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Edição n.º 1560
19/02 a 21/02/2019
 
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EFEMÉRIDES

Dia 19/02: 50.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1473, nascia Nicolau Copérnico, conhecido como o fundador da Astronomia Moderna.

No ano de 1530, completa e anuncia ao mundo o seu grande trabalho "De Revolutionibus", que explica que a Terra roda sobre o seu próprio eixo uma vez por dia e viaja à volta do Sol anualmente.
Em 1924, Edwin Hubble escreve a Harlow Shapley: "Estará interessado em saber que encontrei uma variável Cefeida na Nebulosa de Andrómeda" (a atualmente conhecida "Galáxia de Andrómeda"). 
Em 2002, a sonda Mars Odyssey começava a mapear a superfície de Marte.
Observações: Lua Cheia, pelas 15:54. A Lua brilha esta noite em Leão. É uma superlua, uma Lua Cheia no perigeu (mais aproximação à Terra para a órbita mensal do satélite). Parece ligeiramente maior e mais brilhante do que o normal.
Após o anoitecer procure Régulo, para cima e para a direita da Lua, e a pálida e alaranjada Algieba (Gamma Leonis), um pouco mais fraca, por cima da Lua. Estas são as duas estrelas mais brilhantes da "foice" de Leão.

Dia 20/02: 51.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, o astronauta John Glenn, a bordo da nave Friendship 7, orbita a Terra 3 vezes em 4 horas e 55 minutos, no âmbito do programa Mercury.

Em 1965, a sonda Ranger 8 despenha-se sobre a Lua após uma missão bem-sucedida a fotografar locais para a alunagem das missões Apollo.
Em 1986, a União Soviética lança a estação espacial Mir. Permanecendo em órbita durante 15 anos, é tripulada durante 10.
Em 2013, é descoberto o exoplaneta mais pequeno até à data, Kepler-37b, com um raio pouco maior que o da Lua.
Observações: Após o jantar, cinco constelações carnívoras estão alinhadas desde o nordeste até sul. Estão representadas todas em perfil, com os seus narizes apontados para cima e os seus pés (se é que os têm) para a direita: Ursa Maior a nordeste, Leão a este, Hidra, a Serpente do Mar, a sudeste, Cão Menor um pouco mais alta a sul-sudeste, e Cão Maior a sul.

Dia 21/02: 52.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1556 nascia Sethus Calvisius, astrónomo alemão que na sua obra "Opus Chronologicum" expôs um sistema baseado em registos de quase 300 eclipses.
Em 1901 é observada a primeira brilhante nova do século XX.

É também a primeira a ser estudada espectralmente e fotometricamente, atingindo uma magnitude de 0,2 a 23 de fevereiro. O astrónomo amador T. D. Anderson foi o seu primeiro observador. Durante o declínio de brilho, mais ou menos 100 dias, este flutuou com um período de 4 dias e uma amplitude de magnitude e meia.
Em 1972, a sonda soviética Luna 20 aterra na Lua.
Observações: Após o anoitecer, a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" a nordeste. A noroeste, Cassiopeia também se apoia de lado - mais ou menos à mesma altura.
Sirius brilha o mais alto a sul depois da hora de jantar (pelas 21:15). A sua companheira, uma anã branca, foi o primeiro objeto superdenso descoberto e é um alvo telescópico notavelmente difícil. Mas, durante quase os próximos 10 anos, Sirius B vai estar o mais longe possível de Sirius A (na sua órbita). E a melhor altura para experimentar esta observação é quando Sirius está no seu ponto mais alto no céu. É um desafio para telescópios mais profissionais do que amadores, embora seja possível observá-la com telescópios de 8" sob condições excelentes de observação.

 
CURIOSIDADES


Estes são os números estimados dos detritos espaciais em órbita, até janeiro de 2019:
- 34.000 objetos com diâmetro maior que 10 cm;
- 900.000 objetos com tamanho entre 1 cm e 10 cm;
- 128 milhões de objetos com tamanho entre 1mm e 1 cm.

 
INSIGHT PREPARA-SE PARA MEDIR A TEMPERATURA DE MARTE
O "lander" InSight da NASA colocou a sua sonda de calor, de nome HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), na superfície de Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O "lander" InSight da NASA colocou o seu segundo instrumento na superfície de Marte. Novas imagens confirmam que o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) foi implantado com sucesso no dia 12 de fevereiro a cerca de 1 metro do sismómetro do InSight, que o módulo recentemente cobriu com um escudo protetor. O HP3 mede o calor que se move através do subsolo de Marte e pode ajudar os cientistas a descobrir quanta energia é necessária para construir um mundo rochoso.

