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Edição n.º 1162
28/04 a 30/04/2015
 
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15/05/15 - OBSERVAÇÃO NOTURNA
21:00 – 23:00 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

22/05/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 28/04: 118.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1900, nascia Jan Oort, astrónomo holandês pioneiro no campo da radioastronomia, que quantificou as características da rotação da Via Láctea e propôs um vasto reservatório de cometas em redor do Sol que se estende até quase metade da distância às estrelas mais próximas.

nuvem de Oort tem o seu nome.
Em 1903, M. Wolf descobre o asteroide Iolanda (509).
Em 1906, nascia Bart Bok, astrónomo americano, natural da Holanda, conhecido pelo seu trabalho na estrutura e evolução da Via Láctea e pela descoberta dos glóbulos de Bok.
Em 1913, G. Neujmin descobre o asteroide Faïna (751). J. Palisa descobre o asteroide Oskar (750).
Em 1916, M. Wolf descobre o asteroide Henrika (826).
Em 1924, J. Hartmann descobre o asteroide La Plata (1029).
Em 1928, nascia Eugene Shoemaker, geólogo americano e um dos fundadores da ciência planetária. É famoso pela sua descoberta do Cometa Shoemaker-Levy 9, juntamente com a sua esposa Carolyn Shoemaker e David Levy.
Em 1932, C. Jackson descobre o asteroide Zambesia (1242)
Em 2001, o milionário Dennis Titotorna-se no primeiro turista espacial.
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 00:50 e as 03:29.
Olhe bem baixo a nordeste, depois da hora de jantar, para testemunhar o nascimento de Vega, a "Estrela de Verão". Assim que Vega sobe acima das camadas mais espessas de ar, brilha praticamente à mesma magnitude que Arcturo, a "Estrela de Primavera" que está alta a Este.
Eclipse de Io, entre as 22:10 e as 00:32 (já de dia 29).

Dia 29/04: 119.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1715, John Flamsteed observa Urano pela sexta vez.

Em 1861, R. Luther descobre o asteroide Leto (68).
Em 1872, nascia Forest Ray Moulton, astrónomo americano que, juntamente com Thomas Chamberlin, formulou a hipótese planetesimal Chamberlin-Moulton, que dizia que os planetas coalesceram a partir de corpos mais pequenos que chamaram planetesimais. A sua hipótese necessitava da passagem de uma outra estrela para despoletar esta condensação, um conceito que já caiu em desuso. Moulton também propôs que alguns dos satélites de Júpiter são planetesimais capturados. Esta teoria foi bem aceite pelos astrónomos, bem como o termo planetesimal.
Em 1902, M. Wolf descobre o asteroide Pittsburghia (484).
Em 1921, B. Jekhovsky descobre o asteroide Painleva (953).
Em 1930, C. Jackson descobre o asteroide Libya (1268).
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 19:20 e as 21:39.
Bem para baixo da Lua ao cair da noite, mas menos distante para a direita de Espiga, aviste a constelação primaveril de Corvo.

Dia 30/04: 120.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1913, Neujmin e Belyavskij descobrem os asteroides Sulamitis (752) e Tiflis (753).
Em 1935, C. Jackson descobre os asteroides Magoeba (1355) e Numidia (1368).
Observações: A partir de hoje e até dia 3 de maio, Mercúrio está a menos de 3º do enxame das Plêiades, muito perto do horizonte a Oeste ao anoitecer. Binóculos ajudam.

 
CURIOSIDADES


Hidra é a maior das constelações modernas em área.

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM GALÁXIAS EM FUGA

Conhecemos cerca de duas dúzias de estrelas em fuga, e até já descobrimos um enxame estelar que escapava para sempre da sua galáxia. Agora, astrónomos avistaram 11 galáxias fugitivas, expulsas das suas casas para vaguear no vazio do espaço intergaláctico.

"Estas galáxias enfrentam um futuro solitário, exiladas dos enxames onde costumavam viver," afirma o astrónomo Igor Chilingarian (Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica/Universidade Estatal de Moscovo). Chilingarian é o autor principal do estudo, publicado na revista Science.

