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Edição n.º 943
19/03 a 21/03/2013
 
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EFEMÉRIDES

Dia 19/03: 78.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915 era fotografado pela primeira vez Plutão, que no entanto não foi identificado como planeta.

Em 2008, GRB 080319B, uma explosão cósmica que se torna no objecto mais distante visível [brevemente] a olho nu.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 17:27. Esta noite encontra-se entre os pés de Gémeos e o topo da moca de Orionte.
A partir das 21:40, Europa desaparece em frente de Júpiter. Uma hora depois, é a vez de Io desaparecer por trás de Júpiter.

Dia 20/03: 79.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1916, era publicada a Teoria da Relatividade Geral na sequência das lectures apresentadas à Academia Prussiana de Ciências a 25 de Novembro de 1915.
Em 1964 era criada a ESRO (European Space Research Organization) percursora da ESA (Agência Espacial Europeia).

Observações: Equinócio, que assinala o começo da Primavera no Hemisfério Norte, pelas 12:02. É quando o Sol atravessa os equadores do céu e da Terra, dirigindo-se para Norte. Começa o Outono no Hemisfério Sul.
Pelas 19:55, Io desaparece em frente de Júpiter. A sua sombra torna-se visível pelas 21:10. O satélite reaparece no outro lado do planetas pelas 22:10, e a sua sombra desaparece pelas 23:20.

Dia 21/03: 80.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1901 é observada a primeira brilhante nova do século XX.

É também a primeira a ser estudada espectralmente e fotometricamente, atingindo uma magnitude de 0,2 a 23 de Fevereiro. O astrónomo amador T. D. Anderson foi o seu primeiro observador. Durante o declínio do brilho, mais ou menos 100 dias, este flutuou com um período de 4 dias e uma amplitude de magnitude e meia.
Em 1905, Albert Einstein publica a sua teoria sobre a relatividade especial.
Em 1965, a NASA lança a Ranger 9, a última numa série de sondas lunares não tripuladas.
Observações: Alta no Sul após o pôr-do-Sol, a Lua forma um grande arco com Pollux e Castor para cima e para a direita,e Procyon para baixo.

 
CURIOSIDADES


Todos os planetas gigantes gasosos do Sistema Solar têm anéis.

 
ROVER CURIOSITY VÊ TENDÊNCIA EM PRESENÇA DE ÁGUA

O rover Curiosity observou evidências de minerais contendo água em rochas perto de onde já tinha encontrado minerais argilosos dentro de uma rocha perfurada.

Na semana passada, a equipa científica do rover anunciou que a análise da amostra recolhida de uma perfuração rochosa em Marte indicava condições ambientais passadas favoráveis para a vida microbiana. Os resultados apresentados ontem (18 de Março) numa conferência de imprensa sugerem que estas condições se estendem para lá do local de perfuração.

Usando a capacidade do rover para obter imagens infravermelhas e um instrumento que dispara neutrões para o chão em busca de hidrogénio, os investigadores encontraram mais hidratação nos minerais perto da rocha argilosa do que em locais que o Curiosity já tinha visitado.

O instrumento Mastcam (a câmara no mastro do rover) também pode servir como uma ferramenta de detecção mineral e de hidratação, informa Jim Bell da Universidade Estatal do Arizona em Tempe, EUA. "Algumas rochas portadoras de ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando os filtros próximo do infravermelho do Mastcam."

Os coeficientes de brilho em diferentes comprimentos de onda próximo do infravermelho podem indicar a presença de alguns minerais hidratados. A técnica foi utilizada para verificar rochas na área de "Yellowknife Bay" onde o Curiosity perfurou no mês passado, recolhendo a primeira amostra do interior de uma rocha em Marte. Algumas rochas em Yellowknife Bay são atravessadas por veias brilhantes.

