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Edição n.º 1320
01/11 a 03/11/2016
 
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25/11/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + OBSERVAÇÃO COM TELESCÓPIO
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema a determinar, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 01/11: 306.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, lançamento da Mars 1. No dia 21 de março de 1963, quando a sonda estava a 106.760.000 km da Terra, as comunicações falham. Orbita agora o Sol.
Em 1963, é inaugurado oficialmente o Observatório de Arecibo em Porto Rico. Foi o maior radiotelescópio já construído até julho de 2016, quando o chinês FAST tomou o seu lugar.

Observações: Vénus, Saturno e o fino crescente da Lua brilham através do lusco-fusco baixos a sudoeste.
Desenhe uma linha desde Altair, a estrela mais brilhante a sudoeste depois do anoitecer, até Vega, a estrela mais brilhante a oeste. Continue na mesma direção metade da distância entre as duas estrelas e chega à cabeça da constelação de Dragão.

Dia 02/11: 307.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascimento de Harlow Shapley, pioneiro americano na determinação da distância das estrelasenxames e do centro da Via Láctea

Corajosamente e corretamente afirmava que os enxames globulares encontravam-se à volta da Galáxia e que esta era muito maior do que inicialmente se pensava, centrada a milhares de anos-luz na direção de Sagitário. Foi diretor do Observatório de Harvard durante muitos anos.
Em 1917, inauguração do telescópio de 100 polegadas do Monte Wilson.
Em 2000, chegava à ISS a primeira tripulação residente, a bordo da Soyuz TM-31. A ISS tem sido tripulada continuamente desde aí.
Observações: A Lua paira perto de Saturno baixos a sudoeste, enquanto Vénus está mais para a esquerda. Será que ainda consegue detetar Antares por baixo dos astros, bem perto do horizonte?

Dia 03/11: 308.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1957, primeira forma de vida e morte terrestre no espaço: a cadela Laika é lançada a bordo do soviético Sputnik 2.

Até 2002, pensava-se que ela tinha morrido depois de uma semana em órbita. Mas nesse ano foi tornada pública a verdadeira causa e hora da sua morte: a Laika morreu em poucas horas devido a demasiado calor, possivelmente provocado por uma falha do componente R-7 em separar-se da carga.
Em 1973 era lançada a Mariner 10. Chegou a Vénus a 5 de fevereiro de 1974, maior aproximação a 5700 km. Devolveu imagens do topo das nuvens venusianas. A 29 de março de 1974, torna-se na primeira sonda a alcançar Mercúrio.
Observações: A Lua aponta hoje para Vénus e Saturno, para baixo e à direita.
Por volta das 21:30, dependendo do local onde vive, a estrela Capella, de magnitude 0, está praticamente à mesma altura que Vega a oeste-noroeste. Quão precisamente consegue determinar a hora deste evento? Não precisa de um astrolábio... mas ajuda.

 
CURIOSIDADES


Na semana passada, a missão New Horizons da NASA atingiu um grande marco: enviou os restantes dados científicos da passagem por Plutão - gravados na memória digital desde julho de 2015.

 
RESOLVIDO MISTÉRIO POR TRÁS DO NASCIMENTO DOS ANÉIS DE SATURNO

Uma equipa de investigadores apresentou um novo modelo para a origem dos anéis de Saturno com base em resultados de simulações de computador. Os resultados das simulações são também aplicáveis a anéis de outros planetas gigantes e explicam as diferenças composicionais entre os anéis de Saturno e Úrano. Os achados foram publicados dia 6 de outubro na edição online da Icarus.

Os planetas gigantes do nosso Sistema Solar têm anéis muitos diversos. As observações mostram que os anéis de Saturno são constituídos por mais de 95% de partículas geladas, enquanto os anéis de Úrano e Neptuno são mais escuros e podem ter um maior conteúdo rochoso. Desde que os anéis de Saturno foram observados pela primeira vez no século XVII, a investigação dos anéis cresceu de telescópios terrestres até naves como as Voyager ou a Cassini. No entanto, a origem dos anéis ainda não era clara e os mecanismos que levaram aos diversos sistemas de anéis eram desconhecidos.

