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Edição n.º 876
27/07 a 30/07/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 27/07: 209.º dia do calendário gregoriano.
História:  Em 1801 nascia George Biddell Airy, "Astronomer Royal" (título, agora honorário, que se dá ao director do Observatório Real de Greenwich) entre 1835 e 1881.

Forneceu importantes contributos nos campos da Matemática e da Astronomia, nomeadamente a descoberta de irregularidades nos movimentos de Vénus e da Terra, e no seu método de cálculo da densidade média do planeta Terra.
Observações: Olhe para a esquerda da Lua e encontrará a alaranjada Antares. Muito mais perto da Lua estão três estrelas mais ténues que marcam a cabeça de Escorpião, alinhadas quase verticalmente.

Dia 28/07: 210.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851 era tirada a primeira fotografia do Sol durante um eclipse total, a partir da qual se descobre a coroa solar.
Em 1867 nascia Charles Dillon Perrine, astrónomo americano-argentino, descobridor de duas luas de Júpiter (Himalia em 1904 e Elara em 1905).

Foi também director do Observatório Nacional Argentino (hoje com o nome Observatório Astronómico de Córdoba).
Em 1964 era lançada a sonda Ranger 7, que regista as primeiras imagens da Lua tiradas por uma nave americana.
Observações: Conjunção inferior de Mercúrio, pelas 20:52.
A luminosa Antares brilha para baixo da Lua esta noite.

Dia 29/07: 211.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851, A. De Gasparis descobria o asteróide 15 Eunomia.
Em 1898, nascia o físico Isidor Isaac Rabi, que recebeu o prémio Nobel da Física em 1944, pelo seu método de ressonância para registar as propriedades magnéticas do núcleo atómico.

Em 2005, astrónomos anunciam a descoberta do planeta anão Éris.
Observações: A Lua encontra-se no periélio às 09:28, a 367.315 km da Terra.
Aproveite as quentes noites de Verão para fazer uma maratona planetária. Ao anoitecer, é possível observar Marte e Saturno na constelação de Virgem, baixos a Oeste-Sudoeste. Estes dois astros põem-se antes da meia-noite. Antes do amanhecer, nascem a Este os planetas Vénus e Júpiter, na constelação de Touro.

Dia 30/07: 212.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, os astronautas da Apollo 15 aterram na Lua.

Observações: Caso tenha aproveitado para ficar acordado, ou tenha acordado mais cedo, observe Júpiter telescopicamente a partir das 4 da manhã, e verá a sombra de Ganimedes passar pela atmosfera do planeta.

 
CURIOSIDADES

O nosso Sol move-se a 320 m/s na direcção da constelação de Hércules.

 
CIENTISTAS MEDEM ORIENTAÇÃO DE SISTEMA MULTIPLANETÁRIO, DESCOBREM SER MUITO PARECIDO AO NOSSO SISTEMA SOLAR

O nosso Sistema Solar exibe uma configuração ordenada e notável: os oito planetas orbitam o Sol tal como atletas numa pista, correndo nas suas respectivas faixas e mantendo sempre o mesmo largo plano. Em contraste, a maioria dos planetas extrasolares descobertos em anos recentes - particularmente os gigantes conhecidos como "Júpiteres quentes" - habitam em órbitas muito mais excêntricas.

Agora, investigadores detectaram o primeiro sistema exoplanetário, a 10.000 anos-luz de distância, com órbitas alinhadas regularmente, similares àquelas que vemos no Sistema Solar. No centro deste sistema longínquo está Kepler-30, uma estrela tão brilhante e massiva quanto o Sol. Após analisar dados do telescópio espacial Kepler, os cientistas descobriram que a estrela - tal como o Sol - roda sobre um eixo vertical e os seus três planetas orbitam no mesmo plano.

"No nosso Sistema Solar, a trajectória dos planetas é paralela à rotação do Sol, o que mostra que provavelmente formaram-se a partir de um disco em rotação," afirma Roberto Sanchis-Ojeda, estudante do MIT (Massachusetts Institute of Technology) que liderou a investigação. "Neste sistema, vemos que acontece o mesmo."

Nesta interpretação de artista, o planeta Kepler-30c transita uma das grandes manchas estelares que frequentemente aparecem na superfície da sua estrela-mãe. Os autores usaram estes eventos para mostrar que as órbitas dos três planetas (linhas coloridas) estão alinhadas com a rotação da estrela (linha curva esbranquiçada).
Crédito: Cristina Sanchis-Ojeda
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os seus achados, publicados na edição de 26 de Julho da revista Nature, podem ajudar a explicar as origens de certos sistemas distantes, enquanto fornecem mais informações acerca da nossa própria vizinhança planetária.

