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Edição n.º 1092
26/08 a 28/08/2014
 
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EFEMÉRIDES

Dia 26/08: 238.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1978, Sigmund Jähn torna-se no primeiro cosmonauta alemão, a bordo da Soyuz 31.
Em 1999 são registadas as primeiras imagens de calibração do telescópio de raios-X mais poderoso do mundo, o Observatório Chandra da NASA.

Estas incluem os espectaculares restos de uma supernova, Cassiopeia A, que explodiu há 300 anos atrás, uma concha de gás quente com 10 anos-luz de diâmetro e temperaturas de 50 milhões de graus, com um ponto de luz que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negro no centro de uma explosão estelar. Outra imagem que fascinou os observadores foi o grande jacto energético do quasar PKS 0637-752 a 6 mil milhões de anos-luz. O Chandra continuou com as suas calibrações nas semanas seguintes.
Em 2003, a comissão que investigava o acidente do vaivém Columbia anuncia o seu relatório final. 
Observações: Se se encontra a latitudes médias Norte, Vega passa muito perto do zénite quando a noite torna-se completamente escura. Quando observamos Vega na sua maior aproximação do zénite, sabemos que Sagitário e o seu tesouro de objectos de céu profundo, estão o mais alto a Sul.

Dia 27/08: 239.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançada com êxito a sonda Mariner 2 de Cabo Canaveral com destino a Vénus, onde chegou 15 semanas depois.

A 14 de Dezembro de 1962 tornou-se na primeira sonda a passar com sucesso por Vénus, sendo a sua aproximação máxima 34.833 km. Encontra-se agora numa órbita solar. 
Em 1999 é encontrada água extraterrestre num meteorito. Usando várias formas de análise, os cientistas do JSC encontram água nos cristais de halite de um meteorito que caiu na Terra (Texas) a 22 de Março de 1998. A água capturada nos cristais pode ser mais antiga que o Sol e que os planetas.
Em 2003, Marte faz a sua maior aproximação da Terra em quase 60.000 anos, passando a 55.758.005 km de distância.
Observações: O padrão com a forma de W da constelação de Cassiopeia inclina-se a Nordeste após o anoitecer. Se tiver acesso a um céu escuro, olhe para baixo e um pouco para a esquerda do último segmento do W, procurando uma zona da Via Láctea um pouco mais brilhante que o normal para o local. Os binóculos mostram que esta zona é o Enxame Duplo de Perseu.

Dia 28/08: 240.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1789 Herschel descobria a lua de SaturnoEncelado.

Em 1859, uma tempestade geomagnética provoca auroras boreais tão fortes que puderam ser claramente observadas em partes dos EUA, Europa e até Japão.
Observações: A área entre as constelações de Sagitário e Escorpião é extremamente rica em objectos estelares. Porquê? Porque é na sua direcção que está localizado o coração da nossa Via Láctea: o Centro Galáctico. Ao observar esta zona com uns meros binóculos poderá observar muitos enxames abertos, alguns enxames globulares e algumas nebulosas.

 
CURIOSIDADES


Se o Sol fosse do tamanho do ponto na letra "i", a estrela mais próxima estaria a cerca de 16 km de distância.

 
ONDE É QUE O PHILAE VAI ATERRAR?
Locais candidatos à aterragem do Philae.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando informações detalhadas recolhidas pela sonda Rosetta da ESA durante as suas primeiras duas semanas no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, cinco áreas foram identificadas como candidatas ao local de aterragem do "lander" Philae em Novembro - a primeira tentativa de aterrar num cometa.

Antes da chegada, o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko nunca tinha sido visto de perto e por isso a "correria" de encontrar um local de pouso adequado para o "lander" com 100 kg só começou quando a Rosetta alcançou o cometa no dia 6 de Agosto.

