Dia 14/12: 348.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1546 nascia Tycho Brahe.
Nascido em Knudstrup, o astrónomo dinamarquês estabeleceu o primeiro observatório moderno e alterou muitas teorias Copernianas. Deu a Kepler o seu primeiro trabalho de campo.
Em 1782, o primeiro balão dos irmãos Montgolfier levanta voo no seu primeiro teste.
Em 1962, a sonda americana Mariner 2 encontra Vénus e torna-se na primeira sonda interplanetária bem-sucedida.
Em 1972, Eugene Cernan torna-se na última pessoa a pisar a Lua, após ele e Harrison Schmidt completarem o terceiro e último EVA (atividade extra-veicular) da missão Apollo 17. Observações: O Triângulo de Verão está cada vez mais baixo a oeste com o aproximar da nova estação, e Altair é a primeira das suas estrelas a desaparecer por trás do horizonte (a partir de latitudes médias norte). Comece por avistar a brilhante Vega, de magnitude zero, a noroeste logo após o anoitecer. A estrela mais brilhante acima é Deneb. A terceira estrela do Triângulo, Altair, está mais distante para a esquerda de Vega ou para baixo e para a esquerda de Vega. Até que horas, ou até que dia de inverno, consegue avistar Altair?
Dia 15/12: 349.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1852, nascia Henri Becquerel, físico que, juntamente com Marie e Pierre Curie, recebeu o prémio Nobel da Física pela sua descoberta da radioatividade. A unidade SI da radioativade, o becquerel (Bq), tem o seu nome.
Em 1911, Roald Amundsen escreve no seu diário o estranho comportamento do Sol no céu ao chegar ao polo sul (possivelmente o primeiro grupo a alcançar qualquer um dos polos).
Em 1965 as Gemini 6 e 7 realizam o seu primeiro encontro entre duas naves em órbita da Terra.
Os astronautas da Gemini 6 eram Walter Schirra e Thomas Stafford, e os da Gemini 7 Frank Borman e James A. Lovell Jr.
Em 1970, a sonda soviética Venera 7 aterra em Vénus e torna-se na primeira sonda a transmitir dados da superfície de outro planeta. Embora esta transmissão tivesse durado apenas 23 minutos, possivelmente devido à sonda ter aterrado de lado por causa de uma avaria no seu para-quedas, os sensores de temperatura e pressão confirmaram que a pressão à superfície do planeta era noventa vezes maior que na Terra e a temperatura era de mais de 475 graus centígrados.
Em 1984 era lançada a Vega 1 (missão para o planeta Vénus e Cometa Halley). Observações: Esta noite, aviste a alaranjada Aldebarã a cerca de dois punhos à distância do braço esticado para baixo e para a esquerda da Lua. Agora olhe na direção oposta da Lua, a uma distância menor, e um pouco para cima, e encontrará as duas ou três estrelas mais brilhantes de Carneiro. De todas as constelações do zodíaco, Carneiro tem, de longe o padrão mais pequeno constituído pelas suas estrelas principais.
Dia 16/12: 350.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1857 nascia Edward Emerson Barnard, astrónomo americano.
É mais conhecido pela sua descoberta da estrela de Barnard em 1916, com este nome em sua honra.
Em 1917 nascia Arthur C. Clarke, proponente de longa data das viagens espaciais, autor, futurista, inventor, explorador dos oceanos e apresentador de televisão.
Em 1965 a Pioneer 6 foi lançada para uma órbita solar entre Vénus e a Terra.
Em 1969 nascia Adam Riess, astrofísico americano, que partilhou com Saul Perlmutter e Brian P. Schmidt, em 2011, o Prémio Nobel da Física por fornecer evidências da aceleração da expansão do Universo.
Em 2000, usando dados científicos registados pela sonda em Júpiter, Galileu, a 20 de maio, os cientistas do JPL anunciam provas de um oceano salgado por baixo da superfície de Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar. Junta-se a Calisto e a Europa como luas de Júpiter com prováveis oceanos de água líquida por baixo do gelo.
