Dia 14/09: 257.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 nascia John Dobson. Fundador do "Sidewalk Astronomers" e inventor do telescópio dobsoniano.
Ensinou muitos a construir telescópios modestos e a usá-los: "Temos a responsabilidade de mostrar aos outros como é o nosso Universo a partir de um telescópio - e explicar o que estão a ver."
Em 1959, a sonda soviética Luna 2 colide com a Lua, tornando-se no primeiro objeto feito pelo Homem a lá chegar.
Em 2015, o LIGO faz a primeira observação direta de ondas gravitacionais com um instrumento na Terra, usando os interferómetros gémeos localizados em Livingston, Louisiana e em Hanford, Washington. O programa anunciou ou seus achados no dia 11 de fevereiro de 2016. Observações: A Lua brilha na "tampa" do "Bule de Chá" de Sagitário. Este está inclinado, como que a deitar chá para a direita, como todos os meses de setembro.
Dia 15/09: 258.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1968, lançamento da soviética Zond 5, tornando-se a primeira sonda a dar uma volta à Lua e a re-entrar na atmosfera da Terra.
Em 2017, termina a missão da sonda Cassini em Saturno, fragmentando-se na atmosfera do planeta. Observações: Júpiter, Saturno e a Lua formam uma gentil curva esta noite, com a Lua para a direita e um pouco para baixo. Estenda uma linha de Saturno pela Lua e continue a mesma distância na mesma direção, e encontrará o "Bule de Chá" de Sagitário.
Dia 16/09: 259.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1996, lançamento da missão STS-79 do vaivém Atlantis. Observações: A Lua brilha um pouco para baixo e para a direita de Saturno. O ponto para a esquerda dos dois astros é o planeta Júpiter.
Curiosidades
Existem mais de 187.400 kg de objetos artificais na Lua: restos de missões e sondas. Consulte aqui a lista.
Rover Perseverance recolhe peças do puzzle da história de Marte
O rover Perseverance da NASA recolheu com sucesso o seu primeiro par de amostras de rocha e os cientistas já estão a obter novas informações sobre a região. Depois de recolher a sua primeira amostra, chamada "Montdenier", no dia 6 de setembro, a equipa recolheu uma segunda, "Montagnac", da mesma rocha no dia 8 de setembro.
São visíveis dois buracos na rocha apelidada "Rochette", a partir da qual o rover Perseverance obteve as suas primeiras amostras. O rover perfurou o buraco à esquerda, de nome "Montagnac", no dia 7 de setembro, e o buraco à direita, chamado "Montdenier", dia 1 de setembro. Em baixo, está uma mancha redonda que o rover desgastou.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
A análise das rochas das quais as amostras Montdenier e Montagnac foram retiradas e a tentativa de amostragem anterior pelo rover podem ajudar a equipa científica a juntar a linha temporal do passado da área, que foi marcada por atividade vulcânica e períodos de água persistente.
"Parece que as nossas primeiras rochas revelam um ambiente sustentável potencialmente habitável," disse Ken Farley do Caltech, cientista do projeto da missão, que é liderada pelo JPL da NASA no sul da Califórnia. "É muito importante que a água tenha aí permanecido por muito tempo."
A rocha que forneceu as primeiras amostras da missão é de composição basáltica e pode ser o produto de fluxos de lava. A presença de minerais cristalinos em rochas vulcânicas é especialmente útil na datação radiométrica. A origem vulcânica da rocha pode ajudar os cientistas a datar com precisão quando se formou. Cada amostra pode servir como parte de um maior quebra-cabeças cronológico; coloquem-nas na ordem certa e os cientistas terão uma linha temporal dos eventos mais importantes na história da cratera. Alguns desses eventos incluem a formação da Cratera Jezero, o aparecimento e o desaparecimento do lago de Jezero e antigas mudanças no clima do planeta.
Além do mais, foram vistos sais nestas rochas. Estes sais podem ter sido formados quando a água subterrânea fluiu e alterou os minerais originais na rocha, ou mais provavelmente quando a água líquida se evaporou, deixando os sais. Os sais minerais nestas duas primeiras amostras rochosas também podem ter prendido pequenas bolhas de antiga água marciana. Se presentes, podem servir como cápsulas microscópicas do tempo, fornecendo pistas sobre o antigo clima e a habitabilidade de Marte. Os sais minerais também são conhecidos na Terra pela sua capacidade de preservar sinais de vida antiga.