A aterragem está prevista para meados de Novembro, quando o cometa estiver a cerca de 450 milhões de quilómetros do Sol, antes da actividade cometária atingir níveis que possam colocar em risco a implantação segura do Philae na superfície do cometa, e antes que esta actividade modifique o material à superfície.

O cometa está numa órbita de 6,5 anos em torno do Sol e hoje está a 522 milhões de quilómetros da nossa estrela. No dia da sua maior aproximação do Sol, 13 de Agosto de 2015, daqui a menos de um ano, o cometa e a Rosetta estarão a 185 milhões de quilómetros [do Sol], o que significa um aumento de oito vezes na luz recebida.

Enquanto a Rosetta e os seus instrumentos científicos vêm como o cometa evolui à medida que é aquecido pelo Sol, observando o desenvolvimento da sua cabeleira e como a superfície muda ao longo do tempo, o "lander" Philae e os seus instrumentos serão encarregues de fazer medições complementares in situ. O "lander" e a sonda orbital vão trabalhar em conjunto, usando a experiência CONSERT (COmet Nucleus Sounding Experiment by Radiowave Transmission) para enviar e detectar ondas de rádio através do interior do cometa, a fim de caracterizar a sua estrutura interna.

A escolha do local de pouso final é um processo complexo. Esse local deve equilibrar as necessidades técnicas da sonda e do "lander" durante todas as fases de separação, descida e aterragem, e durante as operações à superfície com os requisitos científicos dos 10 instrumentos a bordo do Philae.

A questão-chave é que as incertezas na navegação da sonda perto do cometa significam que é apenas possível especificar qualquer zona indicada de pouco em termos de uma elipse - cobrindo até um quilómetro quadrado - dentro do qual o Philae pode aterrar.

Imagem de uma animação da separação do Philae e descida até à superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em Novembro de 2014.
Crédito: ESA/ATG medialab
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para ver animação)
 

Para cada zona possível, têm que ser colocadas questões importantes: será que o "lander" é capaz de manter comunicação regular com a Rosetta? Quão comuns são os perigos à superfície, como grandes pedregulhos, fendas profundas ou encostas íngremes? Existe iluminação suficiente para operações científicas e luz solar suficiente para recarregar as baterias do "lander" para além do seu tempo de operações de 64 horas, embora não tanto a ponto de causar sobreaquecimento?

Para responder a estas perguntas, foram usados dados recolhidos pela Rosetta a 100 km de distância, incluindo imagens de alta-resolução da superfície, medições da temperatura da superfície do cometa e da pressão e densidade do gás em torno do núcleo. Além disso, tiveram que ser determinadas medições da orientação do cometa em relação ao Sol, da sua rotação, massa e gravidade. Todos estes factores influenciam a viabilidade técnica da aterragem em qualquer local específico do cometa.

Este fim-de-semana, o grupo que está encarregue de seleccionar o local de aterragem (onde se incluem engenheiros e cientistas do Philae de várias instituições e da equipa da Rosetta) encontrou-se no CNES (Centre National d’Etudes Spatiales), em Toulouse, França, para considerar os dados disponíveis e determinar uma lista de cinco candidatos.

"Esta é a primeira vez que consideramos locais de aterragem," afirma Stephan Ulamec, gestor do "lander" para o DLR (Deutsches Zentrum für Luft - und Raumfahrt e.V. - Centro Aeroespacial Alemão).

"Com base na forma particular e na topografia global do Cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, não é provavelmente surpresa que muitos locais tiveram que ser descartados. Pensamos que os candidatos que queremos seguir para análise posterior sejam tecnicamente viáveis, com base numa análise preliminar da dinâmica de voo e de outras questões-chave - por exemplo, todos fornecem pelo menos seis horas de luz por rotação completa do cometa e têm algum terreno plano. Claro, cada local tem o potencial para descobertas científicas únicas."

"O cometa é muito diferente de tudo o que já vimos antes, e apresenta características espectaculares ainda por compreender," afirma Jean-Pierre Bibring, cientista do Philae e investigador principal do instrumento CIVA (Comet Nucleus Infrared and Visible Analyzer).