"Isto diz-me que o Sistema Solar não é um feliz acaso," afirma Josh Winn, professor de física da mesma universidade e co-autor do artigo. "O facto da rotação do Sol estar alinhada com as órbitas dos planetas, não é provavelmente apenas uma coincidência."

Winn diz que a descoberta da equipa pode suportar uma teoria recente da formação de Júpiteres quentes. Estes gigantes corpos têm este nome devido à extrema proximidade com as suas estrelas quentes, completando uma órbita em poucas horas ou dias. As órbitas dos Júpiteres quentes são regularmente deformadas, e os cientistas pensavam que tais desalinhamentos pudessem ser uma pista para as suas origens: as suas órbitas podem ter sido empurradas nos princípios voláteis da formação do sistema planetário, quando vários planetas gigantes podem ter-se aproximado uns dos outros o suficiente para espalhar vários para fora do sistema enquanto trazendo outros para mais perto das suas estrelas-mãe.

Recentemente, os cientistas identificaram um número de sistemas com Júpiteres quentes, todos os quais têm órbitas inclinadas. Mas para realmente provar esta teoria da "dispersão planetária", Winn salienta que os investigadores têm que identificar um sistema com Júpiteres não-quentes, um com planetas que orbitam mais longe da sua estrela. Se o sistema estiver alinhado como o nosso Sistema Solar, sem nenhuma inclinação orbital, isso forneceria evidência de que apenas os sistemas com Júpiteres quentes são desalinhados, formados como resultado de dispersão planetária.

Para resolver este puzzle, Sanchis-Ojeda estudou dados do telescópio espacial Kepler, um instrumento que monitoriza 150.000 estrelas em busca de sinais de planetas distantes. Focou-se então em Kepler-30, um sistema com três planetas, todos com órbitas muito maiores do que um comum Júpiter quente. Para medir o alinhamento da estrela, Sanchis-Ojeda monitorizou as suas manchas estelares, manchas escuras na superfície de brilhantes estrelas como o Sol.

"Estas pequenas manchas escuras marcham pela estrela à medida que roda," afirma Winn. "Se conseguíssemos obter uma imagem, isso seria espectacular, porque veríamos exactamente como a estrela está orientada apenas ao seguirmos as manchas."

Mas as estrelas como Kepler-30 são extremamente distantes, por isso capturar uma imagem delas é quase impossível: o único modo de documentar tais estrelas é através da medição da pequena quantidade de luz que emitem. Por isso a equipa tentou seguir as manchas estelares usando a luz destas estrelas. De cada vez que um planeta transita - ou passa em frente - de uma estrela, bloqueia um pouco de luz estelar, que os astrónomos vêm como uma diminuição na intensidade de luz.

"Se recebemos sinal de uma mancha estelar, então da próxima vez que um planeta transitar, a mesma mancha terá mudado de sítio, e veríamos o sinal noutro lado," acrescenta Winn. "Por isso o que usamos é a cronometragem destes sinais para determinar o alinhamento da estrela."

Com estes dados, a equipa concluiu que Kepler-30 roda ao longo de um eixo perpendicular ao plano orbital do seu maior planeta. Os investigadores então determinaram o alinhamento das órbitas dos planetas ao estudar os efeitos gravitacionais de cada planeta sobre os outros. Ao medir as variações dos planetas à medida que transitam a estrela, a equipa derivou as suas configurações orbitais respectivas, e descobriu que todos os três planetas estão alinhados no mesmo plano. A estrutura planetária geral é, por isso, muito parecida à do nosso Sistema Solar.

James Lloyd, professor assistente de astronomia na Universidade de Cornell, que não esteve envolvido nesta pesquisa, diz que ao estudar as órbitas planetárias, podemos saber mais como a vida evoluiu no Universo - dado que para ter um clima estável propício à vida, um planeta precisa de estar numa órbita estável. "Para que compreendamos quão comum é a vida no Universo, em última análise precisaremos de compreender quão comuns são os sistemas planetários estáveis," afirma Lloyd. "Poderemos descobrir pistas em sistemas exoplanetários para ajudar a melhor compreender os puzzles do Sistema Solar, e vice-versa."

