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Edição n.º 1173
05/06 a 08/06/2015
 
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19/06/15 - OBSERVAÇÃO NOTURNA
20:30 – 22:30 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

26/06/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 05/06: 156.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1819, nascia John Couch Adams, astrónomo e matemático inglês. É famoso por prever a existência e posição de Neptuno, usando apenas a matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias entre a órbita de Urano e as leis de Kepler e Newton. Ao mesmo tempo, para seu desconhecimento, os cálculos foram também feitos por Urbain Le Verrier, que ajudaria à localização do planeta em 1846.
Em 1965, nascia Michael E. Brown, cuja equipa descobriu muitos objectos trans-neptunianos, incluindo o planeta anão Éris, o único objeto desta categoria mais massivo que Plutão.

Refere-se a ele próprio como o homem que "matou Plutão", pois ajudou à sua demoção de planeta principal para anão.
Em 1995, é criado pela primeira vez um concentrado Bose-Einstein.
Em 2012, começa o último trânsito de Vénus do século XXI. 
Observações: Maior elongação este de Vénus, 45º, pelas 19:00.
Trânsito de Io, entre as 22:15 e as 00:37 (já de dia 6).
Trânsito de sombra de Io, entre as 23:24 e as 01:44 (já de dia 6).

Dia 06/06: 157.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1580, nascia Godefroy Wendelin, astrónomo da Flandres (norte da Bélgica), que mediu a distância entre a Terra e o Sol usando o método de Aristarco de Samos (que resultou em 60% do valor verdadeiro) e que reconheceu que a terceira lei de Kepler também se aplicava aos satélites de Júpiter.
Em 1971 era lançada a Soyuz 11, a primeira e única missão tripulada que acoplou com a primeira estação espacial, a Salyut 1.

A missão acabou em desastre a 30 de Junho, quando a cápsula ficou despressurizada durante a reentrada, matando os cosmonautas a bordo.
Observações: Trânsito de Calisto, entre as 17:36 e as 22:35.
Ocultação de Io, entre as 19:34 e as 21:56.
Eclipse de Io, entre as 20:42 e as 23:06.
Agora que existe uma hora de escuridão completa entre o fim do anoitecer e o nascer da Lua, os observadores ambiciosos que possuem telescópios
grandes e com acesso a céus escuros podem tentar avistar o distante enxame galáctico de Coroa Boreal - a uns impressionantes 1,1 mil milhões de anos-luz de distância. As duas galáxias mais brilhantes do aglomerado, um par de elípticas gigantes, têm apenas magnitude 15,4.

Dia 07/06: 158.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1992, era lançado o EUVE (Extreme Ultraviolet Explorer).

Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 19:58 e as 23:47.
Agora que estamos em junho, a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" alta a noroeste durante a noite. A estrela do meio da "pega" é Mizar, acompanhada da pequena Alcor mesmo ao lado. De que lado de Mizar deve procurar Alcor? Como sempre, no lado virado para Vega! Que brilha agora a este-nordeste.

Dia 08/06: 159.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1625 nascia Giovanni Cassini

Cassini foi um italiano que esteve à frente do Observatório de Paris durante muitos anos, o primeiro a observar as mudanças de estação em Marte e a medir a paralaxe (ou distância) do planeta, estabelecendo pela primeira vez a escala do Sistema Solar. Foi o primeiro a descrever as bandas e manchas de Júpiter e estudou as órbitas dos satélites jovianos. Descobriu quatro luas de Saturno, mas é mais conhecido por ter sido o primeiro a observar a divisão (agora com o seu nome) entre os anéis A e B de Saturno.
Em 1975, era lançada a Venera 9(USSR). Alcançou Vénus a 22 de Outubro de 1975. Foi a primeira sonda a transmitir imagens da superfície do planeta.
Em 2004 teve lugar o último trânsito de Vénus pelo Sol visível de Portugal, um evento que já não acontecia há mais de 120 anos. 
Observações: Após o anoitecer, olhe para sudeste em busca da alaranjada Antares. O "coração" de Escorpião constitui uma das duas gigantes vermelhas visíveis a olho nu; a outra é Betelgeuse durante o Inverno. Um pouco para cima e para a direita de Antares estão as outras estrelas, brancas, da parte superior de Escorpião.

 
CURIOSIDADES


Plutão tem menos de 24% da massa da Terra e tem aproximadamente 66% do diâmetro da Lua.