Equipado com um espigão automartelante, o instrumento vai cavar até 5 metros abaixo da superfície, mais do que qualquer missão anterior no Planeta Vermelho. Em comparação, o "lander" Viking 1 da NASA escavou 22 centímetros. O módulo de aterragem Phoenix, primo do InSight, escavou 18 cm.

"Estamos ansiosos por quebrar alguns recordes em Marte," disse Tilman Spohn, investigador principal do HP3 do Centro Aeroespacial Alemão, que forneceu a sonda térmica para a missão InSight. "Dentro de alguns dias, vamos finalmente começar a escavar usando uma parte do nosso instrumento que chamamos de toupeira."

O HP3 parece-se um pouco com um macaco hidráulico, mas com um tubo de metal vertical na frente para segurar a toupeira com 40 centímetros de comprimento. Um cabo liga a estrutura de suporte do HP3 ao "lander" enquanto uma corda presa no topo da toupeira possui sensores de calor para medir a temperatura do subsolo de Marte. Entretanto, os sensores de calor na própria toupeira vão medir a condutividade térmica do solo - quão facilmente o calor se move pela subsuperfície.

O instrumento HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) do InSight.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR
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"A nossa sonda está construída para medir o calor que vem de dentro de Marte," disse Sue Smrekar, vice-investigadora principal do InSight, no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. "É por isso que queremos colocá-la no subsolo. As temperaturas mudam à superfície, tanto das estações quanto do ciclo dia-noite, e podem adicionar 'ruído' aos nossos dados."

A toupeira vai parar a cada 50 centímetro para medir a condutividade térmica do solo. Dado que o martelamento cria fricção e liberta calor, a toupeira pode arrefecer durante dois dias. De seguida, é aquecida até mais ou menos 10º C ao longo de 24 horas. Os sensores de temperatura dentro da toupeira medem a rapidez com que isto acontece, o que informa os cientistas da condutividade do solo.

Se a toupeira encontrar uma grande rocha antes de atingir pelo menos 3 metros, a equipa precisará de um ano marciano completo (dois anos terrestres) para filtrar o ruído dos seus dados. Esta é uma razão pela qual a equipa selecionou cuidadosamente um local de aterragem com poucas pedras e porque passou semanas a escolher onde colocar o instrumento.

Impressão de artista do HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) do InSight e respetivas partes legendadas do instrumento.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR
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"Escolhemos o local de pouso ideal, quase sem rochas à superfície," disse Troy Hudson, cientista e engenheiro que ajudou a projetar o HP3. "Isto dá-nos razão para acreditar que não há muitas rochas grandes no subsolo. Mas temos que esperar e ver o que vamos encontrar à subsuperfície."

Independentemente da profundidade que atinja, não há como debater que a toupeira é um feito da engenharia.

"Pesa menos do que um par de sapatos, usa menos energia do que um 'router' Wi-Fi e precisa de escavar pelo menos 3 metros noutro planeta," explicou Hudson. "Foi preciso muito tempo para obter uma versão que pudesse fazer dezenas de milhares de marteladas sem se partir; algumas versões anteriores falharam antes de chegar a 5 metros, mas a versão que enviámos para Marte provou a sua robustez várias vezes."

Links:

Cobertura da missão InSight pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
08/02/2019 - Sismómetro do InSight tem agora um abrigo aconchegante em Marte
21/12/2018 - InSight coloca primeiro instrumento no solo marciano
11/12/2018 - Lander InSight "ouve" ventos marcianos
27/11/2018 - "Lander" InSight aterra em Marte
23/11/2018 - InSight aterra em Marte no dia 26
20/11/2018 - Local de aterragem do InSight é perfeitamente "chato"
08/05/2018 - InSight a caminho de Marte
03/04/2018 - NASA pronta para estudar o coração de Marte
03/04/2018 - Sismos marcianos podem revolucionar ciência planetária
21/08/2012 - Nova missão da NASA vai estudar directamente e pela primeira vez o interior de Marte

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
spaceref
PHYSORG

InSight:
NASA
NASA - 2
Twitter
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ONDE, NO UNIVERSO, SE ESCONDE A MATÉRIA EM FALTA?
Os astrónomos têm usado o Chandra para, possivelmente, identificar a localização de um-terço do hidrogénio, hélio e outros elementos que foram formados após o Big Bang, mas até agora não tem dado resultados para o Universo atual. Esta "matéria em falta" pode estar em filamentos gigantescos de gás morno e quente conhecidos como WHIM. O gráfico mostra a assinatura de como os raios-X de um quasar distante foram absorvidos pelo gás nestes filamentos. Foi sobreposto numa imagem da simulação Millenium que formula como os componentes fundamentais do Universo, incluindo o WHIM, evoluíram ao longo do tempo.
Crédito: ilustração - Springel et al. (2015); espectro - NASA/CXC/CfA/Kovacs et al.
(clique na imagem para ver versão amior)
 

Os astrónomos passaram décadas à procura de algo que parece ser difícil de não notar: cerca de um-terço da matéria "normal" do Universo. Novos resultados do Observatório de raios-X Chandra da NASA podem ter ajudado a localizar esta elusiva matéria em falta.