Os achados deste primeiro estudo do alinhamento de um sistema com Júpiteres não-quentes sugerem que os sistemas com Júpiteres quentes podem formar-se graças a dispersão planetária. Para saber com mais certeza, Winn e seus colegas planeiam medir as órbitas de outros sistemas estelares distantes.

"Já há muito que procurávamos um sistema como estes, um que não é exactamente como o Sistema Solar, mas pelo menos é mais normal, onde os planetas e a estrela estão alinhados uns com os outros," diz Winn. "É o primeiro caso onde podemos dizer isto, além do Sistema Solar."

Links:

Notícias relacionadas:
MIT (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
SPACE.com
Discovery News
New Scientist
PHYSORG
Discover
ars technica

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Wikipedia

 
AS ESTRELAS MAIS BRILHANTES NÃO VIVEM SOZINHAS

Um novo estudo que utilizou o VLT (Very Large Telescope) do ESO mostrou que a maioria das estrelas brilhantes de elevada massa, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem isoladas. Quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima, o que é muito mais do que o suposto anteriormente. Surpreendentemente, a maior parte destes pares interagem de modo violento, havendo, por exemplo, transferência de massa de uma estrela para a outra. Pensa-se que cerca de um terço destes pares acabará por fundir-se, formando uma única estrela. Os resultados são publicados na edição de hoje da revista Science.

O Universo é um lugar muito diverso e muitas das estrelas são muito diferentes do Sol. Uma equipa internacional utilizou o VLT para estudar estrelas do tipo-O, as quais apresentam temperaturas, massas e luminosidades muito elevadas. Estas estrelas têm vidas curtas e violentas, desempenhando um papel fundamental na evolução das galáxias. Estão também ligadas a fenómenos extremos, tais como "estrelas vampiras", onde a estrela mais pequena "chupa" matéria da superfície da companheira maior, e explosões de raios-gama.

"Estas estrelas são autênticos monstros," afirma Hughes Sana (Universidade de Amesterdão, Holanda), autor principal do estudo. "Têm 15 ou mais vezes a massa do nosso Sol e podem ser até um milhão de vezes mais brilhantes. Estas estrelas são tão quentes que brilham com uma luz azul-esbranquiçada e têm temperaturas à superfície que vão para além dos 30.000 graus Celsius."

Novas pesquisas usando dados do VLT do ESO revelaram que as estrelas mais quentes e brilhantes, conhecidas como tipo-O, encontram-se regularmente em pares íntimos. Muitos destes binários transferem massa de uma estrela para a outra, um tipo de vampirismo estelar ilustrado nesta impressão de artista.
Crédito: ESO/M. Kornmesser/S.E. de Mink
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos estudaram uma amostra de 71 estrelas do tipo-O, tanto isoladas como em pares (binários) em seis enxames estelares jovens próximos, na Via Láctea. A maioria dos dados utilizados no estudo foram obtidos com telescópios do ESO, incluindo o VLT.

Ao analisar a radiação emitida por estes objectos mais detalhadamente do que o até agora conseguido, a equipa descobriu que 75% de todas as estrelas do tipo-O fazem parte de um sistema binário, uma proporção mais elevada do que a suposta até agora, a primeira determinação precisa deste valor. Mais importante ainda, a equipa descobriu que a proporção destes pares onde as estrelas se encontram suficientemente próximas uma da outra para que haja interacção entre elas (quer através de fusão estelar quer através de transferência de massa pelas chamadas estrelas vampiras) é muito mais elevada do que a esperada, resultado que tem implicações profundas na nossa compreensão da evolução das galáxias.

As estrelas do tipo-O constituem apenas uma fracção de 1% das estrelas no Universo, mas os fenómenos violentos a que estão associadas significam que têm um efeito desproporcionado no seu meio circundante. Os ventos e choques que vêm destas estrelas podem tanto dar origem como parar a formação estelar, a sua radiação faz com que as nebulosas brilhem, as suas supernovas enriquecem as galáxias com elementos pesados essenciais à vida, estando ainda associadas às explosões de raios-gama, as quais se contam entre os fenómenos mais energéticos no Universo. As estrelas de tipo-O estão por isso relacionadas com muitos dos mecanismos de evolução galáctica.

"A vida de uma estrela é grandemente afectada pelo facto desta se encontrar próximo de outra," diz Selma de Mink do STSI (Space Telescope Science Institute) nos EUA, co-autora do estudo. "Se duas estrelas orbitam muito próximas uma da outra, poderão eventualmente fundir-se. Mas mesmo que isso não aconteça, uma das estrelas normalmente retira matéria da superfície da outra".