"Os cinco locais escolhidos dão-nos as melhores oportunidades para aterrar e estudar a composição, estrutura interna e actividade do cometa com os dez instrumentos científicos a bordo."

Aos locais foram atribuídos uma letra de uma pré-selecção original de 10 locais possíveis, o que não representa nenhum sistema de classificação. Três deles (B, I e J) estão localizados no menor dos dois lóbulos do cometa e dois (A e C) estão localizados no lobo superior.

Sumário dos cinco candidatos

Local A    
  O local A é uma região interessante situada no lóbulo maior, mas com uma boa visão do lóbulo mais pequeno. O terreno entre os dois lóbulos é provavelmente a fonte de alguma libertação de gás. Serão necessárias imagens de mais alta-resolução para estudar os riscos potenciais à superfície, tais como pequenas depressões e encostas, enquanto as condições de iluminação também precisam de ser melhor estudadas.
     
Local B    
  O local B, dentro de uma estrutura parecida a uma cratera no lóbulo pequeno, tem um terreno plano e é por isso considerado relativamente seguro para a aterragem, mas as condições de iluminação podem representar um problema quando se considera o planeamento científico a longo termo do Philae. Serão necessárias imagens de maior resolução para avaliar pedregulhos perigosos com mais detalhe. Além disso, também se pensa que as pedras representem materiais processados mais recentemente e, portanto, este local pode não ser tão pristino como alguns outros.
     
Local C    
  O local C está situado no lobo maior e abriga uma grande variedade de características superficiais, incluindo algum material mais brilhante, depressões, falésias, montes e planícies suaves, mas são necessárias imagens de maior resolução para avaliar o risco de algumas destas características. É também bem iluminado, o que beneficiaria o planeamento científico a longo prazo do Philae.
     
Local I    
  O local I é uma área relativamente plana no lóbulo menor que pode conter algum material novo. Novamente, são necessárias imagens de mais alta-resolução para avaliar a extensão do terreno acidentado. As condições de iluminação devem permitir o planeamento de ciência a longo prazo.
     
Local J    
  O local J é parecido com o local I, e também no lóbulo mais pequeno, que oferece características interessantes à superfície e boa iluminação. Também tem vantagens para a experiência CONSERT em comparação com o local I. São necessárias imagens de mais alta-resolução para determinar os detalhes do terreno, que parece conter alguns pedregulhos e socalcos.
     
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique nas imagens para ver versão maior)

O próximo passo é uma análise detalhada de cada um dos locais candidatos, para determinar possíveis estratégias orbitais e operacionais que podem ser usadas para a Rosetta entregar o "lander". Ao mesmo tempo, a Rosetta mover-se-á para até 50 km do cometa, permitindo um estudo mais detalhado dos locais propostos de pouso.

Os cinco locais candidatos têm que ser avaliados e classificados até dia 14 de Setembro, levando à selecção do principal local de pouso, para o qual será desenvolvida uma estratégia totalmente detalhada para as operações de aterragem, juntamente com um local secundário.

Durante esta fase, a Rosetta ficará a 20-30 km do cometa, permitindo a obtenção de mapas ainda mais detalhados das distribuições dos pedregulhos nos locais de pouso primário e secundário. Esta informação pode ser importante na decisão de alternar entre o local primário e o secundário.

A equipa da missão Rosetta está trabalhando no sentido de uma data de aterragem prevista para dia 11 de Novembro, mas o local de aterragem principal só será decidido no dia 12 de Outubro. Isto será seguido por um "Go/No Go" formal da ESA, de acordo com a equipa do Philae, após uma abrangente revisão de prontidão no dia 14 de Outubro.

"O processo de selecção do local de aterragem é extremamente complexo e dinâmico: à medida que nos aproximamos do cometa, vamos ver cada vez mais detalhes, o que irá influenciar a decisão final sobre onde e quando podemos pousar," comenta Fred Jansen, gestor da missão Rosetta da ESA.

