides.
Crédito: Galin Borisov
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Christou salienta que "existem muitas outras famílias na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, e até entre os troianos de Júpiter, mas nenhuma é dominada por asteroides de olivina." Isto está relacionado com o chamado problema do manto em falta: isto é, se acrescentarmos a massa de minerais diferentes na cintura de asteroides, particularmente aqueles cujos fragmentos se pensa terem pertencido a outros maiores e diferenciados, há um deficit de material do manto em comparação com material da crosta rochosa e do núcleo.

Embora a descoberta desta família dominada por olivina não forneça uma solução final para o problema do manto em falta, mostra que o material do manto estava presente perto de Marte no início da história do Sistema Solar. Christou explica: “os nossos achados sugerem que este material participou na formação de Marte e, quem sabe, do seu vizinho planetário, a nossa Terra."

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório Armagh (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Universe Today
PHYSORG

Pontos de Lagrange:
Wikipedia
ESA

Asteroides troianos:
Wikipedia
Troianos de Marte (Wikipedia)
Eureka, troiano de Marte (Wikipedia)

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
SONDA MAVEN REVELA QUE MAIOR PARTE DA ATMOSFERA MARCIANA FOI PERDIDA PARA O ESPAÇO
Esta imagem ilustra o ambiente passado de Marte (direita) - que se pensa ter albergado água líquida e uma atmosfera mais espessa - "versus" o ambiente frio e seco de Marte atualmente (esquerda). A sonda MAVEN da NASA, em órbita do Planeta Vermelho, está a estudar a sua atmosfera superior, ionosfera e interações com o Sol e o vento solar.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

De acordo com novos resultados da sonda MAVEN da NASA, o vento e a radiação solares são os responsáveis pela remoção da atmosfera marciana, transformando Marte de um planeta que poderia ter suportado vida há milhares de milhões de anos atrás, num mundo frio e desértico.

"Nós determinámos que a maioria do gás presente na atmosfera de Marte foi perdido para o espaço," realça Bruce Jakosky, investigador principal da MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution Mission), da Universidade do Colorado em Boulder, EUA. A equipa fez esta determinação a partir dos últimos resultados, que revelam que aproximadamente 65% do árgon que já esteve presente na atmosfera foi perdido para o espaço. Jakosky é o autor principal de um artigo sobre esta investigação, publicado no passado dia 31 de março na revista Science.

Em 2015, os membros da equipa da MAVEN anunciaram resultados que mostravam uma perda atmosférica atual e descreveram como é que essa atmosfera é removida. A análise presente usa medições da atmosfera de hoje para a primeira estimativa de quanto gás foi perdido ao longo do tempo.

A água líquida, essencial para a vida, não é hoje estável à superfície de Marte porque a sua atmosfera é demasiado fria e fina para a suportar. No entanto, evidências como características que se assemelham com leitos de rio e minerais que só se formam na presença de água líquida, indicam que o antigo clima marciano era muito diferente - quente o suficiente para a água correr à superfície durante longos períodos de tempo.

"Esta descoberta é um importante passo em frente para desvendar o mistério dos ambientes passados de Marte," salienta Elsayed Talaat, cientista do Programa MAVEN, na sede da NASA em Washington. "Num contexto mais amplo, esta informação ensina-nos mais sobre os processos que podem, ao longo do tempo, mudar a habitabilidade de um planeta."

Existem muitas maneiras de um planeta perder parte da sua atmosfera. Por exemplo, reações químicas podem prender o gás nas rochas à superfície, ou uma atmosfera pode ser corroída por radiação e por um vento estelar da estrela que hospeda o planeta. Os novos resultados revelam que o vento solar e a radiação solar são os responsáveis pela maior parte da perda atmosférica de Marte e que o esgotamento foi suficiente para transformar o clima marciano. O vento solar é um fluxo fino de gás, eletricamente condutor, soprado constantemente a partir da superfície do Sol.

Esta infografia mostra como Marte perdeu o árgon e outros gases, ao longo do tempo, devido a pulverização catódica.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA
(clique na imagem para ver versão maior)

 

O Sol primitivo tinha uma radiação ultravioleta e um vento solar muito mais intensos, de modo que a perda atmosférica devido a esses processos foi provavelmente muito maior no passado de Marte. Segundo a equipa, esses processos podem ter sido os que controlaram o clima e habitabilidade do planeta. É possível que a vida microbiana possa ter existido à superfície no início da história de Marte. À medida que o planeta arrefecia e secava, qualquer forma de vida pode ter sido empurrada para locais subterrâneos ou para raros oásis à superfície.

