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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Agora também com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1661  
  07/02 a 10/02/2020  
     
 

13/02/20 - Apresentação às Estrelas
20:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema: "Mercúrio", seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Adultos: 2€ | Jovens: 1€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 

14/02/20 - Noites Astronómicas em Tavira
No dia 14 de fevereiro realiza-se mais uma sessão de Noites Astronómicas em Tavira no Forte do Rato. Nesta sessão será dada especial atenção às constelações de Orionte e Touro. Iremos também observar uma fase do planeta Vénus. Esta atividade é gratuita.
Data: 14 de fevereiro, 19:30
Local: Forte do Rato
Público-alvo: Público em geral
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA (a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas).
Telefones: 281 326 231; 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt

 
     
 

21/03/20 - Eratóstenes e o Equinócio
12:00-14:00 - Atividade para membros do AstroClube do Centro Ciência Viva do Algarve (> 15 anos)
Preço: 30€ (o valor refere-se ao pagamento de 5 sessões do Astroclube)
Venha fazer parte do nosso Clube de Astronomia!
Inscrições para membros do AstroClube: info@ccvalg.pt
Contacte-nos para mais informações e adesões ao AstroClube. Mais informações

 
     
 
Efemérides

Dia 07/02: 38.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1979, Plutão movia-se para dentro da órbita de Neptuno pela primeira vez desde a sua descoberta. Sai de dentro da órbita de Neptuno no dia 11 de fevereiro de 1999.
Em 1984, durante a missão STS-41-B do programa do vaivém espacial, os astronautas Bruce McCandless II e Robert L. Stewart fazem o pimeiro passeio espacial sem ligação ao vaivém usando a Unidade de Manobra Tripulada.
Em 1991, a nave Salyut 7 despenha-se na atmosfera sobre a Argentina.
Em 1999, lançamento da sonda Stardust da NASA. Foi a primeira missão a recolher amostras de poeira cometária (Wild 2) e poeira cósmica.
Em 2001, lançamento da missão STS-98, do vaivém Atlantis, com o módulo "Destiny" da Estação Espacial Internacional. O lançamento ao pôr-do-Sol é descrito por muitos observadores experientes como dos lançamentos mais bonitos que alguma vez viram.

Em 2016, a Coreia do Norte lança o satélite Kwangmyŏngsŏng-4 para o espaço.
Observações: Já alguma vez comparou as cores de Betelgeuse e de Aldebarã? Consegue detetar qualquer diferença de cor? Normalmente, quando Betelgeuse é a mais brilhante das duas, não é possível. Mas agora que Betelgeuse está mais fraca, parece mais avermelhada. Aldebarã, do tipo espectral K III, é normalmente chamada de gigante "laranja", enquanto Betelgeuse, do tipo espectral M1-M2 Ia, é normalmente chamada de supergigante "vermelha". As suas temperaturas são, de facto, diferentes: 3910 K e 3590 K, respetivamente - e isto é quando Betelgeuse está normal. Dado que está atualmente mais ténue, a sua superfície também arrefeceu ligeiramente, cerca de 100 K. A maior parte da diferença de cor de Betelgeuse deste inverno, no entanto, é devida a uma ilusão no olho humano: as cores de objetos mais brilhantes parecem, falsamente, estar desaturadas, tendendo a parecer mais pálidos (brancos) do que realmente são.

Dia 08/02: 39.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, o meteorito Allende cai perto de Pueblito de Allende, Chihuahua, México.

Em 1974, após 84 dias no espaço, a última tripulação da primeira estação espacial americana, a Skylab, regressa à Terra.
Em 1992, a sonda espacial Ulysses usa a gravidade de Júpiter para poder explorar os polos do Sol.
Observações: Aproveite a noite para observar a super-Lua de hoje. Embora só atinja a fase de Lua Cheia durante as primeiras horas da manhã de dia 9, está perto do perigeu e portanto parece um pouco maior do que o normal.
Após o cair da noite, procure Castor e Pollux bem para cima da Lua, Procyon e Sirius para a direita da Lua, e Régulo para baixo.

Dia 09/02: 40.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913, é visível ao longo da costa este do continente americano um grupo de meteoros, levando os astrónomos a concluir que a fonte foi um satélite natural da Terra, pequeno e de curta vida.
Em 1971, o módulo lunar da missão Apollo 14 volta à Terra após ter colocado homens na Lua pela 3ª vez.
Em 1975, a Soyuz 17 regressa à Terra.
Em 1986 regressava o cometa Halley.