O estudo presente centrou-se no período chamado Último Grande Bombardeamento que se pensa ter ocorrido há 4 mil milhões de anos atrás no nosso Sistema Solar, quando os planetas gigantes passaram por uma migração orbital. Pensa-se que existiam vários milhares de objetos com o tamanho de Plutão (um-quinto do tamanho da Terra) oriundos da Cintura de Kuiper para lá de Neptuno. Primeiro, os cientistas calcularam a probabilidade de estes objetos passarem perto o suficiente dos planetas gigantes para serem destruídos pelas forças de maré durante o Último Grande Bombardeamento. Os resultados mostraram que Saturno, Úrano e Neptuno tiveram encontros próximos com estes corpos celestes múltiplas vezes.

Esquerda: imagem dos anéis de Saturno, pela sonda Cassini; Direita: imagem dos anéis de Úrano, obtida pelo Telescópio Hubble.
Créditos: NASA/JPL/SSI; NASA/JPL/STScI
(clique aqui para ver versão maior da imagem esquerda; aqui para a da direita)
 

Seguidamente, o grupo usou simulações de computador para investigar a perturbação destes objetos da Cintura de Kuiper devido a forças de maré quando passaram pela vizinhança dos planetas gigantes (figura a). Os resultados das simulações variam dependendo das condições iniciais, como a rotação dos objetos em passagem e da sua aproximação mínima ao planeta. No entanto, descobriram que, em muitos casos, os fragmentos entre 0,1 e 10% da massa inicial dos objetos passageiros foram capturados em órbitas em redor do planeta (figuras a, b). Descobriu-se que a massa combinada destes fragmentos capturados é suficiente para explicar a massa dos anéis em redor de Saturno e Úrano. Por outras palavras, estes anéis planetários foram formados quando objetos suficientemente grandes passaram muito perto dos gigantes e foram destruídos.

Os investigadores também simularam a evolução a longo prazo dos fragmentos capturados, usando supercomputadores do Observatório Astronómico Nacional do Japão. A partir destas simulações, descobriram que os fragmentos capturados com um tamanho inicial de vários quilómetros devem ter sofrido colisões a alta-velocidade, repetidamente, e gradualmente ter sido quebrados em pedaços pequenos. Estas colisões entre fragmentos também circularizaram as órbitas e levaram à formação dos anéis observados atualmente (figuras b, c).

Ilustração esquemática do processo de formação de anéis. As linhas pontilhadas mostram a distância na qual a gravidade dos planetas gigantes é suficientemente forte para que ocorra a ruptura de marés. (a) Quando os objetos da Cintura de Kuiper têm encontros próximos com os planetas gigantes, são destruídos pelas forças de maré. (b) Como resultado da fragmentação de maré, alguns fragmentos são capturados para órbitas em redor do planeta. (c) As colisões repetidas provocam a quebra dos fragmentos capturados, a sua órbita torna-se gradualmente mais circular e formam-se, então, os anéis atuais.
Crédito: alteração parcial da figura de Hyodo, Charnoz, Ohtsuki, Genda 2016, Icarus
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Este modelo também pode explicar as diferenças de composição entre os anéis de Saturno e de Úrano. Em comparação com Saturno, Úrano (e também Neptuno) tem uma maior densidade (a densidade média de Úrano é 1,27 g cm-3 e a de Neptuno é 1,64 g cm-3, enquanto a de Saturno é de 0,69 g cm-3). Isto significa que nos casos de Úrano e Neptuno, os objetos que passam muito perto da sua vizinhança podem sofrer forças de maré extremamente fortes (Saturno tem uma densidade mais baixa e uma maior relação diâmetro-massa, de modo que se os objetos passam demasiado perto colidem com o próprio planeta). Como resultado, se os objetos da Cintura de Kuiper tiverem estruturas em camadas, como um núcleo rochoso com um manto gelado, e passarem bastante perto de Úrano e Neptuno, além do manto gelado, até o núcleo rochoso será destruído e capturado, formando anéis. Isto explica as diferentes composições dos anéis.