Em 2015, o Hubble divulga a imagem da primeira explosão, prevista, de uma supernova. Observações: Gémeos está para a esquerda de Orionte após a hora de jantar. Castor e Pollux, a estrelas que representam as cabeças dos gémeos, assinalam o lado esquerdo da constelação; os gémeos estão deitados de lado. Castor é o gémeo mais alto.
O Cometa Leonard tem vindo a emergir acima do horizonte a sudoeste ao lusco-fusco, ficando um pouco mais alto a cada dia que passa. Mas estaríamos a observá-lo sob um céu ainda não completamente escuro.
Esta noite
temos uma ajuda que aponta para o local exato onde o podemos observar com binóculos. A sudoeste, desenhe uma linha de Saturno até Vénus, estenda essa linha metade (ou um pouco mais) da distância que separa os dois planetas e lá estará ele! Quando olhar? Poderá começar a procurá-lo cinquenta minutos depois do pôr-do-Sol. Mas a melhor janela temporal (se é que existe) entre um céu demasiado brilhante e o um cometa demasiado baixo dependerá da latitude do observador e da claridade do ar. Quanto mais para sul estiver, melhor.
Identificadas estrelas bebés no centro da nossa Galáxia
O que foi anteriormente identificado como uma nuvem de gás e poeira no centro da nossa Galáxia na verdade são três estrelas muito jovens. Este é o resultado de um novo estudo liderado por cientistas do Instituto de Astrofísica da Universidade de Colónia. O VLT (Very Large Telescope) do ESO - um telescópio com 8,2 metros no cume de Cerro Paranal, no Chile - forneceu os dados para o estudo, que foi publicado na revista The Astrophysical Journal. As estrelas começaram a formar-se há menos de 1 milhão de anos, o que é muito pouco tempo em termos astrofísicos. Em comparação, o nosso Sol tem pouco menos de 5 mil milhões de anos.
Em 2011, foi encontrado um objeto por meio de dados infravermelhos medidos pelo VLT, que prometia revelar um processo sem precedentes no centro da nossa Galáxia. Com base numa análise em vários comprimentos de onda, os cientistas determinaram que devia ser uma nuvem de gás e poeira e chamada de G2. A interação com o buraco negro no centro da nossa Galáxia, Sgr A*, deveria ter dilacerado G2 e provocado um espetáculo de "fogos-de-artifício". Os investigadores presumiram que quando G2 colidisse com Sgr A*, vários processos fariam com que o gás e a poeira criassem um surto energético. Mas isso não aconteceu.
Várias exposições, de 2005 a 2019, do movimento de G2 (forma irregular branca) na sua órbita (curvas brancas) em torno de Sgr A* (posição assinalada pela cruz verde-clara).
Crédito: Peißker et al., 2021
Além disso, outros fatores causaram dores de cabeça aos astrónomos de todo o mundo e geraram discussões polémicas. Estudos mostraram que a temperatura de G2 era quase duas vezes mais alta do que a das fontes de poeira em redor. Uma possível explicação para a temperatura de G2 é o número extremo de estrelas no centro da nossa Galáxia. Portanto, estas estrelas podiam ter aquecido G2. A questão que faltava era saber porque é que todas as outras fontes de poeira conhecidas no centro da Galáxia mostravam uma temperatura muito mais baixa. O buraco negro, Sgr A*, também foi descartado como fonte de calor. A temperatura de G2 deveria ter aumentado quanto mais perto a suposta nuvem de poeira estivesse do buraco negro - como sentiríamos se nos aproximássemos de um radiador. No entanto, a temperatura permaneceu constante durante muito tempo, embora a distância ao buraco negro variasse. Quanto mais G2 era observada detalhadamente pelo globo, mais se tornava aparente que este objeto cósmico tinha que ser mais do que apenas uma nuvem de gás e poeira.
