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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Agora também com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1635  
  08/11 a 11/11/2019  
     
 

15/11/19 - Noites Astronómicas em Tavira
19:00-20:00 - No dia 15 de novembro (19:00; Forte do Rato) realiza-se mais uma sessão de Noites Astronómicas em Tavira. Nesta noite vai ser possível observar planetas, enxames de estrelas entre outros. Vamos verificar que algumas constelações de primavera/verão vão começar a dar lugar a constelações de outono/inverno. Esta atividade é gratuita.
Local: Forte do Rato
Público-alvo: Público em geral
Pré-inscrição obrigatória
(A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo de participantes).
Telefones: 281 326 231; 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt

 
     
 

30/11/19 - "À Descoberta do Universo"
18:30 - Ciclo de conversas com Tiago Campante e o convidado Alexandre Cabral (IA-FCUL)

Ciclo de conversas que contará, em cada sessão, com a presença do astrónomo Tiago Campante e de um(a) investigador(a) convidado(a). As estrelas e os planetas extrassolares serão os protagonistas destas animadas conversas, servindo de ligação entre os mais diversos tópicos da Astrofísica moderna, nomeadamente a Astrobiologia, a exploração do Sistema Solar, a instrumentação e robótica, os buracos negros, e as ondas gravitacionais.
Clique aqui saber mais
Inscrições
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt
Local: Centro Ciência Viva do Algarve

 
     
 
Efemérides

Dia 08/11: 312.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1656 nascia Edmond Halley (no calendário juliano corresponde a 29 de outubro).

Halley foi um cientista inglês que usou a sua teoria das órbitas cometárias para calcular que o cometa de 1682 (Cometa Halley) era periódico e encorajou Isaac Newton a publicar a sua famosa obra de cálculo, gravidade, e das leis da gravidade. Também descobriu em 1718 que algumas das estrelas "fixas" (SiriusAldebarãBetelgeuse
 e Arcturo) na realidade tinham o que se chama de "movimento próprio", o que significa que não estão estacionárias ("fixas"). Pensava-se que as estrelas estavam fixas no céu desde a compilação da obra "Almagest" de Ptolomeu.
Em 1895, enquanto fazia experiências com eletricidade, Wilhelm Röntgen descobre os raios-X
Em 1984, lançamento da missão STS-51-A, do vaivém Discovery.
Em 2011, o asteroide potencialmente perigoso 2005 YU55 passa a 0,85 distâncias lunares da Terra (cerca de 324.600 km), a maior aproximação conhecida de um asteroide do seu brilho desde 2010 XC15 em 1976.
Observações: A Lua, quase Cheia, encontra-se na linha que perfaz o lado este do Grande Quadrado de Pégaso e que desce até Diphda.
Por volta das 21-22 horas, Orionte já está a desimpedir o horizonte a este (dependendo da posição geográfica do observador). Bem para cima de Orionte brilha a alaranjada Aldebarã. Para cima de Aldebarã encontram-se as Plêiades, do tamanho do polegar à distância do braço esticado. Bem para a esquerda de Aldebarã e das Plêiades brilha Capella.

Dia 09/11: 313.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1934 nascia Carl Sagan.

Carl Sagan começou a sua carreira na ciência da vida no Universo como assistente do prémio Nobel da medicina H. J. Muller nos anos 50. Conhecedor, tanto de Astronomia como de Biologia, as suas contribuições para o estudo da ciência planetária são a fundação da pesquisa atual. "Cosmos", a série televisiva original, ganhou vários prémios Emmy e Peabody. O livro, foi o livro científico mais vendido de sempre. O seu romance "Contacto" foi trazido para o cinema através da Warner Bros. Teve um papel fundamental nas sondas MarinerViking e Voyager, pelas quais recebeu a medalha de Feito Científico Excecional da NASA (duas vezes) e a medalha de Notável Seviço Público. Cofundador da Sociedade Planetária. Dr. Sagan recebeu o prémio Pulitzer, a medalha Oersted e muitos outros prémios - incluindo dezoito graduações de colégios e Universidades americanas - pelas suas contribuições à Ciência, literatura, educação e conservação do ambiente. Sagan teve o título de Professor David Duncan de Astronomia e Ciências Espaciais e foi diretor do Laboratório de Estudos Planetários na Universidade de Cornell. O prémio Masursky da Sociedade Astronómica Americana cita "as suas extraordinárias contribuições no desenvolvimento da ciência planetária". Morreu a 20 de dezembro de 1996. Hoje faria 85 anos.
Em 1967, a NASA lança a nave não-tripulada Apollo 4, no topo do primeiro foguetão Saturno V.
Em 2005, lançamento da missão europeia Venus Express
Observações: Ao início da noite, olhe bem alto para cima da Lua em busca do Grande Quadrado de Pégaso. Está apoiado num canto. A linha da sua estrela de topo, que vai até à sua estrela mais baixa, aponta para a Lua.