Em 1995, os astronautas do vaivém espacial, na missão STS-63Bernard A. Harris, Jr. e Michael Foale tornam-se no primeiro africano-americano e primeiro inglês, respetivamente, a fazer passeios espaciais.
Observações: Lua Cheia, pelas 07:33.
A Lua Cheia está esta noite entre as estrelas mais brilhantes de Leão, Régulo (direita) e Algieba (esquerda).

Dia 10/02: 41.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1974, "flyby" da Mars 4 por Marte. Falha a inserção orbital.
Em 2009, os satélites de comunicação Iridium 33 e Kosmos-2251 colidem em órbita, resultando na destruição de ambos.

Observações: Mercúrio na sua maior elongação este, 18º.

 
     
 
Curiosidades


luz zodiacal, vista a partir de distâncias interestelares, é a característica mais brilhante (no total) do Sistema Solar depois do Sol. As "luzes zodiacais" de poeira em torno de outras estrelas poderão ser um dia um sério obstáculo à observação de exoplanetas pequenos e rochosos.

 
 
   
Quantas estrelas eventualmente colidem como buracos negros? O Universo dá uma estimativa
 
Impressão de artista que mostra as colisões de dois buracos negros, parecidas àquelas detetadas pelos detetores de ondas gravitacionais LIGO e Virgo.
Crédito: LIGO/Caltech/MIT/Universidade Estatal de Sonoma (Aurore Simonnet)
 

Desde o avanço na astronomia de ondas gravitacionais em 2015, que os cientistas foram capazes de detetar mais de uma dúzia de pares de buracos negros - conhecidos como buracos negros binários - graças às suas colisões. No entanto, os cientistas ainda debatem quantos destes buracos negros nascem a partir das estrelas e como são capazes de se aproximar o suficiente para uma colisão durante a vida útil do nosso Universo.

Agora, um novo e promissor estudo desenvolvido por um astrofísico da Universidade de Vanderbilt poderá dar-nos um método para encontrar o número de estrelas disponíveis na história do Universo que colidem como buracos negros binários.

A investigação, publicada na revista The Astrophysical Journal Letters, vai ajudar futuros cientistas a interpretar a população subjacente de estrelas e a testar as teorias de formação de todos os buracos negros em colisão ao longo da história cósmica.

"Até agora, os cientistas teorizaram a formação e a existência de pares de buracos negros no Universo, mas as origens dos seus antecessores, estrelas, ainda permanecem um mistério," disse Karan Jani, autor principal do estudo e astrofísico da Universidade de Vanderbilt. "Com este trabalho, fizemos um estudo forense sobre colisões de buracos negros usando as observações astrofísicas atualmente disponíveis. No processo, desenvolvemos uma restrição fundamental, ou estimativa, que nos diz mais sobre a fração de estrelas desde o início do Universo que estão destinadas a colidir como buracos negros."

Aproveitando a teoria da relatividade geral de Einstein, que nos diz como os buracos negros interagem e eventualmente colidem, Jani e o coautor Abraham Loeb, da Universidade de Harvard, usaram os eventos LIGO registados para fazer um inventário dos recursos temporais e espaciais do Universo a qualquer determinado ponto. Desenvolveram depois as restrições responsáveis por cada etapa do processo de um buraco negro binário: o número de estrelas disponíveis no Universo, o processo de cada estrela que transita para um buraco negro individual e a deteção da eventual colisão desses buracos negros - detetados centenas de milhões de anos mais tarde pelo LIGO como ondas gravitacionais emitidas pelo impacto.

"A partir das observações atuais, descobrimos que 14% de todas as estrelas massivas do Universo estão destinadas a colidir como buracos negros. É uma eficiência notável por parte da natureza," explicou Jani. "Estas restrições adicionais podem ajudar os cientistas a rastrear as histórias dos buracos negros, respondendo a perguntas antigas e, sem dúvida, criando cenários mais exóticos."