Os novos resultados mostram que G2 na verdade consiste de três estrelas individuais. "Tivemos a oportunidade de observar o centro da nossa Galáxia várias vezes com o VLT. Juntamente com os dados de arquivo do ESO, pudemos cobrir um período de 2005 a 2019," disse o autor principal Florian Peißker do Instituto de Astrofísica da Universidade de Colónia. A estrutura invulgar dos dados também foi útil para localizar G2. Cada pixel da imagem capturada possui um espectro associado que cobre uma gama de comprimentos de onda muito específicos e detalhados. Para os cientistas, isto fornece um nível de detalhe enorme. "Que G2 na verdade são três jovens estrelas em evolução é sensacional. Nunca tinham sido observadas estrelas tão jovens em torno de Sgr A*," acrescentou Peißker.
Os resultados abrem a porta para muitas questões mais fascinantes - por exemplo, de onde vêm estas jovens estrelas. O ambiente de radiação extrema de um buraco negro supermassivo não é necessariamente o melhor lugar para produzir estrelas jovens. Peißker conclui: "Os novos resultados fornecem informações únicas sobre como os buracos negros funcionam. Podemos usar o ambiente de Sgr A* como um diagrama para aprender mais sobre a evolução e sobre os processos de outras galáxias em cantos completamente diferentes do nosso Universo."
Uma estrela jovem parecida com o Sol pode conter avisos para a vida na Terra
Espiando um sistema estelar localizado a dúzias de anos-luz da Terra, os astrónomos observaram, pela primeira vez, "fogos-de-artifício" preocupantes: uma estrela chamada EK Draconis ejetou uma quantidade gigantesca de energia e partículas carregadas num evento muito mais poderoso do que qualquer evento do género já visto no nosso próprio Sistema Solar.
Os investigadores publicaram os seus resultados dia 9 de dezembro na revista Nature Astronomy.
Impressão de artista da estrela EK Draconis a libertar uma ejeção de massa coronal, com dois planetas em órbita.
Crédito: NAOJ
O estudo explora um fenómeno estelar denominado "ejeção de massa coronal", também conhecido como tempestade solar. Yuta Notsu, da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, explicou que o Sol emite este tipo de erupções regularmente. São compostas por nuvens de partículas extremamente quentes, ou plasma, que podem viajar pelo espaço a velocidades de milhões de quilómetros por hora. E são potencialmente más notícias: se uma ejeção de massa coronal atingir a Terra, pode danificar satélites em órbita e afetar as redes de energia que servem cidades inteiras.
"As ejeções de massa coronal podem ter um sério impacto na Terra e na sociedade humana," disse Notsu, investigador associado no LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics) da universidade supramencionada e do Observatório Solar Nacional da NSF (National Science Foundation) dos EUA.
O novo estudo, liderado por Kosuke Nakemata do NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan) - ex-académico visitante da Universidade do Colorado em Boulder - também sugere que as explosões podem ficar muito piores.
Na investigação, Namekata, Nostu e colegas usaram telescópios no solo e no espaço para espiar EK Draconis, que parece uma versão jovem do Sol. Em abril de 2020, a equipa observou EK Draconis a ejetar uma nuvem de plasma escaldante com uma massa na casa dos mil biliões de quilogramas - mais de 10 vezes maior do que a ejeção de massa coronal mais poderosa já registada numa estrela parecida com o Sol.
O evento pode servir como um aviso de quão perigoso pode ser o clima espacial.
"Este tipo de ejeção de grande massa poderia, teoricamente, também ocorrer no nosso Sol," disse Notsu. "Esta observação pode ajudar-nos a entender melhor como eventos semelhantes podem ter afetado a Terra e até mesmo Marte ao longo de milhares de milhões de anos."
Notsu explicou que as ejeções de massa coronal geralmente ocorrem logo depois que uma estrela liberta uma proeminência, ou uma explosão repentina e brilhante de radiação que pode estender-se para o espaço.
