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Edição n.º 1544
25/12 a 27/12/2018
 
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EFEMÉRIDES

Dia 25/12: 359.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1642, nascia Isaac Newton (de acordo com o calendário juliano), físico e matemático inglês, largamente considerado um dos cientistas mais influentes de todos os tempos e uma figura-chave da revolução científica.

O seu livro "Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica", publicado pela primeira vez em 1687, estabelece as fundações da mecânica clássica.
Em 1968, a Apollo 8 faz a primeira manobra TEI (Trans Earth Injection), enviando a tripulação e a nave de volta à Terra desde órbita lunar.
Em 2003, a infeliz Beagle 2, libertada da sonda Mars Express no dia 19 de dezembro, desaparece pouco antes da sua prevista aterragem. No dia 16 de janeiro de 2015, mais de onze anos depois do seu desaparecimento, a sonda MRO localiza-a no solo marciano. 
Em 2004, a Cassini liberta a sonda Huygens, que aterra em Titã a 14 de janeiro do ano seguinte.
Observações: Feliz dia do Sol Invicto! Esta data era celebrada no final da época dos Romanos porque era quando o Sol começava a recuperar do seu longo declínio com a promessa, no frio e na escuridão, da vinda de uma nova primavera e verão.

Dia 26/12: 360.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1973, a Soyuz 13 voltava à Terra.
Em 1974 era lançada a Salyut 4.

Observações: As Plêiades brilham alto a sudeste por estas noites, não muito maiores do que a ponta de um dedo à distância do braço esticado. Quantas estrelas deste enxame aberto consegue contar à vista desarmada? Tenha calma e olhe durante algum tempo. A maioria das pessoas consegue contar 6. Com uma boa visão e um bom céu escuro, poderá ser capaz de discernir 8 ou 9.

Dia 27/12: 361.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1571, nascia Johannes Kepler, astrónomo e matemático alemão. Foi uma figura-chave na revolução científica do século XVII, conhecido principalmente pelas suas leis do movimento planetário

Em 1968, a Apollo 8 aterra no Oceano Pacífico, terminando a primeira missão tripulada à Lua.
Em 2004, radiação de uma explosão no magnetar SGR 1806-20 alcança a Terra. É o evento extrasolar mais brilhante alguma vez observado.
Observações: M31, a Galáxia de Andrómeda, cruza o zénite pouco depois do anoitecer (para latitudes médias norte). Exatamente a que horas? Isso já depende da longitude do observador. Os binóculos mostram o objeto perto do joelho da figura de Andrómeda.

 
CURIOSIDADES

Os raios-X oriundos do espaço são praticamente todos bloqueados pela atmosfera da Terra. Por isso, o único modo de estudar o Universo nestes comprimentos de onda é através de telescópios espaciais.
 
O PRIMEIRO MISTÉRIO DE ULTIMA THULE

A sonda New Horizons da NASA está na reta final em direção a Ultima Thule, o seu alvo da passagem rasante de Ano Novo, situado na distante Cintura de Kuiper, Entre as observações de aproximação, ao longo dos últimos três meses, a sonda tem obtido centenas de imagens para medir o brilho de Ultima e para determinar como varia conforme o objeto gira.

Estas medições produziram o primeiro mistério da missão sobre Ultima. Embora os cientistas tenham determinado em 2017 que o objeto da Cintura de Kuiper não tem a forma de uma esfera - que é provavelmente alongado ou talvez até dois objetos - não viram as repetidas pulsações no brilho que esperariam de um objeto giratório com essa forma. A variação periódica do brilho durante cada rotação produz o que os cientistas chamam de curva de luz.

"É um enigma," comenta Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do SwRI (Southwest Research Institute). "Eu chamo-lhe o primeiro quebra-cabeças de Ultima - porque é que tem uma curva de luz tão pequena, que nem a conseguimos detetar? Espero que as imagens detalhadas do 'flyby', que serão transmitidas daqui a alguns dias, nos forneçam ainda muitos mais mistérios, mas eu não esperava este, e tão cedo."

A forma de Ultima Thule foi medida em 2017, à medida que a sua silhueta passava em frente de uma estrela - um evento conhecido como ocultação estelar.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
 

O que poderá explicar a pequena curva de luz ainda não detetada? Os membros da equipa científica da New Horizons têm ideias diferentes.

"É possível que o eixo de rotação de Ultima Thule esteja apontado para a sonda, ou perto," comenta Marc Buie, também do SwRI. Essa explicação é natural, disse, mas requer a circunstância especial de uma orientação particular de Ultima.

