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Edição n.º 1130
06/01 a 08/01/2015
 
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30/01/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 06/01: 6.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1912, o geofísico alemão Alfred Wegener apresenta pela primeira vez a sua teoria da deriva continental.

Observações: Observe Júpiter, para baixo e para a esquerda da Lua, alguns minutos após a hora de jantar. Régulo nasce um pouco mais tarde.

Dia 07/01: 7.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei observava pela primeira vez as quatro maiores luas de Júpiter, Ganimedes, Calisto, Io e Europa, mas só é capaz de discernir as últimas duas no dia seguinte.

Em 1968, lançamento da Surveyor 7, a última do programa Surveyor.
Em 1985, a agência espacial japonesa, JAXA, lança a Sakigake, a primeira sonda interplanetária lançada por um país que não os Estados Unidos ou a União Soviética.
Em 1998, era lançada a Lunar Prospector.
Observações: Hoje consegue observar novamente o Cometa Lovejoy sem que a luz da Lua interfira - se olhar até uma hora depois do anoitecer. O cometa está na sua menor distância à Terra e entra na fase de maior brilho (ronda a 5.ª magnitude) durante duas semanas. Mas tem que saber exatamente a posição correta no céu para o examinar! Este mapa ajuda.

Dia 08/01: 8.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1587 nascia Johann(es) Fabricius, astrónomo alemão, descobridor das manchas solares (em 1610), independentemente de Galileu.
Em 1942 nascia Stephen Hawking, físico teórico, cosmólogo e autor.

Entre os seus importantes trabalhos científicos, destacamos os teoremas da singularidade gravitacional no contexto da relatividade geral, a previsão teórica que os buracos negros emitem radiação e a união da teoria geral da relatividade com a mecânica quântica.
Em 1973 era lançada a missão espacial soviética Luna 21
Em 1994, o cosmonauta russo Valeri Polyakov parte para a Mir a bordo da Soyuz TM-18. Permaneceria na estação espacial até 22 de Março de 1995, completando um recorde de 437 dias no espaço.
Observações: Mercúrio e Vénus estão separados por menos de 1º, baixos a Sudoeste ao lusco-fusco, a partir de hoje e até à próxima Terça-feira, dia 12. É uma boa oportunidade fotográfica!
Mercúrio, Vénus e Marte estão todos do "outro lado" do Sol a partir do ponto de vista da Terra. Vénus está actualmente a 13 minutos-luz da Terra, Mercúrio a 9 minutos-luz e Marte a 17, comparados com os 8 minutos-luz do Sol.

 
CURIOSIDADES


A nuvem de Oort é predominantemente uma nuvem esférica de planetesimais gelados que se acredita rodear o Sol a uma distância de até 50.000 UA (0,8 anos-luz). Pensa-se que seja constituída por duas regiões: uma nuvem exterior de Oort, esférica, e uma nuvem interior de Oort, em forma de disco. Pensa-se que as nuvens de Oort são a proveniência dos cometas de período longo e que a massa cometária destas nuvens será superior a 40 massas terrestres.

 
CHANDRA DETETA EXPLOSÃO RECORDE DE BURACO NEGRO DA VIA LÁCTEA

Os astrónomos observaram a maior explosão de raios-X já detetada a partir do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. Este evento, detetado pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA, levanta questões sobre o comportamento deste buraco negro gigante e do seu ambiente circundante.

O buraco negro supermassivo no centro da nossa Galáxia, chamado Sagitário A*, ou Sgr A*, tem uma massa estimada em cerca de 4,5 mil milhões de vezes a massa do nosso Sol.

Os astrónomos fizeram a inesperada descoberta enquanto usavam o Chandra para observar como Sgr A* reagia a uma nuvem próxima de gás conhecida como G2.

Astrónomos detetaram a maior explosão de raios-X do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea com o Observatório Chandra da NASA. Este evento foi 400 vezes mais brilhante do que o "output" normal de raios-X do buraco negro.
Crédito: NASA/CXC/Amherst College/D. Haggard et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Infelizmente, a nuvem de gás G2 não produziu os fogos-de-artifício que esperávamos quando chegou perto de Sgr A*," disse a investigadora Daryl Haggard, de Amherst College, no estado americano de Massachusetts. "No entanto, a Natureza muitas vezes surpreende-nos e vimos outra coisa realmente emocionante."

