Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1292
26/07 a 28/07/2016
 
Siga-nos:      
 
 

29/07/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 26/07: 208.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, lançamento do Explorer 4.
Em 1963, era lançado o Syncom 2, o primeiro satélite geosíncrono.

Em 1971 era lançada a Apollo 15, a quarta aterragem do Homem na Lua.
Em 2005, lançamento da missão STS-114 do vaivém espacial Discovery, o primeiro voo desde o desastre do Columbia em 2003.
Observações: A cauda de Escorpião está a sul logo após o anoitecer. Quão baixa, depende de quão para norte ou sul está o observador: quanto mais para sul, mais alta. Procure as duas estrelas especialmente próximas uma da outra na sua cauda. Estas são Lambda e a mais ténue Upsilon Scorpii, conhecidas como os "Olhos de Gato". As estrelas "Ohos de Gato" apontam para oeste na direção de Mu Scorpii, um par ainda mais íntimo conhecido como os "Olhos do Gato Pequeno". É necessário ter uma excelente visão para resolver as estrelas Mu sem binóculos.

Dia 27/07: 209.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1801 nascia George Biddell Airy, "Astronomer Royal" (título, agora honorário, que se dá ao diretor do Observatório Real de Greenwich) entre 1835 e 1881.

Forneceu importantes contributos nos campos da Matemática e da Astronomia, nomeadamente a descoberta de irregularidades nos movimentos de Vénus e da Terra, e no seu método de cálculo da densidade média do planeta Terra.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 00:00.

Dia 28/07: 210.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851 era tirada a primeira fotografia do Sol durante um eclipse total, a partir da qual se descobre a coroa solar.
Em 1867 nascia Charles Dillon Perrine, astrónomo americano-argentino, descobridor de duas luas de Júpiter (Himalia em 1904 e Elara em 1905).

Foi também diretor do Observatório Nacional Argentino (hoje com o nome Observatório Astronómico de Córdoba).
Em 1964 era lançada a sonda Ranger 7, que regista as primeiras imagens da Lua tiradas por uma nave americana.
Observações: O verão ainda não vai a meio, mas já a constelação em forma de W, Cassiopeia, constelação esta das noites de outono e inverno, sobe a norte-nordeste com o avançar da noite. E o Grande Quadrado de Pégaso, emblema de outono, aparece para ficar apoiado num canto mesmo acima do horizonte a este.

 
CURIOSIDADES


O nosso Sol move-se a 20 km/s na direcção da constelação de Hércules.

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM ROTAÇÃO VERTIGINOSA DO HALO DA VIA LÁCTEA

Astrónomos da Faculdade de Literatura, Ciência e Artes da Universidade de Michigan, EUA, descobriram pela primeira vez que o gás quente no halo da Via Láctea gira na mesma direção e a velocidades comparáveis à do disco da Galáxia, que contém as nossas estrelas, planetas, gases e poeiras. Este novo conhecimento lança luz sobre como os átomos individuais se reuniram para formar estrelas, planetas e galáxias como a nossa, e o que o futuro reserva para estas galáxias.

A nossa Via Láctea e as suas pequenas companheiras estão rodeadas por um halo gigante com mais de um milhão de graus Celsius (visto aqui em azul) que é apenas visível com telescópios de raios-X no espaço. Astrónomos da Universidade de Michigan descobriram que este halo gigante e quente gira na mesma direção que a Via Láctea e a uma velocidade comparável.
Crédito: NASA/CXC/M. Weiss/Ohio State/A. Gupta et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Isto voa na cara das expetativas," afirma Edmund Hodges-Kluck, cientista assistente da pesquisa. "As pessoas simplesmente assumiam que o disco da Via Láctea girava enquanto o gás quente era estacionário - mas isso está errado. Este reservatório de gás quente também gira, apenas não tão rapidamente quanto o disco."

A nova investigação, financiada pela NASA, usou dados de arquivo do XMM-Newton, da ESA e foi publicada recentemente na revista The Astrophysical Journal. O estudo foca-se no halo quente e gasoso da nossa Galáxia, que é várias vezes maior do que o disco da Via Láctea e composto por plasma ionizado.

