12/12/19 - Palestra - INVERNO / SOLSTÍCIO
20:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema: "INVERNO / SOLSTÍCIO", seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável). Local:CCVAlg Adultos: 2€ | Jovens: 1€ Pré-inscrição:siga este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 10/12: 344.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1684, a derivação das leis de Kepler por Isaac Newton, que formam a sua teoria da gravidade, no artigo De motu corporum in gyrum, é lida à Sociedade Real por Edmund Halley.
Em 1901 foram atribuídos pela primeira vez os prémios Nobel.
Röntgen receberia o da Física pela descoberta dos raios-X.
Em 1974, lançamento da Helios A, uma missão americana/germânica que consistia em duas naves desenhadas (lançamento da Helios B teve lugar em 15/01/1976) para penetrar a coroa do Sol. As sondas continuaram a enviar dados até 1985 e permanecem em órbita heliocêntrica.
Em 1998, no oitavo dia missão STS-88, o comandante Bob Cabana e o cosmonauta russo Sergei Krikalev abrem pela primeira vez a escotilha da Estação Espacial Internacional (módulo Unity). Observações: Vénus e Saturno estão separados por apenas 1,6º ao final do lusco-fusco esta noite e amanhã à noite. Olhe bastante baixo a sudoeste. Embora pareçam perto um do outro, Saturno na realidade está 8 vezes mais distante. E tem 10 vezes o diâmetro de Vénus, embora seja muito menos iluminado pelo Sol.
Dia 11/12: 345.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1863, nascimento de Annie Jump Cannon, pioneira americana na classificação do espectro estelar.
Em 1972, a Apollo 17 faz a sua alunagem. Observações: A Lua brilha esta noite na direção da constelação de Touro. Procure a alaranjada Aldebarã para a direita do nosso satélite natural e as Plêiades brilhando através do luar para cima de Aldebarã. Capella está para cima e para a esquerda da Lua. Betelgeuse, no ombro de Orionte, está por baixo.
Por volta da meia-noite a Lua está muito alta a sul, não muito longe do zénite. A Lua Cheia mais próxima do Natal sobe mais alto no céu à meia-noite do que a Lua Cheia de qualquer outra altura do ano.
Dia 12/12: 346.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1901, Marconi envia o primeiro sinal transatlântico de rádio (a letra "S" em código Morse), percursor da telecomunicações que hoje se utilizam no espaço.
Em 1970, lançamento do satélite Uhuru, o primeiro desenhado especificamente com o propósito de fazer astronomia em raios-X.
A missão terminou em março de 1973. Levou a cabo o primeiro estudo intensivo de todo o céu em busca de fontes raios-X, com uma sensibilidade de aproximadamente 0,001 vezes a intensidade da Nebulosa do Caranguejo.
Em 2012, a Coreia do Norte lança com sucesso o seu primeiro satélite, a Unidade 2 do Kwangmyŏngsŏng-3, usando um foguetão Unha-3. Observações: Lua Cheia, pelas 05:12.
Antes do amanhecer, encontre Marte, com uma mera magnitude de 1,7, baixo a sudeste. Está a apenas 0,16º de Alpha Librae (Zubenelgenubi), que não é assim muito mais fraca (magnitude 2,8). Uns binóculos mostram que Alpha Librae é um binário largo: o componente secundário, de magnitude 5,1, brilha 1/15º acima do primário.
Curiosidades
O local de maior vulcanismo do Sistema Solar é Io, satélite de Júpiter.
Missão OSIRIS-REx explica misteriosos eventos de partículas de Bennu
Esta imagem do asteroide Bennu a libertar partículas da sua superfície no dia 6 de janeiro foi criada combinando duas imagens obtidas pela NavCam 1 a bordo da OSIRIS-REx: uma curta exposição com 1,4 ms que mostra o asteroide claramente, e outra exposição longa (5 s), que mostra claramente as partículas. Também foram aplicadas outras técnicas de processamento, como corte e ajuste de brilho e contraste de cada camada.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin
Pouco tempo depois da sonda OSIRIS-REx da NASA ter chegado ao asteroide Bennu, uma descoberta inesperada da equipa científica da missão revelou que o asteroide podia ser ativo, ou estar a descarregar consistentemente partículas para o espaço. A análise contínua de Bennu - e as suas amostras que eventualmente serão transportadas para a Terra - podem lançar luz sobre o porquê da ocorrência deste fenómeno intrigante.
