Dia 22/10: 295.º dia do calendário gregoriano.
História: No ano 2136 AC, primeiros registos de um eclipse solar total, testemunhado por astrónomos chineses. O imperador Zhong Kang supostamente decapita estes dois astrónomos, Hsi e Ho, por falharem em prever o eclipse.
Em 1905, nascia Karl Jansky, físico e engenheiro americano que descobriu ondas de rádio oriundas da Via Láctea. É considerado um dos fundadores da radioastronomia.
Em 1966, a União Soviética lança a Luna 12.
Em 1968, a Apollo 7 aterra com sucesso no Oceano Atlântico após orbitar a Terra 163 vezes.
Em 1975, a sonda soviética Venera 9 aterra em Vénus.
Em 2008, a Índia lança a sua primeira missão lunar não-tripulada, a Chandrayaan-1. Observações: Ocultação de Europa, entre as 18:12 e as 20:52.
Eclipse de Ganimedes, entre as 18:16 e as 21:22.
Deneb é a estrela brilhante mais perto do zénite ao cair da noite (para observadores a latitudes médias norte). Vega, mais brilhante, encontra-se a oeste. Altair brilha mais baixa para sul-sudoeste de Deneb. Ainda durante o anoitecer, desenhe uma linha de Deneb até ao ponto médio entre Vega e Deneb. Continue a seguir essa linha para baixo e encontrará Júpiter baixo a sudoeste, quase a pôr-se.
Trânsito de Ganimedes, entre as 20:14 e as 22:31.
Eclipse de Europa, entre as 20:12 e as 22:54.
Dia 23/10: 296.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1885, é tirada a primeira fotografia de uma chuva de meteoros.
Em 1977, o Meteosat 1 torna-se no primeiro satélite a ser posto em órbita pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Em 2014, a agência espacial chinesa lança a missão não-tripulada Chang'e 5-T1, em preparação para uma missão de recolha de amostras lunares, planeada para 2019. Observações: Ocultação de Io, entre as 17:26 e as 19:43.
Eclipse de Io, entre as 18:26 e as 20:46.
Estamos a chegar àquela altura do ano em que a Ursa Maior situa-se baixa e na horizontal a norte-noroeste durante a noite. Quão baixa? Quanto mais para sul estivermos, mais baixa estará. Vista a partir dos 40º N, até as suas estrelas de baixo piscam quase a 10º. Mas a 26º N, toda a Ursa Maior desaparece por trás do horizonte a norte.
Dia 24/10: 297.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1851, William Lassell descobre as luas Umbriel e Ariel em órbita de Úrano.
Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1957, a Força Aérea dos EUA começa o programa X-20 Dyna-Soar.
Em 1960, catástrofe de Nedelin: um missil balístico R-16 explode na plataforma de lançamento do cosmódromo de Baikonur, matando mais de 100 pessoas. A União Soviética só desclassificou o evento em 1989.
Em 1962, a Mars 2MV-4 No.1, também conhecida como Sputnik 22, falha a deixar a órbita da Terra.
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.
Em 2007, o Chang'e 1, o primeiro satélite do Programa de Exploração Lunar da China, é lançado a partir do Centro de Lançamento Xichang. Observações: Procure Capella brilhando baixa a nordeste por estas noites. Procure também o enxame das Plêiades, do tamanho de um polegar à distância do braço esticado, a cerca de três punhos à distância do braço esticado para a direita de Capella. Estes prenúncios dos meses frios sobem cada vez mais alto com o passar das horas.
Para cima e para a direita de Capella, e para cima e para a esquerda das Plêiades, encontram-se as estrelas de Perseu sob a Via Láctea.
Curiosidades
A webcam a bordo da Mars Express foi originalmente instalada para servir como confirmação visual da separação do "lander" Beagle 2 em 2003. Em 2007, foi ligada novamente e tem vindo a ser usada principalmente para a divulgação científica, educação e ciência amadora. As suas imagens são colocadas automaticamente neste site Flickr, por vezes apenas 75 minutos depois de serem obtidas em Marte.
Estrelas antigas lançam luz sobre semelhanças da Terra com outros planetas
Impressão de artista de uma anã branca com um planeta em cima e à direita.
