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  Astroboletim #1742  
  17/11 a 19/11/2020  
     
 
 

Peritagem à Lua

A superfície lunar foi palco de inúmeros impactos e amolgadelas. Tentaremos reconstruir algumas destas colisões, descrever danos e avaliar estragos na paisagem lunar.

O AstroClube tem por objetivo desenvolver uma componente didática mais importante que durante as observações das apresentações às estrelas, que são mais lúdicas.

Pretende-se que o AstroClube funcione como um "laboratório experimental" temático de astronomia. Assim, enquadram-se nesta filosofia uma cerca replicação do processo científico de descobertas na Astronomia, ou de exploração prática e "Hands-On" dos conceitos de astronomia.

Data: 18 ou 19 de novembro
Hora: 20:00 horas
Local:
Centro Ciência Viva do Algarve
Público-alvo:
Jovens e Adultos
Preço: 30€ (5 sessões)

INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 17/11: 322.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1970, a União Soviética aterra o Lunokhod 1 em Mare Imbrium, na Lua. É o primeiro robô controlado remotamente a aterrar noutro mundo, transportado pela Luna 17.

Observações: Durante o lusco-fusco, Saturno e Júpiter apontam diagonalmente para a fina Lua Crescente, baixa a sudoeste.
Pico da chuva de meteoros das Leónidas, numa noite sem Lua. Melhor altura para observação: das 3 horas da manhã até ao amanhecer de dia 18. É quando o radiante, na "foice" de Leão, está mais alto a sudeste.
As Leónidas têm sido fracas nestes últimos anos, mas sob condições ideais podemos contar mais de uma dúzia por hora. Os números baixam sob poluição luminosa e mais cedo na noite.

Dia 18/11: 323.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1923, nascia Alan Shepard, o primeiro americano no espaço.
Em 1989 a NASA lança o COBE (Cosmic Background Explorer).

Os instrumentos a bordo estudaram toda a esfera celeste a cada seis meses. As operações terminaram a 23 de dezembro de 1993. A partir de janeiro de 1994, foi transferido para o Wallops e serviu como satélite de testes. 
Em 1999, usando câmaras de vídeo, David Palmer, Brian Cudnick e Pedro Sada registam um impacto de uma Leónida na Lua. O evento torna-se no primeiro impacto cósmico lunar confirmado.
Em 2013, é lançada a MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN Mission) em direção a Marte.
Observações: A Lua Crescente junta-se a Júpiter e Saturno esta noite e amanhã. Ou assim parece. A Lua está a 1,3 segundos-luz da Terra, mas Júpiter está atualmente a 46 minutos-luz e Saturno a 87 minutos-luz de nós.
Entretanto, Altair (a 17 anos-luz), brilha alta para cima e para a direita dos planetas, mais ou menos a 45º de altitude logo após o anoitecer.
Altair é o olho brilhante de Águia. Logo para cima e para a direita de Altair está Tarazed, de terceira magnitude. A partir daí segue a espinha dorsal de Águia, juntamente com a Via Láctea caso tenha um céu suficientemente escuro. A maioria do brilho da Via Láctea vem de estrelas a milhares de anos-luz de distância.

Dia 19/11: 324.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1711, nascia Mikhail Lomonosov, cientista russo, conhecido por ser a primeira pessoa a teorizar a existência de uma atmosfera em Vénus.
Em 1881, um meteorito aterra perto da vila de Grossliebenthal, no sudoeste de Odessa, Ucrânia.
Em 1969, a Apollo 12 faz a segunda aterragem humana na Lua. Os astronautas Pete Conrad e Alan Bean pisam solo lunar no Oceano das Tempestades.
Em 1999, a China lança a missão Shenzhou 1, não tripulada, para órbita.

Torna-se assim na terceira nação da História a lançar um veículo capaz de transportar uma pessoa até ao espaço, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos.
Observações: A Lua forma hoje um triângulo achatado com Saturno e Júpiter. A Lua viaja sempre para este com o passar das horas, contra o fundo de estrelas e planetas. Com o passar da noite, consegue observar o triângulo a mudar de forma?