Jakosky e a sua equipa obtiveram os novos resultados através da medição da abundância atmosférica de dois isótopos diferentes do gás árgon. Os isótopos são átomos do mesmo elemento, mas com massas diferentes. Uma vez que o mais leve dos dois isótopos escapa para o espaço com mais facilidade, deixa o gás remanescente enriquecido com o isótopo mais pesado. A equipa usou a abundância relativa dos dois isótopos, medida na atmosfera superior e à superfície, para estimar a fração do gás atmosférico perdido para o espaço.

Dado que um "gás nobre" não pode reagir quimicamente, não pode ser arrastado para as rochas; o único processo que pode remover gases nobres para o espaço é um processo físico chamado pulverização catódica pelo vento solar. Neste processo, os iões capturados pelo vento solar podem impactar Marte a altas velocidades e empurrar, fisicamente, o gás atmosférico para o espaço. A equipa rastreou o árgon porque só pode ser removido por pulverização catódica. Assim que os cientistas determinaram a quantidade de árgon perdida por pulverização, puderam usar esta informação para determinar a perda por pulverização catódica de outros átomos e moléculas, incluindo o dióxido de carbono (CO2).

O CO2 é de interesse porque é o principal constituinte da atmosfera de Marte e porque é um eficiente gás de efeito estufa que pode reter calor e aquecer o planeta. "Nós determinámos que a maioria do CO2 do planeta foi também perdido para o espaço por pulverização catódica," comenta Jakosky. "Existem outros processos que podem remover o CO2, de modo que este processo nos dá o valor mínimo de CO2 que foi perdido para o espaço."

A equipa fez a sua estimativa usando dados da atmosfera superior de Marte, recolhidos pelo instrumento NGIMS (Neutral Gas and Ion Mass Spectrometer) da MAVEN. Esta análise incluiu medições da superfície marciana obtidas pelo instrumento SAM (Sample Analysis at Mars) a bordo do rover Curiosity.

"As medições combinadas permitem uma melhor determinação de quanto árgon marciano foi perdido para o espaço ao longo de milhares de milhões de anos," comenta Paul Mahaffy do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "A utilização de medições de ambas as plataformas aponta para o valor que múltiplas missões têm em fazer medições complementares". Mahaffy, coautor do artigo, é o investigador principal do SAM e líder do instrumento NGIMS, ambos desenvolvidos em Goddard.

Links:

Cobertura da missão MAVEN pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
06/11/2015 - MAVEN revela velocidade a que o vento solar retira atmosfera de Marte
23/06/2015 - Marte é uma "estrela de rock"
20/03/2015 - MAVEN deteta auroras e misteriosa nuvem de poeira em torno de Marte
19/12/2014 - MAVEN identifica elos da cadeia que leva a perda atmosférica
23/09/2014 - MAVEN chega a Marte, amanhã é a vez da indiana Mangalyaan
19/09/2014 - MAVEN chega a Marte este fim-de-semana 
19/11/2013 - Lançamento da MAVEN 
15/11/2013 - MAVEN vai investigar o que aconteceu em Marte 
01/11/2013 - NASA prepara lançamento da 1.ª missão de exploração da atmosfera marciana

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade do Colorado em Boulder (comunicado de imprensa)
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
Science
Perda atmosférica de Marte: pulverização catódica (NASA Goddard via YouTube)
Sky & Telescope
SPACE.com
EurekAlert!
Astrobiology Magazine
New Scientist
Popular Science
ScienceDaily
PHYSORG
Popular Mechanics
Forbes
BBC News

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Pulverização catódica:
Wikipedia

MAVEN:
NASA
NASA - 2
Wikipedia

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
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Wikipedia

 
ESTÃO A SER INVESTIGADOS QUATRO OBJETOS DESCONHECIDOS NA PESQUISA PELO PLANETA NOVE

Astrónomos da Universidade Nacional Australiana (ANU - Australian National University) estão a investigar quatro objetos desconhecidos que podem ser candidatos a um novo planeta no nosso Sistema Solar, referindo-se ao lançamento da sua busca planetária durante a transmissão do programa Stargazing Live da BBC, a partir do Observatório Siding Spring da mesma universidade.

