Problemas ao ver este e-mail?
Veja no browser

 
 
  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1744  
  24/11 a 26/11/2020  
     
 
 

Astros em Movimento

Com o outono a terminar, a noite reserva-nos todos os planetas mais lentos que a Terra.

Realizadas mensalmente, estas sessões tentam focar num tema de relevância à data da atividade, devido a algum acontecimento astronómico ou oportunidade de observação, ou alguma notícia recente de astronomia que motive a atividade. A observação noturna está obviamente sempre dependente do hemisfério celeste observável, bem como das condições meteorológicas ou ambientais disponíveis.

Data: 10 de dezembro
Hora: 20:30 horas
Local:
Centro Ciência Viva do Algarve
Público-alvo:
Jovens e Adultos
Preço: 2€ Adultos / 1€ Jovens (Lotação máxima de 5 pessoas. Grátis para membros do AstroClube)

INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 24/11: 329.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1639 (calendário juliano), Jeremiah Horrocks observa um trânsito de Vénus, um evento que tinha previsto.

Em 1969, o módulo de comando da missão Apollo 12 cai no Oceano Pacífico, terminando assim a segunda viagem tripulada à Lua.
Observações: Marte brilha a um punho à distância do braço esticado para cima e para a esquerda da Lua.
Marte perdeu dois-terços do brilho que mostrou aquando da oposição no início de outubro. Mas, com magnitude -1,3, é ainda tão brilhante quanto Sirius, que está baixa a sudeste quase à meia-noite. Àquela hora, Marte está bem alto no céu a sudoeste.

Dia 25/11: 330.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915, Albert Einstein apresenta as equações da relatividade geral à Academia de Ciências da Prússia.
Em 1999, observações terrestres de um vulcão em erupção em Io, uma lua de Júpiter

Observações: Marte brilha a cerca de 5º para cima da Lua, altos no céu a sudeste ao início da noite. Estes são atualmente os dois maiores e mais próximos corpos celestes: estão a 1,3 segundos-luz e a 5 minutos-luz de distância. De seguida, temos o Sol a 8,3 minutos-luz. Mercúrio e Vénus estão ambos atualmente no lado "de lá" do Sol.

Dia 26/11: 331.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1937, nascia Boris Borisovich Yegorov, cosmonauta e físico. Torna-se no primeiro físico a fazer um voo espacial.
Em 1965, a França lança o seu primeiro satélite, o Astérix. Torna-se na terceira nação a entrar no espaço.
Em 1990, o foguetão Delta II (7000) levanta voo pela primeira vez.
Em 2011, é lançado para o espaço o Mars Science Laboratory, que tem a bordo o rover Curiosity.

Em 2018, o módulo InSight pousa em Elysium Planitia, Marte.
Observações: O Sol já parece que se põe tão cedo quanto possível? Tem razão! Ainda estamos a um mês do solstício de inverno - mas o Sol põe-se o mais cedo possível por volta de 7 de dezembro, caso viva a latitudes próximas dos 40º N, e atualmente estamos a apenas 2 minutos dessa hora. Este desfasamento do solstício é balançado pelo oposto ao nascer-do-Sol: o Sol só nasce o mais tarde possível dia 4 de janeiro. Culpe a inclinação do eixo da Terra e a excentricidade da órbita.

 
 
   
Mesmo a tempo do Natal: Júpiter e Saturno vão parecer um planeta duplo pela primeira vez desde a Idade Média
 
Animação que mostra os planetas Júpiter e Saturno a aproximarem-se um do outro. Cada "frame" corresponde a um dia, entre 6 de dezembro e 31 de dezembro. O pico da conjunção ocorre na noite de 21 de dezembro. Dia 17 a Lua passa a menos de 8º do par planetário, sendo também uma boa oportunidade para astrofotografia.
Crédito: Miguel Montes, Starry Night Pro Plus
 

Logo após o pôr-do-Sol, na noite de 21 de dezembro, Júpiter e Saturno aparecerão mais próximos no céu noturno da Terra do que desde a Idade Média, fornecendo às pessoas de todo o mundo um espetáculo celeste para celebrar o solstício de inverno.

Os alinhamentos entre estes dois planetas são bastante raros, ocorrendo uma vez a cada mais ou menos 20 anos, mas esta conjunção é excecionalmente rara devido à pequena distância que separa os astros. Teríamos que voltar até um pouco antes do amanhecer de 4 de março de 1226 para ver um alinhamento ainda mais íntimo entre estes objetos visíveis no céu noturno.

Júpiter e Saturno têm vindo a aproximar-se um do outro a partir do ponto de vista do céu da Terra desde o verão. De 16 a 25 de dezembro, os dois estarão separados por menos do que o diâmetro de uma Lua Cheia.

