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Edição n.º 1135
23/01 a 26/01/2015
 
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30/01/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 23/01: 23.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1840 nascia Ernst Abbe, físico e optometrista alemão que, juntamente com Otto Schott e Carl Zeiss, lançou as bases da ótica moderna. Abbe também desenvolveu instrumentos óticos, e foi co-proprietário da Carl Zeiss AG, fabricante alemã de telescópios, planetários e outros sistemas ópticos.
Em 2003 tinham lugar as últimas comunicações com a Pioneer 10.

Observações: A Lua, Marte e Vénus formam uma longa linha diagonal a Oeste ao lusco-fusco. Já agora, ainda consegue detetar Mercúrio?

Dia 24/01: 24.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1882, nascia Harold Babcock, astrónomo americano que propôs que o ciclo das manchas solares era o resultado da rotação diferencial e do campo magnético do Sol.
Em 1947 nasce Michio Kaku, físico teórico americano, futurista, comunicador e divulgador de ciência.
Em 1978, um satélite soviético chamado Kosmos 954, com um reator nuclear a bordo, é destruído na atmosfera da Terra, espalhando detritos radioativos por cima dos Territórios Noroeste do Canadá. Apenas 1% foi recuperado.
Em 1986, a Voyager 2 passa a 81.500 km de Urano
Em 1990, o Japão lança a Hiten, a primeira sonda lunar deste país, a primeira sonda lunar desde a soviética Luna 24 em 1976 e a primeira sonda lunar lançada por um país sem ser a União Soviética ou os Estados Unidos.

Observações: Trânsito da sombra de Calisto, entre as 03:04 e as 08:12.
Trânsito da sombra de Io, entre as 04:33 e as 06:52.
Trânsito de Io, entre as 04:53 e as 07:14.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 06:25 e as 09:24.
Trânsito triplo de sombras em Júpiter (Io, Europa e Calisto) entre as 06:28 e as 06:52. A luz do amanhecer interfere com a observação.

Dia 25/01: 25.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1736 nascia Joseph-Louis Lagrange, matemático e astrónomo italiano. Fez contribuições importantes para todos os campos da análise, teoria de números e mecânica celeste e clássica.
Em 1994, lançamento da sonda Clementine.
Em 2004, o rover Opportunity (MER-B) aterra na superfície de Marte.

Em 2006, três campanhas independentes anunciam a descoberta de OGLE-2005-BLG-390LB através de microlentes gravitacionais, o primeiro planeta extrasolar rochoso/gelado em torno de uma estrela de sequência principal.
Observações: Eclipse de Io, entre as 01:48 e as 04:12.
Ocultação de Io, entre as 02:08 e as 04:29.
Ainda durante algumas semanas, a brilhante estrela Sirius vai continuar a brilhar cada vez mais alto a sudeste e sul-sudeste à hora de jantar. Para cima de Sirius encontra-se Betelgeuse, o ombro de Orionte, uma estrela laranja-avermelhada. Para a sua esquerda está Procyon, que em conjunto com estas duas estrelas forma o Triângulo de Inverno. Sirius, Betelgeuse e Procyon estão a 8,6, 500 e 11,5 anos-luz de distância, respetivamente.
Trânsito da sombra de Io, entre as 23:03 e as 01:22 (já de dia 26).
Trânsito de Io, entre as 23:17e as 01:39 (já de dia 26).

Dia 26/01: 26.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1949, é inaugurado o telescópio Hale no Observatório Palomar, sob a direção de Edwin Hubble, e torna-se no telescópio com maior abertura ótica até à construção do BTA-6 em 1975.
Em 1962, é lançada a Ranger 3 com o objectivo de estudar a Lua. A sonda falha o satélite por 35.400 km.
Em 1978 o satélite "International Ultraviolet Explorer" (IUE) é lançado para uma órbita geosíncrona.

Durante os anos de operação, enviou 104.470 imagens de alta e baixa resoluções de 9600 fontes astronómicas de todas as classes de objetos celestes na banda ultravioleta entre 1150-3350 Å. O satélite foi desligado a 30 de setembro de 1996.
Observações: Eclipse de Europa, entre as 00:54 e as 03:51.
Ocultação de Europa, entre as 01:29 e as 04:26.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 05:06 e as 08:58.
Eclipse de Io, entre as 20:17 e as 22:39.

 
CURIOSIDADES


Foi graças ao rover Opportunity que se descobriu o primeiro meteorito na superfície de outro planeta que não a Terra.

