Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 12/08: 224.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1877 era feita a primeira observação do satélite de Marte, Deimos, por Asaph Hall do Observatório Naval dos EUA.
Descobriu Fobos, a maior das duas luas, seis noites depois.
Em 1887 nascia Erwin Schrödinger, físico austríaco e laureado com o Prémio Nobel, que desenvolveu um número de resultados fundamentais no campo da teoria quântica. Foi o autor de muitos outros trabalhos em vários campos da física.
Em 1960 era lançado o Echo 1A, o primeiro satélite experimental de comunicações, que é usado para redirecionar chamadas telefónicas transcontinentais e intercontinentais, rádio e sinais de televisão.
Em 1962, lançamento da Vostok 4, um dia depois da Vostok 3. As Vostok 3 e 4 passaram a 6,5 km entre si no espaço, a primeira vez que duas naves estavam em órbita à mesma altura.
Em 1977, primeiro voo livre do vaivém espacial Enterprise. No mesmo ano, lançamento do HEAO-1, que estudou o céu em raios-X.
Em 1978, lançamento do ISEE-3, a primeira nave espacial a encontrar-se com um cometa. Depois de completar a sua missão original, foi reativada e dirigiu-se para passar pela cauda do Cometa Giacobini-Zinner no dia 11 de setembro de 1985. Também observou o Cometa Halley a uma distância de 28 milhões de quilómetros em março de 1986.
Em 1999, a porta do Observatório de Raios-X Chandra, que protege os seus espelhos, abre-se e o Chandra começa a sua exploração do Universo de alta energia.
Em 2005, lançamento da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter). HOJE, NO COSMOS:
Menor separação entre Vénus e Júpiter (0,9º), da perspetiva do céu da Terra, pelas 09:00.
Esta noite ocorre o pico da chuva de meteoros das Perseídas. No entanto, a Lua este ano interfere a todas as horas da noite, preenchendo o céu com luar. Mas, quem sabe, os mais brilhantes ainda consigam ser observados. Com um bocado de sorte.
DIA 13/08: 225.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1814 nascia Anders Ângström, físico sueco e um dos pioneiros da espetroscopia.
Em 1898, Carl Gustav Witt encontra 433 Eros, o primeiro asteroide descoberto próximo da Terra. HOJE, NO COSMOS:
As Perseídas ainda estão ativas esta noite. Embora o luar ainda esteja presente.
O "W" de Cassiopeia, não muito inclinado, já está razoavelmente alto a nordeste por estas noites, para cima de Perseu. O lado superior direito do "W" é o seu lado mais brilhante. Observe a constelação a ficar mais alta e mais vertical durante as próximas horas e durante os próximos meses.
DIA 14/08: 226.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1846, um meteorito com 2,3 kg, do tipo condrito, colide com a superfície da Terra perto da cidade de Cape Girardeau, no estado do Missouri, EUA. HOJE, NO COSMOS:
Vega passa o mais perto do zénite pelas 22:30, dependendo de quão para este ou oeste o observador se encontra no seu fuso horário.
Deneb passa o zénite duas horas depois de Vega.
Webb encontra novas evidências de um planeta em torno da gémea solar mais próxima
Esta impressão de artista mostra o possível aspeto do gigante gasoso que orbita Alpha Centauri A. Observações do sistema estelar triplo Alpha Centauri, usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, indicam a existência de um potencial gigante gasoso, com massa semelhante à de Saturno, orbitando a estrela a uma distância cerca de duas vezes maior que a distância entre o Sol e a Terra.
Nesta ilustração, Alpha Centauri A está representada na parte superior esquerda do planeta, enquanto a outra estrela semelhante ao Sol no sistema, Alpha Centauri B, está na parte superior direita. O nosso Sol pode ser visto como um pequeno ponto de luz entre essas duas estrelas.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, R. Hurt (Caltech/IPAC)
Astrónomos, recorrendo ao Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, encontraram fortes evidências de um planeta gigante em órbita de uma estrela no sistema estelar mais próximo do nosso Sol. A apenas 4 anos-luz da Terra, o sistema estelar triplo Alpha Centauri há muito tempo que é um alvo atraente na busca por mundos para lá do nosso Sistema Solar.
