Problemas ao ver este e-mail?
Veja no browser

 
 
  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
  transparent   feed rss
logotipos
 
  Astroboletim #2269  
  05/12 a 08/12/2025  
     
 
transparent
EFEMÉRIDES

DIA 05/12: 339.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1901, nascia Werner Heisenberg, físico teórico alemão e um dos pioneiros da mecânica quântica. Recebeu o prémio Nobel da Física em 1932.
Em 1990, a primeira fotografia (galáxia NGC 1232 em Erídano) tirada com o telescópio Keck é publicada no Los Angeles Times.
Em 2014, o primeiro voo de testes da nave Orion da NASA. 
imagem
HOJE, NO COSMOS:
A Lua, um dia depois da sua fase Cheia, brilha para cima de Gémeos e de Júpiter assim que todos se tornem visíveis.

 

DIA 06/12: 340.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1586 nascia Niccolò Zucchi, astrónomo, físico e jesuita italiano. Pode ter sido o primeiro a ver as bandas de Júpiter (no dia 17 de maio de 1630), e reportou manchas em Marte em 1640. No seu livro, "Optica philosophia experimentis et ratione a fundamentis constituta", publicado em 1652-56, descrevia experiências ocorridas em 1616 com um espelho curvo em vez de uma lente como objetiva telescópica, o que pode ser a descrição mais antiga de um telescópio refletor.
Em 1957, uma explosão na plataforma de lançamento da Vanguard TV3 impede a primeira tentativa dos EUA lançarem um satélite para órbita terrestre.
imagem
Em 2006, a NASA revela fotografias obtidas pela Mars Global Surveyor, sugerindo a presença de água líquida em Marte.
HOJE, NO COSMOS:
Repita a observação de ontem do nosso satélite natural para notar que a Lua está mais próxima, no céu, de Júpiter, Pollux e Castor.

 

DIA 07/12: 341.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1905, nascimento de Gerard Kuiper, cientista planetário americano nascido nos Países Baixos que descobriu luas de Úrano e Neptuno, a atmosfera de Titã e estudou as origens dos cometas no Sistema Solar
imagem
Em 1972 era lançada a Apollo 17, a última das missões do programa Apollo. Foi também a última vez que um ser humano aterrou na Lua. A missão durou 301 horas, 51 minutos e 59 segundos, e recolheu a maior quantidade de amostras lunares. O comandante da Apollo 17 era Eugene A. CernanRonald E. Evans era o piloto do módulo de controlo e Harrison H. Schmitt era o piloto do módulo lunar. Schmitt foi também o único geólogo profissional a ir à Lua
Em 1995, a nave Galileu chega a Júpiter, pouco mais de seis anos depois de ter sido lançada pelo vaivém espacial Atlantis durante a missão STS-34.
Em 2015, a sonda japonesa Akatsuki entra com sucesso em órbita de Vénus, cinco anos após a primeira tentativa.
HOJE, NO COSMOS:
Hoje tem lugar o pôr-do-Sol mais cedo do ano (se estiver perto da latitude 40º N). No dia do solstício e da noite mais longa, a 21 de dezembro, o Sol na verdade põe-se 3 minutos mais tarde. E o nascer-do-Sol mais tardio só ocorre no dia 4 de janeiro. Estas ligeiras discrepâncias surgem por causa da inclinação do eixo da Terra e da elipticidade da sua órbita.
Esta noite a Lua forma um grupo de aspeto diferente ao de ontem com Júpiter, Pollux e Castor: uma espécie de Y invertido. Ao amanhecer (dia 8) o Y está de lado e o segmento Lua-Pollux está mais prolongado.

 

DIA 08/12: 342.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1990, a sonda Galileu aproxima-se do planeta Terra no seu caminho de Vénus até Júpiter. Torna-se na primeira sonda interplanetária a visitar a Terra. Passa novamente pela Terra no mesmo dia, mas em 1992.
Em 2010, com o segundo lançamento do Falcon 9 e o primeiro lançamento do Dragon, a SpaceX torna-se na primeira empresa privada a lançar, orbitar e recolher com sucesso uma nave espacial. No mesmo dia, a nave japonesa a energia solar, IKAROS, passa a cerca de 80.800 km de distância do planeta Vénus.
imagem
HOJE, NO COSMOS:
O Triângulo de Verão fica cada vez mais baixo a oeste com o avançar da noite, e Altair é a primeira das suas estrelas a pôr-se (para observadores a latitudes médias norte). Comece por avistar a brilhante Vega, de magnitude zero, a estrela mais brilhante a noroeste depois do cair da noite. A estrela mais brilhante para cima de Vega é Deneb. Altair, a terceira estrela do Triângulo, está mais distante, para a esquerda de Vega. Quão tarde na noite, e nos dias que se seguem, consegue continuar a observar Altair?