A equipa científica do Perseverance já sabia que um lago tinha enchido a cratera; mas é mais incerto durante quanto tempo. Os cientistas não podiam descartar a possibilidade de que o lago de Jezero tivesse sido muito temporário; enchentes podem ter preenchido rapidamente a cratera de impacto e secado no espaço de 50 anos, por exemplo.
Mas o nível de alteração que os cientistas veem na rocha que forneceu as amostras - bem como na rocha que a equipa teve como alvo na sua primeira tentativa de amostragem - sugere que a água subterrânea esteve presente por muito tempo.
Esta água subterrânea pode estar relacionada com o lago que já existiu em Jezero, ou pode ter percorrido pelas rochas muito depois deste ter secado. Embora os cientistas ainda não possam dizer se alguma da água que alterou estas rochas esteve presente por dezenas de milhares ou milhões de anos, têm mais certeza de que esteve por lá tempo suficiente para tornar a área mais acolhedora para a vida microscópica passada.
"Estas amostras têm alto valor para futuras análises de laboratório na Terra," disse Mitch Schulte na sede da NASA, cientista do programa da missão. "Um dia, poderemos ser capazes de calcular a sequência e o 'timing' das condições ambientais que os minerais desta rocha representam. Isto ajudará a responder à grande questão científica da história e estabilidade da água líquida em Marte."
Próxima paragem, "South Séitah"
O Perseverance está atualmente a estudar o chão da cratera em busca de amostras que podem ser trazidas para a Terra e assim responder a questões profundas sobre a história de Marte. Amostras promissoras são seladas em tubos de titânio que o rover carrega no seu chassi, onde serão armazenadas até que o Perseverance as deixe cair para serem recuperadas por uma missão futura. O Perseverance provavelmente criará vários "depósitos" mais tarde na sua missão, onde deixará amostras para uma missão futura trazer para a Terra. Ter um ou mais depósitos aumenta a probabilidade de que amostras especialmente valiosas estejam acessíveis para recuperação e transporte para a Terra.
O próximo local provável de amostragem está a apenas 200 metros de distância em "South Séitah," uma série de cumes cobertos por dunas de areia, pedregulhos e fragmentos de rocha que Farley compara a "pratos partidos."
A recente recolha de amostras pelo rover representa o que é provavelmente uma das camadas rochosas mais jovens que podem ser encontradas no chão da Cratera Jezero. South Séitah, por outro lado, é provavelmente mais antiga e fornecerá à equipa científica um melhor cronograma para entender os eventos que moldaram o chão da cratera, incluindo o seu lago.
No início de outubro, todas as missões marcianas farão uma pausa no comando das suas naves por várias semanas, uma medida de proteção durante um período chamado conjunção solar de Marte. O Perseverance provavelmente só perfurará South Séitah algum tempo depois desse período.
Mais sobre a missão Perseverance
Um objetivo principal da missão do Perseverance em Marte é a investigação astrobiológica, incluindo a busca por sinais de vida microbiana antiga. O rover vai caracterizar a geologia do planeta e o clima passado e será a primeira missão a recolher e a armazenar rochas e rególito marciano, abrindo caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho.
As missões subsequentes da NASA, em cooperação com a ESA, vão enviar naves a Marte para recolher estas amostras armazenadas à superfície e trazê-las para a Terra para uma análise mais profunda.
A missão Mars 2020 do rover Perseverance faz parte da abordagem da exploração da Lua e de Marte da NASA, que inclui as missões Artemis à Lua que vão ajudar a preparar a exploração humana do Planeta Vermelho.
Planetas parecidos com a Terra noutros sistemas solares? Procuremos luas
Encontrar uma cópia exata da Terra, algures no Universo, soa como uma noção rebuscada, mas os cientistas pensam que, tal como a Terra surgiu no nosso Sistema Solar, algo semelhante deve existir noutro lugar. Siegfried Eggl, investigador na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e colegas dizem que as luas em órbita podem desempenhar um papel fundamental em manter os planetas habitáveis por longos períodos e identificaram um método para os encontrar.
Neste mapa de ressonâncias orbitais sobrepostas, as regiões entre as ressonâncias são coloridas a preto e podem permitir órbitas de satélites estáveis em condições ideais. A curva verde clara liga o primeiro ponto de intersecção entre ressonâncias adjacentes e marca um limite de estabilidade dentro do problema de três corpos.