"Outra explicação," acrescenta Mark Showalter do Instituto SETI, "é que Ultima está rodeado por uma nuvem de poeira que obscurece a sua curva de luz, da mesma forma que a cabeleira de um cometa frequentemente supera a luz refletida pelo seu núcleo central." Essa explicação é plausível, realça Showalter, mas uma tal cabeleira exigiria alguma fonte de calor e Ultima está demasiado longe do Sol para a sua fraca luz ajudar à situação.

"Um cenário ainda mais bizarro é aquele em que Ultima Thule está rodeado por muitas luas pequenas," comenta Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia, cientista assistente do projeto New Horizons. "Se cada lua tiver a sua própria curva de luz, então juntas podiam criar uma superposição de curvas de luz que fariam com que Ultima Thule tivesse uma curva de luz muito pequena." Embora essa explicação também seja plausível, não tem paralelo em qualquer outro corpo do nosso Sistema Solar.

Então, qual é a resposta?

"É difícil dizer qual destas ideias é a correta," explica Stern. "Talvez seja algo que nem sequer ainda colocámos como hipótese. De qualquer forma, vamos resolver o enigma em breve - a New Horizons vai passar por Ultima Thule e obter imagens de alta resolução nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, e a primeira dessas imagens estará disponível na Terra apenas um dia depois. Quando virmos essas imagens de alta resolução, saberemos a resposta para o primeiro puzzle de Ultima Thule. Fiquemos atentos!"

Links:

Cobertura da secção 2014 MU69 da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
21/12/2018 - New Horizons na trajetória ideal em direção a Ultima Thule
31/08/2018 - Às portas de Ultima Thule: New Horizons faz primeira deteção do seu próximo alvo de "flyby"
16/03/2018 - New Horizons escolhe alcunha para alvo do "flyby"
13/02/2018 - New Horizons captura imagens recorde na Cintura de Kuiper
15/12/2017 - Será que o próximo alvo da New Horizons tem uma lua?
08/08/2017 - Próximo alvo da New Horizons acaba de ficar muito mais interessante
21/07/2017 - Equipa de New Horizons da NASA alcança ouro na Argentina
11/07/2017 - Novos mistérios em redor do próximo alvo da New Horizons
16/06/2017 - Equipa da New Horizons examina novos dados do próximo alvo da sonda
30/05/2017 - New Horizons com equipa global para raro olhar do seu próximo alvo
03/02/2017 - New Horizons refina trajetória para próximo "flyby"
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"

Notícias relacionadas:
Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)
Instituto SETI
SPACE.com
Space Daily
Popular Mechanics
PHYSORG
Gizmodo

Ultima Thule (2014 MU69):
Wikipedia 
NASA

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

 
SATURNO PODERÁ FICAR SEM ANÉIS DAQUI A 100 MILHÕES DE ANOS
Esta imagem foi obtida pela sonda Cassini no dia 25 de abril de 2016, a uma distância de aproximadamente 3 milhões de quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma nova investigação da NASA confirma que Saturno está a perder os seus icónicos anéis ao ritmo máximo estimado por observações feitas pelas Voyager 1 e 2 há décadas atrás. Os anéis estão a ser puxados pela gravidade de Saturno como uma chuva poeirenta de partículas de gelo sob a influência do campo magnético de Saturno.

"Estimamos que esta 'chuva do anel' drene o equivalente a uma piscina olímpica a cada meia-hora," disse James O'Donoghue, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "Só a partir desta drenagem, a totalidade do sistema de anéis terá desaparecido em 300 milhões de anos mas, a acrescentar a queda de material anular medida pela sonda Cassini, no equador de Saturno, os anéis têm menos de 100 milhões de anos [de existência]. É um espaço de tempo relativamente curto, em comparação com os mais de 4 mil milhões de anos de Saturno." O'Donoghue é o autor principal de um estudo sobre a chuva do anel de Saturno publicado na edição de 17 de dezembro da revista Icarus.

Os cientistas há muito que se perguntam se Saturno foi formado com os anéis ou se o planeta os adquiriu mais tarde na sua vida. A nova investigação favorece o último cenário, indicando que é improvável que tenham mais de 100 milhões de anos, já que levaria esse tempo para o anel-C se tornar o que é hoje supondo que já tenha sido tão denso quanto o anel-B. "Temos a sorte de estar por cá para ver o sistema de anéis de Saturno, que parece estar a meio da sua vida. No entanto, se os anéis são temporários, talvez tenhamos perdido os sistemas de anéis gigantes de Júpiter, Úrano e Neptuno, que têm hoje apenas anéis finos!" acrescentou O'Donoghue.