transparent
 
 
  transparent  
Açúcares, "pastilha elástica" e poeira estelar encontrados nas amostras do asteroide Bennu
 
imagem
Uma equipa de cientistas japoneses e norte-americanos descobriu os açúcares bio-essenciais ribose e glicose em amostras do asteroide Bennu recolhidas pela missão OSIRIS-REx da NASA. Esta descoberta vem na sequência da anterior descoberta de nucleobases (os componentes genéticos do ADN e do ARN), fosfato e aminoácidos (os blocos de construção das proteínas) nas amostras de Bennu, revelando que os ingredientes moleculares da vida podem ter chegado à Terra primitiva através de meteoritos.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Dan Gallagher
 

O asteroide Bennu continua a fornecer novas pistas para as maiores questões dos cientistas acerca da formação do Sistema Solar primitivo e das origens da vida. Como parte do estudo em curso de amostras imaculadas entregues à Terra pela nave espacial OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, and Security-Regolith Explorer) da NASA, três novos artigos científicos publicados na passada terça-feira nas revistas Nature Geosciences e Nature Astronomy apresentam descobertas notáveis: açúcares essenciais para a biologia, uma substância semelhante a pastilha elástica nunca antes vista em astromateriais e uma abundância inesperadamente elevada de poeira produzida por explosões de supernova.

Açúcares essenciais à vida

Cientistas liderados por Yoshihiro Furukawa, da Universidade de Tohoku, no Japão, encontraram açúcares essenciais para a biologia na Terra nas amostras de Bennu, detalhando as suas descobertas na revista Nature Geoscience. Foi encontrado o açúcar com cinco carbonos ribose e, pela primeira vez numa amostra extraterrestre, glicose com seis carbonos. Embora estes açúcares não constituam evidências de vida, a sua deteção, juntamente com anteriores deteções de aminoácidos, nucleobases e ácidos carboxílicos nas amostras de Bennu, mostram que os blocos de construção de moléculas biológicas estavam espalhados por todo o Sistema Solar.

Para a vida na Terra, os açúcares desoxirribose e ribose são os principais blocos de construção do ADN e do ARN, respetivamente. O ADN é o principal portador de informação genética nas células. O ARN desempenha inúmeras funções e a vida, tal como a conhecemos, não poderia existir sem ele. A ribose no ARN é utilizada na "espinha dorsal" da molécula de açúcar-fosfato que liga uma cadeia de nucleobases portadoras de informação.

"As cinco nucleobases utilizadas na construção do ADN e do ARN, bem como os fosfatos, já foram encontrados nas amostras de Bennu trazidas para a Terra pela OSIRIS-REx", disse Furukawa. "A nova descoberta de ribose significa que todos os componentes para formar a molécula de RNA estão presentes em Bennu".

A descoberta de ribose em amostras de asteroides não é uma total surpresa. A ribose já tinha sido encontrada em dois meteoritos recuperados cá na Terra. O que é importante nas amostras de Bennu é o facto de os investigadores não terem encontrado desoxirribose. Se Bennu for uma indicação, isto significa que a ribose pode ter sido mais comum do que a desoxirribose em ambientes do Sistema Solar primitivo.

Os investigadores pensam que a presença de ribose e a ausência de desoxirribose apoiam a "hipótese do mundo do ARN", segundo a qual as primeiras formas de vida dependiam do ARN como molécula primária para armazenar informação e para realizar as reações químicas necessárias à sobrevivência.

"A vida atual baseia-se num sistema complexo organizado principalmente por três tipos de biopolímeros funcionais: ADN, ARN e proteínas", explica Furukawa. "No entanto, a vida primitiva pode ter sido mais simples. O ARN é o principal candidato a primeiro biopolímero funcional porque pode armazenar informação genética e catalisar muitas reações biológicas".

As amostras de Bennu também continham uma das formas mais comuns de "alimento" (ou energia) utilizada pela vida na Terra, o açúcar glicose, o que constitui a primeira evidência de que uma importante fonte de energia para a vida, tal como a conhecemos, também estava presente nos primórdios do Sistema Solar.