Crédito: B. Quarles et al, 2021
"No nosso Sistema Solar, temos uma média de 20 luas em órbita de cada planeta. De modo que suspeitamos que também existam luas em torno de planetas noutros sistemas. Não há realmente nenhuma razão para que não haja nenhuma," comentou Eggl.
Eggle disse que os astrónomos que usam o ALMA (Atacama Large Millimeter Array) observaram recentemente o que pensam ser evidências de uma lua a formar-se em torno do exoplaneta PDS 70c. A próxima etapa é encontrar luas em torno de planetas que têm duas estrelas.
Alguns planetas noutros sistemas solares podem ser vistos usando telescópios muito grandes como o ALMA, o Observatório W. M. Keck no Hawaii, ou o ESO no Chile, mas as luas totalmente formadas ainda são demasiado pequenas para serem detetadas.
"Nós sabemos que elas estão lá. Só precisamos de observar mais eficazmente. Mas dado que é muito difícil vê-las, identificámos uma maneira de as detetar por meio do efeito que têm num planeta usando variações de tempo de trânsito."
Eggl disse que podem observar como os planetas se comportam em órbita e comparar essas observações com modelos com e sem luas.
"Sabemos que os planetas, estrelas e luas no nosso Sistema Solar interagem gravitacionalmente como um jogo de tabuleiro gigante," disse Eggl. "A Lua está a interagir com a Terra e a diminuir a sua própria rotação, mas o Sol também está lá, puxando ambos. Uma segunda estrela atuaria como outro perturbador externo ao sistema."
Quando um planeta passa em frente de uma estrela, esta diminui um pouco de brilho, explicou Eggl. Uma lua puxando o planeta faria com que o escurecimento da estrela ocorra algumas vezes antes e outras vezes mais tarde. Num sistema binário, variações adicionais no tempo de trânsito são devidas às órbitas elípticas forçadas do planeta e da sua lua. Se detetadas, essas variações podem levar a perceções adicionais sobre as propriedades do sistema.
Assim como se pode provar que há vento observando como as árvores se movem, Eggl disse: "Esta é uma prova indireta de uma lua porque não há nada mais que possa puxar o planeta dessa maneira."
Claro, isto pressupõe que os planetas não perderam as suas luas ao longo do caminho.
"Primeiro tivemos que determinar as ressonâncias orbitais nos sistemas que examinámos," disse Eggl. "Quando luas e planetas têm órbitas ligeiramente elípticas, nem sempre se movem na mesma velocidade. Quanto mais excêntrica uma órbita, mais frequências podem ser excitadas, e vemos que essas ressonâncias se tornam cada vez mais importantes. Em algum ponto, haverá ressonâncias sobrepostas que podem levar ao caos no sistema. No entanto, no nosso estudo mostrámos que há "bens imóveis" estáveis o suficiente para merecer uma busca completa em torno de planetas em sistemas duplos."
Billy Quarles, autor principal do estudo, acrescenta: "A principal diferença com os sistemas binários é que a estrela companheira atua como a maré na praia, sobe periodicamente e retira orla marítima. Com uma órbita binária mais excêntrica, é removida uma porção maior do 'bem imóvel'. Isto pode ajudar muito na nossa busca por luas noutros sistemas estelares."
O resultado final para Eggle é que o nosso Sistema Solar provavelmente não é tão especial quanto gostaríamos de pensar que é.
"Se pudermos usar este método para mostrar que existem outras luas por aí, então provavelmente existem outros sistemas semelhantes ao nosso," disse. "A Lua também é provavelmente crítica para a evolução da vida no nosso planeta, porque sem a Lua a inclinação do eixo da Terra não seria tão estável, cujos resultados seriam prejudiciais para a estabilidade climática. Outros estudos revistos por pares mostraram a relação entre luas e a possibilidade de vida complexa."
Físicos descobrem que os buracos negros exercem pressão
Físicos da Universidade de Sussex, na primeira descoberta científica do género, descobriram que os buracos negros exercem uma pressão sobre o meio ambiente.
Em 1974, Stephen Hawking fez a descoberta de que os buracos negros emitem radiação térmica. Antes disso, pensava-se que os buracos negros eram inertes, os estágios finais de uma estrela massiva moribunda.
Os cientistas da Universidade de Sussex demonstraram que são, na verdade, sistemas termodinâmicos ainda mais complexos, com não apenas temperatura, mas também pressão.