Dia 10/11: 314.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1695, nascia John Bevis, médico e astrónomo inglês, conhecido por ter descoberto a Nebulosa do Caranguejo em 1731.
Em 1970 era lançada a sonda lunar Lunokhod 1.

Em 2008, após mais de cinco meses em Marte, a NASA declara a missão Phoenix como terminada depois da perda de comunicações com o "lander".
Observações: Vega é a estrela mais brilhante alta a oeste. Quase tão alta a sudoeste (dependendo da latitude do observador) está Altair, embora não tão brilhante.
Logo para a direita ou para cima e para a direita de Altair, à espessura de um dedo à distância do braço esticado, está a laranja Tarazed, que parece uma companheira de Altair mas na realidade é uma estrela muito maior e mais luminosa no plano de fundo. Altair está a 17 anos-luz. Tarazed encontra-se a aproximadamente 360 anos-luz, e é 100 vezes mais luminosa!

Dia 11/11: 315.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1572, Tycho Brahe observa uma nova no céu.

Isto é uma prova contra a teoria de Aristóteles que os céus são imutáveis.
Em 1875 nascia Vesto Slipher, astrónomo americano que, principalmente com os telescópios de 60" e 100" do Mt. Wilson, foi o primeiro a fotografar espectros de galáxias e a medir os seus desvios para o vermelho, o que levou à descoberta da expansão do Universo por Edwin Hubble.
Em 1966, lançamento da Gemini 12. Foi o 10.º e o último voo do Projeto Gemini. Demonstrou que os astronautas podiam trabalhar fora da nave espacial.
Observações: Trânsito de Mercúrio pelo Sol. Mercúrio atravessa a face da nossa estrela durante a tarde. O evento tem início às 12:35 e termina às 18:04, já depois do pôr-do-Sol. O ponto médio do eclipse (quando Mercúrio está a "meio" da sua passagem pelo Sol) ocorre às 15:20.
Mercúrio em conjunção inferior, pelas 15:18.

 
     
 
Curiosidades


Se tiver acesso a um telescópio protegido com um filtro solar ou se conseguir usar o método de projeção, não deixe de observar o trânsito de Mecúrio pelo Sol da tarde do próximo dia 11 de novembro! O próximo evento do género só terá lugar no dia 13 de novembro de 2032 (o próximo trânsito de Vénus, mais facilmente visível, só terá lugar em 2117). Se clicar na imagem, poderá ver uma imagem do pequeno Mercúrio a transitar o Sol durante o evento de 2016. Note a diferença de tamanho entre o planeta e a nossa estrela.

 
 
   
Voyager 2 ilumina fronteira do espaço interestelar

Há um ano atrás, no dia 5 de novembro de 2018, a sonda Voyager 2 da NASA tornou-se apenas na segunda sonda espacial da história a deixar a heliosfera - a bolha protetora de partículas e campos magnéticos criada pelo nosso Sol. A uma distância de aproximadamente 18 mil milhões de quilómetros da Terra - bem para lá da órbita de Plutão - a Voyager 2 entrou no espaço interestelar, a região entre as estrelas. Esta semana, cinco novos artigos científicos publicados na revista Nature Astronomy descrevem o que os cientistas observaram durante e desde esta passagem histórica da Voyager 2.

Cada artigo detalha as descobertas de cada um dos cinco instrumentos científicos operacionais da Voyager 2: um sensor de campo magnético, dois instrumentos para detetar partículas energéticas em diferentes faixas de energia e dois instrumentos para estudar o plasma (um gás composto de partículas carregadas). Em conjunto, as descobertas ajudam a pintar uma imagem desta "linha costeira" cósmica, onde o ambiente criado pelo nosso Sol termina e começa o vasto oceano do espaço interestelar.

