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Edição n.º 1116
18/11 a 20/11/2014
 
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28/11/14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 18/11: 322.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 a NASA lança o COBE (Cosmic Background Explorer).

Os instrumentos a bordo estudaram toda a esfera celeste a cada seis meses. As operações terminaram a 23 de Dezembro de 1993. A partir de Janeiro de 1994, foi transferido para o Wallops e serviu como satélite de teste. 
Em 1999, usando câmaras de vídeo, David Palmer, Brian Cudnick e Pedro Sada registam um impacto de uma Leónida na Lua. O evento torna-se no primeiro impacto cósmico lunar confirmado.
Em 2013, é lançada a MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN Mission) em direcção a Marte.
Observações: Muito alta agora a Norte, na Via Láctea de Outono, está a ténue constelação de Cefeu: marido, em mito, da mais brilhante Cassiopeia. O seu padrão inclui duas estrelas variáveis importantes, Delta e Mu Cephei, visíveis através de binóculos ou até a olho nu. Delta é o protótipo das Cefeidas. Mu é uma das maiores estrelas conhecidas.

Dia 19/11: 323.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1711, nascia Mikhail Lomonosov, cientista russo, conhecido por ser a primeira pessoa a teorizar a existência de uma atmosfera em Vénus.
Em 1881, um meteorito aterra perto da vila de Grossliebenthal, no Sudoeste de Odessa, Ucrânia.
Em 1969, a Apollo 12 faz a segunda aterragem humana na Lua Os astronautas Pete ConradAlan Bean pisam solo lunar no Oceano das Tempestades.
Em 1999, a China lança a primeira missão Shenzhou não tripulada para órbita às 22:30 GMT.

Torna-se assim na terceira nação da História a lançar um veículo capaz de transportar uma pessoa até ao espaço, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos.
Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 03:24 e as 07:13.
Ainda podemos observar o Triângulo de Verão. A estrela mais brilhante do Triângulo é Vega, ainda razoavelmente alta a Oeste-Noroeste depois à hora de jantar. A estrela mais brilhante por cima de Vega é Deneb. A terceira estrela do Triângulo, Altair, está para a esquerda de Vega.

Dia 20/11: 324.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1889 nasce Edwin Hubble, astrónomo americano.

Foi o primeiro a identificar cefeidas em M31, provando a natureza extragaláctica das nebulosas espirais (galáxias). Apoiando-se sobre o trabalho de Carl Wirtz, e com os desvios de Slipher, Hubble estabelece a relação distância-velocidade das galáxias (Lei de Hubble) que demonstra a expansão do Universo.
Em 1984, é fundado o Instituto SETI.
Em 1998, é lançado o primeiro módulo da Estação Espacial Internacional (ISS), o Zarya.
Observações: Quando Fomalhaut atravessa o meridiano a Sul, o que faz pelas 19:30, sabemos que as primeiras estrelas de Orionte estão prestes a nascer a Este, e as estrelas-guia da Ursa Maior estão mesmo para baixo da Estrela Polar

 
CURIOSIDADES


A sonda Galileu descobriu a lua Dactyl em torno do asteróide 243 Ida.

 
PHILAE COMPLETA MISSÃO PRINCIPAL ANTES DE HIBERNAR

O módulo de aterragem da Rosetta completou a sua missão científica principal depois de quase 57 horas no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Depois de estar fora da janela de comunicações com o Philae desde as 09:58 GMT na Sexta-feira, a Rosetta recuperou contacto às 22:19 desse dia. O sinal era intermitente no início, mas estabilizou rapidamente e manteve-se com qualidade até às 00:36 já de dia 15.

Durante esse período, o Philae enviou todos os seus dados, incluindo os dados científicos dos instrumentos ROLIS, COSAC, Ptolemy, SD2 e CONSERT. Isto completou as medições planeadas para o bloco final das experiências à superfície.

Além disso, o corpo do módulo foi levantado cerca de 4 cm e rodou aproximadamente 35º, numa tentativa de receber mais energia solar. Mas à medida que os últimos dados científicos eram enviados para a Terra, a bateria do Philae rapidamente esgotou-se.

"Tem sido um grande sucesso, a equipa está muito satisfeita," afirma Stephan Ulamec, gestor do "lander" na Agência Espacial Alemã DLR, que acompanhou o progresso do Philae a partir do Centro de Operações Espaciais da ESA em Darmstadt, Alemanha, esta semana.

"Apesar da série não planeada de três poisos, todos os nossos instrumentos estavam operacionais e agora é altura de ver que dados temos."

Contra todas as expectativas - sem propulsor descendente e com o sistema automatizado de arpões inoperacional - o Philae ressaltou duas vezes após a primeira aterragem no cometa, acabando por ir descansar à sombra de um penhasco no dia 12 de Novembro às 17:32 GMT (hora do cometa - o sinal leva mais de 28 minutos a chegar à Terra, através da Rosetta).

