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Edição n.º 888
07/09 a 10/09/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 07/09: 251.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1997 era descoberta a primeira lua irregular de UranoCaliban, por Brett J. Galdman (Instituto Canadiano para a Astrofísica Teórica), Philip D. Nicholson (Universidade de Cornell), Joseph A. Burns (Universidade de Cornell) e JJ Kavelaars (Universidade McMaster). 

Estavam usando o telescópio Hale de 5 metros do monte PalomarUrano tem 27 luas.
Observações: A Lua em Quarto Minguante nasce perto da meia-noite (de dia 7 para 8). Algum tempo depois é a vez de Júpiter. Observe-os a subir para cima do horizonte a Este-Nordeste, e procure a ténue Aldebarã para a sua direita. Continuam a subir até ao amanhecer de Sábado - quando os três astros brilham altos a Sudeste por cima de Orionte.

Dia 08/09: 252.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966 estreia a série televisiva "Star Trek", inspirando o interesse de uma geração pelo espaço, astronomia, tecnologia, efeitos especiais e sistemas sociais alternativos. 

Em 1999, passagem mais próxima do asteróide 699 Hela pela Terra (0,644 UA). 
Em 2004, a sonda Genesis da NASA colide com a Terra quando o seu pára-quedas falha em abrir.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 14:15.

Dia 09/09: 253.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1839, foi feita por John Herschel a primeira fotografia em chapa de vidro.
Curiosamente, a foto era a do telescópio de 12 metros de seu pai, William Herschel, que caíra em desuso durante algumas décadas e que foi depois desmontado. 
Em 1892, o astrónomo Edward Emerson Barnard, do Observatório Lick descobre o satélite mais interior de Júpiter, Amalthea. 
Observações: É ainda Verão, mas se olhar para baixo a Sudeste após as 21 horas, conseguirá já avistar a estrela de 1.ª magnitude, Fomalhaut, a Estrela de Outono, começando a fazer as suas "rondas" sazonais.

Dia 10/09: 254.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1858, George Mary Searle descobre o asteróide 55 Pandora.
Em 1985, a sonda ICE (International Cometary Explorer) fez o primeiro voo rasante de um cometa, o cometa Giacobini-Zinner

Em 2008, o LHC no CERN, descrito como a maior experiência científica da História, é ligado em Genebra, Suiça.
Observações:  A zona da cruz do Cisne é uma das mais ricas da Via Láctea. Faça uma viagem binocular ou telescópica para descobrir algumas das suas melhores jóias.

 
CURIOSIDADES


A maior galáxia conhecida reside no interior do enxame Abell 2029, a 1,07 mil milhões de anos-luz de distância, na constelação de Serpente. Recebendo a designação de IC 1101, a monstruosa galáxia elíptica gigante mede 6 milhões de anos-luz em diâmetro (em comparação com os 100.000 anos-luz da Via Láctea) e terá cerca de 60 vezes a dimensão da Via Láctea. Além disso, contém cerca de 100 biliões (milhões de milhões) de estrelas (muito mais que os 200-400 milhões de estrelas da Via Láctea).

 
ROVER CURIOSITY COMEÇA ACTIVIDADES COM O SEU BRAÇO ROBÓTICO

Após viajar mais do que o comprimento de um campo de futebol desde a sua aterragem, o rover Curiosity da NASA vai passar alguns dias preparando-se para a plena utilização das ferramentas no seu braço robótico.

O Curiosity estendeu o seu braço robótico na Quarta-feira, no primeiro de seis a 10 dias consecutivos de actividades planeadas para testar o braço de 2,1 metros e as ferramentas que manipula.

"O braço vai passar por uma série de movimentos e vai ser colocado em importantes "pontos de ensino" que foram estabelecidos durante os testes na Terra, tais como as posições para a colocação de amostras nas portas dos instrumentos analíticos," afirma Daniel Limonadi do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, engenheiro do sistema científico de amostras do Curiosity. "Estas actividades são importantes para termos um melhor conhecimento de como o braço funciona depois da longa viagem até Marte e em diferentes temperaturas e gravidade marcianas, em comparação com os testes na Terra."

O olho esquerdo da Mastcam a bordo do Curiosity capturou esta imagem da câmara no braço robótico do rover, o MAHLI (Mars Hand Lens Imager), durante o 30.º dia marciano, ou sol, da missão (5 de Setembro).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Desde que a nave MSL (Mars Science Laboratory) colocou o Curiosity dentro da Cratera Gale no dia 6 de Agosto, o rover percorreu um total de 109 metros. Os movimentos levaram-no até aproximadamente um-quarto da distância entre o seu local de aterragem, com o nome de Bradbury Landing, até ao local seleccionado como o primeiro grande destino científico da missão, Glenelg.

"Nós sabíamos que em certo ponto precisávamos de parar durante cerca de uma semana para fazer estas actividades," afirma Michael Watkins do JPL, gestor da missão do Curiosity. "Para fazer estes testes, precisamos de girar o rover num ângulo específico em relação ao Sol e ao chão plano. Conseguíamos ver, antes desta última viagem, que este parecia o local ideal para começar estas actividades."

Esta cena mostra as redondezas do local onde o Curiosity vai fazer os testes do seu braço robótico. Na imagem podem ser vistas as marcas das rodas do rover.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O trabalho nesta localização actual vai preparar o Curiosity e a equipa científica para usar o braço e para colocar dois dos instrumentos científicos em alvos rochosos e no solo. Em adição, as actividades representam os primeiros passos na preparação de recolha de amostras, perfuração de rochas, processamento de amostras recolhidas e colocação das mesmas nos instrumentos analíticos.

Os testes incluem o uso do MAHLI (Mars Hand Lens Imager) para observar o seu alvo de calibração e o espectrómetro canadiano APXS (Alpha Particle X-ray Spectrometer) para ler que elementos químicos estão presentes no alvo de calibração do instrumento.

"Estamos ainda a aprender como usar o rover. É uma máquina muito complexa -- a curva de aprendizagem é inclinada," afirma Joy Crisp do JPL, cientista do projecto MSL, que construiu e opera o Curiosity.

Este mapa mostra o caminho percorrido pelo Curiosity até ao 29.º dia marciano, ou sol, da missão (4 de Setembro).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Após a conclusão das actividades de caracterização no local actual, o Curiosity irá viajar durante algumas semanas para Este na direcção de Glenelg. A equipa científica seleccionou esta área como um bom alvo para as primeiras análises do Curiosity no que toca às amostras recolhidas graças à broca que perfura a rocha.

O Curiosity vai no seu primeiro mês da missão principal, com a duração de dois anos. Vai usar os seus 10 instrumentos científicos para determinar se a área seleccionada para estudo já proporcionou condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
PHYSORG
SPACE.com

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia
A Ciência do Curiosity (YouTube) 
Química em Marte: a missão do Curiosity (YouTube)

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M45: O Enxame das Plêiades
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Robert Gendler
 
Provavelmente o mais famoso enxame de estrelas do céu, as Plêiades podem ser vistas sem binóculos até mesmo numa cidade com poluição luminosa. Também conhecidas como as Sete Irmãs ou M45, é um dos mais próximos e mais brilhantes enxames abertos. Contém mais de 3000 estrelas, a aproximadamente 400 anos-luz de distância e mede 13 anos-luz de largura. Bem evidente na imagem acima está a nebulosa de reflexão azul que rodeia as estrelas mais brilhantes do enxame. Também foram encontradas nas Plêiades ténues anãs castanhas de pouca massa.
 

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