Visível apenas do hemisfério sul da Terra, é composto pelas estrelas binárias Alpha Centauri A e Alpha Centauri B, ambas semelhantes ao Sol, e pela fraca estrela anã vermelha Proxima Centauri. Alpha Centauri A é a terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Embora existam três planetas confirmados a orbitar Proxima Centauri, a presença de outros mundos em torno de Alpha Centauri A e Alpha Centauri B tem sido difícil de confirmar.
Agora, as observações do Webb com o seu instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument) estão a fornecer as evidências mais fortes até à data da existência de um gigante gasoso a orbitar Alpha Centauri A. Os resultados foram aceites numa série de dois artigos científicos publicados na revista The Astrophysical Journal Letters.
Se confirmado, o planeta seria o mais próximo da Terra que orbita na zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol. No entanto, como o candidato a planeta é um gigante gasoso, os cientistas afirmam que ele não suportaria vida como a conhecemos.
"Com este sistema tão próximo de nós, quaisquer exoplanetas encontrados ofereceriam a nossa melhor oportunidade de recolher dados sobre sistemas planetários que não o nosso. No entanto, estas são observações incrivelmente complexas, mesmo com o telescópio espacial mais poderoso do mundo, porque estas estrelas são muito brilhantes, próximas e movem-se rapidamente pelo céu", disse Charles Beichman, do JPL da NASA e do Instituto de Ciência de Exoplanetas da NASA no centro de astronomia IPAC do Caltech, coautor principal dos novos artigos científicos. "O Webb foi concebido e otimizado para encontrar as galáxias mais distantes do Universo. A equipa de operações do STScI (Space Telescope Science Institute) teve de criar uma sequência de observação personalizada apenas para este alvo, e o seu esforço extra compensou de forma espetacular".
Esta imagem mostra o sistema estelar Alpha Centauri a partir de vários observatórios terrestres e espaciais diferentes: o DSS (Digitized Sky Survey), o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA. Alpha Centauri A é a terceira estrela mais brilhante do céu noturno e a estrela semelhante ao Sol mais próxima da Terra.
A imagem terrestre do DSS mostra o sistema triplo como uma única fonte de luz, enquanto o Hubble resolve as duas estrelas semelhantes ao Sol no sistema, Alpha Centauri A e Alpha Centauri B.
A imagem do MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Webb, que usa uma máscara coronográfica para bloquear o brilho intenso de Alpha Centauri A, revela um potencial planeta em órbita da estrela.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, DSS, A. Sanghi (Caltech), C. Beichman (JPL), D. Mawet (Caltech), J. DePasquale (STScI)
Várias rondas de observações meticulosamente planeadas pelo Webb, análises cautelosas pela equipa de investigação e modelagem computacional extensa ajudaram a determinar que a fonte vista na imagem Webb é provavelmente um planeta e não um objeto de fundo (como uma galáxia), um objeto de primeiro plano (um asteroide em passagem) ou outro artefacto do detetor ou da imagem.
As primeiras observações do sistema ocorreram em agosto de 2024, utilizando a máscara coronográfica a bordo do MIRI para bloquear a luz de Alpha Centauri A. Embora o brilho extra da estrela companheira próxima, Alpha Centauri B, tenha complicado a análise, a equipa conseguiu subtrair a luz de ambas as estrelas para revelar um objeto mais de 10.000 vezes mais fraco que Alpha Centauri A, separado da estrela por cerca de duas vezes a distância entre o Sol e a Terra.
Embora a deteção inicial tenha sido empolgante, a equipa de investigação precisava de mais dados para chegar a uma conclusão definitiva. No entanto, observações adicionais do sistema em fevereiro de 2025 e abril de 2025 (usando o Tempo Discricionário do Diretor) não revelaram nenhum objeto como o identificado em agosto de 2024.