Misteriosa e antiga "pastilha elástica"

Um segundo artigo científico, publicado na revista Nature Astronomy, liderado por Scott Sandford, do Centro de Investigação Ames da NASA, em Silicon Valley, na Califórnia, e por Zack Gainsforth, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, revela um material semelhante a pastilha elástica nas amostras de Bennu, nunca visto em rochas espaciais - algo que poderá ter ajudado a "preparar o terreno" na Terra para o aparecimento dos ingredientes da vida. A surpreendente substância terá sido formada nos primórdios do Sistema Solar, à medida que o jovem asteroide progenitor de Bennu aquecia.

Outrora macia e flexível, mas, entretanto, endurecida, esta antiga "pastilha elástica espacial" é constituída por materiais semelhantes a polímeros, extremamente ricos em azoto e oxigénio. Estas moléculas complexas podem ter fornecido alguns dos precursores químicos que ajudaram a desencadear a vida na Terra, e encontrá-los nas amostras imaculadas de Bennu é importante para os cientistas que estudam como a vida começou e se existe para além do nosso planeta.

O asteroide ancestral de Bennu formou-se a partir de materiais da nebulosa solar - a nuvem giratória de gás e poeira que deu origem ao Sistema Solar - e continha uma variedade de minerais e gelos. Quando o asteroide começou a aquecer, devido à radiação natural, foi formado um composto chamado carbamato, através de um processo que envolveu amoníaco e dióxido de carbono. O carbamato é solúvel em água, mas sobreviveu o tempo suficiente para polimerizar, reagindo consigo próprio e com outras moléculas para formar cadeias maiores e mais complexas, impermeáveis à água. Este facto sugere que se formou antes de o corpo-mãe ter aquecido o suficiente para se tornar um ambiente aquoso.

"Com esta estranha substância, estamos a olhar, muito possivelmente, para uma das primeiras alterações de materiais que ocorreram nesta rocha", disse Sandford. "Neste asteroide primitivo que se formou nos primórdios do Sistema Solar, estamos a observar acontecimentos perto do 'início do início'".

Utilizando um microscópio de infravermelhos, a equipa de Sandford selecionou grãos invulgares, ricos em carbono, contendo azoto e oxigénio em abundância. Começaram então o que Sandford chama de "ferraria a nível molecular", utilizando o Molecular Foundry do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab) em Berkeley, na Califórnia. Aplicando camadas ultrafinas de platina, reforçaram uma partícula, soldaram uma agulha de tungsténio para levantar o grão minúsculo e rasparam o fragmento utilizando um feixe focalizado de partículas carregadas.

 
imagem
Uma partícula microscópica do asteroide Bennu, trazida para a Terra pela missão OSIRIS-REx da NASA, é manipulada num microscópio eletrónico de transmissão. Para mover o fragmento para análise posterior, os investigadores começaram por reforçá-lo com tiras finas de platina (a forma de "L" na superfície da partícula) e depois soldaram-lhe uma microagulha de tungsténio. O fragmento de asteroide tem 30 micrómetros de diâmetro.
Crédito: NASA/Universidade da Califórnia, Berkeley
 

Quando a partícula se tornou mil vezes mais fina do que um cabelo humano, analisaram a sua composição através de microscopia eletrónica no Molecular Foundry e espetroscopia de raios X no ALS (Advanced Light Source) do Laboratório de Berkeley. A elevada resolução espacial e os feixes de raios X sensíveis do ALS permitiram uma análise química sem precedentes.

"Sabíamos que tínhamos algo notável a partir do momento em que as imagens começaram a aparecer no monitor", disse Gainsforth. "Era como nada que alguma vez tivéssemos visto e, durante meses, fomos consumidos por dados e teorias enquanto tentávamos compreender o que era e como poderia ter surgido".

A equipa realizou uma série de experiências para examinar as características do material. À medida que os pormenores iam surgindo, as evidências sugeriam que a estranha substância tinha sido depositada em camadas sobre grãos de gelo e minerais presentes no asteroide.

Era também flexível - um material maleável, semelhante a uma pastilha elástica usada ou mesmo a um plástico macio. De facto, durante o seu trabalho com as amostras, os investigadores notaram que o estranho material era flexível e fazia covinhas quando se aplicava pressão. O material era translúcido e a exposição à radiação tornava-o quebradiço, como uma cadeira de jardim deixada demasiadas temporadas ao Sol.

"Olhando para a sua composição química, vemos os mesmos tipos de grupos químicos que ocorrem no poliuretano na Terra", disse Sandford, "tornando este material de Bennu algo semelhante a um 'plástico espacial'".

