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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 290
16 de Dezembro de 2006
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PLANETARY SOCIETY LANÇA CAÇA AO ASTERÓIDE APOFIS

No final do encontro da American Geophysical Union, a Planetary Society anunciou a competição Apophis Mission Design Competition, que convida os participantes a submeter propostas para marcação de um asteróide próximo da Terra potencialmente perigoso. A marcação do asteróide será provavelmente necessária para garantir uma perfeita monitorização da órbita do asteróide Apofis (2004 MN4) que passou próximo da Terra em Dezembro de 2004 e que se prevê venha a ser potencialmente perigoso num futuro não muito longínquo. Só conhecendo perfeitamente os seus dados orbitais será possível a sua deflecção caso tal venha a ser necessário. O prémio da competição lançada pela Planetary Society é de 50.000 USD.


A Terra e o asteróide Apofis a 23 de Dezembro de 2004
Crédito: NASA/JPL

O Apofis é um Objecto Próximo da Terra (OPT) com cerca de 400 m de diâmetro que se aproximará de novo da Terra em 2029, passando dessa vez mais próximo que a órbita dos satélites geostacionários. Nessa passagem, o asteróide poderá ver a sua órbita gravitacionalmente afectada podendo passar a descrever uma órbita que o leve a colidir com a Terra em 2036.

“Embora seja pouco provável que este asteróide atinja a Terra durante os próximos 30 anos, essas hipóteses não são nulas, e o Apofis tal como outros OPT representam perigos que necessitam ser estudados,” disse Rusty Schweickart, astronauta das missões Apollo, e Director da Comissão de OPT da Associação para os Exploradores Espaciais.

Bruce Betts, o Director da Planetary Society disse: “com esta competição esperamos não apenas gerar pensamento criativo sobre a marcação de Apofis, mas também estimular uma maior consciencialização pública para a ameaça dos OPT.”

Será necessária uma monitorização muito precisa para conseguir determinar a probabilidade de colisão em 2036. Essa monitorização passará provavelmente pela marcação do asteróide com um farol - emissor ou reflector - embora não sejam de excluir outras hipóteses. Não se sabe qual será a melhor forma de conseguir a marcação do satélite nem a solução é óbvia. "É esse o objectivo da competição," disse ainda Betts.

A Planetary Society está a levar a cabo esta iniciativa em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA), com a NASA, com a Associação para os Exploradores Espaciais (ASE), com o American Institute of Aeronautics and Astronautics (AIAA) e com a Associação de Universidades de Investigação Espacial (USRA).

Se o Apofis passar através de uma janela de várias centenas de metros de largura em 2029, embaterá contra a Terra em 2036. Embora as estimativas actuais indiquem que a probabilidade de tal ocorrência é muito baixa, Apofis está ser usado como exemplo para desenvolver um tipo mais amplo de missão capaz de fazer o mesmo em qualquer asteróide potencialmente perigoso.

A competição requer que os participantes desenvolvam um processo de marcação de modo a que em 2017 se tenha informação suficiente para saber se o asteróide vai passar na janela perigosa, de modo a que, caso seja necessário, possa ser enviada uma missão para provocar a deflecção do satélite para fora dessa trajectória.

Links:
The Planetary Society (Nota de Imprensa)

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Universe Today

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
 

Foto

 
NGC 1055 and M77 - Crédito:Robert Gendler
A grande galáxia espiral NGC 1055 (topo superior esquerdo) surge reunida com a espiral M77 nesta linda visão cósmica na direcção da constelação Cetus (a Baleia). O aspecto visto de lado da NGC 1055 contrasta lindamente com a vista de topo do núcleo brilhante e braços espirais da M77. Tendo ambas mais de 100.000 anos-luz de diâmetro, este par é constituído pelas galáxias dominantes de um pequeno grupo a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância. A essa distância M77 é um dos objectos mais remotos do catálogo de Charles Messier e está separado da sua companheira NGC 1055 por, pelo menos, 500.000 anos-luz. O mosaico aqui apresentado tem mais ou menos a largura da Lua Cheia e inclui em primeiro plano estrelas coloridas da nossa Via Láctea para além de outras galáxias mais distantes.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 16/12: 339º dia do  calendário gregoriano.
História: Nascimento de Edward Emerson Barnard, astrónomo americano.
Em 1965 a Pioneer 6 foi lançada para uma órbita solar entre Vénus e a Terra.
Em 2000, usando dados científicos registados pela sonda em Júpiter, Galileu, a 20 de Maio, os cientistas do JPL anunciam provas de um oceano salgado por baixo da superfície de Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar. Junta-se a Calisto e a Europa como luas de Júpiter com prováveis oceanos de água líquida por baixo do gelo.
Observações: Aproveite para fazer umas fotos da Grande Nebulosa de Orionte.

Dia 17/12: 340º dia do calendário gregoriano.
Observações: Aproveite para fazer umas fotos de Saturno que agora nasce cerca das 22h30 e começa a ser visível sem ser necessário fazer noitadas.

Dia 18/12: 341º dia do  calendário gregoriano.
História:  Em 1966, foi descoberta por Richard L. Walker, a lua de Saturno Epimeteu, que depois foi "perdida" durante 12 anos.
Observações: Plutão em conjunção com o Sol à 15h (hora local). Júpiter a 6ºN da Lua,às 21h (hora local).

Dia 19/12: 342º dia do  calendário gregoriano.
História:  Em 1972, a Apollo 17, a última missão lunar tripulada, regressava à Terra.
Observações: Antares a 0,4ºN da Lua às 4h (hora local). Marte a 5ºN da Lua às 4h (hora local)..

 
 
  CURIOSIDADES:  
 

Embora a previsão dos eclipses começasse a ser feita na antiga Mesopotâmia, a primeira previsão de eclipse que não atribuía qualquer carácter místico ou sagrado ao fenómeno foi feita por Tales de Mileto em 585 a.C., supostamente por análise das regularidades dos eclipses descoberta por Tales nas suas viagens entre os Caldeus.
Embora o eclipse se tenha concretizado, existem muitas dúvidas que a matemática que permitiu a previsão a Tales, pudesse permitir a exactidão que se infere de muitos textos históricos e filosóficos. Provavelmente haveria, à semelhança do que ocorria na Mesopotâmia, uma janela temporal de probabilidade de ocorrência, tendo a coincidência exacta, a ter ocorrido, sido meramente fortuita.

 
 
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