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Dia 09/03: 68.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1564 nascia David Fabricius, descobridor da primeira estrela variável (Mira, ou Omicron Ceti).
Em 1974, voo rasante da sonda soviética Mars 7 por Marte.

Observações: Saturno está em oposição.
Mesmo depois do anoitecer por esta altura, o céu alto a Norte é razoavelmente pobre em estrelas, desde a Polar até Cocheiro. Este é o reino da grande mas ténue constelação Camelopardalis, a Girafa. Se tem acesso a um céu escuro e está à procura de um desafio, tente observar a sua figura de 4.ª magnitude usando um mapa celeste.
Dia 10/03: 69.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, ocorreu a maior aproximação do cometa C/1998 M5 (LINEAR) pela Terra (1,534 UA).

Observações: Lua Cheia.
Girafa é o lar da grande galáxia NGC 2403, de magnitude 9, que seria mais conhecida pelos astrónomos amadores se não ficasse numa constelação tão obscura. A galáxia, no entanto, não é muito difícil de encontrar. Fica a uns 8º do nariz da Ursa Maior. |
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MISSÃO KEPLER PARTE EM BUSCA DE NOVOS MUNDOS |
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A missão Kepler, da NASA, foi lançada com sucesso a partir da Estação da Força Aérea Norte-americana de Cabo Canaveral, Flórida, a bordo de um foguetão Delta II da United Launch Alliance às 10:49 EST, na sexta-feira. A missão Kepler foi concebida para encontrar o primeiro planeta do tamanho da Terra orbitando estrelas distantes que possam ter água líquida na superfície do planeta. Esta pretensão é importante por se julgar que a água líquida é essencial para a formação da vida.
"Foi um lançamento fantástico", disse James Fanson, gestor do Projecto Kepler do Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, na Califórnia. "A nossa equipe está entusiasmada por fazer parte de algo tão relevante para a raça humana. A missão Kepler vai ajudar a perceber se a nossa Terra é única, ou se existem outros planetas como ela lá longe. "
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Descolagem do foguetão Delta II que leva a bordo a Kepler.
Crédito: NASA/Jack Pfaller.
(clique na imagem para ver versão maior) |
Os engenheiros receberam um sinal do telescópio Kepler às 12:11 de sábado, depois de este se separar dos seus restos da terceira fase de separação do foguetão e ter entrado na sua órbita solar final, órbita que descreve viajando cerca de 1600 quilómetros atrás da Terra. O telescópio está a gerar sua própria energia a partir de painéis solares.
"Kepler agora tem o lugar perfeito para analisar mais de 100.000 estrelas em busca de sinais de planetas", disse William Borucki, o investigador científico principal da missão no Centro de Pesquisa Ames, da NASA, em Moffett Field, na Califórnia. Borucki já trabalha na missão há 17 anos. "Toda a gente está muito animada na esperança de que o nosso sonho se torne uma realidade. Estamos à beira de compreender se as "Terras" são omnipresentes na galáxia."
Os engenheiros começaram agora a verificar o telescópio Kepler para garantir que ele está a funcionar correctamente, um processo que recebe o nome de "comissionamento" e que demorará cerca de 60 dias. Daqui a cerca de um mês ou menos, a NASA vai enviar os comandos para o Kepler para ejectar a sua tampa, de modo a permitir que faça as suas primeiras medições. Após um mês de calibrações do único instrumento do telescópio Kepler, um CCD campo largo, o telescópio vai começar a procurar planetas.
Os primeiros planetas a ser detectados pelo Kepler pensa-se que serão "Júpiteres quentes" - gigantes gasosos que orbitam próximo e rápido em torno das suas estrelas.Os telescópios espaciais Hubble e Spitzer da NASA acompanharão estes planetas de modo a aprender mais sobre as suas atmosferas. Seguidamente serão detectados planetas com as dimensões de Neptuno, e seguidamente planetas rochosos com dimensões próximas das da Terra. Os verdadeiros análogos da Terra - planetas orbitam estrelas como o nosso Sol a distâncias a que possam existir águas superficiais e, eventualmente, a vida - levarão pelo menos três anos para descobrir e confirmar. Telescópios terrestres também contribuirão para a missão de confirmar alguns dos que forem encontrados.
No final, o telescópio Kepler irá dar-nos o nosso primeiro olhar para a frequência do tamanho da Terra-nos planetas na nossa galáxia, a Via Láctea, assim como a frequência com que eles poderão teoricamente ser planetas habitáveis.