Nesta imagem da rocha "Knorr", as cores mapeiam a quantidade de hidratação mineral indicada por um coeficiente de intensidades de reflectância próximo de infravermelho medidas pelo Mastcam do Curiosity.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/ASU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Com o Mastcam, vemos sinais elevados de hidratação nas veias estreitas que cortam muitas das rochas nesta área," afirma Melissa Rica do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "Estas veias brilhantes contêm minerais hidratados, que são diferentes dos minerais de argila na matriz de rocha circundante."

O instrumento russo DAN (Dynamic Albedo of Neutrons) a bordo do Curiosity detecta hidrogénio por baixo do rover. Na muito seca área de estudo do rover em Marte, o hidrogénio detectado é constituído principalmente por moléculas de água ligadas aos minerais. "Nós definitivamente vemos uma variação de sinal ao longo do travessão do percurso entre o local de aterragem e Yellowknife Bay," afirma Maxim Litvak, vice-investigador principal do DAN, do Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo. "Foi detectada mais água em Yellowknife Bay do que em locais anteriores do percurso. Mesmo dentro de Yellowknife Bay, vemos uma variação significativa."

As constatações apresentadas ontem do instrumento canadiano APXS (Alpha Particle X-ray Spectrometer), no braço robótico do Curiosity, indicam que os processos ambientais molhados, que produziram as argilas em Yellowknife Bay, fizeram-no sem muitas mudanças na mistura global de elementos químicos presentes. A composição do afloramento perfurado coincide com a composição do basalto. Por exemplo, tem proporções basálticas de silício, alumínio, magnésio e ferro. O basalto é o tipo de rocha mais comum em Marte. É ígneo, mas também se pensa que seja o material de origem para as rochas sedimentares que o Curiosity já examinou.

Investigadores usaram o instrumento APXS para determinar as composições elementares das superfícies rochosas em vários alvos da área "Yellowknife Bay". Este gráfico mostra resultados da rocha com o nome "Portage", com comparações ao longo de diversos elementos.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade de Guelph
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A composição elementar das rochas em Yellowknife Bay não foi muito alterada pela modificação de minerais," afirma Mariek Shmidt, membro da equipa científica do Curiosity na Universidade Brock, em Saint Catharines, Ontário, Canadá.

Um revestimento de poeira nas rochas não tinha feito a composição detectada pelo APXS coincidir com o basalto até que o Curiosity raspou a camada de pó. Após isso, o APXS viu menos enxofre.

"Ao remover a poeira, tivemos uma melhor leitura que empurra a classificação para a composição basáltica," afirma Schmidt. As rochas sedimentares em Yellowknife Bay foram provavelmente formadas quando as rochas basálticas originais foram fragmentadas, transportadas e re-depositadas como partículas sedimentares, e mineralogicamente alteradas por exposição à água.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
PHYSORG
Universe Today
redOrbit
Science Daily

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Título da imagem
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Stephen LeshinColaboração: Deidre Hunter e LARI
 
As grandes galáxias espirais muitas vezes parecem ficar com toda a glória, ostentando os seus jovens e brilhantes aglomerados de estrelas azuis nos seus belos braços espirais simétricos. Mas as galáxias pequenas também formam estrelas, como a vizinha NGC 6822, também conhecida como Galáxia de Barnard. Para lá dos ricos campos estelares da constelação de Sagitário, está NGC 6822 a uns meros 1,5 milhões de anos-luz de distância, um membro do nosso Grupo Local de galáxias. Com cerca de 7000 anos-luz de diâmetro, a galáxia anã irregular está repleta de jovens estrelas azuis e manchada com o brilho revelador e rosado de regiões de formação estelar nesta composição colorida de céu profundo. Contribuindo para a ciência do estudo LITTLE THINGS (LITTLE - Local Irregulars That Trace Luminosity Extremes; THINGS - The HI Nearby Galaxy Survey), este retrato da pequena galáxia foi feito como parte do programa LARI (Lowell Amateur Research Initiative), que recebe colaborações de astrónomos amadores.
 

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