No dia 14 de Setembro de 2013, Haggard e a sua equipa detetaram uma explosão de raios-X, oriunda de Sgr A*, 400 vezes mais brilhante do que o habitual. Esta "megaexplosão" foi quase três vezes mais brilhante que a anterior detentora do recorde [de Sgr A*] no início de 2012. Depois de Sgr A* acalmar, o Chandra observou outra enorme erupção de raios-X 200 vezes mais brilhante do que o habitual no dia 20 de Outubro de 2014.

Os astrónomos estimam que G2 esteve o mais próximo do buraco negro na Primavera de 2014, a uma distância de 24,1 mil milhões de quilómetros. A erupção observada pelo Chandra em Setembro de 2013 estava cerca de 100 vezes mais perto do buraco negro, o que torna o evento provavelmente não relacionado com G2.

Os investigadores têm duas teorias principais para o que fez com que Sgr A* entrasse em erupção desta forma extrema. A primeira é que um asteroide chegou muito perto do buraco negro supermassivo e foi dilacerado pela sua gravidade. Os detritos desta perturbação de marés ficaram muito quentes e produziram raios-X antes de desaparecerem para sempre pelo ponto de não retorno, ou horizonte de eventos, do buraco negro.

"Se foi um asteroide, provavelmente andou em redor do buraco negro durante um par de horas - como água que circula no ralo - antes de cair," afirma Fred Baganoff, coautor, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge, EUA. "Esta é apenas a duração da maior erupção de raios-X, por isso é uma pista intrigante a considerar."

Se esta teoria estiver correta, significa que os astrónomos podem ter encontrado evidências da maior erupção de raios-X já provocada por um asteroide, depois de ser dilacerado por Sgr A*.

A segunda teoria é que as linhas do campo magnético dentro do gás que flui em direção a Sgr A* podem ter ficado "apertadas" e emaranhadas. Estas linhas de campo podem, ocasionalmente, reconfigurar-se e produzir uma explosão brilhante de raios-X. Estes tipos de erupções magnéticas são observadas no Sol, e as erupções de Sgr A* têm padrões semelhantes de intensidade.

"No fim de contas, ainda não se sabe o que provocou e provoca estas explosões gigantes de Sgr A*," afirma a coautora Gabriele Ponti do Instituto Max Planck para Astrofísica em Garching, na Alemanha. "Estes eventos raros e extremos dão-nos uma oportunidade única de usar um simples fio de matéria em queda para compreender a física de um dos objetos mais bizarros da nossa Galáxia."

Além das explosões gigantes, a campanha de observação de G2 com o Chandra também recolheu mais dados sobre um magnetar: uma estrela de neutrões com um forte campo magnético, localizada perto de Sgr A*. Este magnetar está a atravessar um período longo de erupções de raios-X e os dados do Chandra estão a permitir com que os astrónomos compreendam melhor este objeto invulgar.

Os resultados foram apresentados na 225.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana, realizada em Seattle.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
PHYSORG
Nature World News

Sagitário A*:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
SEDS

G2:
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
SONDA MESSENGER PRONTA PARA ÚLTIMA TOURNÉE DE MERCÚRIO

A primeira sonda a orbitar Mercúrio está quase sem combustível. Depois de quase quatro anos em órbita e de descobrir água gelada, compostos orgânicos e o núcleo de ferro do planeta, a MESSENGER da NASA vai fazer um último impulso propulsor no dia 21 de Janeiro.

Os engenheiros esperam que a queima de 120 segundos dê à nave espacial uma subida de 80 quilómetros e que a mantenha aí até Março. Mas antes disso, à medida que a MESSENGER passa num ponto mais próximo do planeta, vai aquecer tanto que a solda que segura alguns instrumentos pode derreter.

Impressão de artista da sonda MESSENGER em órbita de Mercúrio.
Crédito: NASA/JHU/APL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O para-sol da MESSENGER foi desenhado para resistir a temperaturas de 350º C. O problema, diz o engenheiro da missão Dan O'Shaughnessy, é que o planeta irradia calor de volta aos instrumentos que se escondem por trás da sombra. A solda derrete quando as regiões à sombra aquecem até 185º C, o que acontecerá quando a altitude da MESSENGER descer abaixo dos 26 km.