// Universidade de Vanderbilt (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Notícias relacionadas:
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Inverse
PHYSORG
ZAP.aeiou

Buracos negros binários:
Wikipedia

Ondas gravitacionais:
GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)
Wikipedia
Astronomia de ondas gravitacionais - Wikipedia

LIGO:
Página oficial
Caltech
Advanced LIGO
Wikipedia

 
   
ALMA observa o resultado de uma "batalha estelar"
 
Esta nova imagem ALMA mostra o resultado de uma batalha estelar: um complexo meio de gás que circunda o binário de estrelas HD101584. As cores representam velocidade, desde o azul — gás que se desloca na nossa direção à maior velocidade — até ao vermelho — gás que se afasta de nós à maior velocidade. Os jatos, quase na nossa linha de visão lançam o gás em azul e vermelho. As estrelas no binário estão localizadas num único ponto brilhante no centro da estrutura em forma de anel que se vê a verde, a qual se move à mesma velocidade que o sistema como um todo em longo da linha de visão. Os astrónomos pensam que este anel teve a sua origem no material ejetado quando a estrela de pequena massa do binário espiralou em direção à sua companheira gigante vermelha.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Olofsson et al. Reconhecimento: Robert Cumming
 

Com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), do qual o ESO é parceiro, os astrónomos descobriram uma nuvem de gás assaz peculiar que resultou da confrontação entre duas estrelas. Uma das estrelas cresceu tanto que engolfou a outra, a qual, por sua vez, espiralou em direção à sua companheira levando-a a libertar as suas camadas mais exteriores.

Tal como os humanos, as estrelas modificam-se com a idade, acabando por morrer. No caso do Sol e de outras estrelas como a nossa, esta modificação passa por uma fase durante a qual, tendo já queimado todo o hidrogénio existente no seu centro, a estrela aumenta imenso de tamanho transformando-se numa estrela brilhante chamada gigante vermelha. Eventualmente, a estrela moribunda perde as suas camadas mais exteriores, restando no final um núcleo quente e denso ao qual chamamos anã branca.

"O sistema estelar HD101584 é especial no sentido em que o seu 'processo de morte' terminou prematuramente de forma dramática quando uma companheira de pequena massa bastante próxima se viu engolfada pela gigante vermelha," explica Hans Olofsson da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, que liderou um estudo recente sobre este objeto intrigante, publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics.

Graças às novas observações obtidas pelo ALMA e complementadas com dados do APEX (Atacama Pathfinder EXperiment), operado pelo ESO, Olofsson e a sua equipa sabem agora que o que aconteceu ao sistema estelar duplo HD101584 se assemelhou a uma batalha estelar. Quando a estrela principal se transformou numa gigante vermelha, cresceu tanto que acabou por engolir a sua parceira de pequena massa. Como resultado, a estrela mais pequena espiralou em direção ao núcleo da gigante e, apesar de não ter colidido com ele, a manobra fez com que a estrela maior explodisse, deixando as suas camadas de gás espalhadas e o seu núcleo exposto.

 
Esta imagem de grande angular mostra a região do céu, na constelação de Centauro, onde se situa HD101584, uma nuvem de gás que circunda o binário de estrelas recentemente estudado com o auxílio do ALMA e do APEX. Esta imagem foi criada a partir de dados do Digitized Sky Survey 2.
Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2. Reconhecimento: Davide De Martin
 

A equipa diz que a estrutura complexa do gás observada na nebulosa HD101584 se deve a uma estrela mais pequena a espiralar em direção à gigante vermelha, assim como aos jatos que se formaram no processo. Tal como um golpe mortal desferido às camadas de gás já vencidas, estes jatos foram lançados através do material previamente ejetado, dando origem aos anéis de gás e às bolhas brilhantes azuladas e avermelhadas que vemos na nebulosa.

Um dos aspetos positivos duma batalha estelar é que ajuda os astrónomos a compreenderem melhor a evolução final de estrelas como o Sol. "Atualmente, conseguimos descrever os processos de morte comuns a muitas estrelas do tipo do Sol, mas não conseguimos explicar o seu porquê ou exatamente como é que acontecem. HD101584 dá-nos pistas importantes para resolver este mistério, já que se encontra atualmente numa fase curta e transitória entre estádios evolucionários que conhecemos melhor. Com imagens detalhadas do meio que envolve a HD101584, podemos fazer a ligação entre a gigante vermelha que existia anteriormente e o resto estelar em que se transformará brevemente," explica a coautora do artigo científico Sofia Ramstedt da Universidade de Uppsala, na Suécia.

A coautora Elizabeth Humphreys do ESO no Chile destaca que o ALMA e o APEX, localizados no deserto chileno do Atacama, foram cruciais para que a equipa pudesse investigar "tanto a física como a química que se encontram em ação" na nuvem de gás. Humphreys acrescenta: "Esta imagem extraordinária do meio circunstelar de HD101584 não teria sido possível sem a excelente sensibilidade e resolução angular do ALMA."

