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Edição n.º 972
28/06 a 01/07/2013
 
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28/06/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

29/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 28/06: 179.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1911, rochas do meteorito Nakhla caíram na Terra, perto de Alexandria, Egipto.

Descobriu-se mais tarde que estas 40 pedras vieram de Marte. A origem das rochas que caíram para a Terra pode ser determinada através da sua análise química. As rochas marcianas têm uma composição semelhante.
Observações: A Ursa Maior, ainda alta a Noroeste, está um pouco mais baixa agora e começa a inclinar-se para a direita. Siga a curva da sua cauda para a esquerda e encontrará a brilhante Arcturo, alta a Sudoeste.

Dia 29/06: 180.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961 era lançado o primeiro satélite a energia nuclear, o satélite americano Transit 4A.
Em 1995, a missão STS-71 do vaivém Atlantis doca pela primeira vez com a estação espacial Mir

Observações: Esta é a altura do ano em que a Ursa Menor flutua apoiada na Polar após o anoitecer, como um balão agarrado a um fio que escapou de uma festa de Verão.

Dia 30/06: 181.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade especial.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.

Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula.
Em 1972, é adicionado o primeiro segundo ao sistema UTC
Em 2001, era lançado o WMAP(Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 05:54.

Dia 01/07: 182.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1770, o Cometa Lexell passa a uns meros 2,2 milhões de quilómetros da Terra, menos de 9 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Em 1917, o espelho de 2,5 m chega ao Monte Wilson.

O empresário John D. Hooker doou os fundos para o vidro, que foi o mesmo utilizado para as garrafas de vinho feito pela companhia de Saint Gobrain em França.
Em 2004, inserção orbital da Cassini-Huygens em Saturno.
Observações: Aproveite a noite para observar Saturno e os seus anéis. Com um telescópio de abertura suficiente, conseguirá discernir também a Divisão de Cassini.

 
CURIOSIDADES


Recentemente foi descoberto o 10.000.º NEO (near Earth-Object). O asteróide tem o nome 2013 MZ5.

 
PRIMEIROS PLANETAS EM TRÂNSITO DESCOBERTOS NUM ENXAME ESTELAR

Todas as estrelas começam as suas vidas em grupos. A maioria, incluindo o nosso Sol, nascem em grupos pequenos e benignos que rapidamente se desfazem. Outros formam-se em agrupamentos enormes e densos que sobrevivem milhares de milhões de anos como enxames estelares. Dentro destes ricos e densos aglomerados, as estrelas disputam o espaço com milhares de vizinhos enquanto a radiação forte e os duros ventos estelares varrem o espaço interestelar, retirando materiais da formação planetária de estrelas próximas.

Parecem assim lugares improváveis para encontrar mundos. No entanto, a 3000 anos-luz da Terra, no enxame aberto NGC 6811, os astrónomos descobriram dois planetas mais pequenos que Neptuno em órbita de estrelas tipo-Sol. A descoberta, publicada na revista Nature, mostra que os planetas podem desenvolver-se mesmo em grupos lotados recheados de estrelas.

"Os velhos enxames representam um ambiente estelar muito diferente do berço do Sol e de outras estrelas com planetas," afirma Soren Meibom do CfA (Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica), autor principal do artigo. "E pensávamos que talvez os planetas não poderiam facilmente formar-se e sobreviver nos ambientes stressantes dos enxames, em parte porque há muito tempo que não os conseguíamos encontrar."

No enxame estelar NGC 6811, os astrónomos descobriram dois planetas mais pequenos que Neptuno em órbita de estrelas tipo-Sol.
Crédito: Michael Bachofner
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os dois novos mundos alienígenas apareceram em dados do telescópio Kepler da NASA. O Kepler caça planetas em trânsito, isto é, quando passam em frente das suas estrelas hospedeiras. Durante um trânsito, a estrela diminui de brilho, e esta diminuição depende do tamanho do planeta, permitindo a sua determinação. Kepler-66b e Kepler-67b têm menos de três vezes o tamanho da Terra, ou cerca de três-quartos do tamanho de Neptuno (mini-Neptunos).

Dos mais de 850 planetas conhecidos para lá do nosso Sistema Solar, apenas quatro - todos semelhantes ou maiores que Júpiter em massa - foram encontrados em enxames. Kepler-66b e Kepler-67b são os planetas mais pequenos já descobertos em enxames estelares, e os primeiros planetas em enxames que transitam as suas estrelas-mãe, o que permite a medição dos seus tamanhos.

Imagem telescópica de NGC 6811.
Crédito: Anthony Ayiomamitis
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Meibom e colegas estimaram a idade de NGC 6811 em mil milhões de anos. Kepler-66b e Kepler-67b, portanto, juntam-se a um pequeno grupo de planetas com idades, distâncias e tamanhos determinados com precisão.