Crédito: Mark Garlick
Os planetas parecidos com a Terra podem ser comuns no Universo, sugere um novo estudo da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). A equipa de astrofísicos e geoquímicos apresenta novas evidências de que a Terra não é única. O estudo foi publicado dia 18 de outubro na revista Science.
"Acabámos de aumentar a probabilidade de muitos planetas rochosos serem como a Terra e há um número muito grande de planetas rochosos no Universo," disse o coautor Edward Young, professor de geoquímica e cosmoquímica da UCLA.
Os cientistas, liderados por Alexandra Doyle, estudante de geoquímica e astroquímica da UCLA, desenvolveu um novo método para analisar em detalhe a geoquímica dos planetas para lá do nosso Sistema Solar. Doyle fê-lo analisando os elementos em rochas de asteroides ou fragmentos de planetas rochosos que orbitavam seis estrelas anãs brancas.
"Estamos a estudar a geoquímica de rochas de outras estrelas, o que é quase inédito," salientou Young.
"Determinar a composição de planetas fora do nosso Sistema Solar é muito difícil," disse a coautora Hilke Schlichting, professora associada de astrofísica e ciência planetária da Universidade de Harvard. "Usámos o único método possível - um método pioneiro - para determinar a geoquímica de rochas para lá do Sistema Solar."
As estrelas anãs brancas são os remanescentes densos de estrelas normais. A sua forte atração gravitacional faz com que os elementos pesados como carbono, oxigénio e azoto "afundem" rapidamente nos seus interiores, onde os elementos pesados não podem ser detetados por telescópios. A estrela anã branca mais próxima estudada por Doyle fica a cerca de 200 anos-luz da Terra e a mais distante está a 665 anos-luz.
"Observando estas anãs brancas e os elementos presentes na sua atmosfera, estamos a observar os elementos que estão no corpo que orbitou a anã branca," disse Doyle. A grande força gravitacional da anã branca rasga o asteroide ou fragmento de planeta que está em órbita e o material cai sobre a anã branca, acrescentou. "Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia sobre o conteúdo daquilo que devorou no seu sistema."
Os dados analisados por Doyle foram recolhidos por telescópios, principalmente pelo Observatório W. M. Keck no Hawaii, que os cientistas espaciais haviam recolhido anteriormente para outros fins científicos.
"Se eu observasse uma estrela anã branca, esperaria ver hidrogénio e hélio," disse Doyle. "Mas nestes dados, também vejo outras substâncias, como silício, magnésio, carbono e oxigénio - material de corpos que estavam em órbita e que se acumulou nas anãs brancas."
Quando o ferro é oxidado, partilha os seus eletrões com o oxigénio, formando uma ligação química, explicou Young. "A isto chamamos oxidação e podemos ver quando o metal se transforma em ferrugem," disse. "O oxigénio rouba eletrões do ferro, produzindo óxido de ferro em vez de ferro. Nós medimos a quantidade de ferro oxidado nestas rochas que atingem a anã branca. Estudámos o quanto o metal enferruja."
As rochas da Terra, de Marte e de outras partes do nosso Sistema Solar são semelhantes em composição química e contêm um nível surpreendentemente alto de ferro oxidado, explicou Young. "Nós medimos a quantidade de ferro oxidado nestas rochas que atingem a anã branca," disse.
O Sol é composto principalmente de hidrogénio, que faz o oposto da oxidação - o hidrogénio acrescenta eletrões.
Os investigadores disseram que a oxidação de um planeta rochoso tem um efeito significativo na atmosfera, no núcleo e no tipo de rochas que produz à superfície. "Toda a química que ocorre à superfície da Terra pode, em última análise, ser rastreada até ao estado de oxidação do planeta," disse Young. "O facto de termos oceanos e todos os ingredientes necessários para a vida pode ser rastreado até à quantidade de oxidação do planeta. As rochas controlam a química."
Até agora, os cientistas não sabiam em detalhe se a química dos exoplanetas rochosos era semelhante ou se era muito diferente da química da Terra.
Quão semelhantes são as rochas que a equipa da UCLA analisou, com as rochas da Terra e de Marte?
"Muito parecidas," disse Doyle. "São parecidas com as da Terra e com as de Marte em termos de ferro oxidado. Estamos a descobrir que rochas são rochas em toda a parte, com geofísica e geoquímica muito semelhantes."