"Tivemos que completar a nossa análise preliminar sobre os candidatos muito rapidamente após alcançar o cometa, e agora temos apenas mais algumas semanas para determinar o local primário. O tempo está a passar e temos que enfrentar o desafio de escolher o melhor local de aterragem possível."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
JPL/NASA
Universe Today
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG
Science
BBC News
io9

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
NASA
Twitter
Como a Rosetta vai orbitar o cometa (YouTube - New Scientist)
Wikipedia
Philae (Wikipedia)

 
NEW HORIZONS PASSA ÓRBITA DE NEPTUNO A CAMINHO DE ENCONTRO HISTÓRICO COM PLUTÃO

A sonda New Horizons da NASA, a caminho de Plutão, atravessou a órbita de Neptuno. Esta é a sua última grande travessia rumo a tornar-se no primeiro objecto feito pelo Homem a ter um encontro com o distante Plutão no dia 14 de Julho de 2015.

A sofisticada nave espacial com o tamanho de um piano [de cauda], lançada em Janeiro de 2006, alcançou a órbita de Neptuno - quase 4,43 mil milhões de quilómetros da Terra - num tempo recorde de oito anos e oito meses. Este marco da New Horizons coincide precisamente com o 25.º aniversário do encontro histórico da sonda Voyager 2 com Neptuno no dia 25 de Agosto de 1989.

"É uma coincidência cósmica que liga um dos exploradores icónicos do Sistema Solar exterior do passado, com o próximo explorador do Sistema Solar exterior," afirma Jim Green, director da Divisão de Ciência Planetária da NASA, na sede da agência em Washington, EUA. "Há exactamente 25 anos atrás, a Voyager 2 deu-nos o primeiro olhar sobre um planeta inexplorado. Agora será a vez da New Horizons revelar o inexplorado Plutão e suas luas em detalhes impressionantes, durante o próximo Verão, a caminho dos vastos confins do Sistema Solar".

A New Horizons está agora a cerca de 4 mil milhões de quilómetros de Neptuno - quase 27 vezes a distância entre a Terra e o nosso Sol - e atravessou a órbita do planeta gigante às 03:04 desta Terça-feira (hora de Portugal). Embora a sonda esteja muito mais longe do planeta do que a Voyager 2 estava aquando da sua passagem rasante, a câmara telescópica da New Horizons foi capaz de obter várias imagens, de longa distância, da "aproximação" de Neptuno no passado dia 10 de Julho.

A sonda New Horizons, a caminho de Plutão, capturou esta imagem do planeta gigante Neptuno e da sua maior lua, Tritão, no passado dia 10 de Julho, a uma distância de aproximadamente 3,96 mil milhões de quilómetros - mais de 26 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"As sondas Voyager 1 e 2 exploraram toda a zona centro do Sistema Solar onde os planetas gigantes orbitam," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons, no Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado. "Agora apoiamo-nos nos ombros largos das Voyager para explorar o ainda mais distante e misterioso sistema de Plutão."

Vários membros seniores da equipa científica da New Horizons eram membros jovens da equipa científica da Voyager em 1989. Muitos lembram-se de como as imagens da aproximação de Neptuno e da sua lua, Tritão, pela Voyager 2, alimentaram a antecipação de descobertas por vir. Eles compartilham um sentimento similar e crescente, à medida que a New Horizons começa a sua aproximação a Plutão.

"A sensação há 25 anos atrás, era que isto tudo era emocionante, porque íamos ver Neptuno e Tritão de perto pela primeira vez," afirma Ralph McNutt do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA, que lidera a investigação de partículas energéticas da New Horizons e fez parte da equipa de análise de plasma da Voyager. "O mesmo está a acontecer para a New Horizons. Mesmo durante este Verão, quando estamos ainda a um ano da chegada e as nossas câmaras só conseguem avistar Plutão e as suas maiores luas como pequenos pontos, sabemos que temos algo incrível pela frente."