 
O aspeto da conjunção de Júpiter e Saturno através de um telescópio de 8 polegadas com uma lente de 25mm.
Crédito: Miguel Montes, Starry Night Pro Plus
 

Na noite da maior aproximação, 21 de dezembro, parecerão à vista desarmada um planeta duplo, separados por apenas 1/5 do diâmetro da Lua Cheia. Para a maioria dos observadores com telescópios, naquela noite cada planeta e várias das suas maiores luas estarão visíveis no mesmo campo de visão.

Embora as melhores condições de observação sejam próximo do equador, o evento será observável em qualquer lugar da Terra, caso a meteorologia o permita. A dupla planetária aparecerá baixa no céu a oeste cerca de uma hora depois do pôr-do-Sol a cada noite.

Quanto mais para norte estiver o observador, menos tempo terá para ter um vislumbre da conjunção antes que os planetas se desloquem para trás do horizonte. Felizmente, os planetas serão brilhantes o suficiente para serem observados ao crepúsculo.

Para Faro, por exemplo, a conjunção estará apenas 13º acima do horizonte aproximadamente uma hora depois do pôr-do-Sol (pelas 18:15). Será possível observá-los caso o tempo o permita e caso tenha uma vista desimpedida do horizonte a sudoeste.

Aqueles que preferirem esperar e ver Júpiter e Saturno tão próximos um do outro novamente, mas mais altos no céu, terão que aguardar até ao dia 15 de março de 2080. Depois dessa data, o par só fará uma aparição idêntica algum tempo depois do ano 2400.

 


Saiba mais

Conjunção:
Wikipedia

Júpiter:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

 
   
Astrónomos descobrem nova "galáxia fóssil" enterrada nas profundezas da Via Láctea

Cientistas que trabalham com dados do APOGEE (Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment) do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) descobriram uma "galáxia fóssil" escondida nas profundezas da nossa Via Láctea.

Este resultado, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, pode abalar a nossa compreensão de como a Via Láctea cresceu para a Galáxia que vemos hoje.

A galáxia fóssil proposta pode ter colidido com a Via Láctea há dez mil milhões de anos, quando a nossa Galáxia ainda estava na sua infância. Os astrónomos chamaram-na Héracles, em homenagem ao antigo herói grego que recebeu o dom da imortalidade quando a Via Láctea foi criada.

 
Impressão de artista do possível aspeto da Via Láctea quando vista de cima. Os anéis coloridos mostram a extensão da galáxia fóssil conhecida como Héracles. O ponto amarelo mostra a posição do Sol.
Crédito: Danny Horta-Darrington (Universidade John Moores de Liverpool), NASA/JPL-Caltech e SDSS
 

Os remanescentes de Héracles representam cerca de um-terço do halo esférico da Via Láctea. Mas se as estrelas e o gás de Héracles constituem uma percentagem tão grande do Halo Galáctico, porque é que não os vimos antes? A resposta está na sua localização no interior da Via Láctea.

"Para encontrar uma galáxia fóssil como esta, tivemos que observar a composição química detalhada e os movimentos de dezenas de milhares de estrelas," diz Ricardo Schiavon da Universidade John Moores em Liverpool, no Reino Unido, um membro importante da equipa de investigação. "Isto é especialmente difícil de fazer para estrelas no centro da Via Láctea, porque estão escondidas da vista por nuvens de poeira interestelar. O APOGEE permite-nos atravessar essa poeira e ver o coração da Via Láctea mais profundamente do que nunca."

O APOGEE faz isso obtendo espectros de estrelas no infravermelho próximo, em vez de no visível, que fica obscurecido pela poeira. Ao longo da sua vida observacional de dez anos, o APOGEE mediu espectros para mais de meio milhão de estrelas de toda a Via Láctea, incluindo o seu núcleo anteriormente obscurecido pela poeira.

O estudante Danny Horta da mesma universidade, autor principal do artigo científico que anuncia o resultado, explica que "examinar um número tão grande de estrelas é necessário para encontrar estrelas invulgares no coração densamente povoado da Via Láctea, que é como encontrar agulhas num palheiro."

Para separar estrelas pertencentes a Héracles daquelas da Via Láctea original, a equipa usou composições químicas e velocidades das estrelas medidas pelo instrumento APOGEE.

"Das dezenas de milhares de estrelas que observámos, algumas centenas tinham composições químicas e velocidades surpreendentemente diferentes," disse Horta. "Estas estrelas são tão diferentes que só podiam ter vindo de outra galáxia. Ao estudá-las em detalhe, pudemos traçar a localização precisa e a história desta galáxia fóssil."

