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Dia 14/12: 348.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1546 nascia Tycho Brahe.

Nascido em Knudstrup, o astrónomo dinamarquês estabeleceu o primeiro observatório moderno e alterou muitas teorias Copernianas. Deu a Kepler o seu primeiro trabalho no campo.
Em 1911, Roald Amundsen escreve no seu diário o estranho comportamento do Sol no céu ao chegar ao Pólo Sul (possivelmente o primeiro grupo a alcançar qualquer um dos pólos).
Em 1962, a sonda americana Mariner 2 encontra Vénus e torna-se na primeira sonda interplanetária com êxito.
Em 1972, Eugene Cernan torna-se na última pessoa a pisar a Lua, após ele e Harrison Schmidt completarem o terceiro e último EVA (actividade extra-veicular) da missão Apollo 17.
Observações: O Inverno está a apenas uma semana de distância, mas Vega, a "Estrela de Verão", ainda é a estrela mais brilhante a Oeste-Sudoeste ao início da noite. A estrela mais brilhante para cima de Vega é Deneb, em Cisne. Vega está a 25 anos-luz da Terra. Deneb, uma supergigante branca, está a cerca de 1600 anos-luz.
Por estas noites ocorre a chuva de meteoros das Geminídeas, uma excelente oportunidade para observar "estrelas cadentes".
Tenha em atenção que dependendo da Lua e da hora em que os observa, o número de meteoros observáveis poderá oscilar.
Dia 15/12: 349.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965 as Gemini 6 e 7 realizam o seu primeiro encontro entre duas naves em órbita da Terra.

Os astronautas da Gemini 6 eram Walter Schirra e Thomas Stafford, e os da Gemini 7 Frank Borman e James A. Lovell Jr.
Em 1970, a sonda soviética Venera 7 aterra em Vénus e torna-se na primeira sonda a transmitir dados de outro planeta. Embora esta transmissão tivesse durado apenas 23 minutos, possivelmente devido à sonda ter aterrado de lado por causa de uma avaria no seu pára-quedas, os sensores de temperatura e pressão confirmaram que a pressão à superfície do planeta era noventa vezes maior que na Terra e a temperatura era de mais de 475 graus centígrados.
Em 1984 era lançada a Vega 1 (missão para o planeta Vénus e Cometa Halley).
Observações: Aproveite a noite para fazer umas fotos da Grande Nebulosa de Orionte.
Dia 16/12: 350.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1857 nascia Edward Emerson Barnard, astrónomo americano.

É mais conhecido pela sua descoberta da estrela de Barnard em 1916, com este nome em sua honra.
Em 1965 a Pioneer 6 foi lançada para uma órbita solar entre Vénus e a Terra.
Em 2000, usando dados científicos registados pela sonda em Júpiter, Galileu, a 20 de Maio, os cientistas do JPL anunciam provas de um oceano salgado por baixo da superfície de Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar. Junta-se a Calisto e a Europa como luas de Júpiter com prováveis oceanos de água líquida por baixo do gelo.
Observações: Ainda nem é Inverno, mas a Ursa Maior já está começando a sua longa ascensão anual no céu nocturno. Pelas 21:00 já consegue ver a frigideira a nascer por trás do horizonte a Norte-Nordeste. Estará na sua posição mais alta nas quentes noites de Maio e Junho. |
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Esta semana, dia 15, a sonda Mars Odyssey da NASA irá atingir o recorde de maior duração de uma missão em Marte (3340 dias, desde 21 de Outubro de 2001), ultrapassando o recorde da Mars Global Surveyor (de 11 de Setembro de 1997 a 2 de Novembro de 2006, 3339 dias). |
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SONDA DA NASA OBSERVA DECLÍNIO DO VENTO SOLAR A CAMINHO DO ESPAÇO INTERESTELAR |
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A odisseia de 33 anos da sonda Voyager 1 da NASA alcançou um ponto distante da fronteira do nosso Sistema Solar, onde não existe movimento externo do vento solar.