 
     
 
Curiosidades


A velocidade total da Estrela de Barnard relativamente ao Sol é de cerca de 500.000 km/h. Apesar de ser muito rápida, esta não é no entanto a estrela mais rápida conhecida. O que torna o movimento de uma estrela digno de nota é o quão rápido esta parece mover-se no céu noturno vista a partir da Terra, o chamado movimento aparente. A Estrela de Barnard cobre uma distância equivalente ao diâmetro da Lua no céu em 180 anos — embora este valor possa não parecer muito elevado é, sem dúvida, o movimento aparente mais rápido de todas as estrelas que observamos no céu.

 
 
   
Nuvem que deu origem ao Sistema Solar colapsou em menos de 200.000 anos

Há muito tempo - cerca de 4,5 mil milhões de anos - o nosso Sol e Sistema Solar formaram-se no curto espaço de tempo de 200.000 anos. Esta é a conclusão de um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore após observarem isótopos do elemento molibdénio encontrados em meteoritos.

O material que compõe o Sol e o resto do Sistema Solar veio do colapso de uma grande nuvem de gás e poeira há cerca de 4,5 mil milhões de anos. Ao observarem outros sistemas estelares que se formaram de forma semelhante ao nosso, os astrónomos estimam que provavelmente são necessários cerca de 1-2 milhões de anos para o colapso de uma nuvem e a ignição de uma estrela, mas este é o primeiro estudo que pode fornecer números para o nosso próprio Sistema Solar.

 
Impressão de artista da poeira e do gás em torno de um sistema planetário recém-formado.
Crédito: NASA
 

"Anteriormente, o período de formação não era realmente conhecido para o nosso Sistema Solar," disse o cosmoquímico Greg Brennecka, autor principal do artigo publicado na revista Science. "Este trabalho mostra que este colapso, que levou à formação do Sistema Solar, aconteceu muito depressa, em menos de 200.000 anos. Se escalarmos tudo isto para a expetativa de uma vida humana, a formação do Sistema Solar seria comparada a uma gravidez que dura cerca de 12 horas em vez de nove meses. Este foi um processo rápido."

Os sólidos mais antigos do sistema Solar são as inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAIs, em inglês "calcium-aluminum–rich inclusions"), e estas amostras fornecem um registo direto da formação do Sistema Solar. Estas inclusões de tamanho micrométrico a centimétrico nos meteoritos formaram-se num ambiente de alta temperatura (mais de 1300 Kelvin), provavelmente perto do jovem Sol. Foram então transportadas para a região onde os meteoritos condritos carbonáceos (e os seus corpos parentes) se formaram, onde podem ser encontrados hoje. A maioria das CAIs foram formadas há 4,567 mil milhões de anos, durante um período de aproximadamente 40.000 a 200.000 anos.

É aqui que entra a equipa do Laboratório Nacional Lawrence Livermore. A equipa internacional mediu as composições isotópicas e traços de uma variedade de CAIS obtidas de meteoritos condritos carbonáceos, incluindo o meteorito Allende, o maior condrito carbonáceo encontrado na Terra. Como descobriram que as composições isotópicas distintas de molibdénio (Mo) cobrem toda a gama de material que se formou no disco protoplanetário em vez de apenas uma pequena faixa, estas inclusões devem ter sido formadas dentro do intervalo de tempo do colapso da nuvem.

Uma vez que o período de tempo observado de acreção estelar (1-2 milhões de anos) é muito mais longo do que o tempo que as CAIs levaram para se formar, a equipa foi capaz de identificar qual a fase astronómica da formação do Sistema Solar registada pela formação das CAIs e, finalmente, quão depressa o material que compõe o Sistema Solar se acretou.

