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Edição n.º 885
28/08 a 30/08/2012
 
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EFEMÉRIDES

Dia 28/08: 241.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1789 Herscheldescobria a lua de SaturnoEncelado.

Em 1859, uma tempestade geomagnética provoca auroras boreais tão fortes que puderam ser claramente observadas em partes dos EUA, Europa e até Japão.
Observações: À medida que anoitecer, aviste Arcturo alto a Oeste. Para baixo e para a sua esquerda está Saturno, para baixo Espiga, e Marte para a esquerda de Saturno. Este triângulo cresce a cada noite.

Dia 29/08: 242.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, a nave Gemini V regressa à Terra, aterrando no Oceano Atlântico.

Observações: Fomalhaut, a "Estrela de Outono", nasce a Sudeste a partir das 21:33. Observe a subida para cima do horizonte, para baixo e para a esquerda da Lua.

Dia 30/08: 243.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1984, o vaivém Discovery fazia a sua viagem inaugural, a missão STS-41-D.

Em 1999, aproximação máxima do cometa Forbes (0,978 UA).
Observações: Ao início da noite, Cassiopeia já se encontra tão alta a Nordeste quanto a Ursa Maior está baixa a Noroeste.

 
CURIOSIDADES


O músico will.i.am, que pertence ao famoso grupo Black Eyed Peas, vai revelar o seu single mais recente, "Reach for the Stars", hoje dia 28, a partir de Marte. A faixa vai ser enviada pelo rover Curiosity sob a forma de ondas de rádio. O evento vai ser transmitido em directo pela NASA TV, a partir das 21:00, hora de Portugal.

 
CURIOSITY ENVIA INCRÍVEL IMAGEM EM ALTA-RESOLUÇÃO DO MONTE SHARP
Um capítulo da história geológica de Marte está à vista neste postal enviado pelo rover Curiosity. A imagem mostra a base do Monte Sharp, o destino científico eventual do rover.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Que vista! Esta foto, publicada ontem, é uma composição em alta-resolução do objectivo final do Curiosity: os flancos estratificados do alto pico central com 5,5 km da Cratera Gale, o Monte Sharp (ou Aeolis Mons). A composição foi feita com duas imagens, uma obtida com a lente de 100mm e outra com a grande angular de 34mm da Mastcam, que serviram como teste de calibração. Mostra uma cena de colinas que sofreram erosão e ravinas numa montanha, com camadas geológicas claramente expostas.

"Esta é uma área no Monte Sharp que o Curiosity irá percorrer," afirma Michael Malin, investigador principal da Mastcam, do MSSS (Malin Space Science Systems) em San Diego, no estado americano da Califórnia. "Aquelas camadas são o nosso objectivo final. O escuro campo de dunas está entre nós e aquelas camadas. Em frente da areia escura vemos areia mais avermelhada, com uma composição diferente sugerida pela sua cor. As rochas no pano da frente mostram diversidade -- algumas são redondas, outras mais angulares, e contam histórias diferentes. Este é um local muito rico em termos geológicos para observar e eventualmente estudar de perto."

Versão anotada da imagem obtida com a câmara de 100mm da Mastcam acoplada ao Curiosity.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
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A região repleta de gravilha no pano da frente é a área de aterragem imediata do Curiosity. O chão depois decai para uma depressão, e sobe no limite de uma cratera delineada por rochas maiores. Mais distante, a cerca de 3,7 km, estão os campos de dunas compostas por material mais escuro, e a base do Monte Sharp começa a crescer a cerca de 5,5 km de distância. Um ampliação de uma grande rocha na base de um pequeno monte de terra mostra que tem o mesmo tamanho que o Curiosity (que é grande em comparação com uma pessoa ou com os rovers anteriores).

O monte rochoso mesmo por trás do pedregulho nesta imagem mede cerca de 300 metros de diâmetro e cerca de 100 metros de altura. As cores foram modificadas para melhor se discernir as formações terrestres e as diferenças nos materias superficiais.

Uma pequena viagem na Segunda-feira colocou o Curiosity directamente sobre uma das zonas "vasculhadas" pelos motores do guindaste espacial, que expeliram alguns centímetros de cascalho e expuseram a rocha por baixo. Os investigadores planeiam usar o instrumento que dispara neutrões a bordo do rover para procurar moléculas de água embebidas nos minerais deste alvo parcialmente escavado.

Durante a conferência de imprensa, a equipa anunciou os resultados de um teste do instrumento SAM (Sample Analysis at Mars) do Curiosity, que pode medir a composição das amostras da atmosfera, de rocha triturada e solo. Era esperado que houvesse ainda algum ar atmosférico da Terra dentro do instrumento, por isso a diferença em pressão em ambos os lados das pequenas bombas levaram a que os operadores do SAM não expelissem este ar terrestre como precaução. As bombas funcionam, e fizeram então uma análise química da amostra de ar terrestre.

O instrumento SAM sem os seus painéis de lado. O SAM analisa os ingredientes químicos na atmosfera, rochas e solo marciano. Esta imagem data de 2010.
Crédito: NASA
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"Como teste do instrumento, os resultados são uma linda confirmação da sensibilidade em identificar os gases presentes," firma Paul Mahaffy, investigador principal do SAM no Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland. "Estamos muito contentes com este teste e ansiamos nos próximos dias obter dados de Marte."

O Curiosity já enviou mais dados da superfície marciana do que todos os rovers anteriores da NASA combinados. "Temos uma rede internacional de telecomunicações que transmitem os dados do Curiosity," afirma Chad Edwards do JPL, líder de telecomunicações do Programa de Exploração de Marte da NASA. "O Curiosity dispõe de uma maior largura de banda porque usamos uma nova técnica que ajusta a sua velocidade de transmissão."

Este gráfico mostra o aumento no volume de dados recebidos do Curiosity ao longo dos sols (dias marcianos) desde a aterragem. O rover tem capacidade para "falar" directamente com a Terra, mas os seus dados podem ser transmitidos mais rapidamente, e em maiores quantidades, com a ajuda de sondas em órbita, incluindo a MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) e a Mars Odyssey.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
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O Curiosity aterrou há 3 semanas em Marte, numa missão principal com a duração de dois anos. Vai usar 10 instrumentos para determinar se a área seleccionada já teve condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
SPACE.com
Spaceflight Now
Discovery News

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia
A Ciência do Curiosity (YouTube) 
Química em Marte: a missão do Curiosity (YouTube)

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  41 novos planetas que transitam no campo de visão do Kepler (via NASA)
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Curiosity em Marte: Bonita Vista do Mt. Sharp
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPL-CaltechProcessamento adicional de Mosaico: Kenneth Kremer & Marco Di Lorenzo
 
O que é aquilo no horizonte? O pico claro é o Monte Sharp -- o eventual destino do rover Curiosity. O mosaico acima foi obtido no local de aterragem do rover, apelidado de "Bradbury Landing", e mostra no pano da frente o braço robótico do rover. O Curiosity já está em movimento, e durante os próximos meses vai percorrer o campo rochoso na direcção de uma interessante característica chamada Glenelg. O Curiosity também já começou a analisar os seus arredores ao disparar um laser a uma rocha vizinha para analisar a composição química da resultante pluma de gás. Se a vida alguma vez existiu em Marte, pode muito bem ter sido na cratera Gale -- e o rover Curiosity é actualmente a melhor hipótese da Humanidade para descobrir o que resta.
 

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