A partir de observações independentes e bem estabelecidas, os cientistas calcularam com confiança quanta matéria normal - hidrogénio, hélio e outros elementos - existia logo após o Big Bang. No espaço de tempo entre os primeiros minutos e os primeiros mil milhões de anos, grande parte da matéria normal estabeleceu-se na poeira, no gás e em objetos como estrelas e planetas que os telescópios podem ver no Universo atual.

O problema é que quando os astrónomos somam a massa de toda a matéria normal no Universo atual, cerca de um-terço não pode ser encontrada (esta matéria em falta é distinta da ainda misteriosa matéria escura).

Uma ideia é que a massa em falta foi reunida em filamentos gigantescos de gás morno (temperatura inferior a 100.000 K) e quente (temperatura superior a 100.000 K) no espaço intergaláctico. Estes filamentos são conhecidos dos astrónomos como "meio intergaláctico morno-quente" ou WHIM (inglês para "warm-hot intergalactic medium"). São invisíveis aos telescópios óticos, mas alguns destes filamentos gasosos e mornos foram detetados no ultravioleta.

Usando uma nova técnica, os investigadores descobriram novas e fortes evidências do componente quente do WHIM com base em dados do Chandra e de outros telescópios.

"Se encontrarmos esta massa em falta, podemos resolver um dos maiores enigmas da astrofísica," comentou Orsolya Kovacs do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts. "Onde é que o Universo escondeu tanto da sua matéria que compõe 'coisas' como estrelas, planetas, como nós?"

Os astrónomos usaram o Chandra para procurar e estudar filamentos de gás morno situado ao longo do percurso até um quasar, uma fonte brilhante de raios-X alimentada por um buraco negro supermassivo em rápido crescimento. Este quasar está localizado a cerca de 3,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Se o componente de gás quente do WHIM estiver associado com estes filamentos, alguns dos raios-X do quasar seriam por ele absorvidos. Portanto, procuraram uma assinatura de gás quente impressa nos raios-X detetados pelo Chandra.

Um dos desafios deste método é que o sinal de absorção pelo WHIM é fraco em comparação com a quantidade total de raios-X provenientes do quasar. Ao procurarem em todo o espectro de raios-X, em diferentes comprimentos de onda, é difícil distinguir tais características de absorção fraca - sinais reais do WHIM - de flutuações aleatórias.

Kovacs e a sua equipa superaram este problema focando a sua investigação apenas em certas partes do espectro de raios-X, reduzindo a probabilidade de falsos positivos. Em primeiro lugar, identificaram galáxias perto da linha de visão do quasar, localizadas à mesma distância da Terra que regiões de gás quente detetadas a partir de dados ultravioleta. Com esta técnica, identificaram 17 possíveis filamentos entre o quasar e a Terra e obtiveram as suas distâncias.

Por causa da expansão do Universo, que estica a luz enquanto viaja, qualquer absorção de raios-X pela matéria nesses filamentos será desviada para comprimentos de onda mais vermelhos. As quantidades dos desvios dependem das distâncias conhecidas do filamento, de modo que a equipa sabia onde procurar no espectro a absorção pelo WHIM.

"A nossa técnica é semelhante, em princípio, a levar a cabo uma busca eficiente por animais nas vastas planícies de África," disse Akos Bogdan, coautor do artigo, também do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica. "Sabemos que os animais precisam de beber, por isso faz sentido procurar primeiro em volta de corpos de água."

Embora este foco na sua investigação tenha ajudado, os cientistas também tiveram que superar o problema da fraca absorção dos raios-X. Aumentaram o sinal juntando espectros de 17 filamentos, transformando uma observação de 5,5 dias no equivalente a quase 100 dias de dados. Com esta técnica, detetaram oxigénio com características que sugerem que se encontrava num gás com uma temperatura de aproximadamente um milhão kelvin.

Ao extrapolar essas observações do oxigénio para o conjunto completo de elementos, e da região observada para o Universo local, os investigadores relatam que podem explicar a quantidade total de matéria em falta. Pelo menos neste caso em particular, a matéria em falta estava realmente escondida no WHIM.