Foram propostas várias teorias para a origem dos anéis. Caso o planeta os tenha obtido mais tarde na sua vida, podem então ter sido formados quando pequenas luas geladas, em órbita de Saturno, colidiram umas com as outras, talvez porque as suas órbitas foram perturbadas por um puxão gravitacional de um asteroide ou por um cometa passageiro.

Os primeiros indícios da existência da chuva do anel vieram de observações das Voyager, mas de fenómenos aparentemente não relacionados: variações peculiares na atmosfera superior eletricamente carregada (ionosfera), variações na densidade dos anéis e um trio de faixas escuras estreitas que rodeiam o planeta a latitudes médias norte. Estas bandas escuras apareceram em imagens da nublada atmosfera superior de Saturno (estratosfera) obtidas pela missão Voyager 2 da NASA em 1981.

Uma impressão de artista do aspeto de Saturno daqui a cem milhões de anos. Os anéis interiores "chovem" primeiro para o planeta, seguidos dos mais exteriores, a um ritmo mais lento.
Crédito: NASA/Cassini/James O'Donoghue
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Em 1986, Jack Connerney de Goddard publicou um artigo na revista Geophysical Research Letters que relacionava essas bandas escuras com a forma do enorme campo magnético de Saturno, propondo que partículas de gelo dos anéis de Saturno, eletricamente carregadas, fluíam por linhas invisíveis do campo magnético, despejando água na atmosfera superior de Saturno, onde estas linhas emergiam do planeta. O influxo de água dos anéis, aparecendo a latitudes específicas, fez desaparecer a neblina estratosférica, fazendo-a parecer escura em luz refletida, produzindo as bandas escuras captadas nas imagens da Voyager.

Os anéis de Saturno são na maior parte pedaços de água gelada com tamanhos variados, desde grãos microscópicos de poeira até pedregulhos com vários metros de diâmetro. As partículas dos anéis estão capturadas num ato de equilíbrio entre a força da gravidade de Saturno, que quer atraí-las de volta ao planeta, e a sua velocidade orbital, que quer lançá-las para o espaço. Pequenas partículas podem ficar carregadas eletricamente graças à luz ultravioleta do Sol ou por nuvens de plasma que emanam do bombardeamento de micrometeoróides nos anéis. Quando isto acontece, as partículas podem sentir a atração do campo magnético de Saturno, que curva para dentro, em direção ao planeta, nos anéis de Saturno. Em algumas partes dos anéis, uma vez carregadas, o equilíbrio de forças nessas minúsculas partículas muda drasticamente, e a gravidade de Saturno exerce uma atração para as linhas do campo magnético situado na atmosfera superior.

Uma vez aí, as partículas geladas do anel evaporam e a água podem reagir quimicamente com a ionosfera de Saturno. Um resultado dessas reações é um aumento no tempo de vida das partículas carregadas eletricamente, chamadas iões H3+, iões estes compostos por três protões e dois eletrões. Quando energizados pela luz solar, os iões H3+ brilham no infravermelho, o que foi observado pela equipa de O'Donoghue usando instrumentos especiais acoplados ao telescópio Keck em Mauna Kea, Hawaii.

As suas observações revelaram bandas brilhantes nos hemisférios norte e sul de Saturno, onde as linhas do campo magnético que cruzam o plano do anel entram no planeta. Eles analisaram a luz para determinar a quantidade de chuva do anel e os seus efeitos na ionosfera de Saturno. Descobriram que a quantidade de chuva combina notavelmente bem com os valores surpreendentemente altos, derivados mais de três décadas antes por Connerney e colegas, com uma região no sul recebendo a maior parte.

As luas Encélado e Pandora vagueiam perto dos anéis, nesta imagem captada pela Cassini no dia 1 de novembro de 2009. A cena é iluminada pelo Sol, fornecendo luz para as partículas geladas que compõem tantos os anéis como os jatos emanados do polo sul de Encélado, com mais ou menos 505 km de diâmetro. Pandora, com 84 km, estava no lado oposto dos anéis. A imagem também mostra o lado noturno de Pandora, que é iluminado pela ténue luz dourada refletida por Saturno.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A equipa também descobriu uma banda brilhante numa latitude mais alta no hemisfério sul. É aqui que o campo magnético de Saturno cruza a órbita de Encélado, uma lua geologicamente ativa que está a atirar geiseres de água gelada para o espaço, indicando que algumas dessas partículas estão também a chover em Saturno. "Não foi uma surpresa completa," disse Connerney. "Nós identificámos Encélado e o anel-E como uma fonte abundante de água, com base numa outra faixa estreita e escura naquela imagem antiga da Voyager." Pensa-se que os geiseres, observados pela primeira vez por instrumentos da Cassini em 2005, são provenientes de um oceano de água líquida por baixo da superfície gelada da pequena lua. A sua atividade geológica e oceano fazem de Encélado um dos lugares mais promissores para a busca por vida extraterrestre.

