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Edição n.º 1030
21/01 a 23/01/2014
 
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ACTIVIDADES

31.01.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

01.02.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 21/01: 21.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, a nave MercuryLittle Joe 1B, levantava voo a partir de Wallops Island, com Miss Sam, uma fêmea de macaco a bordo.

Em 2004, a NASA "perdia" contacto com o rover Spirit, um problema de gestão de memória "flash" que viria a ser resolvido remotamente a partir da Terra a 6 de Fevereiro.
Observações: A Lua nasce por volta das 23 horas, seguida por Marte e Espiga durante a próxima hora e quinze minutos. Antes do amanhecer de dia 22, os três astros estão a Sudoeste, Espiga e Marte para a esquerda da Lua.

Dia 22/01: 22.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, a Apollo 5 levantava voo transportando o primeiro módulo lunar para o espaço.

Em 1992, Roberta Bondar tornava-se a primeira mulher canadiana no espaço a bordo da STS-42.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:29 e as 21:51.
Trânsito da sombra de Io, entre as 19:56 e as 22:16.
A Lua nasce por volta da meia-noite, muito perto de Espiga, com Marte brilhando para a esquerda. Ao amanhecer de dia 23 encontram-se a Sudoeste - Marte está para cima e para a direita da Lua.

Dia 23/01: 23.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1840 nascia Ernst Abbe, físico e optometrista alemão, que juntamente com Otto Schott e Carl Zeiss, lançou as bases da óptica moderna. Abbe também desenvolveu instrumentos ópticos, e foi co-proprietário da Carl Zeiss AG, fabricante alemã de telescópios, planetários e outros sistemas ópticos.
Em 2003 tinham lugar as últimas comunicações com a Pioneer 10.

Observações: Trânsito de Europa, entre as 04:14 e as 07:01.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 05:06 e as 07:54.

 
CURIOSIDADES


Na mitologia grega, a Via Láctea é o leite derramado por Hera enquanto amamentava Héracles. É também descrita como a estrada para o Monte Olimpo e o caminho arruinado pela carruagem do deus-Sol Hélio.

 
"BELA ADORMECIDA" DA ESA ACORDA DO SEU SONO PROFUNDO

Foi um desfecho de capítulo típico de um conto de fadas. A longínqua sonda espacial Rosetta fez-se ouvir pela primeira vez em 31 meses.

A Rosetta está a perseguir o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e tornar-se-á na primeira missão espacial a encontrar-se com um cometa, a primeira a tentar aterrar na sua superfície e a primeira a seguir um cometa à medida que dá a volta ao Sol.

Desde o seu lançamento em 2004, a Rosetta fez três "flybys" pela Terra e um por Marte em ordem a ganhar velocidade para o seu encontro com o 67P/Churyumov-Gerasimenko, cruzando-se pelo caminho com os asteróides Steins e Lutetia.

Operando apenas a energia solar, a Rosetta foi colocada num profundo estado de hibernação em Junho de 2011 à medida que se afastava quase 800 milhões de quilómetros do calor do Sol, para lá da órbita de Júpiter.

Agora, como a órbita da Rosetta a trouxe até "apenas" 673 milhões de quilómetros do Sol, existe novamente energia solar suficiente para alimentar a sonda totalmente.

Ontem, ainda a cerca de 9 milhões de quilómetros do cometa, o alarme interno e pré-programado da Rosetta acordou-a. Depois de aquecer os seus principais instrumentos de navegação, de sair de uma rotação de estabilização e de apontar a sua antena para a Terra, a Rosetta enviou um sinal para avisar os operadores que tinha sobrevivido à parte mais distante da sua jornada.

Sinal que assinala o acordar da Rosetta.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O sinal foi recebido pelas estações terrestres Goldstone e Canberra da NASA às 18:18 (hora de Portugal), durante a primeira janela de oportunidade que a sonda tinha para comunicar com a Terra. Foi confirmado imediatamente pelo centro de operações espaciais da ESA em Darmstadt, Alemanha, e o acordar bem-sucedido foi anunciado através da conta Twitter @ESA_Rosetta, que enviou: "Hello, World!"