 
DANDO A CONHECER O COMETA DA ROSETTA
Cometa 67P/C-G a 8 km de distância.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda Rosetta está a mostrar que o seu cometa tem uma variedade notável de características à superfície e muitos processos que contribuem para a sua atividade, produzindo um retrato complexo da sua evolução.

Numa edição especial da revista Science, são apresentados os resultados iniciais de sete dos 11 instrumentos científicos da Rosetta, com base em medições feitas durante a aproximação e após a chegada ao Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko em Agosto de 2014.

A forma familiar do cometa com dois lóbulos tem já muitas das suas características fundamentais medidas: o mais pequeno mede 2,6 x 2,3 x 1,8 km e o maior mede 4,1 x 3,3 x 1,8 km. O volume total do cometa totaliza 21,4 km^3 e o instrumento RSI (Radio Science Instrument) determinou que a sua massa é 10 biliões de toneladas, pelo que a sua densidade ronda os 470 kg/m^3.

Ao assumirem uma composição global dominada por água gelada e poeira com uma densidade de 1500-2000 kg/m^3, os cientistas da Rosetta mostram que o cometa tem uma porosidade muito alta de 70-80%, em que a estrutura interior é provavelmente constituída por aglomerados de gelo-poeira ligados ligeiramente e com pequenos espaços vazios entre eles.

A câmara científica OSIRIS capturou, até à data, imagens de mais ou menos 70% da superfície: a área restante situa-se no hemisfério sul e ainda não foi totalmente iluminado desde a chegada da Rosetta.

Os cientistas identificaram até agora 19 regiões separadas por limites distintos e, seguindo o tema egípcio da missão Rosetta, estas regiões têm nomes de personagens da mitologia egípcia e estão agrupadas de acordo com o tipo de terreno aí dominante.

As 19 regiões identificadas no Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, separadas por fronteiras geomorfológicas. Estão agrupadas pelo tipo de terreno dominante em cada região.
ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Foram estabelecidas cinco categorias básicas - mas diversas - de terreno: coberto por poeira; materiais frágeis com fossos e estruturas circulares; depressões em larga escala; terrenos planos; e superfícies mais consolidadas ("tipo-rocha") e expostas.

Grande parte do hemisfério norte está coberto por poeira. À medida que o cometa é aquecido, o gelo transforma-se diretamente em gás que escapa para formar a atmosfera ou cabeleira. A poeira é arrastada com o gás mas a velocidades mais pequenas, e as partículas que não viajam suficientemente rápido para superar a fraca gravidade caem, ao invés, de volta para a superfície.

Foram também identificadas algumas fontes de jatos discretos de atividade. Enquanto uma parte significativa da atividade é emanada da região mais lisa do "pescoço", também se observou emanação de jatos a partir dos fossos.

Os gases que escapam da superfície também parecem desempenhar um papel importante no transporte de poeira pela superfície, produzindo ondulações parecidas a dunas e rochas com "caudas de vento" - estes pedregulhos funcionam como barreiras naturais na direção do fluxo de gás, criando faixas de material na direção do "vento".

Ondulações e "caudas de vento".
ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A cobertura poeirenta do cometa pode ter uma espessura de vários metros em certos locais e as medições da temperatura à superfície e subsuperfície pelo instrumento MIRO (Microwave Instrument on the Rosetta Orbiter) sugerem que a poeira desempenha um papel fundamental em isolar o interior do cometa, ajudando a proteger os gelos que se pensam existir por baixo da superfície.

Pequenas manchas de gelos também pode estar presentes à superfície. Em escalas de 15-25 m, o instrumento VIRTIS (Visible, InfraRed and Thermal Imaging Spectrometer) determinou que a superfície é de composição muito homogénea e dominada por poeira e moléculas ricas em carbono, mas em grande parte desprovida de gelo. Mas áreas mais pequenas e brilhantes, observadas em imagens, provavelmente são ricas em gelo. Normalmente, estão associadas com superfícies expostas ou detritos onde ocorreu um colapso de material mais fraco, revelando material mais fresco.

Em escalas maiores, grande parte das paredes expostas dos penhascos estão cobertas por fraturas de orientação aleatória. A sua formação está ligada aos ciclos rápidos de aquecimento-arrefecimento que ocorrem durante o dia de 12,4 horas do cometa e ao longo da sua órbita elíptica de 6,5 anos em volta do Sol. Uma característica proeminente e intrigante é a fissura de 500 metros paralela ao pescoço entre os dois lóbulos, embora ainda não se saiba se resulta de tensões nessa área.