Estes resultados ilustram que os anéis dos planetas gigantes são subprodutos naturais do processo de formação planetária do nosso Sistema Solar. Isto implica que os planetas gigantes descobertos em redor de outras estrelas têm, provavelmente, anéis formados por um processo semelhante. Há pouco tempo foi divulgada a descoberta de um sistema de anéis em torno de um exoplaneta, e as descobertas adicionais de anéis e satélites em redor de exoplanetas irá avançar a nossa compreensão da sua origem.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
27/01/2015 - Sistema gigante de anéis em torno de J1407b muito maior e maciço do que o de Saturno
26/08/2009 - Os muitos mistérios dos anéis de Saturno

Notícias relacionadas:
Universidade Kobe (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Icarus
ScienceDaily
PHYSORG
New Scientist

Saturno:
Solarviews
Wikipedia
Anéis de Saturno (Wikipedia)

Úrano:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Neptuno:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
IMAGENS DETALHADAS DO SCHIAPARELLI E DA SUA MAQUINARIA DE DESCIDA EM MARTE
A câmara HiRISE da MRO observou o local de aterragem do módulo Schiaparelli da missão ExoMars 2016 no dia 25 de outubro de 2016.
As inserções fornecem imagens ampliadas que se pensa serem os diferentes componentes associados com a descida do módulo até à superfície marciana. São interpretadas como sendo o escudo térmico frontal, o para-quedas e o escudo térmico traseiro a que o para-quedas ainda está ligado, e o próprio local do impacto do módulo.
Na imagem, norte é para cima; oeste para a esquerda. O Schiaparelli viajava de oeste para este. A escala da imagem é de 29,5 cm/pixel. O brilho das ampliações individuais foi ajustado para melhor revelar as características contra a superfície marciana em cada caso.
A escala de 100 metros na imagem é meramente indicativa, pois a imagem da HiRISE foi captada a um ângulo oblíquo. As distâncias entre os vários componentes no texto principal foram corrigidas tendo em conta este efeito.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma imagem de alta resolução tirada a semana passada pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA revela mais detalhes sobre a área onde o módulo Schiaparelli da ExoMars acabou por cair, depois da sua descida a 19 de outubro.

A imagem mais recente foi tirada a 25 de outubro pela câmara de alta resolução da MRO e oferece uma visão mais próxima de novas marcas na superfície do planeta, encontradas pela primeira vez pela "câmara de contexto" da sonda espacial há duas semanas atrás.

Ambas as câmaras já tinham sido programadas para observar o centro da elipse de aterragem, depois das coordenadas terem sido atualizadas após a separação do Schiaparelli do TGO (Trace Gas Orbiter) da ESA, a 16 de outubro. A manobra de separação e as fases de entrada atmosférica hipersónica e para-quedas na descida do Schiaparelli correram de acordo com o planeado, o módulo acabou dentro da pegada principal da câmara, apesar de problemas na fase final.

As novas imagens fornecem uma visão mais detalhada sobre os principais componentes da maquinaria do Schiaparelli utilizada na sequência de descida.

A principal característica das imagens de contexto era uma mancha difusa e escura de cerca de 15 x 40 m, associada ao impacto do próprio Schiaparelli. As imagens de alta resolução mostram uma mancha escura central, de 2,4 m de diâmetro, consistente com uma cratera criada pelo impacto de um objeto de 300 kg, a uma velocidade de algumas centenas de km/h.

O local de aterragem do módulo Schiparelli dentro da elipse prevista num mosaico de imagens obtidas pela CTX da MRO e pela THEMIS (Thermal Emission Imaging System) a bordo da sonda Mars Odyssey da NASA.
Crédito: topo - NASA/JPL-Caltech/MSSS, Universidade Estatal do Arizona; inserções - NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Estima-se que a cratera tenha cerca de 50 cm de profundidade e mais detalhes poderão ser visíveis em imagens futuras.

