Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1102
30/09 a 02/10/2014
 
Siga-nos:      
 

SEMANA MUNDIAL DO ESPAÇO (4 a 10 de Outubro).
O Centro Ciência Viva do Algarve associa-se às celebrações promovendo as actividades ligadas a este tema:

Sexta-feira, 3 de outubro - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS – Distância da Terra à Lua
20:30 – 22:30
Apresentação às estrelas inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia (distância da Terra à Lua) seguida de observação astronómica nocturna com telescópio e experiência em colaboração simultânea com o OASA (Observatório Astronómico de Santana, Açores) (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral, Local: Centro Ciência Viva do Algarve, Rua Comandante Francisco Manuel, Faro.
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/estudantes/reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

Quarta-feira, 8 de outubro - Eclipses
10:00 – 11:30
Em dia de eclipse lunar não visível em Portugal, esta atividade que explora como os eclipses ocorrem.
Público: grupos escolares do 7º ano
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Local: Centro Ciência Viva do Algarve, Rua Comandante Francisco Manuel, Faro.

Sexta-feira, 10 de outubro - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS - especial Foguetões
20:30 – 22:30
Apresentação às estrelas inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia (Como lançar um satélite para o espaço) seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral, local: Centro Ciência Viva do Algarve, Rua Comandante Francisco Manuel, Faro.
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/estudantes/reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 30/09: 273.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1550, nascia Michael Maestlin, astrónomo e matemático alemão, famoso por ter sido o mentor de Johannes Kepler.
Em 1880, Henry Draper tira a primeira fotografia da Nebulosa de Orionte.

A exploração de M42 é ainda feita a partir de fotos do Hubble.
Em 1977, devido a cortes e a reservas de energia cada vez menores, as experiências ALSEP das Apollo, deixadas na Lua, são desligadas.
Observações: Arcturo é a estrela mais brilhante a Oeste ao caír da noite. É uma gigante laranja a 37 anos-luz de distância. Para a sua direita estão as estrelas da Ursa Maior, cuja maioria está a cerca de 80 anos-luz de distância.

Dia 01/10: 274.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, era criada a NASA para suceder à NACA

Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 20:34. Esta noite brilha por cima do "Bule de Chá" de Sagitário a Sul.

Dia 02/10: 275.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Bem para cima da Lua está Altair ao anoitecer. Atravessando o zénite (para latitudes médias Norte), estão outras duas estrelas do Triângulo de Verão: Vega e Deneb.

 
CURIOSIDADES


Desde Leonardo da Vinci que se sabe que o brilho da Terra ilumina a Lua com um brilho 50 vezes superior ao da Lua Cheia. Isso explica porque é que nos dias logo após a Lua Nova a parte escura da Lua apresenta um brilho acinzentado.

 
PHILAE COM ATERRAGEM PREVISTA PARA 12 DE NOVEMBRO

A missão Rosetta da ESA vai lançar o módulo de aterragem, Philae, para a superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko no dia 12 de Novembro.

O local de aterragem, conhecido actualmente como Local J, está localizado no "lóbulo" mais pequeno do cometa. O local secundário encontra-se no lóbulo maior. Os locais foram seleccionados apenas seis semanas após a chegada da Rosetta ao cometa no dia 6 de Agosto, depois de uma viagem de 10 anos pelo Sistema Solar.

Durante as últimas semanas, a missão Rosetta tem levado a cabo uma análise científica sem precedentes do cometa, um remanescente da história de 4,6 mil milhões de anos do Sistema Solar. Os resultados mais recentes da Rosetta serão apresentados por ocasião da aterragem, durante conferências de imprensa dedicadas ao tema.

Imagem que mostra a posição do local de aterragem primário para o "lander" Philae da sonda Rosetta.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O foco principal até agora tem sido o estudo do 67P/Churyumov-Gerasimenko a fim de preparar a primeira tentativa de aterrar num cometa.

O Local J foi escolhido como o local principal por unanimidade, em detrimento de outros quatro candidatos, porque a maioria do terreno dentro de uma área com um quilómetro quadrado tem inclinações inferiores a 30º em relação à vertical local e porque tem relativamente poucos pedregulhos grandes. A área também recebe iluminação diária suficiente para recarregar o Philae e continuar as operações científicas à superfície para lá das 64 horas iniciais alimentadas a bateria.