Considerando o número de estrelas observadas pelo Kepler em NGC 6811, a detecção destes dois planetas implica que a frequência e propriedades dos planetas em enxames abertos são consistentes com as dos planetas em torno de estrelas de campo (estrelas que não pertencem a um enxame ou associação) na Via Láctea.

"Estes planetas são extremófilos cósmicos," afirma Meibom. "A sua descoberta mostra que planetas pequenos podem formar-se e sobreviver pelo menos mil milhões de anos, mesmo num ambiente caótico e hostil."

Links:

Notícias relacionadas:
CfA (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG
Universe Today
redOrbit
Discovery News

NGC 6811:
Wikipédia
SEDS

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

 
TRÊS PLANETAS NA ZONA HABITÁVEL DE UMA ESTRELA PRÓXIMA
Esta impressão artística mostra uma vista do exoplaneta Gliese 667Cd em direção à sua estrela progenitora (Gliese 667C). Ao fundo à direita podemos ver as estrelas mais distantes deste sistema triplo (Gliese 667A e Gliese 667B). À esquerda no céu está o crescente de um dos outros planetas, o recentemente descoberto Gliese 667Ce.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma equipa de astrónomos combinou novas observações de Gliese 667C com dados obtidos anteriormente pelo instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, no Chile, e revelou um sistema com pelo menos seis planetas. Três destes planetas são super-Terras orbitando em torno da estrela numa região onde a água pode existir sob forma líquida, o que torna estes planetas bons candidatos à presença de vida. Este é o primeiro sistema que se descobre, onde a zona habitável se encontra repleta de planetas.

Gliese 667C é uma estrela muito estudada. Com cerca de um-terço da massa do Sol, faz parte de um sistema estelar triplo conhecido como Gliese 667 (também referido como GJ 667), situado a 22 anos-luz de distância na constelação do Escorpião. Encontra-se muito próximo de nós - na vizinhança solar - muito mais próximo do que os sistemas estelares investigados com o auxílio de telescópios tais como o telescópio espacial caçador de planeta, Kepler.

Estudos anteriores de Gliese 667C descobriram que a estrela acolhe três planetas, situando-se um deles na zona habitável. Agora, uma equipa de astrónomos liderados por Guillem Anglada-Escudé da Universidade de Göttingen, Alemanha e Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, voltaram a estudar o sistema, re-analisando os dados anteriores e acrescentando ao cenário já conhecido algumas observações novas do HARPS e dados de outros telescópios. Encontraram evidências da existência de até sete planetas em torno da estrela. Estes planetas orbitam a terceira estrela mais ténue do sistema estelar triplo. Os outros dois sóis seriam visíveis como um par de estrelas muito brilhantes durante o dia e durante a noite dariam tanta luz como a Lua Cheia. Os novos planetas descobertos preenchem por completo a zona habitável de Gliese 667C, uma vez que não existem mais órbitas estáveis onde um planeta poderia existir à distância certa.

"Sabíamos, a partir de estudos anteriores, que esta estrela tinha três planetas e por isso queríamos descobrir se haveria mais algum," diz Tuomi. "Ao juntar algumas observações novas e analisando outra vez dados já existentes, conseguimos confirmar a existência desses três e descobrir mais alguns. Encontrar três planetas de pequena massa na zona habitável de uma estrela é algo muito excitante!"

Três destes planetas são super-Terras - planetas com mais massa do que a Terra mas com menos massa do que Urano ou Neptuno - que se encontram na zona habitável da estrela, uma fina concha em torno da estrela onde a água líquida pode estar presente, se estiverem reunidas as condições certas. Esta é a primeira vez que três planetas deste tipo são descobertos nesta zona num mesmo sistema.

Este diagrama mostra o sistema de planetas em torno da estrela Gliese 667C. Três planetas deste sistema são super-Terras orbitando em torno da estrela numa região onde a água pode existir sob forma líquida, o que torna estes planetas bons candidatos à presença de vida. Este é o primeiro sistema que se descobre, onde a zona habitável se encontra repleta de planetas. Os tamanhos relativos aproximados dos planetas e da estrela progenitora estão à escala mas as separações relativas não estão.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O número de planetas potencialmente habitáveis na nossa Galáxia é muito maior se esperarmos encontrar vários em torno de cada estrela de pequena massa - em vez de observarmos dez estrelas à procura de um único planeta potencialmente habitável, podemos agora olhar para uma só estrela e encontrar vários planetas," acrescenta o co-autor Rory Barnes (Universidade de Washington, EUA).