Agora viajando na direcção do espaço interestelar a uns 17,4 mil milhões de quilómetros do Sol, a Voyager 1 alcançou uma área onde a velocidade do gás quente ionizado, ou plasma, que emana para fora do Sol, diminuiu para zero. Os cientistas suspeitam que o vento solar está agora "de lado" devido à pressão do vento interestelar na região entre as estrelas.
O evento é um grande marco na passagem da Voyager 1 pela concha turbulenta da esfera de influência do Sol e da sua futura despedida do nosso Sistema Solar.
"O vento solar 'virou a esquina'", afirma Ed Stone, cientista do projecto Voyager no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA. "A Voyager 1 aproxima-se do espaço interestelar."
O nosso Sol liberta uma corrente de partículas carregadas que formam uma bolha conhecida como heliosfera em torno do Sistema Solar. O vento solar viaja a velocidades supersónicas até que atravessa uma onda de choque denominada choque de terminação. Neste ponto, o vento solar diminui dramaticamente de velocidade e aquece.
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Ilustração de artista da sonda Voyager 1.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior) |
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Lançada a 5 de Setembro de 1977, a Voyager 1 atravessou o choque de terminação em Dezembro de 2004. Os cientistas usaram os dados do LECPI (Low-Energy Charged Particle Instrument) para deduzir a velocidade do vento solar.
Quando a velocidade das partículas carregadas que atingem o lado da sonda contrário ao do Sol coincidiram com a sua velocidade, os pesquisadores souberam que a velocidade do vento solar era zero. Isto ocorreu em Junho, quando a Voyager 1 estava a 17 mil milhões de quilómetros do Sol.
Dado que as velocidades podem flutuar, os cientistas registaram mais quatro leituras mensais antes de se convencerem que a velocidade do vento solar tinha realmente diminuído para zero. A análise dos dados mostra que a velocidade de vento solar diminuiu firmemente a cerca de 72.420,48 km/h por ano desde Agosto de 2007, quando o vento solar viajava a cerca de 209.214,72 km/h. A velocidade permanece nula desde Junho.
"Quando me apercebi que estávamos a receber zeros sólidos, fiquei impressionado," afirma Rob Decker, co-investigador do LECPI da Voyager e cientista do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA. "Aqui estava a Voyager, uma sonda que trabalha arduamente há já 33 anos, mostrando-nos outra vez algo completamente novo."
Os cientistas acreditam que a Voyager 1 ainda não entrou no espaço interestelar. Isso significaria uma súbita descida na densidade de partículas quentes e um aumento na densidade de partículas frias. Os cientistas estão a colocar os dados nos seus modelos da estrutura da heliosfera e deverão ser capazes de melhor estimar o momento em que a Voyager 1 irá atravessar para o espaço interestelar. Actualmente estimam que chegará a essa fronteira daqui a quatro anos.
"Em Ciência, não há nada como uma verificação da realidade para agitar as coisas, e a Voyager 1 ofereceu-nos uma com factos concretos," afirma Tom Krimigis, investigador principal do LECPI, do Laboratório de Física Aplicada e da Academia de Atenas, Grécia. "Uma vez mais, enfrentamos o desafio de refazer os nossos modelos."
Uma sonda-gémea, a Voyager 2, foi lançada a 20 de Agosto de 1977 e está a 14 milhões de quilómetros do Sol. Ambas as sondas viajam a trajectórias diferentes e a velocidades diferentes. A Voyager 1 viaja mais depressa, a uma velocidade aproximada de 61.155 km/h, em comparação com os 56.327 km/h da Voyager 2. Nos próximos anos, os cientistas esperam que a Voyager 2 encontre o mesmo tipo de fenómeno que a Voyager 1.