Dado que o movimento produz uma mudança no comprimento de onda da luz, os cientistas mediram estes desvios no céu usando linhas do oxigénio muito quente. O que descobriram foi surpreendente: os desvios medidos pelos investigadores mostram que o halo da Galáxia gira na mesma direção que o disco da Via Láctea e a uma velocidade semelhante - 644.000 km/h para o halo vs. 869.000 km/h no disco.

"A rotação do halo quente é uma pista incrível da formação da Via Láctea," comenta Hodges Kluck. "Diz-nos que esta atmosfera quente é a fonte original de uma grande quantidade de matéria no disco."

Os cientistas há muito que se interrogavam do porquê de quase todas as galáxias, incluindo a Via Láctea, parecerem ter matéria em falta, matéria esta que seria de outra forma previsível de encontrar. Os astrónomos acreditam que 80% da matéria no Universo é a misteriosa "matéria escura" que, até agora, só pode ser detetada graças à sua força gravitacional. Mas até mesmo a maioria dos restantes 20% da matéria "normal" parece estar ausente dos discos galácticos. Mais recentemente, alguma da matéria "em falta" foi descoberta no halo. Os investigadores dizem que o conhecimento da direção e da velocidade de rotação do halo pode ajudar a aprender tanto como o material aí chegou em primeiro lugar, como a velocidade que podemos esperar para a matéria assentar na Galáxia.

"Agora que sabemos a rotação, os teóricos podem começar a usar estes dados para aprender como a nossa Via Láctea se formou - e o seu eventual destino final," afirma Joel Bregman, professor de astronomia da mesma faculdade.

"Nós podemos usar esta descoberta para aprender muito mais - a rotação deste halo quente será um grande tema para os espectrógrafos de raios-X do futuro," conclui Bregman.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
The Astrophysical Journal
Artigo científico (arXiv.org)
PHYSORG
(e) Science News
UPI

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

 
ESPAÇO... A ÚLTIMA FRONTEIRA
Abell S1063, um enxame de galáxias que foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA como parte do programa "Frontier Fields". A enorme massa do enxame age como uma lupa cósmica e amplia galáxias ainda mais distantes.
Crédito: ESA/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Há 50 anos atrás, o Capitão Kirk e a tripulação da nave espacial Enterprise iniciaram a sua viagem para o espaço – a última fronteira. Agora, ao mesmo tempo que o filme Star Trek chega aos cinemas, o telescópio espacial Hubble da NASA/ESA encontra-se também a explorar novas fronteiras, observando galáxias distantes no conjunto de galáxias Abell S1063 como parte do programa "Frontier Fields".

Espaço… a última fronteira. Estas são as histórias do Telescópio Espacial Hubble. A sua missão contínua é a de explorar novos e estranhos mundos e ousadamente olhar para onde nenhum outro telescópio olhou antes.

O mais recente alvo da missão do Hubble é o distante conjunto de galáxias Abell S1063, potencialmente o lar de milhares de milhões de novos e estranhos mundos.

Esta visão do conjunto de galáxias, o qual pode ser observado no centro da imagem, mostra como era há quatro mil milhões de anos atrás. Mas Abell S1063 permite-nos explorar um tempo ainda mais cedo do que este, onde nenhum outro telescópio procurou antes. A grande massa do conjunto distorce e amplifica a luz de outras galáxias que se encontram por trás devido a um efeito designado por lente gravitacional. Isto permite ao Hubble ver galáxias que de outra forma seria muito difícil observar e torna possível procurar, e estudar, a primeira geração de galáxias do Universo. "Fascinante", como diria um famoso Vulcan.

Os primeiros resultados dos dados sobre Abell S1063 prometem algumas notáveis novas descobertas. Neste momento, já se encontrou uma galáxia que é observada como era apenas há mil milhões de anos após o Big Bang.