As fusões entre estrelas, as quais a equipa estima que serão o destino final de cerca de 20 a 30% das estrelas de tipo-O, são fenómenos violentos. Mas mesmo o cenário comparativamente calmo de estrelas vampiras, que acontece em 40 a 50% dos casos, tem efeitos profundos no modo como as estrelas evoluem.

Estas espectaculares vistas panorâmicas mostram partes da Nebulosa Carina (esquerda), da Nebulosa da Águia (centro) e de IC 2944 (direita). Estas regiões de formação estelar contêm muitas estrelas jovens e quentes, incluindo várias estrelas brilhantes do tipo espectral O. As estrelas do tipo-O nestas regiões estão marcadas com os círculos. Descobriu-se que muitas destas estrelas são íntimos binários e que regularmente transferem massa de uma estrela para a outra. As imagens foram criadas a partir de observações com o telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Até agora, os astrónomos pensavam que os binários de estrelas de elevada massa, onde as componentes orbitam muito próximo uma da outra, eram uma excepção, algo apenas necessário para explicar fenómenos exóticos, tais como binários de raios-X, pulsares duplos ou binários de buracos negros. Este novo estudo mostra que, para interpretar correctamente o Universo, não podemos fazer esta simplificação: estas estrelas duplas de elevada massa não são apenas comuns, as suas vidas são também fundamentalmente diferentes daquelas que existem enquanto estrelas isoladas.

Por exemplo, no caso das estrelas vampiras, a estrela mais pequena, de massa menor, rejuvenesce ao sugar hidrogénio fresco da sua companheira. A sua massa irá aumentar substancialmente e irá sobreviver à sua companheira, vivendo muito mais tempo do que uma estrela isolada com a mesma massa. Entretanto, a estrela vítima fica sem o seu envelope antes de ter oportunidade de se tornar numa supergigante vermelha luminosa. Em vez disso, o seu núcleo azul quente fica exposto. Desde fenómeno resulta que a população estelar de uma galáxia distante poderá parecer muito mais jovem do que é na realidade: tanto as estrelas vampiras rejuvenescidas como as estrelas vítimas diminuídas tornam-se mais quentes e azuis em termos de cor, ficando portanto com a aparência de estrelas mais jovens. Saber a verdadeira proporção das estrelas binárias de elevada massa em interacção é por isso crucial para se poder caracterizar correctamente estas galáxias longínquas.

"A única informação que os astrónomos têm das galáxias distantes é-lhes fornecida pela radiação que chega aos telescópios. Sem fazer suposições sobre o que é responsável por esta radiação, não podemos tirar conclusões sobre a galáxia, tais como quão massiva ou jovem ela é. Este estudo mostra que a suposição frequente de que a maioria das estrelas existem de forma isolada pode levar a tirar as conclusões erradas," conclui Hughes Sana.

Para compreender qual a proporção destes efeitos e como é que esta nova perspectiva afectará a nova visão da evolução galáctica, há que trabalhar mais. Fazer a modelização de estrelas binárias é algo complicado, por isso demorará algum tempo até que estas considerações sejam incluídas nos modelos de formação galáctica.

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Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
Science - 2 (requer subscrição)
Universe Today
New Scientist
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Estrelas do tipo-O:
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VLT:
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ESO:
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Tulipa no Cisne
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Michael Joner, David Laney (Observatório de West Mountain, BYU); Processamento -  Robert Gendler
 
Esta imagem telescópica de uma brilhante região de emissão no plano da nossa Via Láctea está apontada na direcção da constelação de Cisne, rica em nebulosas. Com o nome popular de Nebulosa da Tulipa, a nuvem brilhante de gás e poeira interestelar encontra-se também no catálogo de 1959 do astrónomo Stewart Sharpless com o nome de Sh2-101. A cerca de 8000 anos-luz de distância, a nebulosa é compreensivelmente uma de várias que evocam a imagem de flores. A linda e complexa nebulosa é vista aqui graças a uma composição que mapeia a emissão dos átomos de enxofre ionizado, hidrogénio e oxigénio nas cores vermelha, verde e azul, respectivamente. A radiação ultravioleta da jovem e energética estrela do tipo-O, HDE 227018, ioniza os átomos e alimenta a emissão da Nebulosa da Tulipa. HDE 227018 é a brilhante estrela perto do arco azul no centro da imagem.
 

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