Fissura no cometa.
ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Algumas regiões muito íngremes das faces expostas dos penhascos têm texturas em escalas de aproximadamente 3 m com características que foram apelidadas de "goosebumps" (em português, "arrepios"). A sua origem ainda está por explicar, mas o seu tamanho característico pode dar pistas quanto aos processos em curso durante a formação do cometa.

E em escalas muito maiores, a origem da forma dupla do cometa permanece um mistério. As duas partes parecem ter composições muito semelhantes, potencialmente favorecendo a erosão de um corpo único e maior. Mas os dados atuais ainda não podem descartar o cenário alternativo: dois cometas separados, formados na mesma região do Sistema Solar e que se fundiram posteriormente.

Esta questão-chave será estudada durante o próximo ano à medida que a Rosetta acompanha o cometa em torno do Sol.

A maior aproximação ao Sol terá lugar no dia 13 de Agosto, a uma distância de 186 milhões de quilómetros, entre as órbitas da Terra e de Marte. À medida que o cometa continua a aproximar-se da nossa estrela, um dos focos dos instrumentos da Rosetta é o acompanhamento do desenvolvimento da atividade do cometa, em termos da quantidade e composição do gás e da poeira emitida pelo núcleo que forma a cabeleira.

As imagens das câmaras mostram um aumento na quantidade de poeira que se afasta do cometa ao longo dos últimos seis meses e o MIRO registou um aumento geral na taxa global de produção de vapor de água, desde os 0,3 litros por segundo no início de Junho de 2014 até 1,2 litros por segundo no final de Agosto. O instrumento MIRO também descobriu que uma parte substancial da água, observada durante esta fase, é originária do pescoço do cometa.

A água é acompanhada por outros elementos gasosos como o monóxido de carbono e dióxido de carbono. O instrumento ROSINA (Rosetta Orbiter Spectrometer for Ion and Neutral Analysis) está a encontrar grandes flutuações na composição da cabeleira, representando variações diárias e talvez até sazonais nos compostos principais da desgaseificação. A água é normalmente a molécula dominante, mas nem sempre.

Ao combinar medições do MIRO, ROSINA e GIADA (Grain Impact Analyzer and Dust Accumulator) obtidas entre Julho e Setembro, os cientistas da Rosetta fizeram a primeira estimativa da proporção de poeira-gás do cometa: em termos de massa e calculada em média na superfície iluminada pelo Sol, o cometa emite cerca de quatro vezes mais poeira do que gás.

No entanto, pensa-se que este valor vai mudar quando o cometa aquecer ainda mais e os grãos de gelo - não apenas grãos de poeira - começarem a ser expelidos da superfície.

O GIADA também tem estudado o movimento dos grãos de poeira em redor do cometa e, juntamente com imagens do OSIRIS, foram identificadas duas populações distintas de grãos de poeira. Um tipo está sendo libertado e pode ser detetado perto da sonda, enquanto a outra família está a orbitar o cometa a não mais do que 130 km da Rosetta.

Pensa-se que os grãos mais distantes sejam restos da última aproximação do cometa ao Sol. À medida que o cometa afasta-se do Sol, o fluxo gasoso do cometa diminui e não é capaz de perturbar as órbitas vinculadas. Mas tendo em conta o aumento da taxa de produção de gás durante os próximos meses, espera-se que esta nuvem limite acabe por se dissipar. No entanto, a Rosetta só conseguirá obter tal confirmação quando estiver novamente mais longe do cometa - está atualmente numa órbita de 30 km.

À medida que a cabeleira de gás e poeira continua a crescer, as interações com as partículas carregadas do vento solar e com a radiação ultravioleta do Sol vão levar ao desenvolvimento da ionosfera do cometa e, eventualmente, da sua magnetosfera. Os instrumentos RPC (Rosetta Plasma Consortium) têm estudado a evolução gradual destes componentes perto do cometa.

Estatísticas vitais do Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A Rosetta está essencialmente vivendo com o cometa à medida que este se aproxima do Sol, aprendendo como o seu comportamento muda diariamente e, em escalas maiores de tempo, como a sua atividade aumenta, como a superfície evolui e como interage com o vento solar," afirma Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta da ESA.