Apesar dos telescópios atuais permitirem aos astrónomos estudar o gás que rodeia o binário, as duas estrelas no centro da complexa nebulosa encontram-se muito próximas uma da outra e demasiado afastadas de nós para poderem ser separadas. O ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em construção no deserto chileno do Atacama, "dar-nos-á informação sobre o 'coração' do objeto, permitindo aos astrónomos observar mais de perto o par em luta", conclui Olofsson.

// ESO (comunicado de imprensa)
// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Astronomy & Astrophysics)
// Artigo científico (PDF)
// ESOcast 216: ALMA observa o resultado de uma "batalha estelar" (ESO via YouTube)
// Ampliando HD101584 (ESO via YouTube)

 


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ars technica
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SAPO TEK

HD101584:
Wikipedia

Evolução estelar:
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

APEX:
ESO
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
   
MAVEN explora Marte a fim de compreender a interferência de rádio na Terra
 
Gráfico que ilustra sinais de rádio de uma estação remota (linha roxa curva) a interferir com uma estação local (torre preta) depois de serem refletidos de uma camada de plasma na ionosfera.
Crédito: NASA Goddard/CI lab
 

A sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN) da NASA descobriu "camadas" e "fendas" na parte eletricamente carregada da atmosfera superior (a ionosfera) de Marte. O fenómeno é muito comum na Terra e causa interrupções imprevisíveis nas radiocomunicações. No entanto, não as compreendemos completamente porque formam-se a altitudes que são muito difíceis de explorar na Terra. A descoberta inesperada da MAVEN mostra que Marte é um laboratório único para explorar e melhor entender este fenómeno altamente perturbador.

"As camadas estão tão próximas, acima das nossas cabeças na Terra, e podem ser detetadas por qualquer pessoa com um rádio, mas ainda são bastante misteriosas," diz Glyn Collinson, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, autor principal de um artigo sobre esta investigação publicado na edição de 3 de fevereiro da revista Nature Astronomy. "Quem haveria de pensar que uma das melhores maneiras de as entender seria lançar um satélite a milhões de quilómetros, para Marte?"

Se a sua estação de rádio favorita já encravou ou foi substituída por outra estação, uma causa provável são camadas de gás com carga elétrica, chamado "plasma", na região mais alta da atmosfera, de nome "ionosfera". Formadas repentinamente e com a duração de várias horas, estas camadas agem como espelhos gigantes no céu, fazendo com que os distantes sinais de rádio sejam refletidos para lá do horizonte, onde podem interferir nas transmissões locais, como duas pessoas que tentam conversar entre si. As camadas também podem provocar interferência nas comunicações de rádio dos aviões e de navios, além de cegar o radar militar.

Na Terra, as camadas formam-se a uma altitude de aproximadamente 100 km, onde o ar é muito fino para um avião voar, mas demasiado espesso para um satélite orbitar. A única maneira de as alcançar é com um foguetão, mas estas missões durante apenas dezenas de minutos antes de caírem de volta para a Terra. "Sabemos que existem há mais de 80 anos, mas sabemos muito pouco sobre o que acontece no seu interior, porque nenhum satélite pode ficar baixo o suficiente para alcançar as camadas," diz Collinson, "pelo menos, nenhum satélite na Terra."

 
Impressão de artista que mostra a sonda MAVEN a encontrar camadas de plasma em Marte.
Crédito: NASA Goddard/CI lab
 

Em Marte, as naves espaciais como a MAVEN podem orbitar a altitudes mais baixas e podem amostrar estas características diretamente. A MAVEN transporta vários instrumentos científicos que medem plasmas na atmosfera e no espaço ao redor de Marte. Medições recentes de um destes instrumentos detetaram picos repentinos inesperados na abundância de plasma enquanto voava através da ionosfera marciana. Joe Grebowsky, ex-cientista do projeto MAVEN em Goddard, reconheceu imediatamente o pico da sua experiência anterior com voos de foguetões através das camadas da Terra. A MAVEN não apenas tinha descoberto que camadas idênticas podem ocorrer noutros planetas que não a Terra, mas os novos resultados revelam que Marte fornece o que a Terra não consegue, um lugar onde podemos explorar estas camadas com satélites.