A heliosfera do Sol é como um navio navegando pelo espaço interestelar. Tanto a heliosfera como o espaço interestelar contêm plasma, um gás que teve alguns dos seus átomos desprovidos dos seus eletrões. O plasma dentro da heliosfera é quente e escasso, enquanto o plasma no espaço interestelar é mais frio e mais denso. O espaço entre as estrelas também contém raios cósmicos, ou partículas aceleradas por explosões estelares. A Voyager 1 descobriu que a heliosfera protege a Terra e os outros planetas de mais de 70% dessa radiação.

 
Esta impressão de artista mostra uma das sondas Voyager da NASA a entrar no espaço interestelar, ou o espaço entre as estrelas. Esta região é dominada por plasma expelido durante a morte de estrelas gigantes há milhões de anos. O plasma mais quente e mais esparso preenche o ambiente dentro da nossa bolha solar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

Quando a Voyager 2 saiu o ano passado da heliosfera, os cientistas anunciaram que os seus dois detetores de partículas energéticas haviam notado mudanças dramáticas: a taxa de partículas heliosféricas detetadas pelos instrumentos tinha caído, enquanto a taxa de raios cósmicos (que normalmente têm energias mais altas do que as partículas heliosféricas) aumentou dramaticamente e permaneceu alta. As mudanças confirmaram que a sonda havia entrado numa nova região do espaço.

Antes da Voyager 1 ter alcançado a orla da heliosfera em 2012, os cientistas não sabiam exatamente a que distância do Sol se encontrava este limite. As duas sondas saíram da heliosfera em locais diferentes e também em momentos diferentes do ciclo solar, que tem aproximadamente 11 anos de duração, durante o qual o Sol passa por um período de alta e baixa atividade. Os cientistas esperavam que a fronteira da heliosfera, chamada heliopausa, se movesse com as mudanças na atividade do Sol, como um pulmão que se expande e contrai com a respiração. Isto era consistente com o facto de que as duas sondas encontraram a heliopausa a diferentes distâncias do Sol.

Os novos artigos confirmam agora que a Voyager 2 não está ainda numa região interestelar imperturbável: tal como a sua gémea, a Voyager 1, a Voyager 2 parece estar numa região de transição perturbada logo após a heliosfera.

"As sondas Voyager estão a mostrar-nos como o nosso Sol interage com as coisas que ocupam a maior parte do espaço entre as estrelas na Via Láctea," disse Ed Stone, cientista do projeto Voyager e professor de física no Caltech. "Sem estes novos dados da Voyager 2, não saberíamos se o que estávamos a ver com a Voyager 1 era característico de toda a heliosfera ou específico apenas ao local e altura em que a atravessou."

Através do Plasma

As duas naves Voyager confirmaram agora que o plasma no espaço interestelar local é significativamente mais denso do que o plasma dentro da heliosfera, como os cientistas esperavam. Agora, a Voyager 2 também mediu a temperatura do plasma no espaço interestelar próximo e confirmou que é mais frio do que o plasma dentro da heliosfera.

Em 2012, a Voyager 1 observou uma densidade plasmática ligeiramente acima do esperado, fora da heliosfera, indicando que o plasma está a ser um tanto ou quanto comprimido. A Voyager 2 observou que o plasma fora da heliosfera é ligeiramente mais quente do que o esperado, o que também pode indicar que está a ser comprimido (o plasma externo é ainda mais frio do que o plasma interno). A Voyager 2 também observou um ligeiro aumento na densidade do plasma imediatamente antes de sair da heliosfera, indicando que o plasma é comprimido em torno da borda interior da bolha. Mas os cientistas ainda não entendem completamente o que está a provocar a compressão de ambos os lados.

"Derrame" de partículas

Se a heliosfera é como um navio que navega pelo espaço interestelar, parece que o casco tem "buracos". Um dos instrumentos de partículas da Voyager mostrou que uma corrente de partículas de dentro da heliosfera "derrama" através da fronteira e para o espaço interestelar. A Voyager 1 saiu perto da própria "frente" da heliosfera, em relação ao movimento da bolha pelo espaço. A Voyager 2, por outro lado, está localizada mais perto do flanco, e essa região parece ser mais porosa do que a região onde a Voyager 1 está localizada.