Esta imagem de três painéis captura a busca observacional do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA por um planeta em torno da estrela mais próxima semelhante ao Sol, Alpha Centauri A. A imagem inicial mostra o brilho intenso de Alpha Centauri A e Alpha Centauri B, depois o painel do meio mostra o sistema com uma máscara coronográfica colocada sobre Alpha Centauri A para bloquear o seu brilho intenso. No entanto, a forma como a luz se curva em torno das orlas do coronógrafo cria ondulações de luz no espaço circundante. A ótica do telescópio (os seus espelhos e estruturas de suporte) faz com que parte da luz interfira consigo mesma, produzindo padrões circulares e outros semelhantes a raios. Estes complexos padrões de luz, juntamente com a luz da vizinha Alpha Centauri B, tornam incrivelmente difícil detetar planetas fracos. No painel à direita, os astrónomos subtraíram os padrões conhecidos (usando imagens de referência e algoritmos) para limpar a imagem e revelar fontes fracas como o candidato a planeta.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, A. Sanghi (Caltech), C. Beichman (JPL), D. Mawet (Caltech), J. DePasquale (STScI)
"Estamos diante do caso de um planeta que desapareceu! Para investigar esse mistério, usámos modelos informáticos para simular milhões de potenciais órbitas, incorporando o conhecimento adquirido quando vimos o planeta, bem como quando não o vimos", disse o estudante de doutoramento Aniket Sanghi, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, Califórnia. Sanghi é coautor dos dois artigos científicos que cobrem a investigação da equipa.
Nestas simulações, a equipa levou em consideração tanto a observação em 2019 de um potencial candidato a exoplaneta pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO, quanto os novos dados do Webb, e considerou órbitas que seriam gravitacionalmente estáveis na presença de Alpha Centauri B, o que significa que o planeta não seria ejetado do sistema.
Os investigadores afirmam que a não deteção na segunda e terceira rondas de observações com o Webb não é surpreendente.
"Descobrimos que, em metade das órbitas possíveis simuladas, o planeta aproximava-se demasiado da estrela e não teria sido visível pelo Webb, tanto em fevereiro como em abril de 2025", afirmou Sanghi. Com base no brilho do planeta nas observações no infravermelho médio e nas simulações orbitais, os investigadores afirmam que poderia ser um gigante gasoso com aproximadamente a massa de Saturno orbitando Alpha Centauri A numa trajetória elíptica que varia entre 1 a 2 vezes a distância entre o Sol e a Terra.
"Estas são algumas das observações mais exigentes que fizemos até agora com o coronógrafo do MIRI", disse Pierre-Olivier Lagage, do CEA (Commissariat à l'énergie atomique et aux énergies alternatives), França, coautor dos artigos científicos e líder francês no desenvolvimento do MIRI. "Quando estávamos a desenvolver o instrumento, estávamos ansiosos para ver o que poderíamos encontrar em torno de Alpha Centauri, e estou ansioso para ver o que ele nos revelará a seguir!"
"Se confirmado, o potencial planeta visto na imagem Webb de Alpha Centauri A representaria um novo marco para os esforços de imagem de exoplanetas", diz Sanghi. "De todos os planetas diretamente fotografados, este seria o mais próximo da sua estrela visto até agora. É também o mais semelhante em temperatura e idade aos planetas gigantes do nosso Sistema Solar e o mais próximo da nossa casa, a Terra", afirma. "A sua própria existência num sistema de duas estrelas pouco separadas desafiaria a nossa compreensão de como os planetas se formam, sobrevivem e evoluem em ambientes caóticos".
Se confirmado por observações adicionais, os resultados da equipa podem transformar o futuro da ciência exoplanetária.
Hubble faz estimativa do tamanho do cometa interestelar 3I/ATLAS
Esta é uma imagem, pelo Telescópio Espacial Hubble, do cometa interestelar 3I/ATLAS. O Hubble fotografou o cometa no dia 21 de julho de 2025, quando estava a 365 milhões de quilómetros da Terra. O Hubble mostra que o cometa tem um casulo de poeira em forma de lágrima saindo do seu núcleo sólido e gelado. Como o Hubble estava a acompanhar o cometa movendo-se ao longo de uma trajetória hiperbólica, as estrelas estacionárias de fundo aparecem como riscos na exposição.