Mas o material do antigo asteroide não é simplesmente poliuretano, que é um polímero bem ordenado. Este tem mais "ligações aleatórias e uma composição de elementos que difere de partícula para partícula", disse Sandford. Mas a comparação sublinha a natureza surpreendente do material orgânico descoberto nas amostras da NASA do asteroide, e a equipa de investigação pretende realizar ainda mais estudos.

Ao procurar pistas sobre o que se passou há muito tempo, nas profundezas de um asteroide, os cientistas podem compreender melhor o jovem Sistema Solar - revelando os precursores e os ingredientes da vida que já continha, e até onde essas matérias-primas podem ter sido espalhadas, graças a asteroides como Bennu.

Abundante poeira de supernovas

Um outro artigo científico publicado na revista Nature Astronomy, liderado por Ann Nguyen, do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, analisou grãos pré-solares - poeira de estrelas anteriores ao nosso Sistema Solar - encontrados em dois tipos diferentes de rochas nas amostras de Bennu, para saber mais sobre a formação do seu corpo progenitor e como foi alterado por processos geológicos. Pensa-se que a poeira pré-solar estava geralmente bem misturada aquando da formação do nosso Sistema Solar. As amostras continham seis vezes mais poeira de supernovas do que qualquer outro astromaterial estudado, o que sugere que o corpo progenitor do asteroide se formou numa região do disco protoplanetário enriquecida com poeira de estrelas moribundas.

O estudo revela também que, embora o asteroide progenitor de Bennu tenha sofrido uma alteração extensiva por fluidos, existem ainda bolsas de materiais menos alterados dentro das amostras que oferecem informações acerca da sua origem.

"Estes fragmentos retêm uma maior abundância de matéria orgânica e grãos de silicato pré-solares, que são conhecidos por serem facilmente destruídos pela alteração aquosa em asteroides", disse Nguyen. "A sua preservação nas amostras de Bennu foi uma surpresa e ilustra que algum material escapou à alteração no corpo progenitor. O nosso estudo revela a diversidade de materiais pré-solares que o progenitor acretou durante a sua formação".

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (Nature Geoscience)
// Artigo científico #2 (Nature Astronomy)
// Artigo científico #3 (Nature Astronomy)
// Açúcares bio-essenciais descobertos nas amostras do asteroide Bennu (NASA via YouTube)

 


Quer saber mais?

Ribose:
Wikipedia

Glicose:
Wikipedia

Hipótese do mundo do ARN:
Wikipedia

Asteroide Bennu:
NASA
NASA - 2 
Wikipedia

OSIRIS-REx:
Página oficial
NASA
Facebook
YouTube
Instagram
Wikipedia

 
  transparent  
Fuga de hélio no exoplaneta WASP-107 b
 
imagem
Ilustração do exoplaneta WASP-107b. A baixa densidade do planeta e a intensa irradiação da sua estrela permitem que o hélio escape do planeta e forme um invólucro assimétrico alargado e difuso à sua volta.
Crédito: Universidade de Genebra/NCCR PlanetS/Thibaut Roger
 

Uma equipa internacional utilizou o Telescópio Espacial James Webb para observar nuvens gigantes de hélio a escaparem do exoplaneta WASP-107 b. A sua análise, publicada na revista Nature Astronomy, fornece pistas valiosas para compreender este fenómeno de fuga atmosférica, que influencia a evolução dos exoplanetas e molda algumas das suas características.

Por vezes, a atmosfera de um planeta escapa-se para o espaço. É o caso da Terra, que perde irreversivelmente um pouco mais de 3 kg de matéria (sobretudo hidrogénio) por segundo. Este processo, denominado "fuga atmosférica", é de particular interesse para os astrónomos no estudo dos exoplanetas situados muito perto da sua estrela, que, aquecidos a temperaturas extremas, estão precisamente sujeitos a este fenómeno. Desempenha um papel importante na sua evolução.

Graças ao Telescópio Espacial James Webb, uma equipa internacional, que inclui cientistas do Observatório da Universidade de Genebra (UNIGE) e das universidades McGill, Chicago e Montreal, conseguiu observar grandes fluxos de gás hélio que se escapam de WASP-107 b. Este exoplaneta está localizado a mais de 210 anos-luz do nosso Sistema Solar. Esta é a primeira vez que este elemento químico é identificado com o JWST num exoplaneta, permitindo uma descrição detalhada do fenómeno.

Exoplanetas superinchados

Descoberto em 2017, WASP-107 b está localizado sete vezes mais perto da sua estrela do que Mercúrio, o planeta mais próximo do nosso Sol. A sua densidade é muito baixa porque tem o tamanho de Júpiter, mas tem apenas um décimo da sua massa, colocando-o entre os chamados "superinchados", uma categoria de exoplanetas com densidades extremamente baixas.