A visita da Voyager ao sistema neptuniano revelou características nunca antes vistas no planeta propriamente dito, como a Grande Mancha Escura, uma tempestade semelhante, mas não de tão longa duração, à Grande Mancha Vermelha de Júpiter. A Voyager também capturou, pela primeira vez, imagens nítidas do sistema de anéis do planeta, demasiado ténues para serem claramente vistos da Terra. "Houveram surpresas em Neptuno e muito surpresas em Tritão," afirma Ed Stone, cientista do projecto Voyager no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. "Tenho a certeza de que as surpresas vão continuar em Plutão."

Muitos investigadores consideram que o "flyby" por Neptuno em 1989 - o último encontro planetário da Voyager - é uma espécie de previsão do que está por vir no próximo ano. Os cientistas sugerem que Tritão, com a sua superfície gelada, pólos brilhantes, terreno variado e criovulcões, é um objecto parecido com Plutão que Neptuno puxou para órbita. Os cientistas recentemente restauraram imagens obtidas pela Voyager de Tritão e construíram o melhor mapa global desta lua estranha - aguçando ainda mais o apetite desta passagem rasante por Plutão.

"Há muito especulação sobre se Plutão é parecido com Tritão, e quais as suas maiores parecenças," afirma NcNutt. "É a coisa mais interessante dos primeiros encontros como este - não sabemos exactamente o que esperar, mas sabemos, das décadas de experiência na exploração de novos planetas, que vamos ficar muito surpreendidos."

Semelhante às observações históricas da Voyager 1 e 2, a New Horizons está também a caminho de descobertas potenciais na Cintura de Kuiper, uma região em forma de disco com objectos gelados para lá da órbita de Neptuno, e de outros reinos inexplorados do Sistema Solar exterior e além.

As sondas Voyager 1 e 2 foram lançadas com 16 dias de diferença em 1977 e a Voyager 2 visitou Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. A Voyager 1 é agora o objecto mais distante feito pelo Homem, a cerca de 19 mil milhões de quilómetros do Sol. Em 2012, tornou-se no primeiro objecto feito pelo Homem a aventurar-se no espaço interestelar. A Voyager 2, a sonda espacial há mais tempo em operação contínua, está a cerca de 15 mil milhões de quilómetros do nosso Sol.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Sky & Telescope
Universe Today
Spaceflight Now
redOrbit
PHYSORG
EarthSky
Discovery News
TIME

New Horizons:
Página oficial
Wikipedia

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

Sonda Voyager 2:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 2 (Wikipedia)

Tritão:
Wikipedia
Solar Views

Neptuno:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Solar Views

Sonda Voyager 1:
Página oficial (NASA)
Heavens Above
Voyager 1 (Wikipedia)

 
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  Primeira missão marciana da Índia a um mês do planeta (via Universe Today)
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Cometa Jacques, Coração e Alma
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Dominique Dierick
 
No dia 13 de Julho, Vénus era um bom lugar para observar o Cometa Jacques. Nesse dia, o visitante cometário recém-descoberto (C/2014 E2) passou a apenas 14,5 milhões de quilómetros do planeta. Mas o cometa, de saída do Sistema Solar interior, passará a apenas 84 milhões de quilómetros do nosso planeta Terra no dia 28 de Agosto e já é um bom alvo para telescópios e binóculos. Há poucos dias atrás a cabeleira esverdeada e a fina e recta cauda iónica do cometa foram capturadas nesta imagem telescópica, uma única exposição de 2 minutos com uma câmara digital modificada. O cometa é flanqueado por IC 1805 e IC 1848, também conhecidas como as Nebulosas Coração e Alma de Cassiopeia. Se tiver acesso a um bom céu escuro, também poderá procurar o Cometa Jacques nos céus nocturnos, ou avistar Vénus e Júpiter antes do amanhecer.
 

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