Primeira imagem de um buraco negro, usando observações do EHT (Event Horizon Telescope) do centro da galáxia M87. A imagem mostra um anel brilhante formado à medida que a luz é curvada sob a intensa gravidade em redor de um buraco negro 6,5 mil milhões de vezes mais massivo do que o Sol.
Crédito: Colaboração EHT
A descoberta fortuita foi feita pelo professor Xavier Calmet e por Folkert Kuipers do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Sussex, e publicada na revista Physical Review D.
Calmet e Kuipers ficaram perplexos com um valor extra apresentado nas equações que estavam a executar em correções gravitacionais quânticas para a entropia de um buraco negro.
Durante uma discussão sobre este curioso resultado no dia de Natal de 2020, surgiu a compreensão que o que estavam a ver comportava-se como uma pressão. Após cálculos adicionais, confirmaram a sua emocionante descoberta de que a gravidade quântica pode levar a uma pressão nos buracos negros.
Xavier Calmet, professor de física na Universidade de Sussex, disse: "A nossa descoberta de que os buracos negros de Schwarzschild têm pressão e temperatura é ainda mais emocionante, visto que foi uma surpresa total. Estou muito satisfeito que a investigação que estamos a realizar na Universidade de Sussex sobre a gravidade quântica tenha promovido, à comunidade científica, uma compreensão mais ampla da natureza dos buracos negros.
"A intuição marcante de Hawking, de que os buracos negros não são negros, mas têm um espectro de radiação muito semelhante ao de um corpo negro, torna os buracos negros um laboratório ideal para investigar a interação entre a mecânica quântica, a gravidade e a termodinâmica.
"Se considerarmos os buracos negros apenas dentro da relatividade geral, podemos mostrar que têm uma singularidade nos seus centros onde as leis da física como as conhecemos devem ser quebradas. Espera-se que, quando a teoria quântica de campos for incorporada à relatividade geral, possamos encontrar uma nova descrição dos buracos negros.
O nosso trabalho é um passo nessa direção e, embora a pressão exercida pelo buraco negro que estávamos a estudar seja minúscula, a sua presença abre múltiplas possibilidades, abrangendo o estudo da astrofísica, da física de partículas e da física quântica."
Folket Kuipers, investigador de doutorado na escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade de Sussex, disse: "É emocionante trabalhar numa descoberta que aprofunde a nossa compreensão dos buracos negros - especialmente como estudante de investigação.
"O momento em que percebemos que o resultado misterioso nas nossas equações estava a dizer-nos que o buraco negro que estudávamos tinha uma pressão - após meses a lidar com ele - foi estimulante.
"O nosso resultado é uma consequência da investigação de ponta que estamos a realizar em física quântica na Universidade de Sussex e lança nova luz sobre a natureza quântica dos buracos negros."
O maior Universo virtual, grátis para quem quiser explorar (via CfCA)
Esqueça os jogos online que prometem um "mundo inteiro" para explorar. Uma equipa internacional de investigadores gerou todo um UNIVERSO virtual, e disponibilizou-o gratuitamente na "cloud". Uchuu ("espaço sideral" em japonês) é a maior e mais realista simulação do Universo até hoje. A simulação Uchuu consiste de 2,1 biliões de partículas num cubo computacional com 9,63 mil milhões de anos-luz de lado. Ler fonte
Ainda brilhante nos céus noturnos do planeta Terra, as observações telescópicas de Saturno e dos seus belos anéis costumam torná-lo uma excelente atração nas astrofestas. Mas esta vista deslumbrante dos anéis e do lado noturno de Saturno não é possível a partir de telescópios mais próximos do Sol do que o planeta gigante. Eles só podem mostrar o lado diurno de Saturno. De facto, esta imagem do crescente iluminado de Saturno, com a sombra da noite projetada no seu amplo e complexo sistema de anéis, foi capturada pela nave espacial Cassini. A sonda robótica chamou à órbita de Saturno casa durante 13 anos antes de ser direcionada para mergulhar na atmosfera do gigante gasoso no dia 15 de setembro de 2017. Este magnífico mosaico é composto por exposições registadas pela câmara de grande angular da Cassini apenas dois dias antes do seu mergulho do Grande Final. A noite de Saturno só será vista novamente quando lá estiver outra espaçonave feita por humanos.
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