A equipa da OSIRIS-REx observou pela primeira vez um evento de ejeção de partículas nas imagens capturadas pelas câmaras de navegação da sonda no dia 6 de janeiro, apenas uma semana após ter entrado na sua primeira órbita em torno de Bennu. À primeira vista, as partículas pareciam estrelas por trás do asteroide, mas, observando mais cuidadosamente, a equipa percebeu que o asteroide estava a libertar material da sua superfície. Depois de concluir que estas partículas não comprometiam a segurança da nave, a missão começou observações dedicadas para documentar completamente esta atividade.
"Entre as muitas surpresas de Bennu, as ejeções de partículas despertaram a nossa curiosidade, e passámos os últimos meses a investigar este mistério," disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. "Esta é uma grande oportunidade para expandir o nosso conhecimento de como os asteroides se comportam."
Depois de estudar os resultados das observações, a equipa da missão divulgou as suas descobertas num artigo científico publicado dia 6 de dezembro na revista Science. A equipa observou os três maiores eventos de ejeção de partículas nos dias 6 e 19 de janeiro, e 11 de fevereiro, e concluiu que os eventos tiveram origem em diferentes locais da superfície de Bennu. O primeiro evento teve origem no hemisfério sul e o segundo e o terceiro ocorreram perto do equador. Todos os três eventos ocorreram ao final da tarde em Bennu.
A equipa descobriu que, após a ejeção da superfície do asteroide, as partículas orbitaram brevemente Bennu e caíram de volta à superfície ou escaparam para o espaço. As partículas observadas viajaram até 3 metros por segundo e tinham um tamanho inferior a 10 cm. Durante o maior evento, que ocorreu a 6 de janeiro, foram observadas aproximadamente 200 partículas.
A equipa investigou uma ampla variedade de possíveis mecanismos que podem ter provocado os eventos de ejeção e reduziu a lista a três candidatos: impactos de meteoroides, fraturas por stress térmico e libertação de vapor de água.
Os impactos de meteoroides são comuns na vizinhança do espaço profundo de Bennu e é possível que esses pequenos fragmentos de rocha espacial estivessem a atingir Bennu onda a OSIRIS-REx não estava a observar, sacudindo partículas soltas com o momento do seu impacto.
A equipa também determinou que a fratura térmica é outra explicação possível. As temperaturas à superfície de Bennu variam drasticamente durante o período de rotação de 4,3 horas. Embora esteja extremamente frio durante as horas da noite, a superfície do asteroide aquece significativamente a meio da tarde, quando os três grandes eventos tiveram lugar. Como resultado desta mudança de temperatura, as rochas podem começar a rachar e a quebrar-se e, eventualmente, as partículas podem ser expelidas da superfície. Este ciclo é conhecido como fratura por stress térmico.
A libertação de água também pode explicar a atividade do asteroide. Quando as argilas presas em água são aquecidas, a água pode começar a libertar-se a criar pressão. É possível que, à medida que a pressão se acumula nas fissuras e nos poros das rochas onde a água absorvida é libertada, a superfície se torne agitada, levando à erupção de partículas.
Mas a natureza nem sempre permite explicações simples. "É possível que mais do que um destes mecanismos esteja em jogo," disse Steve Chesley, autor do artigo e investigador sénior no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. "Por exemplo, as fraturas térmicas podem estar a cortar o material da superfície em pedaços pequenos, facilitando em muito o lançamento de seixos para o espaço durante os impactos de meteoroides."
Se as fraturas térmicas, os impactos de meteoroides, ou ambos, são de facto as causas destes eventos de ejeção, é provável que este fenómeno esteja a acontecer em todos os asteroides pequenos, pois todos sofrem estes mecanismos. No entanto, se a libertação de água é a causa destes eventos de ejeção, este fenómeno seria específico aos asteroides que contêm minerais com água, como Bennu.