"O motivo pelo qual as rochas no nosso Sistema Solar são tão oxidadas sempre foi um mistério," disse Young. "Não é o que seria de esperar. Também queríamos saber se isto seria verdade noutras estrelas. O nosso estudo diz que sim. Isto é muito bom para a procura por planetas parecidos com a Terra no Universo."
As anãs brancas são um ambiente raro para os cientistas analisarem.
Os investigadores estudaram os seis elementos mais comuns nas rochas: ferro, oxigénio, silício, magnésio, cálcio e alumínio. Usaram cálculos e fórmulas matemáticas porque os cientistas não conseguem estudar rochas reais em torno de anãs brancas. "Podemos determinar matematicamente a geoquímica destas rochas e comparar estes cálculos com as rochas que temos da Terra e de Marte," disse Doyle, que tem formação em geologia e matemática. "A compreensão das rochas é crucial porque revelam a geoquímica e geofísica do planeta."
"Se as rochas extraterrestres têm uma quantidade de oxidação semelhante à da Terra, então podemos concluir que o planeta possui placas tectónicas parecidas e potencial para campos magnéticos semelhantes aos da Terra, que se pensa serem ingredientes para a vida," realçou Schlichting. "Este estudo é um salto em frente no que toca às inferências de corpos para lá do nosso Sistema Solar e indica que é muito provável que existam realmente análogos da Terra."
Young disse que o seu departamento tem astrofísicos e geoquímicos trabalhando juntos.
"O resultado," disse, "é que estamos a fazer geoquímica real em rochas fora do nosso Sistema Solar. A maioria dos astrofísicos não pensaria em fazer isto, e a maioria dos geoquímicos nunca pensaria em aplicar isto a uma anã branca."
A linha superior deste mosaico apresenta imagens do Hubble de três galáxias espirais, cada um com várias vezes a massa da Via Láctea. A linha inferior mostra três galáxia espirais ainda mais massivas que se qualificam como "superespirais", que foram observadas pelo SDSS. As superespirais têm normalmente 10 a 20 vezes a massa da Via Láctea. A galáxia no canto inferior direito, 2MFGC 08638, é a superespiral mais massiva conhecida, com um halo de matéria escura equivalente a 40 biliões de sóis.
Crédito: linha superior - NASA, ESA, P. Ogle e J. DePasquale (STScI); linha inferior - SDSSS, P. Ogle e J. DePasquale (STScI)
Provavelmente nunca notou, mas o nosso Sistema Solar está a mover-se rapidamente. As estrelas na nossa vizinhança, incluindo o Sol, orbitam a Via Láctea a uma velocidade média de 210 km/s. Mas isto não é nada em comparação com as galáxias espirais mais massivas. As "superespirais", que são maiores, mais brilhantes e mais massivas do que a Via Láctea, giram ainda mais depressa do que o esperado para a sua massa, a velocidades de até 570 km/s.
A sua rápida rotação é o resultado de estarem dentro de uma nuvem extraordinariamente massiva, ou halo, de matéria escura - matéria invisível detetável apenas graças à sua gravidade. A maior "superespiral" estudada aqui reside num halo de matéria escura com pelo menos 40 biliões de vezes a massa do nosso Sol. A existência de superespirais fornece mais evidências de que uma teoria alternativa da gravidade conhecida como MOND (Modified Newtonian Dynamics) está incorreta.
Quando se trata de galáxias, quão rápido é rápido? A Via Láctea, uma galáxia espiral média, gira a uma velocidade de 210 km/s na vizinhança do nosso Sol. Uma nova investigação descobriu que as galáxias espirais mais massivas giram mais depressa do que o esperado. Estas "superespirais", a maior das quais tem cerca de 20 vezes mais massa do que a Via Láctea, gira a uma velocidade de até 570 km/s.
As superespirais são excecionais em quase todos os aspetos. Além de serem muito mais massivas do que a Via Láctea, são também mais brilhantes e maiores em tamanho físico. As maiores atingem 450.000 anos-luz em comparação com a Via Láctea, que tem "apenas" 100.000 anos-luz em diâmetro. Só conhecemos, até ao momento, cerca de 100 superespirais. As superespirais foram descobertas como uma nova classe importante de galáxias enquanto se estudavam dados do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) bem como do NED (NASA/IPAC Extragalactic Database).