Links:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
27/05/05 - Voyager alcança fronteira do Sistema Solar
29/11/07 - Sondas Voyager celebram 30.º aniversário
Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
PHYSORG.com
Discover
BBC News
Voyager 1:
NASA
Wikipedia |
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FOTOGRAFADO PRIMEIRO SISTEMA COM QUATRO EXOPLANETAS |
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Astrónomos anunciaram a descoberta de um quarto planeta gigante, juntando-se a outros três em órbita de uma estrela próxima, com informação que desafia o nosso conhecimento actual de formação planetária. A estrela, jovem e poeirenta, é HR 8799 e está localizada a 129 anos-luz de distância, reconhecida pela primeira vez em 2008 quando os mesmos astrónomos apresentaram as primeiras imagens de um sistema planetário em órbita de uma estrela que não o nosso Sol.
Agora, uma equipa de pesquisa do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC), da Universidade da Califórnia (UCLA) e do Observatório Lowell, descobriu um quarto planeta com cerca de 7 vezes a massa de Júpiter - parecido aos outros três. Usando ópticas adaptivas de alto contraste e perto do infravermelho, acopladas ao telescópio Keck II no Hawaii, os astrónomos fotografaram o quarto planeta (denominado HR 8799 e) em 2009 e confirmaram a sua existência e órbita em 2010. A pesquisa aparece na edição de 8 de Dezembro da revista Nature.
"As imagens deste novo planeta interior no sistema é a culminação de 10 anos de inovações, do estável progresso de optimizar cada observação e passo na análise para permitir a detecção de planetas localizados cada vez mais perto das suas estrelas," afirma Christian Marois, antigo pós-doutorado do LLNL e agora no NRC, o autor principal do novo artigo.
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Imagens do sistema planetário HR 8799: HR 8799 b (5 vezes a massa de Júpiter), HR 8799 c e HR 8799 d (7 vezes a massa de Júpiter) e o novo planeta HR 8799 e (a estrela é referida como HR 8799 A).
Crédito: NRC-HIA, Christian Marois, Observatório Keck
(clique na imagem para ver versão maior) |
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Se este planeta recém-descoberto estivesse localizado em órbita do nosso Sol, situar-se-ia entre Saturno e Urano. Esta versão gigante do nosso Sistema Solar é jovem, com aproximadamente 30 milhões de anos, em comparação com o nosso Sistema, que tem aproximadamente 4,6 mil milhões de anos.
Embora o sistema seja muito parecido ao nosso, de outras perspectivas é muito mais extremo - a massa combinada dos quatro planetas gigantes pode ser 20 vezes maior, e as cinturas asteroidais e cometárias são densas e turbulentas. De facto, os planetas gigantes atraem-se gravitacionalmente, e o sistema pode estar à beira da destruição.
Esta equipa de cientistas simulou milhões de anos de evolução do sistema, e mostrou que para terem sobrevivido tanto tempo, os três planetas mais interiores têm que orbitar tão pontualmente como um relógio. O novo planeta tem que orbitar a estrela exactamente quatro vezes enquanto o segundo planeta termina duas órbitas no tempo em que o exterior completa uma. Este comportamento foi observado pela primeira vez nas luas de Júpiter mas nunca tinha sido visto nesta escala.
O estudo das órbitas dos planetas também ajuda a estimar as suas massas. "As nossas simulações mostram que se os objectos não fossem planetas, mas 'anãs castanhas' supermassivas, o sistema teria já desabado," afirma Quinn Konopacky, investigador pós-doutorado do Instituto de Geofísica e Física Planetária do LLNL e também autor do artigo. "Como consequência, descobrimos realmente um novo e único sistema de planetas" (as anãs castanhas são "estrelas falhadas", com demasiado pouca massa para suster uma fusão estável do hidrogénio, mas maior que planetas). "Ainda não sabemos se o sistema vai durar milhares de milhões de anos, ou quebrar-se depois. À medida que os astrónomos seguem cuidadosamente os planetas de HR 8799 durante as décadas seguintes, a questão de quão estáveis são as suas órbitas deverá tornar-se muito mais clara."