"Ficámos entusiasmados por termos conseguido rastrear parte desta matéria em falta," disse o coautor Randall Smith, também do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica. "No futuro, podemos aplicar este mesmo método a outros dados de quasares para confirmar que este mistério de longa data foi finalmente quebrado."

O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 13 de fevereiro da revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
22/06/2018 - XMM-Newton encontra material intergaláctico em falta
20/04/2018 - Onde está a matéria em falta do Universo?

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Observatório de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (The Astrophysical Journal)
Onde esconde o Universo a sua matéria em falta? (Chandra via YouTube)
Artigo científico (arXiv.org)
Space Daily
PHYSORG

Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

WHIM:
Wikipedia
Barião (Wikipedia)

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
SELECIONADA NOVA MISSÃO PARA EXPLORAR ORIGENS DO UNIVERSO
A missão SPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer) tem lançamento previsto para 2023. Vai ajudar os astrónomos a a entender como o nosso Universo evoluiu e quão comuns são os ingredientes da vida nos sistemas planetários da nossa Galáxia.
Crédito: Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A NASA selecionou uma nova missão espacial que ajudará os astrónomos a entender como o nosso Universo evoluiu e quão comuns são os ingredientes da vida nos sistemas planetários da nossa Galáxia.

A missão SHPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer) terá uma duração planeada de dois anos, com um custo de 242 milhões de dólares (não inclui o custo do lançamento) e com lançamento previsto para 2023.

"Estou muito empolgado com esta nova missão," disse o Administrador da NASA Jim Bridenstine. "Não apenas expande a poderosa frota de missões espaciais dos EUA, dedicada a desvendar os mistérios do Universo, como também é uma parte essencial de um programa científico equilibrado que inclui missões de vários tamanhos."

A nave SPHEREx vai estudar o céu no visível bem como no infravermelho próximo que, embora não seja visível ao olho humano, serve como uma ferramenta poderosa para responder a perguntas cósmicas. Os astrónomos vão usar a missão para recolher dados sobre mais de 300 milhões de galáxias, bem como de mais de 100 milhões de estrelas na nossa própria Via Láctea.

"Esta incrível missão será um tesouro de dados únicos para os astrónomos," disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA. "Vai fornecer um mapa galáctico sem precedentes que contém 'impressões digitais' dos primeiros momentos da história do Universo. E teremos novas pistas para um dos maiores mistérios da ciência: o que fez o Universo expandir-se tão depressa menos de um nanossegundo depois do Big Bang?"

O orbitador SPHEREx vai examinar centenas de milhões de galáxias próximas e distantes, algumas tão longínquas que a sua luz demorou 10 mil milhões de anos a chegar à Terra. Na Via Láctea, a missão vai procurar água e moléculas orgânicas - essenciais para a vida como a conhecemos - em berçários estelares, regiões onde as estrelas nascem do gás e da poeira, bem como discos em volta de estrelas onde podem estar a formar-se novos planetas.

A cada seis meses, o SPHEREx efetuará um levantamento de todo o céu usando tecnologias adaptadas dos satélites da Terra e das sondas marcianas. A missão criará um mapa de todo o céu em 96 faixas de cores diferentes, excedendo largamente a resolução de cores dos mapas anteriores. Também vai identificar alvos para estudos mais detalhados por futuras missões, como o Telescópio Espacial James Webb e o WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope).

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Instituto de Tecnologia de Rochester (comunicado de imprensa)
Science
SPACE.com
Astronomy Now
COSMOS
EurekAlert!
Space Daily
Popular Mechanics
engadget
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Diário de Notícias
ZAP.aeiou

SPHEREx:
Caltech
Wikipedia

Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 2359: O Capacete de Thor
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Ignacio Diaz Bobillo
 
NGC 2359 é uma nuvem cósmica em forma de capacete com "apêndices" semelhantes a asas, popularmente conhecida como Capacete de Thor. De tamanho heroico, mesmo até para um deus nórdico, o Capacete de Thor tem aproximadamente 30 anos-luz. Na verdade, o capacete é mais parecido com uma bolha interestelar, soprada como um vento rápido a partir da estrela brilhante e massiva perto do centro da bolha, inflando uma região no interior da nuvem molecular em redor. Conhecida como uma estrela Wolf-Rayet, é uma gigante extremamente quente se pensa estar numa breve fase de evolução pré-supernova. NGC 2359 está localizada a mais ou menos 15.000 anos-luz na direção da constelação de Cão Maior. A imagem, incrivelmente detalhada, é um "cocktail" de dados obtidos com filtros de banda larga e banda estreita que captam o aspeto natural das estrelas e o brilho das estruturas filamentares da nebulosa. Destaca uma cor azul-esverdeada de emissão forte devido aos átomos de oxigénio no gás incandescente.
 

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