"As superespirais são, em muitos aspetos, extremas," disse Patrick Ogle do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. "Quebram os recordes de velocidade de rotação."
Ogle é o primeiro autor de um artigo publicado dia 10 de outubro na revista The Astrophycial Journal Letters. O artigo apresenta novos dados sobre as velocidades de rotação de superespirais recolhidos com o SALT (Southern African Large Telescope), o maior telescópio ótico do hemisfério sul. Os dados adicionais foram obtidos com o telescópio Hale de 5 metros do Observatório Palomar, operado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Os dados da missão WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA foram cruciais para medir as massas das galáxias em estrelas e os seus ritmos de formação estelar.
Referindo-se ao novo estudo, Tom Jarrett da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, comentou: "Este trabalho ilustra muito bem a poderosa sinergia entre as observações óticas e infravermelhas de galáxias, revelando movimentos estelares com espectroscopia do SDSS e do SALT e outras propriedades estelares - mais concretamente a massa estelar ou "espinha dorsal" das galáxias hospedeiras - através das imagens infravermelhas do WISE".
A teoria sugere que as superespirais giram depressa porque estão localizadas dentro de nuvens incrivelmente grandes, ou halos, de matéria escura. Há décadas que sabemos que a matéria escura está relacionada com a rotação das galáxias. A astrónoma Vera Rubin foi pioneira no trabalho sobre as rotações galácticas, mostrando que as galáxias espirais giram mais depressa do que se a sua gravidade fosse exclusivamente devida às estrelas e ao gás constituintes. Uma substância invisível adicional, conhecida como matéria escura, deverá influenciar a rotação de uma galáxia. Espera-se que uma galáxia espiral com uma determinada massa estelar gire a uma determinada velocidade. A equipa de Ogle descobriu que as superespirais excedem significativamente esta rotação esperada.
As superespirais também residem em halos de matéria escura maiores do que a média. O halo mais massivo que Ogle mediu contém matéria escura equivalente a 40 biliões de vezes a massa do nosso Sol. Essa quantidade de matéria escura normalmente continha um grupo de galáxias em vez de uma única galáxia.
"Parece que a rotação de uma galáxia é definida pela massa do seu halo de matéria escura," explicou Ogle.
O facto das superespirais quebrarem a relação normal entre massa da galáxia em estrelas e a taxa de rotação é uma nova evidência contra uma teoria alternativa da gravidade conhecida como MOND (Modified Newtonian Dynamics). A teoria MOND propõe que às maiores escalas, como galáxias ou enxames de galáxias, a gravidade é ligeiramente mais forte do que previsto por Newton ou Einstein. Isto faria com que as regiões externas de uma galáxia espiral, por exemplo, girassem mais depressa do que o esperado com base no seu conteúdo estelar. A MOND foi estabelecida para reproduzir a relação padrão da rotação das espirais e, portanto, não pode explicar valores extremos como os das superespirais. As observações das superespirais sugerem que não é necessária nenhuma dinâmica não newtoniana.
Apesar de serem as galáxias espirais mais massivas do Universo, as superespirais na verdade estão abaixo da massa, termos de conteúdo estelar, do que seria de esperar para a quantidade de matéria escura que contêm. Isto sugere que a grande quantidade de matéria escura inibe a formação estelar. Existem duas causas possíveis: 1) Qualquer gás adicional que é puxado para dentro da galáxia colide e aquece, impedindo que arrefeça e forme estrelas, ou 2) A rápida rotação da galáxia dificulta o colapso das nuvens de gás contra a influência da força centrífuga.
"Esta é a primeira vez que encontrámos galáxias espirais tão grandes quanto possível," comentou Ogle.
Apesar destas influências perturbadoras, as superespirais ainda são capazes de formar estrelas. Embora as maiores galáxias elípticas tenham formado todas ou a maior parte das suas estrelas há mais de 10 mil milhões de anos, as superespirais ainda estão a formar estrelas hoje. Elas convertem cerca de 30 vezes a massa do Sol em estrelas todos os anos, o que é normal para uma galáxia deste tamanho. Em comparação, a nossa Via Láctea transforma o equivalente a uma massa solar em estrelas por ano.