"Temos o nosso caçador de cometas de volta," afirma Alvaro Giménez, Director de Exploração Científica e Robótica da ESA. "Com a Rosetta, vamos levar a exploração cometária a outro nível. Esta incrível missão continua a marcar a nossa história em cometas, com base nos avanços tecnológicos e científicos da nossa primeira missão de espaço profundo, Giotto, que enviou as primeiras imagens obtidas [de perto] de um núcleo de cometa, quando passou pelo Halley em 1986.

Os cometas são considerados os blocos de construção primitivos do Sistema Solar e provavelmente ajudaram a "semear" a Terra com água, talvez até mesmo com ingredientes da vida. Mas ainda permanecem por responder muitas questões fundamentais, e através do estudo compreensivo do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a Rosetta tem por objectivo desvendar segredos escondidos.

"Todas as outras missões cometárias têm sido passagens rasantes, capturando momentos fugazes na vida destas arcas de tesouro geladas," afirma Matt Taylor, cientista do projecto Rosetta da ESA. "Com a Rosetta, vamos acompanhar diariamente a evolução de um cometa durante mais de um ano, dando-nos uma perspectiva única sobre o comportamento de um cometa e, finalmente, ajudando-nos a decifrar o seu papel na formação do Sistema Solar."

Mas primeiro que tudo as verificações essenciais da saúde da sonda têm que ser concluídas. Depois, serão ligados os onze instrumentos na sonda e os dez no "lander".

"Vamos passar alguns meses a preparar a sonda e os seus instrumentos para os desafios operacionais exigidos por um longo estudo detalhado de um cometa que, até que cheguemos lá, não conhecemos bem," realça Andrea Accomazzo, gerente de operações da Rosetta.

As primeiras imagens do 67P/Churyumov-Gerasimenko pela Rosetta são esperadas em Maio, quando a sonda estiver ainda a 2 milhões de quilómetros do seu alvo. No final de Maio, a sonda executará uma grande manobra com o objectivo de se alinhar para o seu encontro crítico com o cometa em Agosto.

Após o encontro, a Rosetta começará com dois meses de mapeamento da superfície do cometa, fará também importantes medições da gravidade, massa e forma do cometa e avaliará a sua atmosfera (ou cabeleira) gasosa e poeirenta. Também estudará o ambiente de plasma a analisará como este interage com a atmosfera exterior do Sol, o vento solar.

Usando estes dados, os cientistas vão escolher um local de aterragem para o "lander" Philae de 100 kg. Esta está actualmente prevista para 11 de Novembro e será a primeira vez que é tentada uma aterragem num cometa.

Impressão de artista da sonda Rosetta e do "lander" Philae, aterrando no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.
Crédito: ESA-J. Huart, 2013
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Na verdade, dada a gravidade quase negligenciável do núcleo cometário de 4 km, o Philae terá de usar parafusos e arpões para impedi-lo de ressaltar de volta ao espaço após a aterragem.

Entre a sua vasta gama de medições científicas, o Philae enviará de volta um panorama das áreas circundantes, bem como fotos de alta-resolução da superfície. Também realizará uma análise da composição dos gelos e de material orgânico, incluindo uma perfuração até 23 cm de profundidade e recolha de amostras que serão analisadas por um laboratório a bordo do Philae.

O foco da missão passará então para a fase de "escolta", durante a qual a Rosetta acompanhará o cometa durante a sua aproximação ao Sol, monitorizando as condições em constante mudança na superfície à medida que aquece e os seus gelos sublimam.

O cometa alcançará a sua distância mais próxima do Sol a 13 de Agosto de 2015 a cerca de 185 milhões de quilómetros, aproximadamente entre as órbitas da Terra e de Marte. A Rosetta seguirá o cometa durante o resto do ano, à medida que se afasta do Sol e a sua actividade começa a diminuir.

"Vamos enfrentar muitos desafios este ano, enquanto exploramos o território desconhecido do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e tenho a certeza que haverá muitas surpresas, mas hoje estamos apenas extremamente felizes por estar novamente a comunicar com a sonda," conclui Matt Taylor.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Rosetta acorda (via YouTube)
NASA
Science
Sky & Telescope
Space Daily
Universe Today
SPACE.com
New Scientist
PHYSORG
Spaceflight Now
redOrbit
Discovery News
BBC News
RT
Reuters
UPI
ars technica
RTP
Diário de Notícias
Visão

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
Twitter
Como a Rosetta vai orbitar o cometa (YouTube - New Scientist)
Wikipedia

 
DADOS DO GAIA-ESO MOSTRAM QUE VIA LÁCTEA PODE TER SIDO FORMADA DE DENTRO PARA FORA

Uma pesquisa sobre o primeiro conjunto de dados do projecto Gaia-ESO sugere que a Via Láctea formou-se expandindo-se para fora do centro e revela novas informações sobre a forma como a nossa Galáxia foi montada.

