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Edição n.º 980
26/07 a 29/07/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 26/07: 207.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, lançamento do Explorer 4.
Em 1963, era lançado o Syncom 2, o primeiro satélite geoestacionário.

Em 1971 era lançada a Apollo 15, a quarta aterragem do Homem na Lua.
Em 2005, lançamento da missão STS-114 do vaivém espacial Discovery, o primeiro voo desde o desastre do Columbia em 2003.
Observações: A chuva de meteoros Delta Aquáridas deverá a partir de hoje começar a dar espectáculo. O pico da chuva ocorre dia 30. Esta e outra chuva mais fraca do mês de Julho, com radiantes a Sul, aumentam as hipóteses de ver estrelas cadentes que parecem vir de Sul.

Dia 27/07: 208.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1801 nascia George Biddell Airy, "Astronomer Royal" (título, agora honorário, que se dá ao director do Observatório Real de Greenwich) entre 1835 e 1881.

Forneceu importantes contributos nos campos da Matemática e da Astronomia, nomeadamente a descoberta de irregularidades nos movimentos de Vénus e da Terra, e no seu método de cálculo da densidade média do planeta Terra.
Observações: Com a Lua agora longe do céu nocturno, tente o telescópico ninho de galáxias por cima das costas de Dragão. As mais brilhantes são de 10.ª magnitude.

Dia 28/07: 209.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851 era tirada a primeira fotografia do Sol durante um eclipse total, a partir da qual se descobre a coroa solar.
Em 1867 nascia Charles Dillon Perrine, astrónomo americano-argentino, descobridor de duas luas de Júpiter (Himalia em 1904 e Elara em 1905).

Foi também director do Observatório Nacional Argentino (hoje com o nome Observatório Astronómico de Córdoba).
Em 1964 era lançada a sonda Ranger 7, que regista as primeiras imagens da Lua tiradas por uma nave americana.
Observações: Saturno em Quadratura Este, pelas 01:48.
Pelas 23 horas, o Grande Quadrado de Pégaso já está a Este, balançado sobre um canto - sinal da inevitável chegada do Outono.

Dia 29/07: 210.º dia do calendário gregoriano.
História:  Em 1851, A. De Gasparis descobria o asteróide 15 Eunomia.
Em 1898, nascia o físico Isidor Isaac Rabi, que recebeu o prémio Nobel da Física em 1944, pelo seu método de ressonância para registar as propriedades magnéticas do núcleo atómico.

Em 2005, astrónomos anunciam a descoberta do planeta anão Éris.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 18:43.
Aproveite a noite para observar Saturno e os seus anéis.

 
CURIOSIDADES


A maioria dos quasares não podem ser vistos com telescópios pequenos, mas 3C 273, com uma magnitude aparente de 12,9, é a excepção à regra. A 2,44 mil milhões de anos-luz, é um dos objectos mais distantes directamente observáveis com equipamento amador.

 
LANÇANDO NOVA LUZ SOBRE OS OBJECTOS MAIS BRILHANTES DO UNIVERSO

Os quasares estão entre os objectos mais brilhantes, mais antigos, mais distantes e mais poderosos do Universo. Alimentados por buracos negros supermassivos no centro de galáxias gigantescas, os quasares podem emitir enormes quantidades de energia, até mil vezes a produção total das centenas de milhares de milhões de estrelas de toda a nossa Via Láctea.

Astrofísicos da Universidade de Dartmouth, no estado americano de New Hampshire, escreveram um artigo que será publicado na revista The Astrophysical Journal, que relata descobertas baseadas em observações de 10 quasares. Eles documentaram o imenso poder da radiação quasar, que se estende por muitos milhares de anos-luz, até aos limites da galáxia do quasar.

"Pela primeira vez, somos capazes de ver a real extensão em que estes quasares e os seus buracos negros podem afectar as suas galáxias, e vemos que é apenas limitada pela quantidade de gás na galáxia," afirma Kevin Hainline, associado pós-doutorado de pesquisa em Dartmouth. "A radiação excita o gás por todo o percurso até às margens da galáxia e só pára quando já não existe mais gás."