Ao longo das últimas duas semanas, as equipas de dinâmica de voo e operações da ESA têm vindo a fazer uma análise detalhada das trajectórias de voo e tempos para a Rosetta entregar o "lander" com a maior brevidade possível.

Foram identificados dois cenários robustos de aterragem, um para o local principal e outro para o secundário. Ambos antecipam a separação e aterragem para o dia 12 de Novembro.

Para o cenário de aterragem no local J, a Rosetta libertará o Philae às 08:35 GMT/09:35 CET a uma distância de 22,5 km do centro do cometa, aterrando cerca de sete horas depois. O tempo de viagem do sinal unidireccional entre a Rosetta e a Terra no dia 12 de Novembro será de 28 minutos e 20 segundos, o que significa que a confirmação da aterragem chegará às estações da Terra por volta das 16:00 GMT/17:00 CET.

Se for tomada a decisão de usar o local secundário C, a separação terá lugar às 13:04 GMT/14:04 CET, a 12,5 km do centro do cometa. A aterragem ocorrerá cerca de 4 horas depois e a confirmação será recebida na Terra por volta das 17:30 GMT/18:30 CET. Os horários estão sujeitos a incertezas de vários minutos.

Mosaico de quatro imageuns do Cometa 67P/C-G, usando imagens capturadas no dia 19 de Setembro.
Crédito: ESA/Rosetta/NAVCAM
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A confirmação final do local de aterragem principal e do seu cenário será feita no dia 14 de Outubro após uma revisão formal de prontidão das operações do módulo de aterragem, que incluirá os resultados de análises de mais alta-resolução dos locais J e C entretanto realizadas. Caso o local secundário seja o escolhido nesta fase, o pouso poderá ainda ocorrer no dia 12 de Novembro.

Também será anunciada uma competição para o público nomear o local de pouso principal durante a semana de 14 de Outubro.

A sonda Rosetta vai continuar a estudar o cometa e o seu ambiente usando os seus 11 instrumentos científicos à medida que orbitam o Sol juntos. O cometa está numa órbita elíptica de 6,5 anos, que o leva para lá de Júpiter no seu ponto mais distante, até entre as órbitas de Marte e da Terra no seu ponto mais próximo do Sol. A Rosetta acompanhará o cometa durante mais de um ano, à medida que contorna o Sol e se dirige novamente para o Sistema Solar exterior.

As análises feitas pela sonda Rosetta serão complementadas por medições in situ feitas pelos 10 instrumentos dos Philae.

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
The Planetary Society
Universe Today
PHYSORG
Nature World News
redOrbit
euronews
BBC News
AstroPT

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
NASA
Vídeo da descida e operações científicas do Philae (ESA - YouTube)
Twitter
Wikipedia
Philae (Wikipedia)

 
SINAIS DE FORMAÇÃO DE SISTEMA PLANETÁRIO EM TORNO DA ESTRELA HD169142

Os planetas formam-se a partir de discos de gás e poeira que orbitam estrelas jovens. Assim que a "semente" do planeta - composta por um pequeno agregado de poeira - é formada, continua a recolher material e esculpe uma cavidade ou lacuna no disco ao longo do seu percurso orbital.

Esta fase de transição entre o disco original e o sistema planetário, difícil de estudar e ainda muito pouco conhecida, é precisamente o que foi observado na estrela HD169142 e é discutido em dois artigos publicados na revista The Astrophysical Journal Letters.

"Embora nos últimos anos tenham sido descobertos mais de 1700 exoplanetas, poucos foram observados directamente, e até à data nunca tínhamos sido capazes de capturar uma imagem inequívoca de um planeta ainda em formação," afirma Mayra Osorio, investigadora do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), autora principal de um dos artigos. "Em HD 169142 podemos na verdade estar a ver estas sementes de gás e poeira que mais tarde se transformarão em planetas."

Imagem no comprimento de onda dos 7 mm do disco de poeira em redor da estrela HD 169142 com o VLA (Very Large Array). As posições dos candidatos a protoplanetas estão marcadas com os sinais de "+". A secção ampliada no canto superior direito mostra, à mesma escala, a brilhante fonte infravermelha na cavidade interior do disco, como observado pelo VLT no comprimento de onda de 3,8 micrómetros.
Crédito: Osorio et al, VLA; Reggiani et al., VLT
(clique na imagem para ver versão maior)
 

HD169142 é uma estrela jovem com duas vezes a massa do Sol e cujo disco se estende até 250 UA (1 UA, ou unidade astronómica, é uma unidade equivalente à distância entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros). O sistema encontra-se numa orientação óptima para o estudo da formação planetária porque é visto de face.

