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Edição n.º 1318
25/10 a 27/10/2016
 
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28/10/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável). Este mês iremos tratar da mudança de hora sob o ponto de vista astronómico.
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 25/10: 299.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1671, Giovanni Cassini descobre a lua de Saturno, Jápeto.
Em 1877 nascia Henry Norris Russell, astrónomo americano que, juntamente com Ejnar Hertzsprung, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell em 1910.
Em 1999, observações terrestres de um vulcão em erupção em Io, uma lua de Júpiter

Observações: Desenhe uma linha a partir de Altair, a estrela mais brilhante alta a sudoeste depois do cair da noite, até Vega, a estrela mais alta a oeste. Continue na mesma direção 0,5 vezes a distância entre essas duas estrelas e alcança a cabeça da constelação de Dragão.
O Grande Quadrado de Pégaso está agora bem alto a este-sudeste depois do anoitecer - mesmo assim, por agora, apoiado num canto (a partir de latitudes médias norte).

Dia 26/10: 300.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, o cosmonauta soviético Georgy Beregovoy pilota a Soyuz 3 para o espaço, numa missão de quatro dias.

Observações: Baixos a sudoeste ao lusco-fusco, Saturno, Vénus e Antares formam uma curva quase vertical, nessa ordem, de cima para baixo. Mede 7º.

Dia 27/10: 301.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961, primeiro lançamento com sucesso do foguetão Saturno I

Em 1973, o meteorito Cañon City, um condrito com 1,4 kg, atinge Fremont County, no estado norte-americano do Colorado. 
Em 1994, é inquestionavelmente identificado o primeiro objeto de massa subestelar, Gliese 229B.
Em 2005, é lançado o micro-satélite SSETI Express do Cosmódromo de Plesetsk.
Observações: Conjunção superior de Mercúrio, pelas 17:04.
Hoje Saturno, Vénus e Antares ficam quase alinhados verticalmente.

 
CURIOSIDADES


Perseu foi o herói mítico grego que matou a Medusa, e reclamou Andrómeda, após tê-la salvo de um monstro marinho enviado por Poseidon em retribuição da rainha Cassiopeia ter-se declarado mais linda do que as ninfas do mar.

 
MRO OBSERVA LOCAL DE ATERRAGEM DO SCHIAPARELLI
Um par de imagens antes-e-depois obtidas pela câmara CTX (Context Camera) a bordo da sonda MRO da NASA no dia 29 de maio de 2016 e no dia 20 de outubro de 2016 que mostram duas novas características após a chegada do módulo Schiaparelli.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA identificou novas marcas à superfície do Planeta Vermelho que se pensa estarem relacionadas com o módulo de entrada, descida e aterragem Schiaparelli da missão ExoMars da ESA.

O Schiaparelli entrou na atmosfera marciana às 15:42 de dia 19 de outubro para a sua descida de 6 minutos até à superfície, mas o contato foi perdido pouco antes da aterragem prevista. Os dados registados pela sua nave-mãe, TGO (Trace Gas Orbiter), estão atualmente a ser analisados para compreender o que aconteceu durante a sequência de descida.

Entretanto, a câmara de baixa-resolução CTX a bordo da MRO captou imagens do local de pouso em Meridiani Planum no dia 20 de outubro como parte de uma campanha de imagens planeada.

A imagem divulgada tem uma resolução de 6 metros por pixel e mostra duas novas características à superfície quando comparada com outra obtida pela mesma câmara em maio deste ano.

O local de aterragem do módulo Schiparelli dentro da elipse prevista num mosaico de imagens obtidas pela CTX da MRO e pela THEMIS (Thermal Emission Imaging System) a bordo da sonda Mars Odyssey da NASA.
Crédito: topo - NASA/JPL-Caltech/MSSS, Universidade Estatal do Arizona; inserções - NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma das características é brilhante e pode estar associada com o paraquedas de 12 metros de diâmetro usado na segunda fase da descida do Schiaparelli, após a entrada inicial com o escudo térmico. O paraquedas e o escudo associado foram libertados pelo Schiaparelli antes da fase final, durante a qual nove motores deveriam ter abrandado o módulo até pairar mesmo acima da superfície.