 
Imagem de todo o céu das estrelas da Via Láctea, a partir da perspetiva da Terra. Os anéis coloridos mostram a extensão da galáxia fóssil conhecida como Héracles. Os pequenos objetos em baixo e à direita são as Grandes Nuvens de Magalhães, duas galáxias satélite da Via Láctea.
Crédito: Danny Horta-Darrington (Universidade John Moores de Liverpool), ESA/Gaia e SDSS
 

Tendo em conta que as galáxias são construídas por meio de fusões com galáxias mais pequenas ao longo do tempo, os remanescentes de galáxias mais antigas são vistos frequentemente no halo exterior da Via Láctea, uma nuvem enorme mas muito esparsa de estrelas que envolvem a galáxia principal. Mas, uma vez que a nossa Galáxia foi construída de dentro para fora, as primeiras fusões requerem olhar para as partes mais centrais do halo da Via Láctea, que estão profundamente enterradas dentro do disco e no bojo.

As estrelas originalmente pertencentes a Héracles representam aproximadamente um-terço da massa de todo o halo da Via Láctea hoje - o que significa que esta recém-descoberta antiga colisão deve ter sido um evento importante na história da nossa Galáxia. Isto sugere que a nossa Galáxia pode ser invulgar, dado que a maioria das galáxias espirais massivas semelhantes tiveram vidas iniciais muito mais calmas.

"Como o nosso lar cósmico, a Via Láctea já nos é especial, mas esta antiga galáxia nela enterrada torna-a ainda mais especial," disse Schiavon.

Karen Masters, porta-voz do SDSS-IV, comenta: "O APOGEE é um dos principais levantamentos da quarta fase do SDSS, e este resultado é um exemplo da ciência incrível que qualquer um pode fazer, agora que quase completámos a nossa missão de dez anos."

E esta nova era de descobertas não vai terminar com a conclusão das observações do APOGEE. A quinta fase do SDSS já começou a recolher dados, e o seu MWM (Milky Way Mapper) vai basear-se no sucesso do APOGEE para medir espectros de dez vezes mais estrelas em todas as partes da Via Láctea, usando luz infravermelha próxima, luz visível, e às vezes ambas.

// SDSS (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Simulação da formação da Via Láctea (SDSS via YouTube)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
19/10/2004 - Recém-descoberto enxame pode ser último "fóssil" da Via Láctea
27/11/2009 - "Escavação" cósmica revela vestígios da origem da Via Láctea
21/01/2014 - Dados do Gaia-ESO mostram que Via Láctea pode ter sido formada de dentro para fora
14/04/2015 - Sol chegou atrasado à festa de nascimento estelar da Via Láctea
09/09/2016 - Astrónomos descobrem relíquia fóssil rara da Via Láctea primordial
09/11/2016 - Novo e detalhado mapa de idades mostra como Via Láctea foi "montada"
21/07/2017 - Equipa revela evidências de impactos que estruturaram a Via Láctea
15/06/2018 - Dados do Gaia revelam fusões na Via Láctea
10/07/2018 - A "salsicha Gaia": a grande colisão que mudou a Via Láctea
02/11/2018 - Astrónomos descobrem o gigante que moldou os primórdios da Via Láctea
26/07/2019 - Revelados os primeiros dias da Via Láctea
18/10/2019 - A Via Láctea roubou várias galáxias minúsculas da sua vizinha
14/01/2020 - Colisão iminente da Via Láctea já está a produzir novas estrelas
21/01/2020 - TESS determina idade de antiga colisão com a Via Láctea
29/05/2020 - Colisão galáctica pode ter desencadeado a formação do Sistema Solar
23/10/2020 - Evidência de colisão lateral com galáxia anã descoberta na Via Láctea
17/11/2020 - Decifrada a árvore genealógica da Via Láctea

Notícias relacionadas:
PHYSORG
COSMOS
Forbes
BBC

Via Láctea:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
SEDS

SDSS:
Página oficial
Wikipedia

APOGEE:
SDSS

 
   
Geologia de campo no equador de Marte aponta para antiga megainundação

Inundações de magnitude inimaginável varreram a Cratera Gale no equador de Marte há cerca de 4 mil milhões de anos - uma descoberta que sugere a possibilidade de que a vida possa ter lá existido, de acordo com dados recolhidos pelo rover Curiosity da NASA e analisados num projeto conjunto por cientistas da Universidade Estatal de Jackson, de Cornell, do JPL e da Universidade do Hawaii. A investigação foi publicada dia 5 de novembro na revista Nature Scientific Reports.

A furiosa megainundação - provavelmente desencadeada pelo calor de um impacto meteorítico, que libertou o gelo armazenado na superfície marciana - criou ondulações gigantescas que são estruturas geológicas reveladoras familiares aos cientistas na Terra.