O vasto fluxo de hélio foi detetado na extensão da sua atmosfera, chamada "exosfera". Esta nuvem bloqueia parcialmente a luz da estrela mesmo antes de o planeta passar à sua frente. "Os nossos modelos de escape atmosférico confirmam a presença de fluxos de hélio, tanto à frente como atrás do planeta, que se estendem na direção do seu movimento orbital até cerca de dez vezes o raio do planeta", explica Yann Carteret, estudante de doutoramento no Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Genebra e coautor do estudo.

Pistas valiosas

Para além do hélio, os astrónomos puderam confirmar a presença de água e de vestígios de misturas químicas (incluindo monóxido de carbono, dióxido de carbono e amoníaco) na atmosfera do planeta, enquanto constataram a ausência de metano, que o JWST é capaz de detetar. Estas são pistas valiosas para reconstruir a história da formação e migração de WASP-107 b: o planeta formou-se longe da sua órbita atual, depois aproximou-se da sua estrela, o que explicaria a sua atmosfera inchada e a perda de gás.

O estudo de WASP-107 b é uma referência fundamental para compreender melhor a evolução e a dinâmica destes mundos distantes. "Observar e modelar a fuga atmosférica é uma área de investigação importante no Departamento de Astronomia da UNIGE, porque pensa-se que é responsável por algumas das características observadas na população de exoplanetas", explica Vincent Bourrier, professor catedrático e investigador do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da UNIGE e coautor do estudo.

"Na Terra, a fuga atmosférica é demasiado fraca para influenciar drasticamente o nosso planeta. Mas seria responsável pela ausência de água no nosso vizinho próximo, Vénus. É, portanto, essencial compreender os mecanismos deste fenómeno, que poderia desgastar a atmosfera de certos exoplanetas rochosos", conclui.

// Universidade de Genebra (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)

 


Quer saber mais?

WASP-107 b:
NASA
ipac
Exoplanet.eu
Universidade de Quioto
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de exoplanetas mais próximos (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Lista de exoplanetas candidatos a albergar água líquida (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Exoplanet.eu
Exoplanetas superinchados (Wikipedia)

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
X/Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
  transparent  
Também em destaque
transparent
  Será que os super-Júpiteres se parecem com Júpiter? Não necessariamente (via Universidade do Ontário Ocidental)
Usando imagens do Telescópio Espacial James Webb, uma equipa de investigação internaciona descobriu novas respostas para explicar como algumas anãs castanhas formam tempestades de poeira gigantes, contradizendo suposições anteriores. Estas tempestades podem parecer semelhantes à icónica Grande Mancha Vermelha de Júpiter, mas o novo estudo, liderado mostra que na realidade se formam de forma bastante diferente. Ler fonte
transparent
 
  transparent  

Álbum de fotografias
M77: Galáxia Espiral Com um Centro Ativo

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: HubbleNASAESAL. C. HoD. Thilker
 
O que é que está a acontecer no centro da galáxia espiral M77? Esta galáxia vista de face encontra-se a uns meros 47 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Baleia. A essa distância estimada, o lindo universo-ilha tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. Também conhecida como NGC 1068, o seu núcleo compacto e muito brilhante está bem estudado pelos astrónomos que exploram os mistérios dos buracos negros supermassivos em galáxias Seyfert ativas. O núcleo ativo de M77 brilha intensamente nos comprimentos de onda dos raios X, ultravioleta, visível, infravermelho e rádio. Esta imagem em destaque de M77 foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Mostra detalhes dos sinuosos braços espirais, traçados por nuvens de poeira vermelha obscurecidas e enxames estelares azuis, todos rodeando o centro luminoso branco e brilhante da galáxia.
transparent
 
  transparent  
Arquivo | CCVAlg - Astronomia | Feed RSS | Contacte o Webmaster | Remover da lista
transparent
 
  logotipo ccvalg  
  logotipo ccvtavira  
  facebook   twitter   instagram   trip advisor  
  facebook   twitter   instagram   trip advisor  
   
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
   

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.

Esta mensagem destina-se unicamente a informar e está de acordo com as normas europeias de proteção de dados (ver RGDP), conforme Declaração de Privacidade e Tratamento de dados pessoais.

2025 - Centro Ciência Viva do Algarve | Centro Ciência Viva de Tavira

ccvalg.pt cvtavira.pt