A outra característica nova é uma mancha escura e difusa com aproximadamente 15x40 metros cerca de 1 km para norte do paraquedas. Está a ser interpretada como decorrente do impacto do módulo Schiaparelli após uma queda livre muito mais demorada do que o previsto, depois dos propulsores terem sido desligados prematuramente.

Estima-se que o Schiaparelli caiu de uma altitude entre 2 e 4 quilómetros, antes de colidir com a superfície a uma velocidade considerável, superior a 300 km/h. O tamanho relativamente grande da característica surge do material perturbado à superfície. É também possível que o "lander" tenha explodido com o impacto, pois os tanques de combustível estavam provavelmente ainda cheios. Estas interpretações preliminares serão aperfeiçoadas após uma análise mais aprofundada.

Um olhar mais atento destas características será registado esta semana com a HiRISE, a câmara de mais alta-resolução a bordo da MRO. Essas imagens também poderão revelar a posição do escudo térmico frontal, libertado a uma maior altitude.

Imagem obtida pela CTX da MRO no dia 29 de maio de 2016. Esta é a imagem "antes" do par de imagens obtidas para localizar o módulo Schiaparelli.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Dado que a trajetória do módulo de descida foi observada a partir de três locais diferentes, as equipas estão confiantes que serão capazes de reconstruir a cadeia de eventos com grande precisão. O modo exato da anomalia a bordo do Schiaparelli ainda está sob investigação.

As duas novas características estão localizadas aos 353,79º de longitude este, 2,07º de latitude sul. A posição da marca escura mostra que o Schiaparelli embateu aproximadamente a 5,4 km do seu local de aterragem previsto, bem dentro da elipse esperada de 100x15 km.

As equipas continuam a descodificar os dados extraídos da gravação dos sinais de descida do Schiaparelli pela ExoMars TGO a fim de estabelecer correlações com as medições feitas com o GMRT (Giant Metrewave Radio Telescope), um telescópio experimental localizado perto de Pune, Índia, e com a Mars Express em órbita.

O Schiaparelli transmitiu uma quantidade substancial e extremamente valiosa de dados de engenharia de volta para a TGO durante a descida e estes estão sendo analisados dia e noite pelos engenheiros.

Imagem obtida pela CTX da MRO no dia 20 de outubro de 2016. Esta é a imagem "depois" do par de imagens obtidas para localizar o módulo Schiaparelli.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O orbitador TGO da missão ExoMars 2016 está atualmente numa órbita 101.000 km x 3691 km (em relação ao centro do planeta) com um período de 4,2 dias, bem dentro da órbita inicial planeada. Está a funcionar muito bem e irá obter dados de calibração científica durante duas órbitas em novembro.

Estará, então, pronto para as manobras planeadas de aerotravagem a partir de março de 2017 que continuarão durante a maior parte do ano, trazendo-o até uma órbita circular a 400 km de Marte.

Começará, nessa altura, a sua missão científica primária de estudar a atmosfera de Marte à procura de possíveis indícios de vida por baixo da superfície e desempenhar funções de estação de retransmissão para o rover Exomars 2020 e outros ativos à superfície.