A atividade de Bennu apresenta maiores oportunidades assim que a amostra seja recolhida e enviada para a Terra para estudo. Muitas das partículas ejetadas são pequenas o suficiente para serem recolhidas pelo mecanismo de amostragem, o que significa que as amostras podem conter algum material ejetado e que torna a cair para a superfície de Bennu. A determinação de que uma partícula em específico foi ejetada e voltou a Bennu poderá ser um feito científico semelhante a encontrar uma agulha num palheiro. No entanto, o material de Bennu que será trazido para a Terra, quase certamente aumentará a nossa compreensão dos asteroides e das maneiras como são diferentes e semelhantes, mesmo que o fenómeno de ejeção de partículas continue a ser um mistério cujas pistas também vão para a Terra sob a forma de dados e material adicional para estudo.
A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em setembro de 2023.
OSIRIS-REx prestes a selecionar local de recolha de amostras
A missão OSIRIS-REx da NASA está a poucos dias de selecionar o local onde a sonda vai recolher amostras do asteroide Bennu. Após um processo demorado e complexo, a equipa está finalmente pronta para fazer a seleção de um local primário e outro de reserva de entre quatro candidatos.
A OSIRIS-REx é a primeira missão de recolha e envio de amostras de asteroides da NASA, de modo que esta decisão do local de recolha é essencial para as operações no asteroide e para o sucesso da missão.
Depois de escolher os quatro locais candidatos - de nomes "Sandpiper", "Osprey", "Kingfisher" e "Nightingale" - em julho, a missão concluiu a sua fase A de reconhecimento. Durante a fase A, a sonda OSIRIS-REx realizou uma série de quatro passagens rasantes ao longo de um mês - um por cada dos potenciais locais de recolha de amostras. Esta fase da missão forneceu à equipa imagens de alta resolução para examinar minuciosamente o tipo de amostragem (material fino), topografia, albedo e cor de cada zona. Os dados recolhidos durante estes voos de alta altitude são fundamentais para determinar qual o mais adequado para a recolha de amostras.
Estas imagens mostram os quatro candidatos a local de recolha de amostras no asteroide Bennu: "Sandpiper", "Osprey", "Kingfisher" e "Nightingale". Um destes quatro locais será o local em que a sonda OSIRIS-REx irá pousar para recolher amostras.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona
Embora a missão esteja um passo mais perto de recolher amostras, as observações da fase A de reconhecimento revelaram que até os melhores locais candidatos em Bennu apresentam desafios significativos à recolha de amostras, e a escolha que o comité de seleção fará não é fácil.
"A seleção do local é realmente uma atividade compreensiva. Requer que analisemos muitos tipos diferentes de dados, de várias maneiras, para garantir que o local selecionado é a melhor escolha em termos de segurança para a sonda, em termos de presença de material amostrável e em termos de valor científico," disse Hearther Enos, vice-investigadora principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, e presidente do conselho de seleção do local de recolha de amostras. "A nossa equipa é incrivelmente inovadora e está bastante bem integrada, e é isso que faz o processo de seleção funcionar."
As imagens mais recentes mostram que embora exista material fino (com diâmetros inferiores a 2,5 cm), grande parte dele poderá não ser facilmente acessível. A missão foi originalmente construída para uma superfície parecida à de uma praia, com "lagoas" de material arenoso, não para o terreno acidentado de Bennu. Na realidade, os potenciais locais de amostragem não são áreas grandes e limpas, mas pequenos espaços cercados por grandes pedregulhos, de modo que a navegação da sonda para dentro e para fora dos locais exigirá um ajuste mais requintado do que o originalmente planeado.
Começando no hemisfério sul de Bennu, o local "Sandpiper" foi o primeiro sobrevoado durante a fase A de reconhecimento. "Sandpiper" é um dos locais mais "seguros" porque está localizado numa área relativamente plana, facilitando a aproximação e o afastar da nave. As imagens mais recentes mostram que está presente material granulado, mas o rególito arenoso está preso entre as rochas maiores, o que dificulta a operação do mecanismo de recolha de amostras.
O local "Osprey" foi o segundo local observado durante a fase A. Este local foi originalmente escolhido com base na sua forte assinatura espectral de material rico em carbono e devido a uma mancha escura no centro da cratera, que se pensava possivelmente ser material fino. No entanto, as imagens de alta resolução mais recentes de "Osprey" sugerem que o local contém material disperso que pode ser demasiado grande para ser ingerido pelo mecanismo de amostragem.