// Laboratório Nacional Lawrence Livermore (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Science)

 


Saiba mais

Sistema Solar:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Formação e evolução do Sistema Solar:
Wikipedia

Meteoritos:
Wikipedia
Condritos carbonáceos (Wikipedia)
Meteorito Allende (Wikipedia)

Inclusões ricas em cálcio e alumínio:
Wikipedia

Molibdénio:
Wikipedia

 
   
Decifrada a árvore genealógica da Via Láctea

Os cientistas sabem há algum tempo que as galáxias podem crescer graças à fusão de galáxias mais pequenas, mas a ancestralidade da nossa própria Galáxia, a Via Láctea, há muito que é um mistério. Agora, uma equipa internacional de astrofísicos conseguiu reconstruir a primeira árvore genealógica completa da nossa Galáxia, analisando as propriedades dos enxames globulares que orbitam a Via Láctea com inteligência artificial. O trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Os enxames globulares são grupos densos com até um milhão de estrelas que são quase tão antigos quanto o próprio Universo. A Via Láctea hospeda mais de 150 destes enxames, muitos dos quais se formaram nas galáxias mais pequenas que se fundiram para formar a Galáxia em que vivemos hoje. Os astrónomos suspeitam há décadas que a "velhice" dos enxames globulares significaria que podiam ser usados como "fósseis" para reconstruir as primeiras histórias da "montagem" das galáxias. No entanto, apenas com os modelos e observações mais recentes é que se tornou possível cumprir esta promessa.

 
Árvore genealógica das fusões galácticas da Via Láctea, inferida aplicando informações obtidas das simulações E-MOSAICS da população de enxames globulares. A grande progenitora da Via Láctea é denotada pelo tronco da árvore, colorida pela massa estelar. As linhas pretas indicam as cinco satélites identificadas. As linhas cinzentas pontilhadas indicam outras fusões que a Via Láctea provavelmente sofreu, mas que não podem ser ligadas a uma progenitora específica. Da esquerda para a direita, as seis imagens na parte superior da figura indicam as galáxias progenitoras identificadas: Sagitário, Sequóia, Kraken, a progenitora principal da Via Láctea, a progenitora das Correntes Helmi e a galáxia Gaia-Encélado-Salsicha.
 

Uma equipa internacional de investigadores liderada pelo Dr. Diederik Kruijssen do Centro para Astronomia da Universidade de Heidelberg e pelo Dr. Joel Pfeffer de da Universidade John Moores em Liverpool conseguiu agora inferir a história das fusões da Via Láctea e reconstruir a sua árvore genealógica, usando apenas os seus enxames globulares.

Para conseguir isto, desenvolveram uma suite de simulações avançadas de computador da formação de galáxias semelhantes à Via Láctea. As suas simulações, de nome E-MOSAICS, são únicas porque incluem um modelo completo para a formação, evolução e destruição dos enxames globulares.

Nas simulações, os cientistas conseguiram relacionar as idades, composições químicas e movimentos orbitais dos enxames globulares com as propriedades das galáxias progenitoras nas quais se formaram, há mais de 10 mil milhões de anos. Ao aplicarem estas informações a grupos de enxames globulares na Via Láctea, puderam não somente determinar quantas estrelas estas galáxias progenitoras continham, mas também quando se fundiram com a Via Láctea.

"O principal desafio de ligar as propriedades dos enxames globulares à história da fusão da sua galáxia-mãe sempre foi que a 'montagem' galáctica é um processo extremamente confuso, durante o qual as órbitas dos enxames globulares são completamente reorganizadas," explica Kruijssen.

"Para entender o complexo sistema que resta hoje, decidimos, portanto, usar a inteligência artificial. Treinámos uma rede neuronal artificial nas simulações E-MOSAICS para relacionar as propriedades dos enxames globulares com a história das fusões da galáxia hospedeira. Testámos o algoritmo dezenas de milhares de vezes nas simulações e ficámos surpresos com a precisão com que foi capaz de reconstruir as histórias das fusões das galáxias simuladas, usando apenas as suas populações de enxames globulares."

Inspirados por este sucesso, os investigadores propuseram-se a decifrar a história das fusões da Via Láctea. Para tal, usaram grupos de enxames globulares que se pensa terem sido formados na mesma galáxia progenitora com base no seu movimento orbital. Ao aplicar a rede neuronal a estes grupos de enxames globulares, os cientistas não só puderam prever as massas estelares e tempos de fusão das galáxias progenitoras com alta precisão, como também revelar uma colisão até então desconhecida entre a Via Láctea e uma galáxia enigmática, que os investigadores denominaram "Kraken".