Links:

Cobertura da missão ExoMars 2016 pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
21/10/2016 - ExoMars 2016 - TGO em órbita de Marte; destino do Schiaparelli ainda por apurar
18/10/2016 - ExoMars preparada para o Planeta Vermelho
14/10/2016 - O que esperar da câmara do módulo Schiaparelli
07/10/2016 - Os perigos de aterrar em Marte
15/03/2016 - Missão ExoMars parte para Marte
08/03/2016 - Sonda ExoMars com lançamento previsto para a próxima semana

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
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ExoMars TGO:
ESA
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"Lander" Schiaparelli:
ESA
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ExoMars 2020:
ESA
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Mars Express: 
ESA 
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MRO:
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JPL 
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GMRT:
Página principal
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Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
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ÚRANO PODE TER DUAS LUAS POR DESCOBRIR
Úrano, visto aqui em cores falsas nesta imagem obtida pelo Hubble em agosto de 2003. O brilho dos ténues anéis do planeta e das luas escuras foi melhorado para dar mais visibilidade.
Crédito: NASA/Erich Karkoschka (Universidade do Arizona)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda Voyager 2 da NASA passou por Úrano há 30 anos atrás, mas os investigadores ainda estão fazendo descobertas a partir dos dados que recolheu na altura. Um novo estudo liderado por cientistas da Universidade do Idaho, EUA, sugere a existência de duas pequenas luas anteriormente desconhecidas que orbitam perto de dois dos anéis do planeta.

Rob Chancia, doutorando da Universidade do Idaho, avistou padrões-chave nos anéis enquanto examinava imagens antigas dos anéis gelados de Úrano captadas pela Voyager 2 em 1986. Ele notou que a quantidade de material na orla do anel alfa - um dos mais brilhantes anéis de Úrano - variava periodicamente. Um padrão parecido, mas ainda mais promissor, ocorria na mesma parte do vizinho anel beta.

"Quando olhamos para este padrão em locais diferentes ao redor do anel, o comprimento de onda é diferente - isso aponta para algo a mudar à medida que dá a volta ao anel. Há algo a quebrar a simetria," comenta Matt Hedman, professor assistente de física da Universidade do Idaho, que trabalhou com Chancia para investigar o achado. Os seus resultados serão publicados na revista The Astronomical Journal e estão disponíveis online.

Chancia e Hedman são bem versados na física dos anéis planetários: ambos estudam os anéis de Saturno usando dados da sonda Cassini da NASA, atualmente em órbita do "Senhor dos Anéis". Os dados da Cassini produziram novas ideias sobre o comportamento dos anéis e uma bolsa da NASA permitiu com que Chancia e Hedman examinassem, sob nova luz, os dados de Úrano recolhidos pela Voyager 2. Especificamente, analisaram ocultações de rádio - feitas quando a Voyager 2 enviou ondas rádio através dos anéis para serem detetados cá na Terra - e ocultações estelares, feitas quando a nave mediu a luz de estrelas de fundo brilhando através dos anéis, o que ajuda a revelar quanto material eles contêm.

Eles descobriram que o padrão nos anéis de Úrano era parecido com estruturas relacionadas com luas nos anéis de Saturno.

Os investigadores estimam que as pequenas luas teorizadas nos anéis de Úrano têm entre 4 e 14 quilómetros em diâmetro - tão pequenas quanto algumas das luas identificadas em Saturno, mas mais pequenas do que as luas conhecidas de Úrano. As luas uranianas são especialmente difíceis de avistar porque as suas superfícies estão cobertas de material escuro.

"Nós ainda não vimos as luas, mas a ideia é que o tamanho das luas, necessário para produzir estas características, é muito pequeno, de modo que podem ter sido facilmente negligenciadas," acrescenta Hedman. "As imagens da Voyager não eram sensíveis o suficiente para ver facilmente estas luas."

Hedman disse que os seus achados podem ajudar a explicar algumas características nos anéis de Úrano, que são estranhamente estreitos em comparação com os de Saturno. As pequenas luas, a existirem, podem estar a agir como satélites "pastores", ajudando a manter a forma dos anéis. Duas das 27 luas conhecidas de Úrano, Ofélia e Cordélia, atuam como pastores do anel épsilon de Úrano.