O Dr. Brad Tucker, investigador principal, disse que cerca de 60.000 pessoas de todo o mundo já classificaram mais de 4 milhões de objetos no espaço como parte da pesquisa levada a cabo pelo público em geral, e liderada pela ANU, em busca do denominado Planeta Nove.

"Nós detetámos os planetas menores Chiron e Comacina, que demonstra que a abordagem que estamos a tomar pode encontrar o Planeta Nove, caso este exista," comenta o Dr. Tucker, da Escola de Investigação de Astronomia e Astrofísica da ANU.

A equipa de pesquisa pelo Planeta Nove, juntamente com os anfitriões do programa Stargazing Live da BBC, o professor Brian Cox e o comediante Dara O'Briain.
Crédito: ANU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Dr. Tucker disse que o telescópio SkyMapper, no Observatório Siding Spring, usado como parte do projeto, foi crucial para excluir áreas no céu do hemisfério sul onde o Planeta Nove podia estar situado.

"Conseguimos excluir um planeta do tamanho de Neptuno em 90% do céu do hemisfério sul até uma distância de mais ou menos 350 vezes a distância entre a Terra e o Sol," realça.

"Com a ajuda de dezenas de milhares de dedicados voluntários, examinando centenas de milhares de imagens captadas pelo SkyMapper, atingimos quatro anos de análise científica em apenas três dias. Um dos voluntários, Toby Roberts, fez 12.000 classificações."

A equipa confirmará se os objetos espaciais desconhecidos são o Planeta Nove, planetas anões ou asteroides, usando telescópios em Siding Spring e em redor do globo.

O Dr. Tucker disse que incentivou as pessoas a continuar a caça pelo Planeta Nove através do site do projeto Zooniverse.org.

O professor Chris Lintott, do Zoonniverse e da Universidade de Oxford, afirma que, embora o Planeta Nove ainda não tenha sido encontrado, tem sido muito divertido partilhar a pesquisa com todos os voluntários.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
24/02/2017 - Novos dados sobre dois asteroides distantes dão pistas sobre possível "Planeta Nove"
21/10/2016 - Inclinação curiosa do Sol atribuída ao Planeta Nove
30/08/2016 - Caça ao Planeta Nove revela novos objetos extremamente distantes no Sistema Solar
06/05/2016 - Planeta Nove: um mundo que não devia existir
12/04/2016 - Planeta 9 toma forma; Cassini não é afetada
26/02/2016 - Procurando o Planeta Nove
22/01/2016 - Cientistas encontram evidências teóricas de um nono planeta

Notícias relacionadas:
ANU (comunicado de imprensa)
Astronomy
SPACE.com
Universe Today
EarthSky
PHYSORG
BBC News

Planeta Nove:
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  New Horizons a metade do caminho até próximo alvo (via NASA)
Como o tempo voa - especialmente quando estamos a fazer história a 51.500 km/h. Continuando a sua viagem através das regiões exteriores do Sistema Solar, a sonda New Horizons da NASA atingiu agora metade da distância entre Plutão - o seu primeiro alvo científico - e 2014 MU69, o KBO que irá visitar no dia 1 de janeiro de 2019. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Saturno em Infravermelho, pela Cassini
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPL-CaltechSSI; Processamento: Maksim Kakitsev
 
Muitos detalhes de Saturno aparecem claramente no infravermelho. Bandas de nuvens mostram grande estrutura, incluindo tempestades extensas. Também impressionante no infravermelho, é o invulgar padrão hexagonal de nuvens que rodeia o polo norte de Saturno. Cada lado do hexágono escuro mede o equivalente ao tamanho da Terra. A existência do hexágono não foi prevista e a sua origem e provável estabilidade permanece um tópico de investigação. Os famosos anéis de Saturno circundam o planeta e lançam sombras abaixo do equador. A imagem em destaque foi captada pela sonda Cassini em 2014 em várias cores infravermelhas - mas apenas processada recentemente. Em setembro, a missão da Cassini chegará ao fim, à medida que a sonda mergulhar no gigante gasoso.
 

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