Uma descoberta usando dados do projecto Gaia-ESO forneceu evidências que corroboram divisões teoricamente previstas na composição química das estrelas que compõem o disco da Via Láctea - a vasta colecção de nuvens gigantes de gás e milhares de milhões de estrelas que dão forma à nossa Galáxia.

Ao seguir elementos produzidos rapidamente, especificamente o magnésio neste estudo, os astrónomos podem determinar a velocidade com que diferentes partes da Via Láctea foram formadas. A pesquisa sugere que as regiões mais interiores da Via Láctea formaram-se muito mais depressa que as regiões exteriores, suportando ideias de que a nossa Galáxia cresceu de dentro para fora.

Figura que ilustra os achados mais recentes do estudo Gaia-ESO.
Crédito: Amanda Smith/Instituto de Astronomia
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando dados do VLT no Chile, um dos maiores telescópios do mundo, uma equipa internacional de astrónomos obteve observações detalhadas de estrelas com uma ampla gama de idades e posições no disco Galáctico para determinar com precisão a sua "metalicidade": a quantidade de elementos químicos à excepção do hidrogénio e do hélio, os dois elementos mais comuns das estrelas.

Imediatamente após o Big Bang, o Universo consistia quase inteiramente de hidrogénio e hélio, com níveis de "metais contaminantes" crescentes ao longo do tempo. Consequentemente, as estrelas mais velhas têm menos elementos na sua composição - por isso têm menos metalicidade.

"Os diferentes elementos químicos de que as estrelas - e nós - são constituídas são criados a diferentes velocidades - alguns em estrelas massivas que vivem depressa e morrem jovens, e outros em estrelas como o Sol com vidas calmas de milhares de milhões de anos," afirma o professor Gerry Gilmore, investigador principal do projecto Gaia-ESO.

As estrelas massivas, que têm vida curta e morrem como supernovas, produzem grandes quantidades de magnésio durante a sua agonia explosiva final. Este evento catastrófico pode até formar uma estrela de neutrões ou um buraco negro, e até mesmo desencadear a formação de novas estrelas.

A equipa mostrou que estrelas mais velhas e pobres em metais dentro do Círculo Solar - a órbita do nosso Sol em torno do centro da Via Láctea, que demora cerca de 250 milhões de anos a completar - são muito mais propensas a ter altos níveis de magnésio. O nível mais elevado deste elemento dentro do Círculo Solar sugere que esta área continha mais estrelas que "viveram depressa e morreram jovens" no passado.

As estrelas que se encontram nas regiões mais externas do disco Galáctico - fora do Círculo Solar - são predominantemente jovens, tanto "ricas em metais" e "pobres em metais", e têm níveis surpreendentemente baixos de magnésio em relação à sua metalicidade.

Esta descoberta assinala diferenças importantes na evolução estelar ao longo do disco da Via Láctea, com tempos muito eficientes e curtos de formação estelar ocorrendo dentro do Círculo Solar; e fora da órbita do Sol, a formação de estrelas levou muito mais tempo.

"Fomos capazes de saber mais sobre a escala de tempo de enriquecimento químico no disco da Via Láctea, mostrando que as regiões mais exteriores do disco demoram muito mais tempo para se formar," realça Maria Bergemann do Instituto de Astronomia de Cambridge, que liderou o estudo.

"Isto confirma modelos teóricos para a formação de discos galácticos no contexto cosmológico da matéria escura e fria, que prevêem que os discos galácticos crescem de dentro para fora."

Os achados oferecem novas perspectivas sobre a história da montagem da nossa Galáxia, e são parte da primeira onda de novas observações do estudo Gaia-ESO, a extensão terrestre da missão espacial Gaia - lançada pela ESA no final do ano passado - e o primeiro estudo a larga-escala realizado por um dos maiores telescópios do mundo: o telescópio de 8 metros do VLT em Paranal, no Chile.

O estudo foi publicado online na base de dados astronómica Astro-ph, e foi submetido à revista Astronomy & Astrophysics.