O local "Kingfisher" foi selecionado porque está localizado numa pequena cratera - o que significa que pode ser uma característica relativamente jovem em comparação com as crateras maiores de Bennu (como a que contém a região "Sandpiper"). As crateras mais jovens geralmente contêm material mais fresco e minimamente alterado. Imagens de alta resolução capturadas durante o voo da fase A revelaram que embora a cratera original possa ser muito rochosa, uma cratera vizinha parece conter material fino.
A fase A de reconhecimento concluiu com a passagem pelo local "Nightingale". As imagens mostram que a cratera contém uma boa quantidade de material fino sem obstruções. No entanto, enquanto a capacidade de amostragem do local permanece alta, Nightingale está situado bem para norte, onde as condições de iluminação criam desafios adicionais para a navegação da OSIRIS-REx. Também existe aí uma rocha do tamanho de um prédio situada na orla leste da cratera, que pode constituir um perigo para a nave quando esta se afastar após entrar em contacto com o local.
Este mosaico do asteroide Bennu mostra as posições dos quatro locais candidatos: "Nightingale", "Osprey", "Kingfisher" e "Sandpiper". A sonda OSIRIS-REx vai tentar pousar num destes quatro locais para recolher amostras durante o verão de 2020.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona
Bennu também tornou a identificação de um local que não acione os mecanismos de segurança da sonda um desafio. Durante a fase A de reconhecimento, a equipa começou a catalogar as características à superfície de Bennu para criar mapas para o sistema de navegação autónoma NFT (Natural Feature Tracking). Durante o evento de recolha de amostras, a sonda irá usar o NFT para navegar até à superfície do asteroide, comparando o catálogo de imagens a bordo com as imagens de navegação que serão capturadas durante a descida. Em resposta à superfície extremamente rochosa de Bennu, o sistema NFT foi aprimorado com um novo recurso de segurança que contém instruções para interromper a tentativa de recolha de amostras e para se afastar caso determine que o ponto de contacto está perto de uma característica potencialmente perigosa à superfície. Com rochas do tamanho de prédios e pequenos locais alvo, a equipa está ciente da possibilidade de a sonda interromper a primeira tentativa de descer para recolher amostras.
"Os desafios de Bennu são parte inerente desta missão e a equipa da OSIRIS-REx respondeu desenvolvendo medidas robustas para os superar," disse Mike Moreau, vice-gerente do projeto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard. "Se a nave espacial interromper a sua recolha de amostras, isso significa simplesmente que a equipa e a OSIRIS-REx fizeram bem o seu trabalho de garantir que possa voar outro dia. O sucesso da missão é a nossa primeira prioridade."
Qualquer que seja o local escolhido, a equipa da missão OSIRIS-REx está pronta para quaisquer novos desafios que Bennu apresente. Na próxima primavera, a equipa realizará mais voos de reconhecimento sobre os locais de amostra primário e de reserva e começará os ensaios para o pouso da nave. A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em setembro de 2023.
Esta impressão artística mostra uma vista da superfície do planeta Proxima b, o qual orbita a estrela anã vermelha Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sistema Solar. A estrela dupla Alfa Centauri AB também pode ser vista na imagem por cima e à direita de Proxima Centauri. Proxima b é um pouco mais massivo que a Terra e orbita na zona habitável de Proxima Centauri, zona onde a temperatura permite a existência de água líquida à superfície do planeta.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
Um cientista de Cornell criou uma maneira de discernir vida em exoplanetas que deambulam em torno de outras vizinhanças cósmicas: uma espécie de guia de campo espectral.
Zifan Lin desenvolveu modelos espectrais de alta resolução e cenários para dois exoplanetas que podem abrigar vida: Proxima b, na zona habitável da nossa vizinha estelar mais próxima, Proxima Centauri, e TRAPPIST-1e, um dos três possíveis candidatos a exoplanetas semelhantes à Terra no sistema TRAPPIST-1.
O artigo, em coautoria com Lisa Kaltenegger, professora associada de astronomia e diretora do Instituto Carl Sagan de Cornell, foi publicado no dia 18 de novembro na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
"Para investigar se existem sinais de vida noutros mundos, é muito importante entender os sinais de vida que aparecem nas leves impressões digitais de um planeta," disse Lin. "A vida nos exoplanetas pode produzir uma combinação característica de moléculas na sua atmosfera - e elas tornam-se sinais reveladores nos espectros de tais planetas."