No entanto, investigações recentes sugeriram que, no Sol, esta sequência de eventos pode ser relativamente tranquila, pelo menos no que diz respeito às observações dos cientistas. Em 2019, por exemplo, Notsu e colegas publicaram um estudo que mostrou que jovens estrelas semelhantes ao Sol, na Galáxia, parecem ter superproeminências frequentes - como as nossas próprias proeminências solares, mas dezenas ou até centenas de vezes mais poderosas.
Uma ejeção de massa coronal oriunda da superfície do Sol em 2015.
Crédito: NASA
Tal superproeminência também pode ocorrer no Sol, mas não com muita frequência, talvez uma vez a cada vários milhares de anos. Ainda assim, deixou a equipa de Notsu curiosa: uma superproeminência também poderia levar a uma superejeção de massa coronal?
"As superproeminências são muito maiores do que as proeminências que vemos do Sol," disse Notsu. "Portanto, suspeitamos que também produziriam ejeções de massa muito maiores. Mas, até recentemente, isto era apenas conjuntura."
Para descobrir, os investigadores voltaram-se para EK Draconis. A curiosa estrela, explicou Notsu, tem quase o mesmo tamanho que o nosso Sol mas, com apenas 100 milhões de anos, é relativamente jovem no sentido cósmico.
"O nosso Sol era assim há 4,5 mil milhões de anos," disse Notsu.
Os investigadores observaram a estrela durante 32 noites no inverno e na primavera de 2020 usando o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA e o telescópio SEIMEI da Universidade de Quioto. E, no dia 5 de abril, Notsu e colegas tiveram sorte: os investigadores observaram em EK Draconis a libertação de uma superproeminência, uma realmente grande. Cerca de 30 minutos depois, a equipa observou o que parecia ser uma ejeção de massa coronal a voar para longe da superfície da estrela. Os investigadores foram capazes de capturar apenas a primeira etapa da vida deste fenómeno, chamada fase de "erupção do filamento". Mas, mesmo assim, era um monstro, movendo-se a uma velocidade máxima de 1,6 milhões de quilómetros por hora.
Também pode não ser um bom presságio para a vida na Terra: os achados da equipa sugerem que o Sol também pode ser capaz de tais eventos extremos. Mas, felizmente, e tal como as superproeminências, as superejeções de massa coronal são provavelmente raras para estrelas com a idade do nosso Sol.
Ainda assim, Notsu notou que grandes ejeções de massa podem ter sido muito mais comuns nos primeiros anos do Sistema Solar. Por outras palavras, as ejeções gigantescas de massa coronal podem ter ajudado a moldar planetas como a Terra e Marte.
"A atmosfera atual de Marte é muito fina comparada com a da Terra," disse Notsu. "Pensamos que Marte teve no seu passado uma atmosfera muito mais espessa. As ejeções de massa coronal podem ajudar-nos a entender o que aconteceu com o planeta ao longo de milhares de milhões de anos."
Investigadores capturam o flash ótico mais rápido emitido por uma supernova recém-nascida
Uma equipa de astrónomos descobriu o flash ótico mais rápido de uma supernova Tipo Ia e relata um estudo publicado dia 8 de dezembro na revista The Astrophysical Journal Letters.
Muitas estrelas terminam as suas vidas por meio de uma explosão espetacular. A maioria das estrelas massivas explodirá como uma supernova. Embora uma estrela anã branca seja o remanescente de uma estrela de massa intermédia como o nosso Sol, ela pode explodir se a estrela fizer parte de um sistema estelar binário íntimo, onde duas estrelas se orbitam uma à outra. Este tipo de supernova é classificado como supernova Tipo Ia.
Arte astronómica das altas energias libertadas por uma interação entre um material circunstelar confinado e ejeções de supernova pouco depois da explosão de uma anã branca.