A nova pesquisa também lança luz sobre uma outra muito debatida "estrutura dupla" no disco da Via Láctea - os chamados disco "fino" e disco "espesso".

"O disco fino contém os braços espirais, estrelas jovens, nuvens moleculares gigantes - todos os objectos são jovens, pelo menos no contexto da Galáxia," explica Aldo Serenelli do Instituto de Ciências Espaciais (Barcelona) e co-autor do estudo. "Mas os astrónomos há muito que suspeitavam que existia outro disco, mais espesso, curto e velho. Este disco espesso contém estrelas muito velhas com baixa metalicidade."

Durante a última pesquisa, a equipa descobriu que:

  • Estrelas no disco "fino" e jovem, com idades entre os 0 e os 8 mil milhões de anos, têm um grau semelhante de metalicidade, independentemente da idade neste intervalo, muitas delas consideradas "ricas em metais";
  • Existe um "declínio acentuado" na metalicidade de estrelas com mais de 9 mil milhões de anos, típicas do disco "espesso", sem estrelas "ricas em metais" detectáveis acima desta idade;
  • Mas podem ser encontradas em ambos os discos estrelas de diferentes idades e metalicidades.

"Do que sabemos agora, a Galáxia não é um sistema 'isto ou aquilo'. Podemos encontrar estrelas de diferentes idades e conteúdos metálicos em qualquer parte!", comenta Bergemann. "Não há uma clara separação entre o disco fino e o disco espesso. A proporção de estrelas com diferentes propriedades não é a mesma em ambos os discos - é assim que sabemos que estes dois discos provavelmente existem - mas podem ter origens muito diferentes."

Gilmore acrescenta: "Este estudo fornece novas evidências emocionantes que as partes internas do disco espesso da Via Láctea formaram-se muito mais rapidamente que as estrelas no disco fino, que dominam a vizinhança Solar".

Em teoria, dizem os astrónomos, o disco espesso - proposto pela primeira vez por Gilmore há 30 anos atrás - pode ter surgido a partir de diferentes maneiras, desde enormes instabilidades gravitacionais até ao consumo de galáxias satélite. "A Via Láctea canibalizou muitas galáxias pequenas durante a sua formação. Agora, com o estudo Gaia-ESO, podemos estudar as marcas destes eventos, essencialmente dissecando o ventre do monstro," comenta Greg Ruchit, investigador do Observatório de Lund, na Suécia, que co-lidera o projecto.

De acordo com a equipa, é esperado um maior domínio da relação idade-metalicidade e da estrutura do disco Galáctico com os próximos lançamentos do Gaia-ESO. Daqui a um par de anos, estes dados serão complementados por posições e cinemáticas fornecidas pelo satélite Gaia e juntos irão revolucionar o campo da astronomia Galáctica.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
PHYSORG
redOrbit
Space Daily
e! Science News
UPI

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

Estudo Gaia-ESO:
Página oficial

VLT:
ESO
Wikipedia

Gaia:
ESA
ESA - 2
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Correntes Estelares de M83
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: R. Gendler, D. Martinez-Delgado (ARI-ZAH, Univ. HeidelbergD. Malin (AAO)
NAOJESOHLA - Montagem e processamento: Robert Gendler
 
Grande, brilhante e linda, a galáxia espiral M83 situa-se a cerca de doze milhões de anos-luz de distância, perto da ponta sudoeste da longa constelação de Hidra. Esta imagem de céu profundo do esplêndido universo-ilha inclui observações do Hubble, juntamente com dados terrestres obtidos pelos grandes telescópios do ESO, pelo Telescópio Subaru do Observatório Astronómico Nacional do Japão e pelo Observatório Astronómico Australiano. Com aproximadamente 40.000 anos-luz de diâmetro, M83 é mais conhecida como Cata-Vento do Sul devido aos seus braços espirais pronunciados. Mas a riqueza das regiões avermelhadas de formação estelar, encontradas perto das bordas das densas correntes de poeira dos braços, também sugerem outro apelido popular, a Galáxia dos Mil-Rubis. A nuvem curva perto do topo do retrato cósmico é uma corrente estelar de marés da galáxia, detritos de uma perturbação gravitacional de uma galáxia satélite mais pequena em fusão. A fraca e fugaz corrente de estrelas foi descoberta em meados da década de 1990, graças a ampliações de chapas fotográficas.
 

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