 
Esta ilustração mostra a posição das sondas Voyager 1 e Voyager 2 da NASA, para lá da heliosfera, uma bolha protetora criada pelo Sol que se estende bem para lá da órbita de Plutão.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

Mistério do Campo Magnético

Uma observação do instrumento de campo magnético da Voyager 2 confirma um resultado surpreendente da Voyager 1: o campo magnético na região logo após a heliopausa é paralelo ao campo magnético dentro da heliosfera. Com a Voyager 1, os cientistas tinham apenas uma amostra desses campos magnéticos e não podiam dizer com certeza se o alinhamento aparente era característico de toda a região exterior ou apenas uma coincidência. As observações do magnetómetro da Voyager 2, de acordo com Stone, confirmam a descoberta da Voyager 1 e indicam que os dois campos estão alinhados.

As sondas Voyager foram lançadas em 1977 e ambas passaram por Júpiter e Saturno. A Voyager 2 mudou de rumo em Saturno para passar por Úrano e Neptuno, realizando os únicos "flybys" desses planetas na história. As sondas Voyager completaram o seu "Grande Tour" pelos planetas e começaram a sua "Missão Interestelar" de alcançar a heliopausa em 1989. A Voyager 1, a mais rápida das duas sondas, está atualmente a mais de 22 mil milhões de quilómetros do Sol, enquanto a Voyager 2 está a 18,2 mil milhões de quilómetros do Sol. A luz demora cerca de 16,5 horas a viajar desde a Voyager 2 até à Terra. Em comparação, a luz do Sol demora cerca de 8 minutos a chegar até ao nosso planeta.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (Nature Astronomy)
// Artigo científico #2 (Nature Astronomy)
// Artigo científico #3 (Nature Astronomy)
// Artigo científico #4 (Nature Astronomy)
// Artigo científico #5 (Nature Astronomy)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
12/07/2019 - Um novo plano para manter vivos os exploradores mais antigos da NASA
05/04/2019 - A viagem ao espaço interestelar
11/12/2018 - Voyager 2 entra no espaço interestelar
09/10/2018 - Voyager 2 pode estar perto de alcançar o espaço interestelar
05/09/2017 - O legado das missões Voyager
04/08/2017 - Após 40 anos, sondas Voyager ainda querem alcançar as estrelas
17/01/2017 - Hubble fornece roteiro interestelar da viagem galáctica das Voyager
17/09/2013 - Como é que sabemos que a Voyager alcançou o espaço interestelar? 
13/09/2013 - É oficial: Voyager 1 deixa Sistema Solar e entre no espaço interestelar
16/08/2013 - Novo estudo argumenta que Voyager 1 já saiu do Sistema Solar 
02/07/2013 - Voyager 1 explora fronteira final da nossa "bolha solar"
04/12/2012 - Voyager 1 da NASA encontra nova região no espaço profundo
09/10/2012 - Voyager 1 pode já ter deixado o Sistema Solar
19/06/2012 - Dados da Voyager 1 apontam para futuro interestelar
02/12/2011 - Sondas Voyager detectam radiação Lyman-Alpha da Via Láctea
10/06/2011 - Uma grande surpresa no limite do Sistema Solar
11/03/2011 - Voyager 1 procura resposta que sopra ao vento
25/11/2009 - Resolvido mistério nos confins do Sistema Solar
12/12/2007 - Sistema Solar é "esborrachado"
27/05/2005 - Voyager alcança fronteira do Sistema Solar

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Sondas Voyager:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)
Voyager 2 (Wikipedia)
Documentário "Voyager - Journey to the Stars" (SpaceRip via YouTube)

Heliosfera:
Wikipedia

Sistema Solar:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Espaço interestelar:
Wikipedia

 
   
TESS apresenta panorama do céu do hemisfério sul
 
Este mosaico do céu do hemisfério sul foi composto a partir de 208 imagens obtidas pelo TESS da NASA durante o seu primeiro ano de operações científicas. Entre os objetos mais famosos está a banda brilhante (esquerda) da Via Láctea, a nossa Galáxia vista de lado, a Nebulosa de Orionte (topo), um berçário estelar, e a Grande Nuvem de Magalhães (centro), uma galáxia vizinha localizada a aproximadamente 163.000 anos-luz de distância. As linhas escuras são lacunas entre os detetores do sistema de câmaras do TESS.
Crédito: NASA/MIT/TESS e Ethan Kruse (USRA)
 

O brilho da Via Láctea - a nossa Galáxia vista de lado - arqueia através de um mar de estrelas num novo mosaico do céu produzido a partir de um ano de observações do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. Construído a partir de 208 imagens obtidas pelo TESS durante o primeiro ano de operações científicas da missão, concluído no dia 18 de julho, o panorama sul revela tanto a beleza da paisagem cósmica quanto o alcance das câmaras do TESS.