A origem destes quatro planetas gigantes permanece um mistério. Não segue o modelo de acreção, no qual os planetas se formam gradualmente perto das estrelas onde a poeira e o gás são espessos, nem o modelo de fragmentação de disco, no qual um turbulento disco de formação planetária arrefece rapidamente e colapsa nos seus limites. Bruce Macintosh, cientista do LLNL e investigador principal do programa do Observatório Keck, realça: "Não há nenhum modelo simples que possa explicar todos os quatro planetas nas suas posições actuais. É um desafio para os nossos colegas teóricos."
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Representação esquemática do sistema HR 8799 em comparação com o nosso próprio Sistema Solar, que motra os planetas de HR 8799 e Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno do nosso Sistema Solar. As observações infravermelhas feitas por telescópios espaciais mostram que HR 8799 tem uma cintura de asteróides, milhares de vezes mais densa que a nossa, gravitacionalmente esculpida por HR 8799 e do mesmo modo que Júpiter esculpe a nossa cintura de asteróides, e uma cintura de cometas exterior, parecida mas muito mais massiva que a nossa própria cintura de Kuiper.
Crédito: NRC-HIA, Christian Marois, Observatório Keck
(clique na imagem para ver versão maior) |
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As observações prévias mostram evidências de uma poeirenta cintura de asteróides orbitando perto da estrela - a gravidade do novo planeta ajuda a localizar estes asteróides, confinando as suas órbitas tal como Júpiter no nosso Sistema Solar. "Além de ter quatro planetas gigantes, ambos os sistemas têm também duas 'cinturas de detritos' compostas por pequenos objectos rochosos e/ou gelados, bem como imensas e minúsculas partículas de poeira, similares às cinturas de asteróides e de Kuiper do nosso Sistema Solar", acrescentou o co-autor Ben Zuckerman, professor de física e astronomia na UCLA.
"Imagens como estas transportam o campo de exoplanetas para a era de caracterização. Os astrónomos podem agora examinar directamente as propriedades atmosféricas de quatro planetas gigantes em órbita de outra estrela, todos com a mesma jovem idade e que se formaram com os mesmos materiais", afirma Travis Barman, teórico exoplanetário do Observatório Lowell e co-autor do artigo.
"Penso que é bastante provável que haja mais planetas no sistema e que ainda não conseguimos detectar," afirma Macintosh. "Uma das coisas que distingue este sistema da maioria dos planetas extrasolares já conhecidos, é que HR 8799 tem os seus planetas gigantes nas suas secções exteriores - tal com o nosso Sistema Solar - e tem "espaço" para planetas terrestres mais pequenos - ainda para lá das nossas capacidades de observação - nas suas secções interiores."
"É incrível ver quão longe já chegámos em poucos anos," acrescenta Macintosh. "Em 2007, quando vimos pela primeira vez este sistema, mal conseguíamos observar dois planetas para lá do equivalente à órbita de Plutão. Agora conseguimos fotografar um quarto planeta quase onde Saturno se encontra, em relação ao nosso Sistema Solar. É outro passo na direcção do objectivo final - ainda a mais de uma década de distância - fotografar outro planeta como a Terra."
Links:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
03/09/2010 - Espectro de jovem exoplaneta gasoso contém resultados surpreendentes
16/04/2010 - Modesto telescópio terrestre fotografa três exoplanetas
15/11/2008 - Grandes descobertas: primeiras imagens de planetas em torno de outras estrelas
Notícias relacionadas:
Observatório Keck (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
Universe Today
Astronomy Now Online
Space Daily
UPI.com
PHYSORG.com
National Geographic
Nature
MSNBC
HR 8799:
Wikipedia
Exoplanet.eu
HR 8799 e:
Wikipedia
Exoplanet.eu
Planetas extrasolares:
Wikipedia
Wikipedia (lista)
Wikipedia (lista de extremos)
Catálogo de planetas extrasolares vizinhos (PDF)
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net
Observatório Keck:
Página oficial
Wikipedia |
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