 
HUBBLE DESCOBRE QUE LUAS DE PLUTÃO CAMBALEIAM NUM CAOS ABSOLUTO
Este conjunto de ilustrações da lua de Plutão, Nix, mostra como a orientação muda imprevisivelmente à medida que orbita o sistema Plutão-Caronte. São baseadas numa simulação computacional que calculou o movimento caótico das quatro luas mais pequenas do sistema. Os astrónomos usaram esta simulação para tentar compreender as mudanças na luz refletida por Nix à medida que orbita Plutão-Caronte. Também descobriram que outra lua de Plutão, Hidra, tem igualmente uma rotação caótica. A forma alongada de ambas as luas contribui para o seu movimento selvagem.
Crédito: NASA, ESA, M. Showalter (Instituto SETI), G. Bacon (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Se vivêssemos numa das luas de Plutão, teríamos muita dificuldade em determinar quando, ou a partir de que direção, o Sol nascia a cada dia. Uma análise compreensiva de dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra que duas das luas de Plutão, Nix e Hidra, oscilam de forma imprevisível.

"O Hubble forneceu uma nova visão de Plutão e das suas luas, revelando uma dança cósmica com um ritmo caótico," afirma John Grunsfeld, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "Quando a sonda New Horizons passar pelo sistema de Plutão em julho, teremos uma hipótese de ver, de perto, como estas luas são."

As luas oscilam porque estão embebidas num campo gravitacional que muda constantemente. Esta mudança é criada pelo sistema planetário e duplo de Plutão/Caronte à medida que rodam um à volta do outro. Plutão e Caronte são chamados de planeta duplo porque partilham um centro de gravidade comum localizado no espaço entre os dois corpos. O seu campo gravitacional variável faz com que as luas menores se movam erraticamente. O efeito é reforçado pela forma mais alongada (como uma bola de râguebi), em vez de esférica, das luas. Os cientistas acreditam que é provável que as outras duas luas de Plutão, Cérbero e Estige, estejam numa situação semelhante.

Estes resultados surpreendentes, descobertos por Mark Showalter do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, EUA e por Doug Hamilton da Universidade de Maryland em College Park, foram publicados na edição de ontem da revista Nature.

"Antes das observações do Hubble, ninguém apreciava a dinâmica complexa do sistema plutoniano," comenta Showalter. "A nossa pesquisa fornece novas e importantes restrições sobre a sequência de eventos que levaram à formação do sistema."

Showalter também descobriu que três das luas de Plutão estão atualmente presas em ressonância, ou seja, existe uma relação precisa para os seus períodos orbitais.

"Se estivéssemos em Nix, veríamos que Estige orbita Plutão duas vezes para cada três órbitas de Hidra," explica Hamilton.

Os dados do Hubble também revelam que a lua Cérbero é tão escura quanto um briquete de carvão, enquanto as outras luas geladas são tão brilhantes quanto a areia. Previu-se que a poeira expelida das luas por impactos de meteoritos revestia todas as luas, dando às suas superfícies um aspeto homogéneo, o que torna a cor de Cérbero muito surpreendente.

A sonda New Horizons da NASA, que passará pelo sistema de Plutão em julho, pode ajudar a resolver a questão da lua preta como asfalto, assim como outras "esquisitices" encontradas pelo Hubble. Estas novas descobertas estão sendo usadas para planear observações científicas durante o "flyby" da New Horizons.

Esta ilustração mostra a escala e o brilho comparativo dos pequenos satélites de Plutão, descobertos pelo Hubble ao longo dos últimos anos. O companheiro binário de Plutão, Caronte - descoberto em 1978 - está no canto inferior direito para efeitos de escala. A imagem mostra que duas das luas são altamente alongadas e que a refletividade das luas varia bastante, de tons muito escuros até ao brilho da areia. Tendo em conta que o Hubble não consegue resolver características superficiais das luas, as texturas aqui vistas são puramente ilustrativas.
Crédito: NASA, ESA, A. Field (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O tumulto no sistema Plutão-Caronte oferece novas informações sobre o modo como os corpos planetários em estrelas duplas se podem comportar. Por exemplo, o observatório espacial Kepler da NASA descobriu vários sistemas planetários em órbita de binários.

"Estamos aprendendo que o caos pode ser um traço comum dos sistemas binários," observa Hamilton. "Pode até ter consequências para a vida em planetas, caso exista nesses sistemas."

As pistas deste tumulto em Plutão surgiram quando os astrónomos mediram variações na luz refletida por Nix e por Hidra. Ao analisarem imagens de Plutão, obtidas entre 2005 e 2012, os cientistas compararam as mudanças imprevisíveis no brilho das luas com modelos de corpos giratórios em campos gravitacionais complexos.