O primeiro local de pouso do Philae, visto pela câmara de navegação da Rosetta. A primeira imagem da sequência foi obtida dia 12 de Novembro pelas 15:30 UTC, mesmo antes da aterragem. O grande círculo vermelho indica a posição da sombra de poeira provocada pelo pouso. A terceira imagem da sequência é a mesma que a segunda, com a provável posição do Philae e a sua sombra, enquanto dava o primeiro salto.
Crédito: ESA/Rosetta/NAVCAMM; pré-processado por Mikel Catania
 

A busca da posição final do Philae continua, com imagens de alta-resolução da sonda sendo cuidadosamente examinadas. Entretanto, o módulo enviou imagens sem precedentes dos seus arredores.

Enquanto as imagens da descida mostram que a superfície do cometa está coberta por poeira e detritos que vão desde tamanhos milimétricos até vários metros, as imagens panorâmicas mostram paredes com camadas de materiais mais duros. As equipas científicas estão agora a estudar os seus dados para determinar se recolheram amostras destes materiais com a broca do Philae.

"Nós ainda esperamos que, numa fase posterior da missão, talvez quando estivermos mais próximos do Sol, exista iluminação solar suficiente para acordar o Philae e restabelecer as comunicações," acrescenta Stephan.

A não ser que haja luz suficiente sobre os painéis solares para gerar energia para acordar o lander, a partir de agora não será possível qualquer contacto. A possibilidade disso acontecer mais tarde na missão cresceu quando os controladores da missão enviaram comandos para o Philae girar o seu corpo. Este movimento deverá ter exposto mais área dos painéis à luz solar.

Entretanto, a sonda Rosetta moveu-se novamente para uma órbita de 30 km em redor do cometa.

Estas incríveis imagens mostram a espantosa viagem do módulo Philae à medida que se aproximou e ressaltou depois do primeiro poiso no Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko no dia 12 de Novembro. O mosaico consiste de uma série de iamgens capturadas pela câmara OSIRIS da Rosetta ao longo de um período de 30 minutos. Da esquerda para a direita, as imagens mostram a descida do Philae até ao cometa. A imagem tirada mesmo após a aterragem, às 15:43 GMT, confirma que o lander se movia para Este, como sugerido ao início pelos dados do instrumento CONSERT, e a uma velocidade de aproximadamente 0,5 m/s.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS/MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No dia 6 de Dezembro irá colocar-se numa órbita de 20 km e continuar a sua missão de estudar o corpo em grande detalhe à medida que o cometa se torna mais activo, a caminho da sua maior aproximação do Sol no dia 13 de Agosto do ano que vem.

Ao longo dos próximos meses, a Rosetta começará a voar em órbitas mais distantes "não ligadas", e ao mesmo tempo levará a cabo uma série de ousados voos rasantes pelo cometa, alguns a apenas 8 km do seu centro.

Os dados recolhidos pela Rosetta permitirão com que os cientistas observem mudanças a curto e longo prazo que ocorrem no cometa, ajudando a responder a algumas das maiores e mais importantes questões no que toca à história do nosso Sistema Solar. Como é que se formou e evoluiu? Como funcionam os cometas? Que papel desempenham os cometas na evolução dos planetas, da água na Terra e talvez até mesmo da vida no nosso mundo?

"Os dados recolhidos pelo Philae e pela Rosetta vão revolucionar a ciência sobre o estudo dos cometas," afirma Matt Taylor, cientista do projecto Rosetta da ESA.

Fred Jansen, gestor da missão Rosetta na ESA, conclui: "No final desta emocionante semana, olhamos para trás e vemos a bem sucedida primeira aterragem de sempre num cometa. Foi um momento verdadeiramente histórico para a ESA e para os seus parceiros. Esperamos agora muitos mais meses de operações científicas da Rosetta e, possivelmente, que o Philae acorde da hibernação algures no futuro."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Universe Today
Sky & Telescope
redOrbit
Spaceflight Now
euronews
SIC Notícias
RTP
Expresso
Correio da Manhã
AstroPT

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
NASA
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Philae (Wikipedia)

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Leónidas por Cima da Torre de la Guaita
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Juan Carlos Casado (TWAN)
 
A Chuva de Meteoros das Leónidas chegou a um crescendo impressionante em 1999. Observadores na Europa viram um acentuado pico no número de meteoros visíveis pelas 02:10 UTC, durante as primeiras horas do dia 18 de Novembro. As contagens de meteoros ultrapassaram 1000 por hora - o mínimo necessário para definir uma verdadeira tempestade de meteoros. Noutras alturas e noutras partes do mundo, os observadores tipicamente relatam taxas razoáveis entre 30 e 100 meteoros por hora. Esta fotografia é uma exposição com a duração de 20 minutos, mesmo antes do pico principal das Leónidas começar. São visíveis pelo menos cinco meteoros das Leónidas que atravessam o céu por cima da Torre de la Guaita, uma torre de observação usada durante o século XII em Girona, Espanha. Em 2014, por estas noites, ocorre o pico da chuva de meteoros das Leónidas. Este ano, apesar da Lua não criar muito brilho, prevê-se que a Terra passe por uma corrente mais moderada de detritos deixados para trás pelo Cometa Tempel-Tuttle que em 1999, talvez resultando em até 15 meteoros visíveis por hora a partir de locais escuros.
 

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