"As baixas altitudes observáveis pela MAVEN vão preencher uma grande lacuna no nosso entendimento desta região de Marte e da Terra, com descobertas realmente significativas por fazer," salienta Grebowsky, coautor do artigo.

As observações da MAVEN já estão a derrubar algumas das nossas ideias existentes sobre o fenómeno: a MAVEN descobriu que as camadas também têm um espelho oposto, uma "fenda", onde o plasma é menos abundante. A existência de tais "brechas" na natureza era completamente desconhecida antes da sua descoberta em Marte pela MAVEN, e derruba os modelos científicos existentes que dizem que não se podem formar. Além disso, ao contrário da Terra, onde as camadas têm vida curta e imprevisível, as camadas marcianas são surpreendentemente duradouras e persistentes.

Estas novas descobertas já nos deram uma melhor compreensão dos fenómenos fundamentais que sustentam estas camadas e futuras explorações marcianas vão permitir construir melhores modelos científicos de como se formam. Embora, assim como o clima, não possamos impedir que se formem, talvez um dia as novas informações de Marte possam ajudar a prevê-las na Terra, o que significa uma comunicação de rádio mais confiável para todos nós.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)
// MAVEN explora Marte a fim de compreender a interferência de rádio na Terra (NASA Goddard via YouTube)

 


Saiba mais

Cobertura da missão MAVEN pelo CCVAlg - Astronomia:
10/09/2019 - Investigação da NaSA fornece novas informações sobre a perda atmosférica de Marte
15/02/2019 - Sonda MAVEN vai diminuir a sua órbita em preparação para o rover 2020 da NASA
25/01/2018 - Tempestades de poeira ligadas à fuga atmosférica de Marte
02/01/2018 - Missão marciana lança luz sobre habitabilidade de exoplanetas
24/10/2017 - MAVEN descobre que Marte tem uma "cauda torcida"
04/04/2017 - Sonda MAVEN revela que maior parte da atmosfera marciana foi perdida para o espaço
06/11/2015 - MAVEN revela velocidade a que o vento solar retira atmosfera de Marte
23/06/2015 - Marte é uma "estrela de rock"
20/03/2015 - MAVEN deteta auroras e misteriosa nuvem de poeira em torno de Marte
19/12/2014 - MAVEN identifica elos da cadeia que leva a perda atmosférica
23/09/2014 - MAVEN chega a Marte, amanhã é a vez da indiana Mangalyaan
19/09/2014 - MAVEN chega a Marte este fim-de-semana 
19/11/2013 - Lançamento da MAVEN 
15/11/2013 - MAVEN vai investigar o que aconteceu em Marte 
01/11/2013 - NASA prepara lançamento da 1.ª missão de exploração da atmosfera marciana

Notícias relacionadas:
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Ionosfera:
Universidade de Stanford
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Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia 

MAVEN:
NASA
NASA - 2
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  Astrónomos descobrem galáxia monstruosa e invulgar no Universo primitivo (via UC Riverside)
Uma equipa internacional de astrónomos encontrou uma galáxia monstruosa e invulgar que existiu há 12 mil milhões de anos, quando o Universo tinha apenas 1,8 mil milhões de anos. Com o nome XMM-2599, a galáxia formou estrelas a um ritmo elevado e depois morreu. Não se sabe porque é que parou subitamente de formar estrelas. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Céu Noturno no Grand Canyon
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Robert Q. Fugate
 
Ver os picos das montanhas brilharem de vermelho, no interior do Grand Canyon, deve ter sido uma das experiências mais incríveis, ao pôr-do-Sol, da vida deste fotógrafo amador. Aparecem ainda mais incríveis mais tarde, quando combinados digitalmente com uma exposição do céu noturno - obtida pela mesma câmara e a partir do mesmo local - uma hora depois. As duas imagens foram capturadas em agosto passado no "220 Mile Canyon campsite", no rio Colorado, Arizona, EUA. Os picos brilham em vermelho porque foram iluminados por um pôr-do-Sol invulgarmente vermelho. Mais tarde, bem no alto, a banda da Via Láctea inclinou-se dramaticamente para baixo, cheia de estrelas, nebulosas e nuvens escuras de poeira. À esquerda da Via Láctea está o planeta Saturno, enquanto à direita está o mais brilhante Júpiter. Embora Júpiter e Saturno agora sejam difíceis de ver, Vénus será visível e bastante brilhante a oeste com um céu limpo, logo após o pôr-do-Sol, durante os próximos dois meses.
 
   
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