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Edição n.º 1322
08/11 a 10/11/2016
 
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25/11/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 08/11: 313.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1656 nascia Edmond Halley (no calendário juliano corresponde a 29 de outubro).

Halley foi um cientista inglês que usou a sua teoria das órbitas cometárias para calcular que o cometa de 1682 (Cometa Halley) era periódico e encorajou Isaac Newton a publicar a sua famosa obra de cálculo, gravidade, e das leis da gravidade. Também descobriu em 1718 que algumas das estrelas "fixas" (SiriusAldebarãBetelgeuse
 e Arcturo) na realidade tinham o que se chama de "movimento próprio", o que significa que não estão estacionárias ("fixas"). Pensava-se que as estrelas estavam fixas no céu desde a compilação da obra "Almagest" de Ptolomeu.
Em 1895, enquanto fazia experiências com eletricidade, Wilhelm Röntgen descobre os raios-X
Em 1984, lançamento da missão STS-51-A, do vaivém Discovery.

Em 2011, o asteróide potencialmente perigoso 2005 YU55 passa a 0,85 distâncias lunares da Terra (cerca de 324.600 km), a maior aproximação conhecida de um asteróide do seu brilho desde 2010 XC15 em 1976. 
Observações: A Lua encontra-se em Aquário. Procure, para baixo e para a esquerda do nosso satélite natural, Fomalhaut, a Estrela de Outono, que perfaz a solitária boca de Peixe Austral. A metade da distância, mas para cima da Lua, está o asterismo do jarro de água de Sagitário, que é razoavelmente ténue.

Dia 09/11: 314.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1934 nascia Carl Sagan.

Carl Sagan começou a sua carreira na ciência da vida no Universo como assistente do prémio Nobel da medicina H. J. Muller nos anos 50. Conhecedor, tanto de Astronomia como de Biologia, as suas contribuições para o estudo da ciência planetária são a fundação da pesquisa atual. "Cosmos", a série televisiva, ganhou vários prémios Emmy e Peabody. O livro, foi o livro científico mais vendido de sempre. O seu romance "Contacto" foi trazido para o cinema através da Warner Bros. Teve um papel fundamental nas sondas MarinerViking e Voyager, pelas quais recebeu a medalha de Feito Científico Excecional da NASA (duas vezes) e a medalha de Notável Seviço Público. Cofundador da Sociedade Planetária. Dr. Sagan recebeu o prémio Pulitzer, a medalha Oersted e muitos outros prémios - incluindo dezoito graduações de colégios e Universidades americanas - pelas suas contribuições à Ciência, literatura, educação e conservação do ambiente. Sagan teve o título de Professor David Duncan de Astronomia e Ciências Espaciais e foi diretor do Laboratório de Estudos Planetários na Universidade de Cornell. O prémio Masursky da Sociedade Astronómica Americana cita "as suas extraordinárias contribuições no desenvolvimento da ciência planetária". Morreu a 20 de dezembro de 1996. Hoje faria 82 anos.
Em 1967, a NASA lança a nave não-tripulada Apollo 4, no topo do primeiro foguetão Saturno V.
Em 2005, lançamento da missão europeia Venus Express
Observações: Muito alto a norte, na Via Láctea de outono, está o ténue Cefeu, o marido da mais brilhante Cassiopeia na mitologia. A sua constelação contém duas estrelas variáveis de interesse, Delta e Mu Cephei, para binóculos ou até mesmo à vista desarmada. Delta é o protótipo de uma cefeida. Mu é uma das maiores estrelas conhecidas.

Dia 10/11: 315.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1695, nascia John Bevis, médico e astrónomo inglês, conhecido por ter descoberto a Nebulosa do Caranguejo em 1731.
Em 1970 era lançada a sonda lunar Lunokhod 1.

Em 2008, após mais de cinco meses em Marte, a NASA declara a missão Phoenix como terminada depois da perda de comunicações com o "lander".
Observações: Por volta das 21:00, dependendo do local onde vive, a estrela Capella, de magnitude 0, está praticamente à mesma altura que Vega a oeste-noroeste. Quão precisamente consegue determinar a hora deste evento? Não precisa de um astrolábio... mas ajuda.

 
CURIOSIDADES


As galáxias NGC 2207 e IC 2163 foram descobertas por John Herschel em 1835.