Um objeto é considerado fugitivo quando se desloca a uma velocidade superior à velocidade de escape, o que significa que deixará a sua casa para nunca mais voltar. No caso de uma estrela fugitiva, essa velocidade é superior a 500 km/s. Uma galáxia em fuga tem que deslocar-se ainda mais rápido, viajando até aos 3000 km/s.

Chilingarian e o coautor Ivan Zolotukhin (Instituto de Pesquisa em Astrofísica e Planetologia de Toulouse, França/Universidade Estatal de Moscovo) começaram por identificar novos membros de uma classe de galáxias chamadas elípticas compactas. Estas minúsculas bolhas de estrelas são maiores que os enxames estelares mas mais pequenas que uma galáxia normal, abrangendo apenas algumas centenas de anos-luz. Em comparação, a Via Láctea mede 100.000 anos-luz em diâmetro. As elípticas compactas também têm menos de 1000 vezes a massa da nossa Via Láctea.

Este esquema ilustra a criação de uma galáxia em fuga. No primeiro painel, uma galáxia espiral "intrusa" aproxima-se do centro de um enxame galáctico, onde uma galáxia elíptica compacta já orbita uma galáxia elíptica gigante. No segundo painel, ocorre um encontro próximo e a galáxia elíptica compacta recebe um empurrão gravitacional da intrusa. No terceiro painel, a elíptica compacta escapa o enxame galáctico enquanto a intrusa é devoraada pela galáxia elíptica gigante no centro do enxame.
Crédito: NASA, ESA e Equipa de Arquivo do Hubble
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para ver versão legendada)
 

Antes deste estudo, apenas se conheciam cerca 30 galáxias elípticas compactas, todas elas residentes em enxames de galáxias. Para localizar novos exemplos, Chilingarian e Zolotukhin estudaram arquivos públicos do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) e do satélite GALEX.

A sua pesquisa identificou quase 200 elípticas compactas anteriormente desconhecidas. Dessas, 11 estavam completamente isoladas e situadas longe de qualquer grande galáxia ou aglomerado galáctico.

"As primeiras elípticas compactas foram todas descobertas em enxames porque era aí que os cientistas estavam a procurar. Ampliámos a busca e encontrámos o inesperado," afirma Zolotukhin.

Estas galáxias compactas e isoladas foram inesperadas porque os teóricos pensavam que tinham origem em galáxias maiores que tinham sido despojadas da maioria das suas estrelas através de interações com uma galáxia ainda maior. Assim, as galáxias compactas deviam ser todas encontradas perto de galáxias grandes.

Não só encontraram galáxias elípticas compactas isoladas, como também descobriram que se moviam mais rápido do que as suas irmãs em enxames.

"Perguntámo-nos, o que mais poderia explicar estas observações? A resposta era uma interação clássica de três corpos," afirma Chilingarian.

Uma estrela hiperveloz pode ser criada quando um sistema estelar binário aproxima-se de um buraco negro no centro da nossa Galáxia. Uma estrela é capturada enquanto a outra é expulsa a uma velocidade tremenda.

Da mesma forma, uma elíptica compacta pode ser emparelhada com a galáxia grande que a despojou das suas estrelas. Em seguida, uma terceira galáxia junta-se à dança e lança fora a elíptica compacta. Como castigo, a intrusa funde-se à grande galáxia restante.

Esta descoberta representa um sucesso importante do Observatório Virtual - um projeto que quer disponibilizar facilmente dados de grandes levantamentos astronómicos. A chamada "mineração de dados" pode resultar em descobertas nunca previstas quando os dados originais foram recolhidos.

"Nós reconhecemos que podíamos usar o poder dos arquivos para desenterrar algo potencialmente interessante, e assim fizemos," conclui Chilingarian.

Links:

Notícias relacionadas:
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Science
Astronomy
Sky & Telescope
Astronomy Now
PHYSORG
Science Daily
Discovery News
redOrbit
UPI

SDSS:
Página principal
Wikipedia

GALEX:
Página principal
Wikipedia

Observatório Virtual:
VAO
Wikipedia

 
PONTOS BRILHANTES DE CERES NOVAMENTE VISÍVEIS

Os dois pontos mais brilhantes no planeta anão Ceres, que têm fascinado os cientistas há meses, estão de volta em novas imagens da sonda Dawn da NASA. A Dawn capturou estas imagens nos dias 14 e 15 de abril a partir de 22.000 km acima do polo norte de Ceres.