"A colisão com Kraken deve ter sido a fusão mais significativa que a Via Láctea já sofreu," acrescenta Kruijssen. "Antes, pensava-se que uma colisão com a galáxia Gaia-Encélado-Salsicha, ocorrida há cerca de 9 mil milhões de anos, era o maior evento de colisão.

No entanto, a fusão com Kraken teve lugar há 11 mil milhões de anos, quando a Via Láctea era quatro vezes menos massiva. Como resultado, a colisão com Kraken deve ter realmente transformado a aparência da Via Láctea na época."

Juntas, estas descobertas permitiram que a equipa de investigadores reconstruísse a primeira árvore completa das fusões da nossa Galáxia. Ao longo da sua história, a Via Láctea canibalizou cerca de cinco galáxias com mais de 100 milhões de estrelas e cerca de quinze com pelo menos 10 milhões de estrelas. As galáxias progenitoras mais massivas colidiram com a Via Láctea há 6 a 11 mil milhões de anos.

Os cientistas esperam que as suas previsões estimulem estudos futuros para pesquisar os remanescentes destas galáxias progenitoras. "Os detritos de mais de cinco galáxias progenitoras foram agora identificados. Com os telescópios atuais e futuros, deverá ser possível encontrá-los todos," conclui Kruijssen.

// Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Simulação de Kruijssen+20 (Sociedade Astronómica Real via YouTube)

 


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Via Láctea:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
SEDS

 
   
Calor e poeira ajudam a lançar água marciana para o espaço

Cientistas usando um instrumento a bordo da sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN) da NASA descobriram que o vapor de água perto da superfície do Planeta vermelho é lançado para mais alto na atmosfera do que se pensava. Lá, é facilmente destruído pelas partículas de gás eletricamente carregadas - ou iões - e perdido para o espaço.

Os investigadores disseram que o fenómeno que descobriram é um dos vários que levaram a que Marte perdesse o equivalente a um oceano global de água com até centenas de metros de profundidade ao longo de milhares de milhões de anos. Relatando as suas descobertas na edição de 13 de novembro da revista Science, os cientistas disseram que Marte continua a perder água hoje à medida que o vapor é transportado para grandes altitudes após a sublimação das calotes polares congeladas durante as estações mais quentes.

"Todos nós ficámos surpresos ao encontrar água tão alto na atmosfera," disse Shane W. Stone, estudante de doutoramento em ciências planetárias no Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona em Tucson, EUA. "As medições que usámos só podem ter vindo da MAVEN conforme voa pela atmosfera de Marte, bem acima da superfície do planeta."

Para fazer a sua descoberta, Stone e colegas basearam-se nos dados do instrumento NGIMS (Neutral Gas and Ion Mass Spectrometer) da MAVEN, desenvolvido no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. O espectrómetro de massa "inala" o ar e separa os iões que o compõem por massa, que é como os cientistas os identificam.

Stone e a sua equipa rastrearam a abundância de iões de água a grandes altitudes marcianas durante mais de dois sols (anos marcianos). Ao fazê-lo, determinaram que a quantidade de vapor de água próximo do topo da atmosfera, cerca de 150 km acima da superfície, é mais alta durante o verão no hemisfério sul. Durante esta altura, o planeta está mais próximo do Sol e, portanto, mais quente, e é mais provável de ocorrer tempestades de poeira.

 
Este gráfico mostra como a quantidade de água na atmosfera de Marte varia dependendo da estação. Durante tempestades globais e regionais de poeira, que ocorrem durante o verão e primavera no hemisfério sul, a quantidade de água atinge máximos.
Crédito: Universidade do Arizona/Shane Stone/Goddard da NASA/Dan Gallagher
 

As temperaturas quentes de verão e os ventos fortes associados com as tempestades de poeira ajudam o vapor de água a atingir as partes superiores da atmosfera, onde pode ser facilmente quebrado nos seus elementos constituintes, oxigénio e hidrogénio. O hidrogénio e o oxigénio então escapam para o espaço. Anteriormente, os cientistas pensavam que o vapor de água estava preso perto da superfície marciana como na Terra.