As marcas escuras assimétricas ao redor são mais difíceis de interpretar. No caso de um meteorito que bate na superfície a 40.000-80.000 km/h, os detritos assimétricos em torno de uma cratera apontariam tipicamente para um ângulo de entrada baixo, com detritos projetados para fora, na direção do movimento.

Mas Schiaparelli estava a viajar a uma velocidade consideravelmente mais lenta e, de acordo com o cronograma normal, a descida deveria ter sido descendente, quase vertical, após abrandar durante a entrada na atmosfera a partir do oeste.

É possível que os tanques propulsores de hidrazina do módulo tivessem explodido preferencialmente numa direção no momento do impacto, atirando detritos da superfície do planeta na direção da explosão, mas é necessária uma análise mais detalhada para explorar mais esta ideia.

É possível observar um arco longo e escuro adicional no canto superior direito da mancha escura, mas atualmente é inexplicável. Poderá também estar relacionado com o impacto e possível explosão.

Finalmente, existem alguns pontos brancos na imagem perto do local do impacto, pequenos demais para serem devidamente esclarecidos nesta imagem. Estes podem ou não estar relacionados com o impacto - poderiam ser apenas "ruído". Imagens adicionais poderão ajudar a identificar a sua origem.

Um par de imagens antes-e-depois obtidas pela câmara CTX (Context Camera) a bordo da sonda MRO da NASA no dia 29 de maio de 2016 e no dia 20 de outubro de 2016 que mostram duas novas características após a chegada do módulo Schiaparelli.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A cerca de 0,9 km a sul de Schiaparelli, um elemento branco visto na imagem-contexto de há duas semanas é agora revelado com mais detalhes. Confirma-se ser o para-quedas de 12 m de diâmetro, utilizado durante a segunda fase da descida de Schiaparelli, após a entrada inicial do escudo térmico na atmosfera. Ainda ligado a ele, como esperado, encontra-se o escudo térmico traseiro, agora claramente observável.

O para-quedas e o escudo térmico traseiro foram ejetados do Schiaparelli mais cedo do que o previsto. Pensa-se que Schiaparelli disparou os seus propulsores por apenas alguns segundos antes de cair no chão de uma altura de 2-4 km e atingir a superfície a mais de 300 km/h.

Além do local de impacto do Schiaparelli e do para-quedas, um terceiro elemento foi confirmado como sendo o escudo térmico frontal, que foi ejetado cerca de quatro minutos na descida de seis minutos, como planeado.

As equipas ExoMars e MRO identificaram uma mancha escura na imagem da semana passada a cerca de 1,4 km para leste do local do impacto e este parecia ser um local plausível para o escudo térmico frontal, considerando o tempo e a direção da viagem após entrada do módulo.

A aparência brilhante e escura da mancha deste elemento é interpretada como reflexos do isolamento térmico de várias camadas que cobre o interior do escudo térmico frontal. Outras imagens de diferentes ângulos deverão ser capazes de confirmar esta interpretação.

É provável que as características escuras ao redor do escudo térmico frontal correspondam a poeira da superfície, perturbada durante o impacto.

Estão previstas imagens adicionais nas próximas semanas pelo MRO. Com base nos dados atuais e observações feitas após 19 de outubro, serão incluídas imagens tiradas em diferentes condições de visualização e iluminação, que por sua vez utilizarão sombras para ajudar a determinar as alturas locais dos elementos e, portanto, uma análise mais conclusiva do que os elementos realmente são.

Imagem obtida dia 25 de outubro de 2016 pela HiRISE da MRO que mostra o local de aterragem do módulo Schiaparelli da missão ExoMars 2016.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma investigação completa está agora a decorrer, envolvendo a ESA e a indústria, para identificar a causa dos problemas encontrados por Schiaparelli na sua fase final. A investigação iniciou assim que a telemetria detalhada transmitida pelo Schiaparelli durante a sua descida tinha sido transmitida de volta para a Terra pelo TGO.

O conjunto completo de telemetria tem que ser processado, correlacionado e analisado em detalhe para proporcionar uma imagem conclusiva da descida do Schiaparelli e as causas da anomalia.