 
TSUNAMI DE ESTRELAS E GÁS PRODUZ DESLUMBRANTES "PÁLPEBRAS" GALÁCTICAS
As galáxias IC 2163 (esquerda) e NGC 2207 (direita) "rasparam" uma pela outra recentemente, despoletando um tsunami de estrelas e gás em IC 2163 e produzindo as deslumbrantes características em forma de pálpebras. A imagem do ALMA mostra o monóxido de carbono (laranja), que revelou o movimento do gás nas características, e está sobreposta a uma imagem do par galáctico pelo Hubble (azul).
Crédito: M. Kaufman; B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), astrónomos descobriram um tsunami de estrelas e gás em colisão no disco de uma galáxia espiral conhecida como IC 2163. Esta onda colossal de material - que foi disparada quando IC 2163 raspou outra galáxia espiral de nome NGC 2207 - produziu arcos deslumbrantes de intensa formação estelar que se assemelham a um par de pálpebras.

"Embora as colisões galácticas deste tipo não sejam invulgares, apenas se conhecem algumas galáxias com estruturas oculares, ou em forma de 'olho'.", comenta Michele Kaufman, astrónoma anteriormente da Universidade Estatal do Ohio em Columbus, EUA, autora principal de um artigo publicado a semana passada na revista The Astrophysical Journal.

Kaufman e colegas realçam que a escassez de características semelhantes no Universo observável deve-se, provavelmente, à sua natureza efémera. "As pálpebras galácticas duram apenas algumas dezenas de milhões de anos, o que é incrivelmente breve no contexto da vida de uma galáxia. A descoberta de tais características num estado tão recém-formado dá-nos uma oportunidade excecional para estudar o que acontece quando uma galáxia raspa outra," afirma Kaufman.

O par de galáxias em interação reside aproximadamente a 114 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Cão Maior. Estas galáxias passaram uma pela outra - raspando as margens dos seus braços espirais exteriores - no que é provavelmente o primeiro encontro de uma eventual fusão.

As deslumbrantes características em forma de pálpebra, repletas de estrelas na galáxia IC 2163, formaram-se a partir de um tsunami de estrelas despoletado por um "raspão" com a galáxia NGC 2207 (à direita pode ser vista uma porção do seu braço espiral). A imagem do ALMA mostra o monóxido de carbono (laranja), que revelou o movimento do gás nas características, e está sobreposta a uma imagem do par galáctico pelo Hubble (azul).
Crédito: M. Kaufman; B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando a incrível sensibilidade e resolução do ALMA, os astrónomos fizeram as medições mais detalhadas de sempre do movimento do monóxido de carbono nas estreitas características em forma de pálpebra da galáxia. O monóxido de carbono traça o gás molecular, que é o combustível para a formação de estrelas.

Os dados revelam que o gás na porção exterior das pálpebras de IC 2163 está a mover-se para dentro a velocidades superiores a 100 km/s. Este gás, no entanto, desacelera rapidamente e o seu movimento torna-se mais caótico, eventualmente mudando de trajetória e alinhando-se com a rotação da galáxia em vez de continuar o seu arremesso atabalhoado para o centro.

"O que observamos nesta galáxia é muito parecido com uma gigantesca onda oceânica que se desloca para a costa até que interage com os baixios, fazendo com que perca momento e despeje toda a sua água e areia na praia," comenta Bruce Elmegreen, cientista do Centro de Investigação T.J. Watson da IBM em Yorktown Heights, no estado norte-americano de Nova Iorque, e coautor do artigo.

"Não só encontramos uma rápida desaceleração do gás à medida que se move da orla externa para a orla interna das pálpebras, mas também medimos que quanto mais rapidamente desacelera, mais denso o gás molecular se torna," realça Kaufman. "Esta medição direta da compressão mostra como o encontro entre duas galáxias faz com que o gás se acumule, produzindo novos enxames e formando estas deslumbrantes características em forma de pálpebras."

Os modelos computacionais preveem que tais características tipo-pálpebra possam evoluir caso as galáxias interajam de uma maneira muito específica. "Esta evidência de um forte choque nas pálpebras é fantástica. É muito bom ter uma teoria e simulações que sugerem este fenómeno, mas ter evidências observacionais reais é excelente," afirma Curtis Struck, professor de astrofísica da Universidade Estatal do Iowa e coautor do artigo.