Ogle e a sua equipa propuseram observações adicionais para ajudar a responder perguntas importantes sobre as superespirais, incluindo observações projetadas para estudar melhor o movimento do gás e das estrelas dentro dos seus discos. Depois do seu lançamento em 2021, o Telescópio Espacial James Webb da NASA poderá estudar superespirais a distâncias maiores e idades correspondentemente mais jovens para aprender como evoluem ao longo do tempo. E a missão WFIRST da NASA pode ajudar a localizar mais superespirais, que são extremamente raras, graças ao seu amplo campo de visão.
Este GIF mostra a sonda de calor do InSight, escavando cerca de um centímetro a semana passada. Usando uma técnica chamada "fixação", o InSight recentemente pressionou a pá do seu braço robótico contra a toupeira auto-marteladora a fim de a ajudar a escavar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
O módulo Insight da NASA usou o seu braço robótico para ajudar a sua sonda de calor, conhecida como "toupeira", a cavar quase 2 centímetros na semana passada. Embora modesto, este movimento é significativo: construída para cavar até 5 metros no subsolo a fim de medir o calor que sai do interior do planeta, a toupeira conseguiu enterrar-se apenas parcialmente desde que começou a martelar em fevereiro de 2019.
O movimento recente é o resultado de uma nova estratégia, alcançada após extensos testes na Terra, que descobriram que um solo inesperadamente forte está a impedir o progresso da toupeira. A toupeira precisa de fricção do solo circundante para se mover: sem fricção, o recuo da sua ação auto-marteladora faz com que simplesmente salte no lugar. Pressionando a pá do braço robótico do InSight contra a toupeira, uma nova técnica chamada "fixação", parece fornecer à sonda o atrito necessário para continuar a escavar.
Desde o dia 8 outubro de 2019, a toupeira martelou 220 vezes em três ocasiões distintas. Imagens enviadas pelas câmaras do módulo mostraram a toupeira a progredir gradualmente no solo. Vai levar mais tempo para a equipa ver até onde a toupeira pode ir.
A toupeira faz parte de um instrumento chamado HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), fornecido pelo Centro Aeroespacial Alemão.
"Ver o progresso da toupeira parece indicar que não há pedras a bloquear o nosso caminho," disse o investigador principal do HP3 Tilman Spohn do DLR. "São ótimas notícias! Estamos torcendo para que a nossa toupeira continue."
O JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, lidera a missão InSight. O JPL testou o movimento do braço usando réplicas 1:1 do InSight e da toupeira. Os engenheiros continuam a testar o que aconteceria se a toupeira afundasse sob o alcance do braço robótico. Se parar de progredir, podem raspar o solo por cima da toupeira, acrescentando massa para resistir ao recuo da toupeira.
Se não existirem outras opções, considerariam pressionar a pá diretamente no topo da toupeira enquanto evitavam o cabo sensível: este fornece energia e retransmite dados do instrumento.
"A toupeira ainda tem um longo caminho a percorrer, mas estamos todos entusiasmados por vê-la a escavar novamente," disse Troy Hudson do JPL, engenheiro e cientista que liderou o esforço de recuperação da toupeira. "Quando encontrámos este problema, foi esmagador. Mas pensei, 'talvez exista uma hipótese; vamos continuar a trabalhar.' E agora, estou muito contente."
O lado noturno de Plutão abrange esta cena sombria, uma deslumbrante vista espacial com o Sol a 4,9 mil milhões de quilómetros (quase 4,5 horas-luz) por trás do mundo escuro e distante. Foi capturada pela New Horizons em julho de 2015. A sonda estava a cerca de 21.000 quilómetros de Plutão, mais ou menos 19 minutos depois da sua maior aproximação. Um habitante da Cintura de Kuiper em silhueta dramática, a imagem também revela as camadas ténues e surpreendentemente complexas da atmosfera de Plutão. A crescente paisagem crepuscular, perto do topo da imagem, inclui planícies de azoto gelado no sul do planeta anão, hoje formalmente conhecidas como Sputnik Planitia e montanhas rochosas de água gelada em Norgay Montes.
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