 
Esta composição a cores falsas do Monte Sharp dentro da Cratera Gale em Marte mostra aos geólogos um ambiente planetário em mudança. Em Marte, o céu não é azul, mas a imagem foi modificada para parecer ser da Terra para que os cientistas pudessem distinguir entre as camadas de estratificação.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

"Nós identificámos megainundações pela primeira vez usando dados sedimentológicos detalhados observados pelo rover Curiosity," disse o coautor Albert G. Fairén, astrobiólogo visitante da Faculdade de Artes e Ciências de Cornell. "Os depósitos deixados por megainundações não foram identificados anteriormente com dados de orbitadores."

Como é o caso na Terra, as características geológicas, incluindo o trabalho da água e do vento, foram temporalmente "congeladas" em Marte durante cerca de 4 mil milhões de anos. Estas características transmitem processos que moldaram a superfície de ambos os planetas no passado.

Este caso inclui a ocorrência de características gigantes parecidas com ondas nas camadas sedimentares da Cratera Gale, muitas vezes chamadas "megaondulações" ou antidunas que têm cerca de 9 metros e espaçadas cerca de 137 umas das ourtas, de acordo com o autor principal Ezat Heydari, professor de física na Universidade Estatal de Jackson, no estado norte-americano de Mississippi.

As antidunas são indicativas do fluxo de megainundações no fundo da Cratera Gale de Marte há cerca de 4 mil milhões de anos, que são idênticas às características formadas pelo derreter de gelo na Terra há cerca de 2 milhões de anos, disse Heydari.

A causa mais provável da inundação de Marte foi o derretimento de gelo com o calor gerado por um grande impacto, que libertou dióxido de carbono e metano dos reservatórios gelados do planeta. O vapor de água e a libertação de gases combinaram-se para produzir um curto período de condições quentes e húmidas no Planeta Vermelho.

A condensação formou nuvens de vapor de água, que por sua vez criaram chuvas torrenciais, possivelmente por todo o planeta. A água entrou na Cratera Gale, depois combinada com a água que descia pela encosta do Monte Sharp (na Cratera Gale) para produzir enchentes gigantescas que depositaram as cristas de cascalho na Unidade de Planícias Hummocky e as formações de bandas de cristas e vales na Unidade Estriada.

A equipa científica do rover Curiosity já estabeleceu que a Cratera Gale teve lagos e riachos persistentes no passado. Estes corpos de água duradouros são bons indicadores que a cratera, bem como o Monte Sharp no seu interior, eram capazes de sustentar vida microbiana.

"No início, Marte era um planeta extremamente ativo de um ponto de vista geológico," disse Fairén. "O planeta tinha as condições necessárias para suportar a presença de água líquida na superfície - e na Terra, onde há água, há vida.

"De modo que o jovem Marte era um planeta habitável," disse. "Era habitado? Essa é uma pergunta que o próximo rover Perseverance... vai ajudar a responder."

O Perseverance, que foi lançado a partir de Cabo Canaveral no dia 30 de julho, tem chegada a Marte prevista para o dia 18 de fevereiro de 2021.

// Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Scientific Reports)

 


Saiba mais

Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Cratera Gale:
Wikipedia
Monte Sharp (Wikipedia)

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
Facebook
Twitter
Wikipedia

Rover Perseverance:
NASA
NASA - 2
Facebook
Twitter
Wikipedia

 
   
Álbum de fotografias - Nuvem Molecular Escura Barnard 68
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Equipa FORSTelescópio Antu de 8,2 metros do VLTESO
 
Para onde foram todas as estrelas? O que já foi considerado um buraco no céu é agora conhecido pelos astrónomos como uma nuvem molecular escura. Aqui, uma alta concentração de poeira e gás molecular absorve praticamente toda a luz visível emitida pelas estrelas de fundo. Os arredores escuros ajudam a fazer do interior das nuvens moleculares alguns dos locais mais frios e isolados do Universo. Uma destas mais notáveis nebulosas escuras de absorção é uma nuvem na direção da constelação de Ofiúco conhecida como Barnard 68, na imagem acima. Não há estrelas visíveis no centro de Barnard 68, o que indica que poderá estar relativamente próxima, as medições colocando-a a cerca de 500 anos-luz e com meio ano-luz de diâmetro. Não se sabe com exatidão como é que as nuvens moleculares do tipo de Barnard 68 se formam, mas sabe-se que estas nuvens são provavelmente locais de formação estelar. De facto, descobriu-se que Barnard 68 irá provavelmente colapsar e formar um novo sistema estelar. É possível atravessar e observar o que está por trás da nuvem graças à radiação infravermelha.
 
   
Arquivo | Feed RSS | Contacte o Webmaster | Remover da lista
 
       
       
   
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
   

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.

Esta mensagem destina-se unicamente a informar e está de acordo com as normas europeias de proteção de dados (ver RGDP), conforme Declaração de Privacidade e Tratamento de dados pessoais.

2020 - Centro Ciência Viva do Algarve | Centro Ciência Viva de Tavira

ccvalg.pt cvtavira.pt