Imagem anotada que mostra as deslumbrantes características em forma de pálpebra, repletas de estrelas na galáxia IC 2163, características estas que se formaram a partir de um tsunami de estrelas despoletado por um "raspão" com a galáxia NGC 2207 (à direita pode ser vista uma porção do seu braço espiral). A imagem do ALMA mostra o monóxido de carbono (laranja), que revelou o movimento do gás nas características, e está sobreposta a uma imagem do par galáctico pelo Hubble (azul).
Crédito: M. Kaufman; B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O ALMA mostrou-nos que as velocidades do gás molecular nas pálpebras suportam as previsões que obtemos com os modelos de computador," explica Kaufman. "Este teste crítico das simulações do encontro não era possível antes."

Os astrónomos acreditam que tais colisões entre galáxias eram comuns no início do Universo, quando as galáxias estavam mais próximas. No entanto, naquela época os discos galácticos eram geralmente irregulares, de modo que outros processos provavelmente reprimiram a formação de características semelhantes em forma de pálpebra.

Os autores continuam a estudar este par galáctico e atualmente estão a comparar as propriedades (locais, idades e massas) dos enxames estelares, anteriormente observados com o Telescópio Espacial Hubble da NASA, com as propriedades das nuvens moleculares observadas com o ALMA. Eles esperam compreender as diferenças entre as nuvens moleculares e os enxames nas pálpebras com os mesmos tipos de objetos noutras partes do par de galáxias.

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
NRAO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
SPACE.com
ScienceDaily
PHYSORG

NGC 2207 e IC 2163:
Wikipedia

Formação estelar:
Wikipedia

Fusões galácticas:
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
LOCAL DA COLISÃO DO SCHIAPARELLI A CORES

Novas imagens de alta resolução obtidas pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA mostram partes do módulo ExoMars Schiaparelli e o seu local da aterragem a cores no Planeta Vermelho.

Schiaparelli chegou à região de Meridiani Planum em Marte a 19 de outubro, enquanto a sua nave-mãe começou a orbitar o planeta. O TGO (Trace Gas Orbiter) fará as suas primeiras observações científicas durante dois dos seus circuitos altamente elípticos em torno de Marte - correspondendo a oito dias - a partir de 20 de novembro, incluindo as suas primeiras imagens do planeta desde a sua chegada.

A nova imagem do Schiaparelli e dos seus componentes foi tirada pela MRO a 1 de novembro. O local de impacto principal é agora capturado na porção central da faixa que é fotografada pela câmara de alta resolução através de três filtros, permitindo que uma imagem colorida seja construída.

Composição do módulo Schiaparelli da missão ExoMars, visto pela HiRISE da MRO no dia 1 de novembro de 2016. Tanto o local de impacto (topo) como a região do para-quedas e escudo térmico traseiro (em baixo à esquerda) foram fotografados com três filtros diferentes, permitindo a construção de imagens a cores. O escudo térmico frontal (em baixo à direita) está para lá da zona colorida central.
As cores foram modificadas de acordo com a região específica a fim de revelar o contrate das características contra o pano de fundo marciano.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Além disso, a imagem de 1 de novembro foi tirada olhando ligeiramente para o oeste, enquanto a imagem anterior estava a olhar para o leste, proporcionando uma geometria de visualização contrastante.

Na verdade, o mais recente conjunto de imagens lança nova luz sobre alguns dos detalhes que só poderiam ser especulados a partir da primeira observação de há duas semanas atrás.

Por exemplo, uma série de manchas brancas brilhantes em torno da região escura, interpretadas como o local de impacto, são confirmadas como objetos reais - não são suscetíveis de ser "ruído" na imagem - e, portanto, são provavelmente fragmentos do Schiaparelli.

Curiosamente, uma característica brilhante pode ser vislumbrada apenas no lugar onde a cratera escura foi identificada na imagem a preto e branco. Isso pode estar associado com o módulo, mas as imagens até agora não são conclusivas.

Um fragmento indistinto brilhante revelado na imagem colorida, ao lado das faixas escuras a oeste da cratera, poderia ser material de superfície perturbado no impacto ou de uma explosão subsequente ou descompressão explosiva dos tanques de combustível do módulo, por exemplo.