Sistemas compactos em torno de estrelas tipo-Sol são bastante abundantes na Via Láctea. Em torno dessas estrelas, os planetas que orbitam muito próximo da estrela-mãe são muito quentes e dificilmente serão habitáveis. No entanto, isso já não se verifica para estrelas muito mais frias e ténues, tais como Gliese 667C. Neste caso, a zona habitável situa-se inteiramente dentro duma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela que a do nosso Sol. O sistema Gliese 667C é o primeiro exemplo de um sistema onde uma estrela de baixa massa alberga vários planetas potencialmente rochosos na zona habitável.

O cientista do ESO responsável pelo HARPS, Gaspare Lo Curto, comenta: "Este interessante resultado foi possível graças ao poder do HARPS e do seu software associado e aponta também para o grande valor do arquivo do ESO. É muito bom ter vários grupos de investigação independentes a explorar este instrumento único, conseguindo atingir uma precisão tão extraordinária."

Anglada-Escudé conclui: "Estes novos resultados sublinham o quão valioso pode ser re-analisar dados e combinar resultados de equipas diferentes e de telescópios diferentes."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
NSF
SPACE.com
Universe Today
Astronomy
redOrbit
PHYSORG
ScienceDaily
New Scientist
Scientific American
National Geographic
Diário de Notícias
Expresso
AstroPT

Gliese 667:
Wikipedia
Gliese 667C (Wikipedia)

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Observatório La Silla:
ESO
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
MISSÃO CUMPRIDA PARA O COROT

Depois de uma missão que durou o dobro do tempo planeado, o telescópio CoRoT (COnvection ROtation et Transits planétaires) do CNES (Centre National d'Etudes Spatiales) - capaz de ouvir a música dos céus e caçar planetas - deverá ser retirado de serviço. O seu espólio notável de resultados permitiu aos cientistas avançar da detecção de exoplanetas até ao seu estudo em detalhe, abrindo também uma nova janela para o interior das estrelas.

Lançado a 26 de Dezembro de 2006, o telescópio espacial CoRoT - uma iniciativa francesa sob a supervisão do CNES pelo Observatório de Paris com contribuições de vários laboratórios de pesquisa franceses e estrangeiros - estabeleceu novos padrões na ciência.

Um satélite pioneiro concebido para estudar as estrelas e procurar por planetas extra-solares, o CoRoT rapidamente demonstrou a sua capacidade para adquirir medições ultra-precisas do brilho das estrelas, operando quase continuamente durante períodos de vários meses. E a recolha resultante de resultados sem precedentes está ainda longe de terminar, já que as equipas científicas ainda estão analisando os dados.

Impressão de artista do satélite COROT a observar um trânsito planetário (obviamente não à escala).
Crédito: CNES
(clique na imagem para ver versão maior)
 

À luz dos sucessos alcançados, o CNES e seus parceiros decidiram prolongar a missão do CoRoT - inicialmente prevista durar três anos - duas vezes, primeiro em 2009 e depois novamente em 2012. Mas após enfrentar 6 anos de bombardeamento intenso de partículas altamente energéticas no espaço, o seu instrumento parou de enviar dados a 2 de Novembro de 2012 e as equipas de engenharia no CNES e no centro francês CNRS de pesquisa foram incapazes de recuperar o instrumento. Uma série de operações serão agora realizadas para diminuir a órbita do CoRoT e serão efectuadas algumas experiências tecnológicas. A sua viagem terminará quando arder ao reentrar na atmosfera da Terra.

Na sua busca por exoplanetas, o CoRoT foi pioneiro na exploração de pequenos planetas com a descoberta do primeiro exoplaneta tipo-Terra confirmado em órbita de uma estrela semelhante ao nosso Sol, provando, assim, o valor da observação espacial. Ao todo, desde então revelou 32 planetas e mais de 100 aguardam confirmação.

Apoiados por uma vasta rede de telescópios complementares no solo, os cientistas obtiveram informações preciosas sobre os planetas descobertos pelo CoRoT, como o raio, massa e densidade - informações que revelam a sua estrutura interna e composição - e a inclinação e excentricidade da órbita. Números à parte, o que é notável sobre estes planetas é a sua extraordinária diversidade, especialmente no domínio dos gigantes gasosos.

Alguns dos planetas descobertos, como CoRoT-7b, orbitam a sua estrela em menos de 24 horas. CoRoT-9b, por outro lado, tem um período orbital de 95 dias, é um dos poucos exoplanetas de trânsito conhecidos que é "ameno". As densidades planetárias também variam surpreendentemente: CoRoT-20b, por exemplo, é quase duas vezes mais denso que a Terra, sugerindo que o seu interior é muito rico em elementos pesados cuja origem é difícil de explicar com os modelos actuais de formação planetária, enquanto outros, como CoRoT-26b, são ainda menos densos que Saturno e revelam-se anormalmente grandes. O CoRoT foi também o primeiro a obter medições do raio de anãs castanhas, objectos intermédios entre um planeta e uma estrela.