Pensa-se que as luas de Plutão tenham sido formadas por uma colisão entre o planeta anão e um corpo de tamanho similar no início da história do nosso Sistema Solar. A colisão expeliu material que se consolidou na família de luas observadas atualmente em torno de Plutão. O seu companheiro binário, Caronte, tem quase metade do tamanho de Plutão e foi descoberto em 1978. O Hubble descobriu Nix e Hidra em 2005, Cérbero em 2011 e Estige em 2012. Estas pequenas luas, que medem apenas algumas dezenas de quilómetros em diâmetro, foram encontradas durante uma busca do Hubble por objetos que podiam representar um perigo para a sonda New Horizons ao passar pelo planeta anão em julho deste ano.

Os investigadores dizem que uma combinação de dados de monitorização do Hubble com o olhar breve, mas de perto, da New Horizons, juntamente com futuras observações pelo Telescópio Espacial James Webb, vão ajudar a resolver muitos dos mistérios do sistema de Plutão. Até agora, nenhum telescópio terrestre foi capaz de detetar as luas mais pequenas.

"Plutão vai continuar a surpreender-nos quando a New Horizons passar por lá em julho," comenta Showalter. "O nosso trabalho com o Telescópio Hubble dá-nos apenas uma amostra do que está por vir."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
Universidade de Maryland (comunicado de imprensa)
Hubblesite
Artigo científico
Materiais ilustrativos (NASA)
Nature
Universe Today
science 2.0
Sky & Telescope
Spaceflight Now
PHYSORG
Popular Mechanics
NewScientist
SPACE.com
Discovery News
National Geographic
BBC News
Forbes
SIC Notícias
tvi24
AstroPT

Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

Telescópio Espacial Hubble:
Site dos 25 anos do Hubble 
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

New Horizons:
Página oficial
NASA
Twitter
Wikipedia

Telescópio Espacial James Webb:
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
ESTUDO ULTRAVIOLETA REVELA SURPRESAS NA CABELEIRA DE COMETA
A sonda Rosetta descobriu processos inesperados na cabeleira do cometa 67P/C-G.
Crédito: sonda - ESA/ATG medialab; cometa, esquerda - ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA; cometa, topo à direita - ESA/Rosetta/NavCam; dados: Feldman et al (2015)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O estudo continuado do Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko pela sonda Rosetta revelou um processo inesperado que provoca a rápida separação das moléculas de água e dióxido de carbono expelidas a partir da superfície do cometa.

A missão Rosetta da ESA chegou ao cometa em agosto do ano passado. Desde então, tem orbitado a distâncias que variam entre algumas centenas de quilómetros até tão pequenas quanto 8 km. Enquanto isso, tem vindo a recolher dados sobre todos os aspetos do ambiente cometário com os seus 11 instrumentos científicos.

Um desses instrumentos, o espectrógrafo Alice fornecido pela NASA, tem examinado a composição química da atmosfera do cometa, ou cabeleira, em comprimentos de onda no ultravioleta extremo.

Nestes comprimentos de onda, o Alice permite com que os cientistas detetem alguns dos elementos mais abundantes do Universo como o hidrogénio, oxigénio, carbono e azoto. O espectrógrafo divide a luz do cometa nas suas diferentes cores - o espectro - a partir do qual os cientistas podem identificar a composição química dos gases da cabeleira.

Num artigo aceite para publicação na revista Astronomy & Astrophysics, os cientistas descrevem as deteções feitas pelo Alice durante os primeiros quatros meses da Rosetta no cometa, quando a sonda estava entre 10 e 80 km do centro do núcleo do cometa.

Para este estudo, a equipa focou-se na natureza das "plumas" de água e dióxido de carbono em erupção a partir da superfície do cometa, desencadeadas pelo calor do Sol. Para atingir esse objetivo, observaram a emissão dos átomos de hidrogénio e oxigénio resultantes da quebra das moléculas de água e, da mesma forma, a emissão do carbono a partir das moléculas de dióxido de carbono, perto do núcleo do cometa.

Descobriram que as moléculas parecem dividir-se num processo de dois passos.

Em primeiro lugar, um fotão ultravioleta do Sol atinge uma molécula de água na cabeleira do cometa e ioniza-a, libertando um eletrão energético. Este eletrão, de seguida, atinge outra molécula de água na cabeleira, quebrando-a em dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio, energizando-os no processo. Estes átomos emitem, então, luz ultravioleta que é detetada pelo Alice a comprimentos de onda característicos.