Impressão de artista de ULAS J1120+0641, um quasar alimentado por um buraco negro com uma massa de 2 mil milhões de Sóis.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A radiação libertada por um quasar cobre todo o espectro electromagnético, desde ondas de rádio até micro-ondas a baixas frequências, passando por infravermelho, ultravioleta, raios-X, até raios gama de alta frequência. Um buraco negro central, também chamado núcleo galáctico activo, pode crescer ao engolir material do gás interestelar circundante, libertando energia no processo. Isto leva à criação do quasar, que emite radiação que ilumina o gás presente em toda a galáxia.

"Se pegarmos nesta poderosa e brilhante fonte de radiação no centro da galáxia e detonarmos o gás com a sua radiação, ele é excitado da mesma forma que o néon nas lâmpadas, produzindo luz," afirma Ryan Hickox, professor assistente do Departamento de Física e Astronomia em Dartmouth. "O gás vai emitir frequências muito específicas de luz que só um quasar pode produzir. Esta luz funciona como um rasto que fomos capazes de usar para seguir o gás excitado pelo buraco negro até grandes distâncias."

Os quasares são pequenos em comparação com uma galáxia, como um grão de areia numa praia, mas o poder da sua radiação pode estender-se até aos limites galácticos e além.

A iluminação do gás pode ter um efeito profundo, já que o gás que é iluminado e aquecido pelo quasar é menos capaz de entrar em colapso sob a sua própria gravidade e formar novas estrelas. Assim, o minúsculo buraco negro central e o seu quasar podem retardar a formação estelar em toda a galáxia e influenciar a forma como esta cresce e muda ao longo do tempo.

O SALT (Southern African Large Telescope) é o maior telescópio óptico do Hemisfério Sul e está entre os maiores do mundo.
Crédito: Janus Brink, SALT
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Isto é emocionante porque sabemos, a partir de um número de argumentos diferentes e independentes, que estes quasares têm um efeito profundo nas galáxias onde vivem," afirma Hickox. "Existe muita controvérsia sobre o modo como realmente influenciam a galáxia, mas agora temos um aspecto da interacção que se pode alargar à escala de toda a galáxia. Ninguém tinha visto isso antes."

Hickox, Hainline e co-autores basearam as suas conclusões em observações feitas com o SALT (Southern African Large Telescope), o maior telescópio óptico do Hemisfério Sul. As observações foram realizadas usando espectroscopia, na qual a luz é dividida nos comprimentos de onda que a compõem. "Para este tipo particular de experiência, está entre os melhores telescópios do mundo," afirma Hickox.

Também usaram dados do telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, que fotografou todo o céu no infravermelho. Os cientistas usaram observações no infravermelho porque dão uma medida particularmente fiável da produção total de energia do quasar.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Dartmouth (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
PHYSORG
Science World Report

Quasar:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

SALT:
Página oficial
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
NEOWISE (NASA)
U. Berkeley

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Linda Trífida
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Máximo Ruiz
 
A linda Nebulosa Trífida é um estudo cósmico de contrastes. Também conhecida como M20, fica a cerca de 5000 anos-luz na direcção da constelação rica em nebulosas, Sagitário. Uma região de formação estelar no plano da nossa Galáxia, a Trífida ilustra três tipos diferentes de nebulosas astronómicas: nebulosas de emissão, vermelhas e dominadas por luz emitida por átomos de hidrogénio, nebulosas de reflexão, azuis e produzidas por poeira que reflecte luz estelar, e nebulosas escuras onde nuvens densas de poeira aparecem em silhueta. O nome popular Trífida está relacionado com a brilhante região de emissão vermelha, mais ou menos dividida em três partes por faixas de poeira escura. Mas nesta nítida imagem colorida, a emissão avermelhada é também rodeada pelos tons azulados de nebulosas de reflexão. Pilares e jactos esculpidos por estrelas recém-nascidas, abaixo e à esquerda do centro da nebulosa de emissão, aparecem em ampliações da região pelo Hubble. A Nebulosa da Trífida mede cerca de 40 anos-luz em diâmetro.
 

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