As imagens mostram o ponto mais brilhante e o seu companheiro claramente destacados contra os seus arredores mais escuros, mas a sua composição e fontes ainda estão por determinar. Os cientistas também vêm outras características interessantes, incluindo muitas crateras. À medida que a Dawn aproxima-se de Ceres, as características superficiais vão continuar a surgir a resoluções cada vez melhores.

Esta sequência de imagens obtidas pela sonda Dawn da NASA mostra terreno do hemisfério norte no lado iluminado do planeta anão Ceres.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A Dawn terminou a transferência das imagens que ajudaram os planeadores da missão a manobrar a sonda até à sua primeira órbita científica e a preparar observações subsequentes. Todas as operações de aproximação foram executadas na perfeição e mantiveram a Dawn no percurso correto. A Dawn vai passar cerca de três semanas numa órbita quase circular em redor de Ceres, fazendo observações a 13500 km da superfície. No dia 9 de maio, a Dawn começará a descer até órbitas mais pequenas e a fornecer observações de mais alta-resolução.

"A campanha de aproximação e imagem foi concluída com êxito, dando-nos uma visão preliminar e tentadora do mundo que a Dawn está prestes a começar a explorar em detalhe. Permitiu-nos começar a fazer algumas perguntas novas e intrigantes," afirma Marc Rayman, diretor e engenheiro-chefe da missão da Dawn, no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia.

No dia 6 de março, a Dawn tornou-se na primeira sonda a orbitar um planeta anão e a primeira a orbitar dois alvos extraterrestres. Os cientistas vão comparar Ceres com o asteroide gigante Vesta, que a Dawn estudou em 2011 e 2012, a fim de obter mais informações sobre a formação do nosso Sistema Solar. Tanto Ceres como Vesta, localizados na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, estavam a caminho de se tornarem planetas antes do seu desenvolvimento ter sido interrompido.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
10/03/2015 - Dawn é a primeira sonda a orbitar um planeta anão
03/03/2015 - Dawn aproxima-se de encontro histórico com planeta anão
27/02/2015 - "Mancha brilhante" em Ceres tem companheira mais ténue
30/01/2015 - Dawn captura imagens de Ceres com resolução superior à do Hubble
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres 
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante 
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante 
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Space Daily
PHYSORG
National Geographic
BBC News
TSF
Diário de Notícias
AstroPT

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

Vesta:
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Resolvido o mistério de fino disco galáctico (via AIP)
Um puzzle acerca da natureza das galáxias de disco foi finalmente resolvido usando modelos teóricos topo-de-gama. O novo estudo mostra que grupos de estrelas com a mesma idade entram sempre em erupção como resultado de gigantescas colisões galácticas. Estas explosões, agrupadas como pétalas de uma rosa a florescer, "engordam" o disco e constituem o que os astrónomos chamam de disco espesso. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nebulosa Planetária Mz3: a Nebulosa da Formiga
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: R. Sahai (JPL) et al., Equipa de Arquivo do HubbleESANASA
 
Porque é que esta formiga não é uma grande esfera? A nebulosa planetária Mz3 está sendo atirada fora por uma estrela parecida com o nosso Sol que é, com certeza, redonda. Então porque é que o gás expelido cria uma nebulosa com a forma de formiga e não distintamente redonda? As pistas incluem a alta velocidade do gás expelido, cerca de 1000 km/s, o comprimento da estrutura, aproximadamente um ano-luz, e o magnetismo da estrela visível acima do centro da nebulosa. Uma possível resposta é que Mz3 esconde uma segunda estrela, mais ténue, que orbita muito perto da estrela mais brilhante. Uma outra hipótese afirma que a própria rotação e o campo magnético da estrela central estão a canalizar o gás. Uma vez que a estrela central parece ser muito parecida com o nosso Sol, os astrónomos esperam que a melhor compreensão da história desta gigante formiga espacial possa providenciar mais informações sobre o futuro provável do nosso Sol e da Terra.
 

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