Os astrónomos identificaram também dezasseis galáxias no fundo, cuja luz foi distorcida pelo conjunto, causando múltiplas imagens delas aparecerem no céu. Isto ajudará os astrónomos a melhorar os seus modelos de distribuição tanto da matéria comum como da matéria negra no conjunto de galáxias, uma vez que é a gravidade destas que causa os efeitos de distorção. Estes modelos são a chave para a compreensão da misteriosa natureza da matéria negra.

Abell S1063 não se encontra sozinho na habilidade de distorcer a luz das galáxias de fundo, e também não é a única destas enormes lentes cósmicas a ser estudada pelo Hubble. Três outros conjuntos de galáxias já foram observados como parte do programa "Frontier Fields", e mais duas serão ainda observadas nos próximos anos, dando aos astrónomos uma imagem notável de como funcionam e o que jaz tanto dentro como para lá delas.

Dados recolhidos anteriormente de conjuntos de galáxias foram estudados por equipas por todo o mundo, permitindo-lhes fazer importantes descobertas, entre elas, galáxias que existiram apenas centenas de milhares de anos depois do Big Bang e a primeira aparição prevista de uma supernova lente gravitacional.

Tal extensa colaboração internacional teria tornado Gene Roddenberry, o pai de Star Trek, orgulhoso. No mundo fictício criado por Roddenberry, uma equipa diversificada trabalhou junta para explorar pacificamente o Universo. Este sonho é parcialmente conseguido pelo programa Hubble no qual a Agência Espacial Europeia (ESA), apoiada por 22 estados-membro, e a NASA colaboram para operar um dos instrumentos científicos mais sofisticado do mundo. Já para não mencionar as dezenas de outras equipas científicas internacionais que cruzam o estado, país ou fronteira continental para alcançar os seus objetivos científicos.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Hubblesite
Hubble explora a última fronteira (NASA via YouTube)
SPACE.com
Nature World News
PHYSORG
ScienceDaily
(e) Science News
New Scientist
Astronomy Now
National Geographic
TIME
Gizmodo
AstroPT

Lentes gravitacionais:
Wikipedia
Lente gravitacional forte (Wikipedia)
Lente gravitacional fraca (Wikipedia)

Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Programa "Frontier Fields" do Hubble:
STScI
Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais
Blog

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Atmosfera "engraçada" em Neptuno... (via Universidade de Oxford)
É o planeta mais distante do Sol desde a despromoção de Plutão mas, apesar da sua posição, Neptuno ainda desperta muito interesse aos físicos - devido às coisas invulgares que ocorrem na sua atmosfera, mais especificamente, as "oscilações" observadas há já 40 anos. Ler fonte
     
  Sistema planetário tem planetas íntimos em órbitas invulgares (via Instituto de Tecnologia da Flórida)
O sistema Kepler-80 tem uma configuração orbital rara. Localizado a 1100 anos-luz de distância, contém cinco planetas pequenos em extrema proximidade com a sua estrela - todos orbitam numa área cerca de 150 vezes menor à área em que a Terra orbita o Sol. Além disso, também têm órbitas sincronizadas. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M2-9: Asas de uma Nebulosa da Borboleta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Arquivo do HubbleNASAESA - Processamento: Judy Schmidt
 
Será que as estrelas são mais apreciadas pela sua arte depois da sua morte? Na verdade, as estrelas costumam criar as suas telas mais artísticas durante a sua morte. No caso de estrelas de baixa-massa como o nosso Sol e M2-9 na imagem acima, as estrelas transformam-se de normais para anãs brancas, lançando para fora as suas camadas gasosas exteriores. O gás gasto forma frequentemente uma impressionante exibição chamada de nebulosa planetária que se desvanece gradualmente ao longo de milhares de anos. M2-9, uma nebulosa planetária em forma de borboleta a cerca de 2100 anos-luz de distância, tem asas que contam uma história estranha, mas incompleta. No centro, duas estrelas orbitam dentro de um disco gasoso com 10 vezes o tamanho da órbita de Plutão. O invólucro expelido da estrela moribunda irrompe a partir do disco criando a aparência bipolar. Muito permanece desconhecido sobre os processos físicos que provocam nebulosas planetárias.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2016 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.