O primeiro artigo explora o disco de HD169142 com o radiotelescópio VLA (Very Large Array), que pode detectar grãos de poeira com centímetros de tamanho. Os resultados, combinados com dados infravermelhos que traçam a presença de poeira microscópica, revelam duas lacunas no disco, uma na região interior (entre 0,7 e 20 UA) e outra mais distante e menos desenvolvida entre 30 e 70 UA.

"Esta estrutura já sugeriu que o disco está a ser modificado por dois planetas ou objectos sub-estelares mas, adicionalmente, os dados de rádio revelam a existência de um aglomerado de material dentro da abertura exterior, localizado aproximadamente à distância da órbita de Neptuno, que aponta para a existência de um planeta em formação," comenta Osorio.

Impressão de artista de um disco protoplanetário.
Crédito: ESO/L. Calçada
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O segundo estudo focou-se na busca de fontes infravermelhas nas lacunas do disco, usando o VLT (Very Large Telescope). Encontraram um sinal brilhante na abertura interna, que poderá corresponder a um planeta em formação ou a uma jovem anã branca (uma espécie de estrela falhada que nunca chegou a ter massa suficiente para despoletar as reacções nucleares características das estrelas).

Os dados infravermelhos, no entanto, não reforçaram a presença de um objecto na abertura exterior como as observações no rádio sugeriram. Esta não-detecção pode ser devida a limitações técnicas: os cientistas calcularam que um objecto com uma massa entre 0,1 e 18 vezes a massa de Júpiter, rodeado por um invólucro frio, pode muito bem permanecer por detectar no comprimento de onda observado.

"Em observações futuras seremos capazes de verificar se o disco alberga um ou dois objectos. Em qualquer caso, HD 169142 permanece um objecto promissor pois é um dos poucos discos de transição conhecidos e está a revelar-nos o ambiente onde os planetas se formam," conclui Osorio.

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto de Astrofísica da Andaluzia (comunicado de imprensa)
Artigo científico - Osorio et al. (arXiv.org)
Artigo científico - Reggiani et al. (arXiv.org)
The Astrophysical Journal Letters
The Astrophysical Journal Letters - 2
Universe Today
PHYSORG
space ref
io9

Discos protoplanetários:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

VLA:
Página oficial
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  A água na sua garrafa pode ser mais antiga que o Sol (via Universidade do Michigan)
Cerca de metade da água na Terra é provavelmente mais antiga que o Sistema Solar propriamente dito. O trabalho de investigação ajuda a resolver um debate sobre há quanto tempo, na história galáctica, a água do nosso planeta e do Sistema Solar se formou. Ler fonte
     
  Detecção de cianeto de isopropilo interestelar (via Sociedade Max Planck)
Existe um grande número de moléculas orgânicas no espaço. Uma destas, cianeto de is-propilo (i-C3H7CN), foi descoberta por cientistas numa gigantesca nuvem molecular chamada Sagitário B2, uma região de intensa formação estelar perto do centro da nossa Galáxia. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Dança de Dois Buracos Negros em 3C 75
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Raios-X: NASA/CXC/D. Hudson, T.Reiprich et al. (AIfA); Rádio: NRAO/VLA/ NRL
 
O que é que está a acontecer no centro da galáxia activa 3C 75? As duas fontes brilhantes no centro desta composição em raios-X (azul) e rádio (cor-de-rosa) são os buracos negros supermassivos co-orbitantes que alimentam a gigantesca fonte de rádio 3C 75. Os buracos negros supermassivos estão rodeados por gás com temperaturas na ordem dos milhões de graus que emitem raios-X, que expelem jactos de partículas relativistas e estão separados por aproximadamente 25.000 anos-luz. Estão situados nos núcleos de duas galáxias em fusão, galáxias estas pertencentes ao enxame Abell 400 a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância. Os astrónomos concluíram que estes dois buracos negros supermassivos estão unidos pela gravidade num sistema binário, em parte porque a aparência consistente dos jactos é provavelmente devida ao seu movimento comum à medida que viajam pelo enxame quente a 1200 km/s. Pensa-se que estas impressionantes fusões cósmicas sejam comuns em ambientes de enxames galácticos lotados no Universo distante. Durante os seus estágios finais, pensa-se que as fusões sejam fonte de intensas ondas gravitacionais.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2014 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.