"Num futuro próximo, veremos a atmosfera destes mundos com novos e sofisticados telescópios terrestres, que nos permitirão explorar o clima do exoplaneta e descobrir a sua biota", disse.
Na busca por mundos habitáveis, as anãs M chamam a atenção dos astrónomos, já que o Universo local está repleto destes sóis que, segundo Lin, representam 75% do cosmos próximo.
Por toda a Via Láctea, a nossa Galáxia, os astrónomos descobriram mais de 4000 exoplanetas, alguns na zona habitável da sua estrela - uma área que fornece condições adequadas para a vida.
Para explorar a atmosfera destes lugares, os cientistas precisam de grandes telescópios de próxima geração, como o ELT (Extremely Large Telescope), atualmente em construção no Deserto de Atacama no Chile; espera-se que fique operacional em 2025. Os cientistas podem apontar o instrumento - com um impecável espelho primário com cerca de metade do tamanho de um campo de futebol - para Proxima b e TRAPPIST-1e. O telescópio terá mais de 250 vezes o poder de captação de luz do Telescópio Espacial Hubble.
Lin e Kaltenegger disseram que os espectrógrafos de alta resolução do ELT podem discernir água, metano e oxigénio tanto para Proxima b como para TRAPPIST-1e, caso estes planetas sejam como o nosso próprio ponto azul pálido.
A cerca de 4 anos-luz da Terra, Proxima b pode ser resolvido por novos telescópios terrestres, dando aos astrónomos uma vantagem em observar este mundo próximo.
"Assumindo que estes mundos possam ser como uma Terra jovem ou moderna, com atmosferas semelhantes ou empobrecidas," realçou Kaltenegger. "Zifan criou uma base de dados de impressões digitais leves para estes mundos, um guia para permitir que os observadores aprendam a encontrar sinais de vida, caso exista.
Kaltenegger disse: "Estamos a fornecer um modelo de como encontrar vida nestes mundos."
TESS avista surto cometário em detalhes sem precedentes (via NASA)
Usando dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), astrónomos da Universidade de Maryland em College Park capturaram uma clara sequência de imagens do início ao fim de uma emissão explosiva de poeira, gelo e gases durante a aproximação do cometa 46P/Wirtanen no final de 2018. Esta é a observação mais completa e detalhada até ao momento da formação e dissipação de um surto cometário que ocorre naturalmente. Os resultados foram publicados na The Astrophysical Journal Letters. Ler fonte
Estudo da maior lua de Saturno pode contribuir para o conhecimento da Terra (via Universidade de Houston)
Cientistas que estudam o clima e a meteorologia de Titã, a maior lua de Saturno, relataram uma variação sazonal significativa no seu orçamento energético - que é a quantidade de energia solar absorvida pelo corpo celeste e a energia térmica que emite. As descobertas, divulgadas na revista Geophysical Research Letters, podem levar a novas informações sobre o clima na Terra. Ler fonte
Esta vista cósmica estende-se por quase 20 graus de cima para baixo, ao longo da constelação empoeirada de Touro. Começa nas Plêiades e termina nas Híades, dois enxames estelares reconhecidos desde a Antiguidade no céu noturno do planeta Terra. No topo, o compacto enxame de estrelas das Plêiades está a cerca de 400 anos-luz de distância. O adorável grupo de estrelas brilha através de nuvens de poeira que dispersam a luz estelar azul. Em baixo, o enxame das Híades, em forma de V, parece mais espalhado em comparação e está situado muito mais perto, a 150 anos-luz de distância. O enxame das Híades parece ancorado pela brilhante Aldebarã, uma estrela gigante vermelha com uma aparência amarelada. Mas Aldebarã na realidade fica a apenas 65 anos-luz e encontra-se, por acaso, ao longo da linha de visão do enxame das Híades. Nuvens fracas e obscurantes de poeira, situadas perto da fronteira da Nuvem Molecular de Touro, também são evidentes por toda a cena celeste. O amplo campo de visão inclui a nebulosa escura Barnard 22 à esquerda com a jovem estrela T Tauri e a nebulosa variável de Hind logo acima de Aldebarã na imagem.
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