"A análise de dados do TESS concentra-se em estrelas e planetas individuais, uma de cada vez, mas eu queria dar um passo atrás e destacar tudo de uma vez só, enfatizando a vista espetacular que o TESS nos dá de todo o céu," disse Ethan Kruse, do Programa de Pós-Doutoramento da NASA que compôs o mosaico no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.

Nesta cena cósmica, o TESS descobriu 29 exoplanetas, ou mundos para lá do nosso Sistema Solar, e mais de 1000 candidatos a planeta que os astrónomos estão a investigar.

O TESS dividiu o céu do sul em 13 sectores e fotografou cada um deles durante quase um mês usando quatro câmaras, que transportam um total de 16 CCDs. (charge-coupled devices). Notavelmente, as câmaras do TESS capturam um sector completo do céu a cada 30 minutos, como parte da sua busca por trânsitos exoplanetários. Os trânsitos ocorrem quando um planeta passa em frente da sua estrela hospedeira a partir da nossa perspetiva, diminuindo de forma breve e regular a sua luz. Durante o primeiro ano de operações do satélite, cada uma das suas CCDs capturou 15.347 exposições científicas com 30 minutos. Estas imagens são apenas uma parte de mais de 20 terabytes de dados do céu do hemisfério sul que o TESS transmitiu, comparável ao "streaming" de quase 6000 filmes em alta definição.

Além das suas descobertas planetárias, o TESS captou imagens de um cometa no nosso Sistema Solar, acompanhou o progresso de inúmeras explosões estelares chamadas supernovas e até capturou o brilho de uma estrela destruída por um buraco negro supermassivo. Depois de concluir a sua investigação a sul, o TESS virou-se a fim de dar início ao estudo de um ano do céu do hemisfério norte.

// NASA (comunicado de imprensa)
// NASA - 2 (comunicado de imprensa)
// "Mergulhe" no panorama sul do TESS (NASA Goddard via YouTube)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
30/07/2019 - Missão TESS completa primeiro ano de observações, vira-se para o céu do hemisfério norte

Notícias relacionadas:
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TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  Fontes e carrosséis galácticos: ordem emergindo do caos (via Sociedade Astronómica Real)
Cientistas da Alemanha e dos Estados Unidos revelaram os resultados de uma simulação de última geração, recém-concluída, da evolução das galáxias. A TNG50 é a simulação cosmológica em larga escala mais detalhada de sempre. Permite que os investigadores estudem em detalhe como as galáxias se formam e como evoluíram logo após o Big Bang. Pela primeira vez, revela que a geometria do gás cósmico flui em torno das galáxias e que determina as estruturas das galáxias e vice-versa. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Messier 45: As Filhas de Atlas e Pleione
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Adam BlockObservatório Steward, Universidade do Arizona
 
Deslocando-se através de uma nuvem de poeira cósmica a uns meros 400 anos-luz de distância, o adorável enxame aberto das Plêiades (ou Sete Irmãs) é bem conhecido pelas suas impressionantes nebulosas azuis de reflexão. Encontra-se na direção da constelação de Touro e do Braço de Orionte na nossa Via Láctea. No entanto, as estrelas irmãs e a nuvem de poeira cósmica não estão relacionadas, apenas passam pela mesma região do espaço. Conhecido desde a Antiguidade como um grupo compacto de estrelas, Galileu esboçou o enxame estelar, quando o observou através do seu telescópio, com estrelas muito fracas para serem vistas a olho nu. Charles Messier registou a posição do enxame como a 45.ª entrada do seu famoso catálogo de objetos que não são cometas. Na mitologia grega, as Plêiades eram sete irmãs, filhas do Titã Atlas e da ninfa do mar Pleione. Os nomes dos seus pais estão incluídos nas nove estrelas mais brilhantes do enxame. Esta imagem telescópica profunda e ampla abrange mais de 20 anos-luz em todo o aglomerado de estrelas das Plêiades.
 
   
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