"O problema de manter os anéis estreitos subsiste desde a descoberta do sistema de anéis de Úrano em 1977 e tem sido trabalhado por muitos dinamicistas ao longo dos anos," comenta Chancia. "Ficaria muito satisfeito se se confirmasse a existência destas luas propostas e podíamos até usá-las para alcançar uma solução."

A confirmação ou refutação da existência das pequenas luas com o auxílio a telescópios ou imagens obtidas por sondas será deixada para outros investigadores, afirmam Chancia e Hedman. Eles vão continuar a examinar padrões e estruturas nos anéis de Úrano, ajudando a descobrir mais dos muitos segredos do planeta.

"É emocionante ver a histórica exploração de Úrano pela Voyager 2 ainda a contribuir com novos conhecimentos sobre os planetas," comenta Ed Stone, cientista do projeto Voyager, com base no Caltech, Pasadena, Califórnia.

A Voyager 2 e a sua gémea, Voyager 1, foram lançadas em 1977 com 16 dias de diferença. Ambas as naves passaram por Júpiter e Saturno, e a Voyager 2 também passou por Úrano e Neptuno. A Voyager 2 é a sonda espacial operada continuamente há mais tempo. Espera-se que entre no espaço interestelar daqui a alguns anos, juntando-se à Voyager 1, que o cruzou em 2012. Embora muito além dos planetas, a missão continua a enviar observações sem precedentes do ambiente espacial no Sistema Solar, fornecendo informações cruciais sobre o ambiente que rodeia a sonda à medida que exploramos cada vez mais longe de casa.

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Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
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Úrano:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Luas de Úrano (Wikipedia)

Voyager 2:
NASA
Wikipedia

 
DESCOBERTOS OBJETOS CÓSMICOS MISTERIOSOS QUE EXPLODEM EM RAIOS-X

Astrónomos descobriram um par de objetos cósmicos extraordinários que explodem dramaticamente em raios-X. Esta descoberta, obtida com o Observatório de raios-X Chandra da NASA e com o Observatório XMM-Newton da ESA, pode representar uma nova classe de eventos explosivos encontrados no espaço.

As misteriosas fontes de raios-X tornam-se cerca de cem vezes mais brilhantes em menos de um minuto, antes de regressar aos níveis de raios-X originais após mais ou menos uma hora. No seu pico, estes objetos qualificam-se como ULXs ("ultraluminous X-ray sources", em português "fontes ultraluminosas de raios-X") que emitem centenas até milhares de vezes mais raios-X do que os típicos sistemas binários onde uma estrela orbita um buraco negro ou uma estrela de neutrões.

Animação da erupção da fonte de raios-X na galáxia NGC 5128.
Crédito: NASA/CXC/UA/J. Irwil et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Nunca vimos nada como isto," afirma Jimmy Irwin da Universidade do Alabama, EUA, que liderou o estudo publicado na última edição da revista Nature. "Os astrónomos têm visto muitos objetos diferentes que explodem de brilho, mas estes podem ser exemplos de um fenómeno inteiramente novo."

Sabemos que os magnetares - estrelas de neutrões jovens com campos magnéticos poderosos - produzem explosões brilhantes e rápidas de raios-X, mas estes objetos recém-descobertos são diferentes em alguns aspetos fundamentais.

Em primeiro lugar, os magnetares demoram alguns segundos para diminuir de brilho após uma explosão. Em segundo lugar, estes novos objetos encontram-se em populações de estrelas velhas situadas em galáxias elípticas, galáxias esféricas ou em forma de ovo compostas principalmente por estrelas mais velhas.

Isto torna improvável que estes recém-descobertos objetos brilhantes sejam jovens, astronomicamente falando, como se pensa que os magnetares sejam. Além disso, estes objetos são mais brilhantes em raios-X durante os seus períodos "calmos".

"Estas erupções são extraordinárias," comenta Peter Maksym, coautor do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica. "Por um breve período, uma das fontes tornou-se das mais brilhantes ULXs alguma vez observadas numa galáxia elíptica."