Crédito: NASA, ESA, D. Jewitt (UCLA); processamento de imagem - J. DePasquale (STScI)
Uma equipa de astrónomos captou a imagem mais nítida de sempre do inesperado cometa interestelar 3I/ATLAS, utilizando a visão apurada do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
As observações do Hubble estão a permitir aos astrónomos estimar com maior precisão o tamanho do núcleo sólido e gelado do cometa. O limite superior do diâmetro do núcleo é de 5,6 quilómetros, embora possa ter apenas 320 metros, relatam os investigadores. Apesar de as imagens do Hubble colocarem restrições mais rigorosas ao tamanho do núcleo em comparação com as estimativas anteriores feitas a partir do solo, o núcleo sólido do cometa não pode ser visto diretamente, mesmo pelo Hubble. Outras observações, incluindo com o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, vão ajudar a refinar o nosso conhecimento sobre o cometa, incluindo a sua composição química.
O Hubble também capturou uma pluma de poeira ejetada do lado aquecido pelo Sol do cometa e o indício de uma cauda de poeira que se afasta do núcleo. Os dados do Hubble revelam uma taxa de perda de poeira consistente com cometas que são detetados pela primeira vez a cerca de 480 milhões de quilómetros do Sol. Este comportamento é muito semelhante ao dos cometas anteriormente observados com origem no nosso Sistema Solar.
A grande diferença é que este visitante interestelar teve origem noutro sistema solar algures na nossa Galáxia, a Via Láctea.
O 3I/ATLAS está a viajar pelo nosso Sistema Solar a cerca de 210.000 quilómetros por hora, a velocidade mais alta já registada para um visitante do Sistema Solar. Esta velocidade impressionante é evidência de que o cometa tem vindo a vaguear pelo espaço interestelar há muitos milhares de milhões de anos. O efeito de catapulta gravitacional de inúmeras estrelas e nebulosas pelas quais o cometa passou deu-lhe momento, aumentando a sua velocidade. Quanto mais tempo o 3I/ATLAS permaneceu no espaço, maior foi o aumento da sua velocidade.
Este cometa foi descoberto pelo ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) no dia 1 de julho de 2025, a uma distância de 675 milhões de quilómetros do Sol. O 3I/ATLAS deverá permanecer visível aos telescópios terrestres até setembro. Depois, passará demasiado perto do Sol para ser observado e deverá reaparecer do outro lado da nossa estrela no início de dezembro.
O artigo científico será publicado na revista The Astrophysical Journal Letters mas já está disponível online.
Sistema de alertas ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System): Página principal Wikipedia
A água de um cometa contém pistas sobre a vida na Terra
As origens da água da Terra. Pensa-se que a água terrestre tenha sido trazida há vários milhares de milhões de anos por uma combinação de impactos de cometas, asteroides e meteoritos. Em contraste com descobertas anteriores, um novo trabalho utilizando o telescópio ALMA mostra que a proporção isotópica (D/H) na água da Terra é consistente com a entrega por cometas tipo-Halley.
Crédito: NASA/Theophilus Britt Griswold
Uma nova investigação revelou evidências convincentes de que a água de um cometa é muito semelhante à encontrada nos oceanos da Terra, oferecendo um novo apoio à ideia de que os cometas podem ter desempenhado um papel crucial no fornecimento de água - e possivelmente alguns dos ingredientes moleculares para a vida - ao nosso planeta.
Usando o poderoso ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), uma equipa internacional de cientistas liderada por Martin Cordiner, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, mapeou a distribuição tanto da água comum (H2O) quanto da água "pesada" (HDO, que contém o isótopo mais pesado, deutério) na cabeleira (a nuvem de gás que envolve o núcleo) do cometa tipo-Halley, 12P/Pons-Brooks, durante a sua aproximação ao Sol. Esta é a primeira vez que se consegue um mapeamento espacial tão detalhado destas duas formas de água num cometa.