"Tudo o que chega à parte superior da atmosfera é destruído, em Marte ou na Terra," disse Stone, "porque esta é a parte da atmosfera que está exposta à força total do Sol."

 
Esta ilustração mostra como a água é perdida em Marte normalmente vs. durante tempestades regionais ou globais de poeira.
Crédito: NASA/Goddard/CI Lab/Adriana Manrique Gutierrez/Krystofer Kim
 

Os investigadores mediram 20 vezes mais água do que o normal em dois dias de junho de 2018, quando uma forte tempestade global de poeira rodeou Marte (aquela que colocou o rover Opportunity da NASA fora de serviço). Stone e os seus colegas estimam que Marte perdeu tanta água em 45 dias durante esta tempestade como normalmente ocorre ao longo de um ano marciano inteiro, que dura dois anos terrestres.

"Mostrámos que as tempestades de poeira interrompem o ciclo da água em Marte e empurram as moléculas de água para cima na atmosfera, onde as reações químicas podem libertar os seus átomos de hidrogénio, que são perdidos para o espaço," disse Paul Mahaffy, diretor da Divisão de Exploração do Sistema Solar em Goddard e investigador principal do NGIMS.

Outros cientistas também descobriram que as tempestades marcianas de poeira podem elevar o vapor de água muito acima da superfície. Mas ninguém tinha percebido até agora que a água chegava até ao topo da atmosfera. Existem iões abundantes nesta região da atmosfera que podem quebrar as moléculas de água 10 vezes mais depressa do que são destruídas a níveis mais baixos.

"O que é único nesta descoberta é que fornece-nos um novo percurso que não pensávamos existir para a água escapar do ambiente marciano," disse Mehdi Benna, cientista planetário de Goddard e coinvestigador do instrumento NGIMS da MAVEN. "Isto vai mudar fundamentalmente as nossas estimativas de quão rápido a água está a escapar hoje e quão rápido escapou no passado."

// NASA (comunicado de imprensa)
// Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Science)

 


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25/01/2018 - Tempestades de poeira ligadas à fuga atmosférica de Marte
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Marte:
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Wikipedia
Atmosfera de Marte (Wikipedia)

MAVEN:
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NASA - 2
Wikipedia

 
   
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  Potenciais plumas em Europa podem vir de água na crosta (via NASA)
De acordo com uma nova investigação, plumas de vapor de água que podem estar a ser expelidas para o espaço podem vir da própria crosta gelada. Um modelo salienta um processo para salmoura movendo-se na concha da lua e eventualmente formando bolsas de água que podem entrar em erupção. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Galáxia NGC 5866 Vista de Lado
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, e Equipa do Legado Hubble (STScI/AURA); Reconhecimento: W. Keel (U. Alabama)
 
Porque é que esta galáxia é tão fina? Muitos discos galácticos são na realidade bastante finos como este de NGC 5866, na imagem acima, mas não são vistos de lado a partir do nosso ponto de vista. Uma galáxia que está situada de lado é a nossa própria Via Láctea. Classificada como uma galáxia lenticular, NGC 5866 tem inúmeras e complexas faixas de poeira de tom escuro e avermelhado, enquanto muitas das estrelas brilhantes no disco lhe dão um subjacente tom mais azul. O disco azul de estrelas jovens pode ser visto estendendo-se além da poeira do plano galáctico extremamente fino, enquanto o bojo no centro do disco parece mais laranja derivado das estrelas mais velhas e avermelhadas que provavelmente aí existem. Embora semelhante em massa com a nossa Galáxia, a luz demora cerca de 60.000 anos a atravessar NGC 5866, cerca de 30% menos do que a luz demora a atravessar a nossa Via Láctea. No geral, muitos discos galácticos são finos porque o gás que os formou colidiu com ele próprio enquanto rodava em redor do centro gravitacional. A galáxia NGC 5866 está situada a mais ou menos 44 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Dragão.
 
   
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