Esta imagem mostra a posição na galáxia NGC 5128 de uma incrível fonte que emitiu enormes quantidades de raios-X como nunca tinha sido visto antes.
Crédito: NASA/CXC/UA/J. Irwin et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Quando não estão a explodir de brilho, estas fontes parecem ser sistemas binários normais onde um buraco negro ou uma estrela de neutrões puxa material de uma companheira estelar parecida com o Sol. Isto indica que os aumentos de brilho não perturbam significativamente o sistema binário.

Embora a natureza destas explosões seja desconhecida, a equipa começou a procurar respostas. Uma ideia é que as explosões representam episódios em que a matéria que está a ser puxada da estrela companheira cai rapidamente para um buraco negro ou estrela de neutrões. Isto pode acontecer quando a companheira faz a sua maior aproximação ao objeto compacto na sua órbita elíptica. Outra explicação pode envolver matéria que cai para um buraco negro de massa intermédia, com uma massa de aproximadamente 800 vezes a do Sol para uma fonte e 80 vezes a massa do Sol para a outra.

"Agora que descobrimos estes objetos, os astrónomos observacionais e os teóricos vão trabalhar duro para descobrir o que está a acontecer," afirma o coautor Gregory Sivakoff da Universidade de Alberta, Canadá.

O Chandra observou uma das fontes, localizada perto e presumivelmente associada com a galáxia NGC 4636 a uma distância de 47 milhões de anos-luz, a aumentar de brilho uma vez. Observou-se outra fonte a explodir de brilho cinco vezes, localizada perto da galáxia NGC 5128 a uma distância de 14 milhões de anos-luz. Quatro destas explosões foram observadas com o Chandra e uma com o XMM-Newton.

A equipa analisou variações de raios-X de vários milhares de fontes nas observações de 70 galáxias próximas com o Chandra. Apesar de terem sido encontrados vários exemplos de fontes "explosivas", nenhuma exibia o comportamento das explosões rápidas e gigantescas aqui relatadas.

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Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
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ULXs:
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Buracos negros:
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Estrelas de neutrões:
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Universidade de Maryland

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
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Observatório XMM-Newton:
ESA
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TAMBÉM EM DESTAQUE
  Estrelas "bater do coração" desvendadas em novo estudo (via NASA)
Descobertas em grande número pelo Telescópio Espacial Kepler, são estrelas binárias com este nome porque se traçássemos o brilho ao longo do tempo, o resultado seria parecido com um eletrocardiograma, um gráfico da atividade elétrica do coração. Os cientistas estão interessados nelas porque são binários em órbitas alongadas. Isso torna-os laboratórios naturais para o estudo dos efeitos gravitacionais das estrelas uma sob a outra. Ler fonte
     
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M45: O Enxame Estelar das Plêiades
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Hermann von Eiff
 
Já observou o enxame estelar das Plêiades? Mesmo que já o tenha visto, provavelmente nunca o viu assim tão empoeirado. Talvez o mais famoso enxame estelar do céu, as estrelas brilhantes das Plêiades podem ser observadas sem binóculos até mesmo das profundezas de uma cidade poluída pela luz. Com uma longa exposição a partir de um local escuro, a nuvem de poeira que rodeia o enxame aberto das Plêiades torna-se muito evidente. A imagem acima é uma exposição de longa duração captada o mês passado a partir da Namíbia e cobre uma área do céu com muitas vezes o tamanho da Lua Cheia. Também conhecidas como Sete Irmãs e M45, este enxame encontra-se a cerca de 400 anos-luz de distância na direção da constelação de Touro. Uma lenda comum com um toque moderno conta que uma das estrelas mais brilhantes diminuiu de brilho desde que o enxame recebeu o seu nome, deixando apenas seis estrelas visíveis a olho nu. O número real de estrelas visíveis em M45, no entanto, pode ser mais ou menos do que sete, dependendo da escuridão do céu circundante e da visão do observador.
 

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