As teorias sobre a formação e evolução de sistemas planetários, com base até à década de 1990 apenas no conhecimento do nosso próprio Sistema Solar, foram "escancaradas" com a descoberta por telescópios terrestres dos primeiros planetas extrasolares com órbitas e massas muito diferentes. Mas sem informações mais precisas, quaisquer suposições sobre a sua natureza permaneciam difíceis. A missão espacial CoRoT, complementada por observações a partir do solo, portanto, levou a ciência exoplanetária desde a idade da detecção até à caracterização real e estudos detalhados.

O CoRoT e os telescópios terrestres também inovaram através do estudo combinado de estrelas e dos seus planetas, observando as suas interacções, efeitos de marés nas estrelas e o impacto do brilho de uma estrela sobre a estrutura de um planeta.

O CoRoT revolucionou a física estelar em igual extensão. Ao medir as frequências e amplitudes das vibrações estelares com uma precisão sem precedentes, abriu literalmente um novo campo de estudo: a análise temporal da micro-variabilidade das estrelas.

Tal como os instrumentos musicais, as frequências de vibração das estrelas são uma assinatura única que nos diz mais sobre a sua estrutura, funcionamento e idade. Entre os ricos resultados do CoRoT, a descoberta de vibrações comparáveis às do Sol em estrelas muito diferentes, aquelas nomeadamente mais velhas ou massivas, é um achado fundamental que irá ajudar os cientistas a melhor compreender o funcionamento interno das estrelas, onde todos os ingredientes dos planetas e da vida são fabricados.

A nossa Galáxia está repleta de gigantes vermelhas, estrelas que estão perto do final da sua vida. O CoRoT mostrou que as propriedades de oscilação são um indicador da sua massa, raio e idade exacta, e conseguiu medi-las nos confins da Galáxia. Quando combinado com as medições da posição e velocidade do GAIA (Global Astrometric Interferometer for Astrophysics), este resultado chave dará novas informações sobre o passado e futuro destas regiões exteriores da Via Láctea.

Embora o CoRoT deixe um legado significativo, muitos sucessores já estão em linha. Na ESA, a missão CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite), seleccionada em 2012 e com lançamento previsto para 2017, e as missões EChO (Exoplanet Characterisation Observatory) e Platão competindo para lançamento em 2024, todas vão beber ao património do CoRoT. No chão, inúmeras campanhas de detecção exoplanetária estão também em andamento. Do outro lado do Atlântico, o satélite Kepler da NASA - que também parou de transmitir - seguiu os passos do CoRoT em 2009 e a futura missão TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) foi recentemente seleccionada. Em 2012, apesar dos sucessos alcançados pelo Kepler, a maioria dos downloads de dados do CoRoT foram solicitados a partir dos EUA.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
27/12/06 - Chegou a vez do CoRoT
04/02/09 - CoRoT descobre o planeta extrasolar mais pequeno até agora
19/03/09 - Medido o primeiro exoplaneta temperado
29/05/09 - Observadas fases em planeta extrasolar
18/09/09 - Primeiras sólidas provas da existência de um planeta extrasolar rochoso
02/10/09 - Chovem rochas em CoRoT-7b
09/08/11 - Super-Terras: a nova classe de corpos planetários

Notícias relacionadas:
CNES (comunicado de imprensa - formato PDF)
Universe Today
Sky & Telescope
PHYSORG

Missão CoRoT:
Página oficial 
ESA
Wikipedia

CoRoT-7b:
Wikipedia
Exoplanet.eu

CoRoT-9b:
Wikipedia
Exoplanet.eu

CoRoT-20b:
Exoplanet.eu

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

CNES:
Site oficial
Wikipedia

GAIA:
ESA
Wikipedia

CHEOPS:
ESA
Site oficial
Wikipedia

EChO:
ESA
Site oficial
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Mapa das zonas de estudo do Kepler (formato PDF)
Wikipedia

TESS:
NASA
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 3628 de Lado
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Alessandro Falesiedi
 
As nítidas imagens telescópicas da magnífica galáxia espiral vista de lado, NGC 3628, mostram um disco galáctico inchado dividido por faixas de poeira escura. Claro, este retrato galáctico profundo relembra aos astrónomos o seu nome popular, a Galáxia do Hamburger. Este tantalizante universo-ilha mede aproximadamente 100.000 anos-luz em diâmetro e está a 35 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação de Leão. NGC 3628 partilha a sua vizinhança no Universo local com duas outras grandes espirais, M65 e M66, num agrupamento conhecido como o Trio de Leão. As interacções gravitacionais com os seus vizinhos cósmicos são provavelmente responsáveis pelo grande alargamento e distorção do disco espiral.
 

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