"Nós já aprendemos muito nos poucos meses que a Rosetta tem estado a acompanhar o cometa, mas com a cada vez maior recolha e análise de dados deste estudo íntimo do cometa, esperamos responder a muitas questões fundamentais sobre a sua origem e evolução."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Science (edição especial)
Blog da Rosetta
Blog da Rosetta - 2
Blog da Rosetta - 3
Blog da Rosetta - 4
Instituto de Pesquisa do Sudoeste (comunicado de imprensa)
Universidade de Massachusetts - Amherst (comunicado de imprensa)
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Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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Philae (Wikipedia)

 
OPPORTUNITY FESTEJA 11.º ANIVERSÁRIO COM PANORAMA
Este panorama é a vista do rover Opportunity da NASA a partir do topo do segmento "Cape Tribulation"da orla da Cratera Endeavour. O rover alcançou este local três semanas antes do 11.º aniversário da sua aterragem em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. Cornell/Universidade Estatal do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior; versão em cores falsas aqui)
 

No próximo domingo, o rover Opportunity da NASA fará 11 anos em Marte. Para comemorar o aniversário, capturou um panorama a partir de uma das maiores elevações já alcançadas pelo veículo robusto.

O local é o topo de "Cape Tribulation", uma secção elevada da orla da Cratera Endeavour. O panorama abrange o interior da cratera de 22 km de diâmetro e estende-se até à borda de outra cratera no horizonte.

O Opportunity já percorreu 41,7 km desde que pousou na região Meridiani Planum de Marte no dia 25 de Janeiro de 2004. O rover detém o recorde de maior distância já percorrida por um veículo à superfície de um corpo planetário que não a Terra.

O rover da NASA explora a borda ocidental da Endeavour desde 2011. A partir de um segmento baixo da fronteira da cratera que atravessou em meados de 2013, denominado "Botany Bay", escalou mais ou menos 135 metros para alcançar o topo de Cape Tribulation.

O trabalho do Opportunity em Marte tinha inicialmente uma duração prevista de três meses. Durante essa missão principal e durante mais de uma década de missões prolongadas, o Opportunity enviou provas irrefutáveis sobre ambientes molhados no passado de Marte.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
PHYSORG

Rovers Spirit e Opportunity:
Rovers Spirit e Opportunity - pontos altos das missões (NASA)
NASA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Telescópio procura poeira onde outras Terras poderão existir (via NASA)
O LBTI (Large Binocular Telescope Interferometer) completou o seu primeiro estudo de poeira na zona habitável de uma estrela, abrindo uma nova porta à descoberta de planetas como a Terra. A poeira é um subproduto natural do processo de formação planetária, mas em grandes quantidades pode bloquear observações de planetas. Ler fonte
     
  Dawn fotografa Ceres novamente (via NASA)
À medida que a sonda Dawn se aproxima de Ceres, novas imagens mostram o planeta anão com 27 pixéis de diâmetro, cerca de três vezes a resolução das imagens de calibração obtidas em Dezembro. Estas são as primeiras numa série de imagens que serão capturadas para propósitos de navegação durante a aproximação até Ceres. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A Complexa Cauda de Iões do Cometa Lovejoy
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Velimir Popov & Emil Ivanov (Observatório IRIDA)
 
O que cria a estrutura na cauda do Cometa Lovejoy? O Cometa C/2014 Q2 (Lovejoy), atualmente visível a olho nu e perto do seu brilho máximo, tem vindo a mostrar uma cauda de iões altamente detalhada. Como o nome indica, a cauda de iões é feita de gás ionizado - gás energizado pela radiação ultravioleta do Sol e empurrado para fora pelo vento solar. O vento solar é estruturado e esculpido pelo campo magnético do Sol, campo este muito complexo e em constante mudança. O efeito do vento solar variável, combinado com os diferentes jatos expelidos do núcleo do cometa, explicam a complexa estrutura da cauda. Seguindo o vento, a estrutura da cauda do Cometa Lovejoy pode ser vista na direção oposta à do Sol e até mudar de aparência ao longo do tempo. A cor azul da cauda de iões é dominada pela recombinação das moléculas de monóxido de carbono, enquanto a cor verde da cabeleira que rodeia o núcleo é criada principalmente por uma pequena quantidade de moléculas diatómicas de carbono recombinadas. O mosaico de três painéis visto acima foi capturado há 11 dias atrás pelo Observatório IRIDA na Bulgária. O Cometa Lovejoy fez a passagem mais próxima da Terra há cerca de duas semanas e vai atingir o periélio (ponto mais próximo do Sol) daqui a aproximadamente 8 dias. Depois disso, o cometa vai desaparecer à medida que se dirige para o Sistema Solar exterior, só para regressar daqui a mais ou menos 8000 anos.
 

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