"Mesmo se não encontrarmos planetas como Terra, isso, só por si, tem implicações profundas. Seria uma indicação de que provavelmente estamos sozinhos na galáxia", disse Borucki.
Links:
Nota de Imprensa :
NASA
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve:
20 de Fevereiro de 2008 - Muitas, talvez a maioria das estrelas tipo-Sol podem formar planetas
25 de Junho de 2008 - Astrónomos à beira de descobrir gémeo da Terra
4 de Fevereiro de 2009 - COROT descobre o planeta extrasolar mais pequeno até agora
6 de Fevereiro de 2009 - Telescópio Kepler irá pesquisar "Terras" extrasolares
18 de Fevereiro de 2009 - Via Láctea poderá ter milhares de milhões de "Terras"
6 de Março de 2009 -Telescópio Kepler é lançado hoje
Outras Notícias :
CBS News
Universe Today
Astropixie
Video do lançamento:
YouTube
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TAMBÉM EM DESTAQUE |
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Vida em Ceres: Poderá o Planeta anão ser a fonte da Panspermia? (via Space.com)
É especulado há muito tempo que o planeta anão Ceres pode albergar uma grande quantidade de água. Com a promessa de água vem a esperança de que a vida possa estar presente neste pequeno mundo que orbita o Sol na cintura asteróides entre Marte e Júpiter. Pode pensar-se que a busca de vida no Sistema Solar tem sido um pouco louca pois, ao fim e ao cabo, não se encontrou vida em qualquer outro lugar que não seja o nosso próprio planeta. No entanto, na eventualidade de descobrirmos vida noutros corpos planetários para além da Terra, talvez a hipótese panspermia seja mais do que apenas uma curiosidade académica. Porque é que Ceres é, de repente, tão interessante? Em primeiro lugar, porque provavelmente tem água. Em segundo lugar, o ex-asteróide é tão pequeno que fragmentos de Ceres poderiam ter sido lançados para o espaço pelos impactos dos meteoritos mais facilmente do que nos corpos planetários maiores, o que o tornaria um excelente candidato para semear a vida na Terra. No entanto, como se teria formado a vida em Ceres?... [Ler fonte]
Opportunity: A HiRISE ajuda a escolher o percurso de Rover (via Universidade do Arizona/HiRISE)
Existem dois rovers dois operacionais que têm rodado pela paisagem marciana ao longo de cinco anos (quando foram concebidos para durar apenas três meses), e temos três satélites que orbitam Marte realizando uma série de importantes estudos científicos. Um dos instrumentos em órbita a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e que se encontra mais de 250 km acima da superfície do Planeta Vermelho está a realizar um "reconhecimento" bastante simpático. A High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) está a ajudar o seu amigo itinerante, o rover Opportunity, a definir a melhor rota através das dunas de areia ondulada de Meridiani planum. Máquinas a ajudar máquinas em Marte... [Ler fonte] |
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Europa Gibosa - Crédito:Galileo Project, JPL, NASA; reprocessado por Ted Stryk |
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(clique na imagem para ver versão maior) |
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Embora a fase da lua possa parecer familiar, a lua em si não tem nada de familiar. De facto, esta fase gibosa revela parte da lua de Júpiter chamada Europa. A sonda espacial Galileo captou esta imagem durante a sua missão orbital em redor de Júpiter, entre 1995-2003. São visíveis as planícies de gelo brilhante, as fissuras que correm para o horizonte, e manchas escuras que provavelmente contêm quer gelo quer poeiras (sujidade). As elevações do terreno são particularmente visíveis próximo do terminador (onde as partes iluminada e escura se tocam), por serem mais longas as sombras projectadas. Europa é quase do mesmo tamanho que a Lua da Terra, mas muito mais suave, apresentando poucas crateras altas ou grandes. As sondagens e imagens da sonda Galileo, indicaram que poderiam existir oceanos líquidos debaixo da superfície gelada. Para testar a especulação de que estes mares podem assegurar vida, a ESA e a NASA começaram juntas o desenvolvimento preliminar da missão Europa Jupiter System Mission, uma nave espacial a desenvolver para um melhor estudo de Europa. Se a superfície gelada for suficientemente fina, uma futura missão poderia deixar cair robôs aquáticos (hydrobots) que escavem para o interior dos oceanos em busca de vida.
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