Até que a análise completa esteja concluída, existe o perigo de chegar a conclusões excessivamente simples ou mesmo erradas. Por exemplo, a equipa ficou inicialmente surpresa ao ver uma "lacuna" de dois minutos além do esperado na telemetria durante o pico de aquecimento do módulo, assim que entrou na atmosfera: esperava-se que isto durasse menos de um minuto. No entanto, e desde então, o tratamento posterior permitiu à equipa recuperar metade dos dados "em falta", evitando eventuais problemas com esta parte da sequência.

Os últimos estágios da sequência de descida, da libertação do escudo traseiro e para-quedas, até à ativação e desativação antecipada dos propulsores, estão ainda a ser explorados em detalhe. Um relatório das conclusões por parte da equipa de investigação está previsto, o mais tardar, em meados de novembro de 2016.

A mesma telemetria é também uma produção extremamente valiosa da demonstração da entrada, descida e aterragem de Schiaparelli, como era o principal objetivo deste elemento da missão ExoMars 2016. As medições foram efetuadas em ambos os escudos dianteiro e traseiro durante a entrada, a primeira vez que tais dados foram adquiridos a partir do escudo térmico traseiro de um veículo ao entrar na atmosfera de Marte.

A equipa também pode apontar para sucessos na segmentação do módulo na sua separação da sonda, na fase de entrada atmosférica hipersónica e desdobramento do para-quedas a velocidades supersónicas, e na posterior desaceleração do módulo.

Estes e outros dados serão um inestimável contributo para futuras missões com módulos de aterragem, incluindo o rover e plataforma de superfície da missão Europeia-Russa conjunta ExoMars 2020.

Finalmente, a sonda está a funcionar bem e está a preparar-se para fazer o seu primeiro conjunto de medições, a 20 de novembro, para calibrar os seus instrumentos científicos.

Links:

Cobertura da missão ExoMars 2016 pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
25/10/2016 - MRO observa local de atereragem do Schiaparelli
21/10/2016 - ExoMars 2016 - TGO em órbita de Marte; destino do Schiaparelli ainda por apurar
18/10/2016 - ExoMars preparada para o Planeta Vermelho
14/10/2016 - O que esperar da câmara do módulo Schiaparelli
07/10/2016 - Os perigos de aterrar em Marte
15/03/2016 - Missão ExoMars parte para Marte
08/03/2016 - Sonda ExoMars com lançamento previsto para a próxima semana

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
SPACE.com
PHYSORG
Spaceflight Now
Gizmodo

ExoMars TGO:
ESA
Wikipedia

"Lander" Schiaparelli:
ESA
Wikipedia

ExoMars 2020:
ESA
Wikipedia

MRO:
NASA 
JPL 
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Sombras "Hélice" nos Anéis de Saturno
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPL-CaltechSSI
 
O que criou estas extraordinariamente longas sombras sobre os anéis de Saturno? As sombras escuras - visíveis perto do centro da imagem - estendem-se no lado oposto ao Sol e, dado o seu tamanho, decorrem de objetos com alturas até alguns quilómetros. As sombras longas foram inesperadas tendo em conta que a espessura normal dos anéis A e B de Saturno é de apenas mais ou menos 10 metros. No entanto, depois de considerar as formas, aparentemente, intermitentes, mas alongadas perto da orla do anel-B, surgiu uma teoria dominante que diz que algumas pequenas luas com tamanhos de poucos quilómetros existem aí e têm gravidade suficiente para criar desvios verticais ainda maiores nas partículas do anel. As resultantes ondas do anel têm o nome de hélices, nome este que receberam devido ao seu aspeto individual. São estes grupos coerentes de partículas mais pequenas dos anéis que se supõe estarem a provocar estas longas sombras. A imagem foi captada em 2009 pela sonda Cassini, atualmente em órbita de Saturno. Esse ano situou-se perto do equinócio de Saturno, quando a luz solar batia diretamente sobre o plano dos anéis e provocava as sombras mais longas.
 

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