As observações do ALMA foram então combinadas com dados sobre água e outros gases, observados usando o IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA, para formar uma imagem mais completa do cometa. Ao combinar as capacidades complementares destes dois telescópios, os investigadores conseguiram medir com maior precisão a proporção de deutério para hidrogénio (D/H) na água do cometa, uma impressão digital química que ajuda os cientistas a rastrear as origens e a história da água em todo o Sistema Solar. Surpreendentemente, a proporção D/H da água no cometa 12P/Pons-Brooks foi considerada praticamente indistinguível da dos oceanos da Terra. A medição, (1,71±0,44)×10−4, é a menor proporção já medida num cometa tipo-Halley e está na extremidade inferior dos valores observados anteriormente noutros cometas.
"Cometas como este são relíquias congeladas que sobraram do nascimento do nosso Sistema Solar há 4,5 mil milhões de anos", disse Cordiner. "Pensa-se que a Terra se formou a partir de materiais sem água, por isso há muito que se sugere que os impactos de cometas foram a fonte da água da Terra. Os nossos novos resultados fornecem a evidência mais forte até agora de que pelo menos alguns cometas tipo-Halley transportavam água com a mesma assinatura isotópica encontrada na Terra, apoiando a ideia de que os cometas podem ter ajudado a tornar o nosso planeta habitável".
Os cometas tipo-Halley são uma classe de cometas com períodos orbitais intermédios (entre 20 e 200 anos) e visitam o Sistema Solar interior apenas raramente. As conclusões do estudo são significativas porque medições anteriores noutros cometas frequentemente mostravam água com uma proporção D/H diferente da da Terra, deixando em dúvida a origem cometária da água da Terra. Esta nova medição sugere que alguns cometas - particularmente aqueles como o 12P/Pons-Brooks - poderiam de facto ter transportado água, e possivelmente outros elementos essenciais à vida, para uma Terra jovem.
A investigação também confirma a origem dos gases observados, fornecendo uma imagem mais precisa da verdadeira composição do cometa. "Ao mapear tanto o H2O como o HDO na cabeleira do cometa, podemos dizer se estes gases provêm dos gelos dentro do corpo sólido do núcleo, em vez de se formarem a partir de processos químicos ou outros processos na cabeleira gasosa", disse Stefanie Milam, da NASA, coautora do estudo.
As observações só foram possíveis graças à sensibilidade excecional e às capacidades únicas de imagem do ALMA, que permitiram à equipa detetar a fraca assinatura de água pesada emanada das regiões mais internas da cabeleira — algo que nunca antes tinha sido mapeado num cometa.
ALMA e Telescópio Espacial James Webb lançam luz sobre "uvas cósmicas" (via Observatório ALMA)
Utilizando observações do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) e do Telescópio Espacial James Webb ampliadas por lentes gravitacionais, uma equipa descobriu uma galáxia primordial apenas 930 milhões de anos após o Big Bang (z=6,072), composta por pelo menos 15 aglomerados densos de formação estelar embebidos num disco giratório semelhante a uma "uva cósmica". Estes aglomerados, com tamanhos que variam de 10 a 60 parsecs, dominam 70% da luz ultravioleta da galáxia, remodelando a nossa compreensão da formação da estrutura galáctica primitiva. Ler fonte
Álbum de fotografias Enxame Duplo em Perseu
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Ron Brecher
Este impressionante campo estrelado abrange cerca de três Luas Cheias (1,5 graus) na heroica constelação setentrional de Perseu. Contém o famoso par de enxames estelares abertos, h e Chi Persei. Também catalogados como NGC 869 (à direita) e NGC 884, ambos os enxames estão a cerca de 7000 anos-luz de distância e contêm estrelas muito mais jovens e quentes do que o Sol. Separados por apenas algumas centenas de anos-luz, os enxames têm ambos 13 milhões de anos, com base nas idades das suas estrelas individuais, evidência de que ambos os enxames foram provavelmente um produto da mesma região de formação estelar. Sempre uma visão gratificante através de binóculos ou de pequenos telescópios, o Enxame Duplo é até visível a olho nu a partir de locais escuros.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.