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Edição n.º 977
16/07 a 18/07/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 16/07: 197.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Apollo 11 era lançada do cabo Kennedy.

Pousou na superfície lunar em 20 de Julho de 1969, num local chamado "Sea of Tranquility" (Mar da Tranquilidade). Neil Armstrong (comandante do voo) e Edwin E. "Buzz" Aldrin (piloto do Módulo Lunar, chamado nesta missão de Eagle - Águia em inglês) tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar. Michael Collins (piloto do Módulo de Comando, chamado nesta missão de Columbia) permaneceu em órbita no Módulo de Comando.
Em 1994, o cometa Shoemaker-Levy 9 colide com Júpiter. Os impactos continuam até dia 22 de Julho.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 04:18.
Esta noite a Lua brilha por baixo de Saturno, com Espiga mais para baixo e para a direita.

Dia 17/07: 198.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975, a Apollo 18 e Soyuz 19 efectuaram o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no Espaço.

Em 2007, descoberta do objecto trans-neptuniano 2007 OR10.
Observações: A Lua encontra-se no centro de Balança, entre Saturno para a direita e as estrelas da parte superior de Escorpião para a esquerda.

Dia 18/07: 199.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento do satélites russo Zond 3.
Em 1966, lançamento da Gemini 10 numa missão de 70 horas que inclui o acoplamento com um veículo de alvo Agena
Em 1969, a Apollo 11 prepara-se para aterrar na Lua.

Observações: Para baixo e para a esquerda da Lua esta noite está a supergigante Antares. Também estão próximas outras estrelas da parte superior de Escorpião.

 
CURIOSIDADES


Um fotão pode demorar até um milhão de anos desde o momento em que é produzido no núcleo duma estrela até que chega à superfície da mesma.

 
HUBBLE DESCOBRE UM PLANETA REALMENTE AZUL

Astrónomos que faziam observações no visível com o Telescópio Hubble da NASA deduziram a cor real de um planeta em órbita de outra estrela a 63 anos-luz de distância.

O planeta é HD 189733b, um dos exoplanetas mais próximos que conseguimos ver cruzando a face da sua estrela.

O espectrógrafo de imagem do Hubble já tinha medido mudanças na cor da luz do planeta, durante e após uma passagem por trás da sua estrela. Houve uma pequena queda de luz e uma ligeira alteração na cor da luz emitida. "Vimos a luz tornar-se menos brilhante no azul mas não no verde ou vermelho. Faltava luz no azul mas não no vermelho quando estava escondido," afirma Frederic Pont, da Universidade de Exeter no sudoeste da Inglaterra, membro da equipa. "Isto significa que o objecto que desapareceu era azul."

Esta impressão de artista mostra o exoplaneta HD 189733b em órbita da sua estrela amarelo-alaranjada. O Telescópio Espacial Hubble mediu a cor visível do planeta, que é um azul profundo.
Crédito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Observações anteriores já tinham relatado evidências da dispersão de luz azulada no planeta. A mais recente observação do Hubble confirma a evidência.

Se fosse visto directamente, este planeta seria parecido com um ponto azul profundo, que lembra a cor da Terra vista do espaço. É aí que a comparação termina.

Neste mundo alienígena turbulento, a temperatura durante o dia ronda os 1090º C, e possivelmente chove vidro - de lado - devido a ventos de 7200 km/h. A cor azul-cobalto não vem do reflexo de um oceano tropical como acontece na Terra, mas sim de um ambiente nebuloso e incendiário, que contém nuvens altas rendilhadas com partículas de silicato. Os silicatos condensam no calor e podem formar pequenas gotas de vidro que dispersam mais luz azul que vermelha.

O Hubble e outros observatórios fizeram estudos intensivos de HD 189733b e descobriram que a sua atmosfera é mutável e exótica.

HD 189733b está entre uma classe bizarra de planetas chamada Júpiteres quentes, que orbitam perigosamente perto das suas estrelas-mãe. As observações dão-nos novas informações sobre a composição química e estrutura de nuvens de toda a classe.

Este gráfico compara a cor dos planetas no nosso Sistema Solar com o exoplaneta HD 189733b. A cor azul do exoplaneta é produzida dos gotículas de silicatos, que dispersam luz azul na sua atmosfera.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As nuvens muitas vezes desempenham um papel-chave nas atmosferas planetárias. A detecção da presença e a importância das nuvens nos Júpiteres quentes é crucial para os astrónomos compreenderem a física e a climatologia de outros planetas.

HD 189733b foi descoberto em 2005. Está a apenas 4,6 milhões de quilómetros da sua estrela-mãe, tão perto que um lado está sempre voltado para a estrela e o outro lado está sempre escuro, tal como a Lua com a Terra.

Em 2007, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA mediu a radiação infravermelha, ou calor, do planeta, levando a um dos primeiros mapas de temperatura de um planeta extrasolar. O mapa mostra que as temperaturas do lado diurno e do lado nocturno em HD 189733b diferem cerca de 260º C. Isto deve provocar fortes ventos que rugem do lado do dia para o lado da noite.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
11/10/2005 - O melhor trânsito exoplanetário até agora
14/07/2007 - Descoberta água em planeta extrasolar
13/02/2008 - Detectadas moléculas orgânicas pela primeira vez num planeta extrasolar
22/03/2008 - Detectada a primeira molécula orgânica num planeta extrasolar
13/12/2008 - Hubble descobre dióxido de carbono num planeta extrasolar
23/10/2009 - Astrónomos fazem-no outra vez: descobrem moléculas orgânicas em "Júpiter-quente" extrasolar
05/02/2010 - Nova técnica para detectar planetas extrasolares "tipo-Terra"

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SpaceTelescope.org (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Universe Today
Sky & Telescope
Astronomy
SPACE.com
redOrbit
PHYSORG
New Scientist
National Geographic
Discovery News
Forbes
BBC News
RT
UPI.com
tek
Visão
SIC Notícias
Diário de Notícias

HD 189733b:
Wikipedia
Exoplanet.eu

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Os Pilares do Castelo da Águia
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Emanuele Colognato e Jim Wood
 
O que é que ilumina este castelo de formação estelar? A conhecida Nebulosa da Águia brilha em muitas cores ao mesmo tempo. A imagem acima é uma composição de três destes coloridos gases brilhantes. Pilares de poeira escura esboçam algumas das torres mais densas de formação estelar. A luz energética de jovens estrelas massivas fazem com que o gás brilhe e efectivamente ferva parte da poeira e gás do seu pilar de nascimento. Muitas destas estrelas vão explodir após vários milhões de anos, retornando a maioria dos seus elementos de volta para a nebulosa que as formou. Este processo está formando um enxame aberto conhecido como M16.
 

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