A equipa gostaria de ver como a chuva do anel muda com as estações em Saturno. À medida que o planeta viaja na sua órbita de 29,4 anos, os anéis são expostos ao Sol a diferentes graus. Como a luz ultravioleta do Sol carrega os grãos de gelo e fá-los reagir ao campo magnético de Saturno, a variação da exposição à luz solar deve alterar a quantidade de chuva do anel.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade de Leicester (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Icarus)
Artigo de 1986 (Geophysical Research Letters)
Astrobiology Magazine
SPACE.com
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Saturno:
Solarviews
Wikipedia
Anéis de Saturno (Wikipedia)

Encélado:
Solarviews
Wikipedia

Cassini:
NASA
Wikipedia

Sondas Voyager:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)
Voyager 2 (Wikipedia)

 
DESCOBERTO UM "FÓSSIL" DO BIG BANG
Uma simulação de computador da distribuição da matéria no Universo. Dentro do gás nos filamentos (azul) que ligam as galáxias (laranja), encontram-se zonas raras de gás pristino - vestígios do Big Bang que de alguma maneira ficaram órfãos das mortes poluidoras e explosivas de estrelas, vistas aqui como ondas de choque circulares em redor de alguns pontos laranja.
Crédito: Colaboração TNG
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma nuvem relíquia de gás, que ficou órfã depois do Big Bang, foi descoberta no Universo distante por astrónomos usando o telescópio ótico mais poderoso do mundo, o Observatório W. M. Keck em Maunakea, Hawaii.

A descoberta de um fóssil tão raro, liderada pelo estudante de doutoramento Fred Robert e pelo professor Michael Murphy da Universidade de Tecnologia de Swinburne, fornece novas informações sobre como as primeiras galáxias do Universo se formaram.

"Para onde quer que olhemos, o gás no Universo está poluído por resíduos de elementos pesados da explosão de estrelas," diz Robert. "Mas esta nuvem em particular parece pura, não poluída por estrelas, mesmo 1,5 mil milhões de anos depois do Big Bang."

"Se tiver algum elemento pesado, deve ser inferior a 1/10.000 da proporção que vemos no nosso Sol. É uma proporção extremamente baixa; a explicação mais convincente é que é uma verdadeira relíquia do Big Bang."

Os resultados serão publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Uma pré-impressão do documento pode ser consultada no site arXiv.org.

Robert e a sua equipa usaram dois instrumentos do Observatório Keck - o ESI (Echellette Spectrograph and Imager) e o HIRES (High-Resolution Echelle Spectrometer) - para observar o espectro de um quasar por trás da nuvem de poeira.

O quasar, que emite radiação brilhante de material que cai em direção a um buraco negro, fornece uma fonte de luz contra a qual as sombras espectrais do hidrogénio na nuvem de gás podem ser vistas.

"Nós tivemos como alvo quasares onde investigadores anteriores só haviam visto sombras do hidrogénio e não de elementos pesados em espectros de baixa qualidade," explica Robert. "Isto permitiu-nos descobrir rapidamente um fóssil tão raro com o tempo precioso nos telescópios gémeos do Observatório Keck."

As outras duas únicas nuvens fósseis conhecidas foram descobertas em 2011 pelo professor Michele Fumagalli da Universidade de Durham, por John O'Meara, ex-professor do Colégio St. Michael e agora o novo cientista chefe do Observatório Keck, e pelo professor J. Xavier Prochaska da Universidade da Califórnia em Santa Cruz; tanto Fumagalli como O'Meara são coautores desta nova investigação sobre a terceira nuvem fóssil.

"As duas primeiras nuvens foram descobertas fortuitas e pensámos que eram apenas a ponta do iceberg. Mas ninguém descobriu nada semelhante - são claramente muito raras e difíceis de observar. É fantástico descobrir finalmente uma sistematicamente," comenta O'Meara.

"Agora é possível investigar estas relíquias fósseis do Big Bang," diz Murphy. "Isso dir-nos-á exatamente quão raras são e ajudar-nos-á a entender como alguns gases formaram estrelas e galáxias no Universo primitivo, enquanto outros não."

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
Universidade de Tecnologia de Swinburne (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
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Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Lei de Hubble (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
Wikipedia

 
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Crédito: NASA, Tripulação da Apollo 8Bill Anders; Processamento e Licença: Jim Weigang
 
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