A cerca de 0,9 km para sul, o para-quedas e escudo térmico traseiro também foram agora retratados a cores. No tempo que decorreu desde a última imagem tirada a 25 de outubro, o esboço do para-quedas mudou. A explicação mais lógica é que tenha sido deslocado pelo vento, neste caso ligeiramente para oeste. Este fenómeno também foi observado pela MRO em imagens do para-quedas usado pelo rover Curiosity da NASA.

Comparação entre a imagem de 25 de outubro com a captada a 1 de novembro. Na semana que passou, a forma do para-quedas do Schiaparelli à superfície marciana aparentemente mudou, o que é interpretado como movimento devido ao vento local.
O para-quedas tem um diâmetro máximo de 12 m, e está ligado ao escudo térmico traseiro, que mede cerca de 2,4 m de diâmetro.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)

 

Uma reconstrução estéreo desta imagem poderá também ajudar, no futuro, a confirmar a orientação do escudo térmico traseiro. O padrão de manchas brilhantes e escuras sugerem que se encontra posicionado de tal forma que vemos a parte externa do escudo térmico e a assinatura da maneira em que a camada externa de isolamento se queimou nalgumas partes e noutras não - como esperado.

Finalmente, o escudo térmico frontal foi fotografado novamente a preto e branco – a sua localização fica fora da região a cores visualizada pela MRO - e não apresenta alterações. Devido à geometria de visualização diferente entre os dois conjuntos de imagens, isto confirma que os pontos brilhantes não são reflexos especulares e, portanto, devem estar relacionados com o brilho intrínseco do objeto. Ou seja, correspondem, provavelmente, às multicamadas brilhantes do isolamento térmico que cobrem o interior do escudo térmico frontal, como sugerido há duas semanas.

Estão planeadas imagens adicionais e será interessante ver se se notarão outras mudanças.

As imagens poderão fornecer mais peças do quebra-cabeças sobre o que aconteceu com Schiaparelli à medida que se aproximou da superfície marciana.

Após a sua entrada bem-sucedida na atmosfera e subsequente desaceleração devida ao escudo térmico e para-quedas, prossegue a investigação interna sobre a causa dos problemas encontrados por Schiaparelli nas últimas etapas da sua descida de seis minutos. Foi iniciada uma comissão de inquérito independente.

Links:

Cobertura da missão ExoMars 2016 pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
01/11/2016 - Imagens detalhadas do Schiaparelli e da sua maquinaria de descida em Marte
25/10/2016 - MRO observa local de atereragem do Schiaparelli
21/10/2016 - ExoMars 2016 - TGO em órbita de Marte; destino do Schiaparelli ainda por apurar
18/10/2016 - ExoMars preparada para o Planeta Vermelho
14/10/2016 - O que esperar da câmara do módulo Schiaparelli
07/10/2016 - Os perigos de aterrar em Marte
15/03/2016 - Missão ExoMars parte para Marte
08/03/2016 - Sonda ExoMars com lançamento previsto

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG
ars technica
engadget

ExoMars TGO:
ESA
Wikipedia

"Lander" Schiaparelli:
ESA
Wikipedia

ExoMars 2020:
ESA
Wikipedia

MRO:
NASA 
JPL 
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Enxame NGC 3603
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAHubble Heritage (STScI/AURA) - ESA/ Colaboração Hubble
Reconhecimento: J. Maiz Apellaniz (Inst. Astrofisica Andalucia) et al., & Davide de Martin (skyfactory.org)
 
A uns meros 20.000 anos-luz do Sol encontra-se NGC 3603, residente do braço espiral Carina da nossa Via Láctea. NGC 3603 é bem conhecida dos astrónomos como uma das maiores regiões de formação estelar da nossa Galáxia. O enxame aberto central contém milhares de estrelas mais massivas que o nosso Sol, estrelas que provavelmente se formaram há apenas um ou dois milhões de anos atrás numa única explosão de formação estelar. De facto, pensa-se que a vizinha NGC 3603 contém um exemplo conveniente dos grandes enxames estelares que povoam as muito mais distantes galáxias "starbust". Em torno do enxame estão nuvens natais de gás interestelar brilhante e poeira, esculpidas pela radiação energética e pelos ventos estelares. Captada pelo Telescópio Espacial Hubble, a imagem abrange cerca de 17 anos-luz.
 

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