Crédito: Observatório Kiso, Universidade de Quioto
Por causa do brilho uniforme e extremamente alto das supernovas Tipo Ia, cerca de 5 mil milhões de vezes mais brilhantes que o nosso Sol, são amplamente usadas por investigadores como uma vela padrão para medições de distância em astronomia. Como exemplo de maior sucesso, as supernovas Tipo Ia ajudaram os cientistas a descobrir a expansão acelerada do nosso Universo. Mas, apesar do grande sucesso da cosmologia das supernovas Tipo Ia, os investigadores ainda debatem questões básicas como o aspeto dos sistemas progenitores das supernovas Tipo Ia e o modo como as explosões das supernovas Tipo Ia são iniciadas.
Para resolver estes problemas de longa data, uma equipa de astrónomos liderada por Ji-an Jiang, do Instituto Kavli para Física e Matemática do Universo, tentou capturar supernovas Tipo Ia até um dia após as suas explosões, de nome supernovas Tipo Ia de fase inicial, usando novas instalações de levantamento de campo amplo, incluindo a câmara Tomo-e Gozen, o primeiro gerador, do mundo, de mosaicos de campo amplo com sensor CMOS.
Ao verificar regularmente as candidatas a supernova Tipo Ia de fase inicial descobertas pelo levantamento de transientes Tomo-e, uma candidata chamada Tomo-e202004aaelb chamou a atenção de Jiang.
"Tomo-e202004aaelb foi descoberta como tendo alto brilho no dia 21 de abril de 2020. Surpreendentemente, o seu brilho mostrou uma variação significativa nos dois dias seguintes e depois comportou-se como uma supernova Tipo Ia de fase inicial normal. Descobrimos várias supernovas Tipo Ia de fase inicial que mostram um excesso de emissão interessante nos primeiros dias das suas explosões, mas nunca tínhamos visto uma emissão precoce tão rápida e proeminente em comprimentos de onda óticos. Graças ao modo de levantamento de alta cadência e ao excelente desempenho da Tomo-e Gozen, pudemos capturar perfeitamente esta característica pela primeira vez. Um flash precoce tão rápido deve ter origem diferente em comparação com as supernovas Tipo Ia em excesso anteriormente descobertas," disse Jiang.
Painéis no topo: as primeiras observações de três noites de uma peculiar supernova Tipo Ia, Tomo-e202004aaelb (SN 2020hvf), com a câmara Tomo-e Gozen.
Painéis em baixo: curvas de luz esquemáticas de Tomo-e202004aaelb (os círculos verdes denotam os estágios em que a supernova estava durante as observações do painel superior correspondente).
Crédito: Kavli IPMU, Universidade de Tóquio
As simulações computacionais pelo professor Keiichi Maeda, da Universidade de Quioto, mostraram que a origem do misterioso e rápido flash ótico pode ser explicada pela energia libertada a partir de uma interação entre o material ejetado da supernova e um material circunstelar denso e confinado logo após a explosão de supernova.
"Nunca tínhamos visto um flash assim tão curto e brilhante em qualquer supernova Tipo Ia, mesmo com o número recente e cada vez maior de descobertas realizadas logo após a explosão de supernova, incluindo aquelas descobertas pela nossa equipa. A natureza deste material circunstelar deve refletir a natureza da estrela progenitora e, portanto, esta é a chave para entender que tipo de estrela explode e como o faz. Uma questão é o que torna esta supernova específica tão especial," disse Maeda.
Por meio de observações espectroscópicas pelo telescópio Seimei da Universidade de Quioto, a equipa descobriu que a supernova é uma variante das supernovas Tipo Ia mais brilhantes.
"Na primeira análise do espectro obtido logo o flash inicial, destacou-se como algo diferente das supernovas normais. Notámos que uma classe mais brilhante de supernovas Tipo Ia poderia parecer-se com esta se fossem observadas numa fase tão inicial. A nossa classificação foi subsequentemente confirmada à medida que o espectro evoluía para se parecer cada vez mais com as brilhantes supernovas Tipo Ia," disse o investigador Miho Kawabata da Universidade de Quioto.