Da mesma forma, é o impacto de um eletrão com uma molécula de dióxido de carbono que resulta na sua dissolução em átomos e nas emissões observadas de carbono.

"A análise das intensidades relativas das emissões atómicas permite-nos determinar que estamos a observar diretamente as moléculas progenitoras que estão sendo quebradas pelos eletrões nas imediações do núcleo do cometa (cerca de 1 km ), onde estão sendo produzidas," afirma Paul Feldman, professor de física e astronomia da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, EUA, autor principal do artigo que discute os resultados.

Em comparação, a partir da Terra ou com telescópios espaciais como o Hubble, os constituintes atómicos dos cometas só podem ser vistos depois das moléculas-mãe, como a água e o dióxido de carbono, serem quebradas pela luz solar, a centenas de milhares de quilómetros de distância do núcleo do cometa.

Esta imagem do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko foi obtida pela câmara de navegação da Rosetta no dia 20 de maio a uma distância de 163,6 km do centro do cometa.
Crédito: ESA/Rosetta/NavCam
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A descoberta que divulgámos é bastante inesperada," afirma Alan Stern, investigador principal do instrumento Alice, vice-presidente associado da Divisão de Ciência e Engenharia Espacial do Instituto de Pesquisa do Sudoeste.

"Mostra-nos o valor de visitar cometas e de observá-los de perto, uma vez que esta descoberta simplesmente não poderia ter sido feita a partir da Terra ou a partir de órbita terrestre com qualquer observatório existente ou planeado. E, fundamentalmente, está a transformar o nosso conhecimento dos cometas."

"Ao observar a emissão dos átomos de hidrogénio e oxigénio quebrados a partir das moléculas de água, podemos também realmente traçar a localização e estrutura das plumas de água a partir da superfície do cometa," afirma o coautor Joel Parker, diretor-assistente da Divisão de Ciência e Engenharia Espacial do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado.

A equipa compara a quebra das moléculas com o processo proposto para as plumas na lua gelada de Júpiter, Europa, exceto que os eletrões do cometa são produzidos pelos fotões solares, enquanto os eletrões de Europa vêm da magnetosfera de Júpiter.

Os resultados do Alice são apoiados por dados obtidos por outros instrumentos da Rosetta, em particular o MIRO, ROSINA e VIRTIS, que são capazes de estudar a abundância dos diferentes constituintes da cabeleira e a sua variação ao longo do tempo, e pelos instrumentos de deteção de partículas como o RPC-IES.

"Estes primeiros resultados do Alice demonstram a importância de estudar um cometa em diferentes comprimentos de onda e com técnicas diferentes, a fim de investigar vários aspetos do ambiente cometário," afirma Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta na ESA.

"Estamos a observar ativamente como o cometa evolui à medida que se aproxima do Sol e ao longo da sua órbita em direção ao periélio de agosto, estamos vendo como as plumas tornam-se mais ativas devido ao aquecimento solar e estamos a estudar os efeitos da interação do cometa com o vento solar."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
17/04/2015 - Rosetta e Philae descobrem que cometa não é magnetizado
24/03/2015 - Sonda Rosetra faz a primeira deteção de nitrogénio molecular num cometa
06/02/2015 - Rosetta "mergulha" para encontro íntimo
27/01/2015 - Rosetta observa cometa a largar o seu revestimento de poeira
23/01/2015 - Dando a conhecer o cometa da Rosetta
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
SwRI (comunicado de imprensa)
Artigo científico
Astronomy & Astrophysics
Astronomy
PHYSORG
(e) Science News

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 2419 - Viajante Intergaláctico
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Bob Franke
 
Três objetos destacam-se nesta imagem telescópica de uma pequena área da constelação de Lince. Os dois mais brilhantes são estrelas próximas. O terceiro é o enxame globular distante NGC 2419, a quase 300.000 anos-luz de distância. NGC 2419 é por vezes apelidado de "viajante intergaláctico", um título apropriado tendo em conta que a distância à galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães, é de apenas 160.000 anos-luz. Mais ou menos semelhante a outros grandes aglomerados fechados como Omega Centauri, NGC 2419 é intrinsecamente brilhante, mas parece fraco devido à sua distância. NGC 2419 pode realmente ter uma origem extragalática como, por exemplo, os restos de uma pequena galáxia capturada e perturbada pela Via Láctea. Mas a sua distância extrema torna difícil o estudo e comparação das suas propriedades com outros enxames globulares que vagueiam pelo halo da nossa Via Láctea.
 

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