"Quando desenhámos o veículo sabíamos, claro, a temperatura de fusão [da solda], mas não antecipávamos operar durante tanto tempo e a estas baixas altitudes," comenta O'Shaughnessy.

Durante esse tempo, a nave vai obter uma vista sem precedentes da superfície craterada de Mercúrio, capturando dados sobre o seu campo gravítico, conteúdos das crateras e composição da superfície.

A gravidade irregular do planeta faz com que o local da eventual queda da MESSENGER seja difícil de determinar. Mas provavelmente vai colidir com a superfície no lado escuro, onde ficará fora de vista até 2024, quando a missão BepiColombo da ESA chegar ao planeta. O'Shaughnessy diz que a equipa ponderou pedir a ajuda de uma sonda solar, como a SDO (Solar Dynamics Observatory) ou a SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), para ouvir a assinatura de rádio do momento da morte da MESSENGER.

Para marcar o final da missão, a equipa da MESSENGER está a levar a cabo um concurso público para dar o nome a cinco crateras de Mercúrio, com base em qualquer artista, compositor ou escritor famoso há mais de 50 anos e falecido há mais de três. Pode participar no concurso até dia 15 de Janeiro.

Links:

Cobertura da missão MESSENGER pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
2014/12/16 - Dados da MESSENGER sugerem chuva de meteoros recorrente em Mercúrio
2014/04/22 - MESSENGER completa 3000.ª órbita de Mercúrio, define data para maior aproximação
2012/12/04 - MESSENGER descobre novas evidências de água gelada nos pólos de Mercúrio
2012/03/27 - Sonda MESSENGER fornece novos dados sobre Mercúrio
2011/06/17 - Sonda MESSENGER fornece novos dados sobre Mercúrio
2011/03/15 - Sonda MESSENGER prepara-se para entrar em órbita de Mercúrio
2008/10/08 - MESSENGER envia imagens de um Mercúio nunca antes visto
2008/10/04 - MESSENGER regressa a Mercúrio
2008/07/05 - Superfície de Mercúrio dominada por actividade vulcânica 
2008/02/06 - Os mistérios de Mercúrio, velhos e novos
2008/01/26 - Mercúrio visto pela sonda MESSENGER 
2008/01/16 - Sonda MESSENGER passa por Mercúrio 
2008/01/12 - Sonda MESSENGER fará histórico voo rasante por Mercúrio
2005/06/07 - MESSENGER fotografa Terra e Lua
2004/04/03 - MESSENGER com destino a Mercúrio

Notícias relacionadas:
JHUAPL (comunicado de imprensa)
Concurso para dar nome a cinco crateras de Mercúrio
Universe Today
Astronomy
Astronomy Now
PHYSORG
New Scientist
Gizmodo

Sonda MESSENGER:
NASA 
JHUAPL
Wikipedia

Mercúrio:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Estrela fugitiva HIP 85605 em rota de colisão com o Sistema Solar, mas não precisa de se preocupar (via Universe Today)
A boa notícia é que a estrela passará pelo Sistema Solar a uma distância de 0,04 parsecs, equivalente a 8000 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Em adição, a passagem não irá afectar a Terra nem qualquer outra órbita planetária em torno do Sol. E talvez o mais importante, é que só terá lugar daqui a 240.000-470.000 anos. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Reia Crescente Oculta Saturno Crescente
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Equipa de Imagem da CassiniSSIJPLESANASA
 
Tons suaves, esferas parcialmente iluminadas, um traço fino do anel e sombras ligeiras estão em destaque nesta vista discreta dos arredores majestosos do planeta gigante Saturno. Olhando quase na direcção do Sol, a sonda robótica Cassini, em órbita de Saturno, capturou as fases crescentes de Saturno e da sua lua Reia há alguns anos atrás. Por mais surpreendente que a imagem seja, é apenas um quadro de um vídeo com 60, onde Reia pode ser vista a deslizar em frente do seu planeta. Tendo em conta que a Cassini estava quase no plano dos anéis de Saturno, esta característica normalmente impressionante é aqui visível apenas como uma linha fina no centro da imagem.
 

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