O resultado da equipa mostra que pelo menos uma fração das supernovas Tipo Ia têm origem num ambiente circunstelar denso, o que fornece uma restrição estrita ao sistema progenitor destes fenómenos espetaculares no nosso Universo. Tendo em que conta que Tomo-e202004aaelb (SN 2020hvf) é muito mais brilhante do que as típicas supernovas Tipo Ia usadas como indicador de distância, a descoberta permitirá que Jiang e colaboradores testem várias teorias propostas para estas peculiares supernovas superluminosas Tipo Ia.
"Construímos anteriormente modelos teóricos de anãs brancas giratórias de massa super-Chandrasekhar e das suas explosões. Estes modelos massivos podem ser consistentes com o brilho máximo de SN 2020hvf, mas é necessário mais trabalho teórico para explicar as propriedades observacionais detalhadas. SN 2020hvf forneceu uma oportunidade maravilhosa de colaboração entre a teoria e as observações," disse Ken'ichi Nomoto, cientista sénior do Instituto Kavli para Física e Matemática do Universo.
A equipa de Jiang vai continuar a procurar a resposta para a questão de longa data da origem das supernovas Tipo Ia, realizando levantamentos transientes com telescópios por todo o mundo.
"Usámos as supernovas Tipo Ia para medir a expansão do Universo, embora as suas origens não sejam bem compreendidas. A fotometria das supernovas Tipo Ia de fase inicial fornece informações únicas para entender as suas origens e, portanto, deve contribuir para medições mais precisas da expansão do Universo no futuro próximo," disse o professor Mamoru Doi, da Universidade de Quioto e cientista do Instituto Kavli para Física e Matemática do Universo.
"Nova, mais ágil, mais rápida": sonda venusiana vai procurar sinais de vida em nuvens de ácido sulfúrico (via MIT)
Com vários veículos robóticos em funcionamento e uma missão planeada para enviar amostras à Terra, Marte domina a busca por vida no Sistema Solar há décadas. Mas Vénus ganhou alguma atenção renovada. Num novo relatório, uma equipa liderada por investigadores do MIT expõe o plano científico e a justificação para um conjunto de missões, financiadas por privados, cujo objetivo é caçar sinais de vida na atmosfera ultra-ácida do segundo planeta a contar do Sol, Vénus. Ler fonte
O ferro é essencial no desenvolvimento da vida na Terra - e na possibilidade de vida noutros planetas (via Universidade de Oxford)
O ferro é um nutriente essencial que quase todas as formas de vida requerem para crescer e prosperar. A importância do ferro remonta à formação do planeta Terra, onde a quantidade de ferro no manto rochoso da Terra foi "definida" pelas condições sob as quais o planeta se formou e passou a ter ramificações importantes para o desenvolvimento da vida. Agora, cientistas da Universidade de Oxford descobriram os prováveis mecanismos pelos quais o ferro influenciou o desenvolvimento de formas de vida complexas, que também podem ser usados para entender o quão prováveis (ou improváveis) as formas de vida avançadas podem ser noutros planetas. Ler fonte
Álbum de fotografias - Cometa Leonard perto de M3
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Dan Bartlett
O Cometa Leonard é agora visível a olho nu - mas por pouco. Tendo passado o mais perto da Terra no domingo, o cometa pode ser visto esta semana logo após o pôr-do-Sol, em direção a oeste, baixo no horizonte. Atualmente visível a partir do hemisfério norte, no final de dezembro o cometa será melhor visto para sul do equador da Terra. Esta imagem do Cometa C/2021 A1 (Leonard) foi obtida há pouco mais de uma semana a partir do estado norte-americano da Califórnia. A exposição profunda mostra em grande detalhe a cabeleiraesverdada de gás do cometa e a cauda de poeira em desenvolvimento. O cometa - a atravessar o nosso Sistema Solar interior e a apenas alguns minutos-luz de distância - foi capturado quando passava quase em frente do enxame globularM3. Em contraste, M3 fica a cerca de 35.000 anos-luz de distância. Daqui a poucos dias o Cometa Leonard passará invulgarmente perto de Vénus, mas continuará viagem e estará o mais próximo do Sol no início de janeiro.
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