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Edição n.º 1121
05/12 a 08/12/2014
 
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26/12/14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 05/12: 339.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1901, nascia Werner Heisenberg, físico teórico alemão e um dos pioneiros da mecânica quântica. Recebeu o prémio Nobel da Física em 1932.
Em 1990, a primeira fotografia (galáxia NGC 1232 em Erídano) tirada com o telescópio Keck é publicada no Los Angeles Times.

Em 2001, é lançada a missão Expedition 4, rumo à ISS.
Observações: A Lua, essencialmente Cheia, passa esta noite (dia 5 para 6) muito perto de Aldebarã (menos de 2º) e chega a ocultar algumas estrelas das Híades.

Dia 06/12: 340.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1586 nascia Niccolò Zucchi, astrónomo, físico e jesuita italiano. Pode ter sido o primeiro a ver as bandas de Júpiter (no dia 17 de Maio de 1630), e reportou manchas em Marte em 1640. No seu livro, "Optica philosophia experimentis et ratione a fundamentis constituta", publicado em 1652-56, descrevia experiências ocorridas em 1616 com um espelho curvo em vez de uma lente como objectiva telescópica, o que pode ser a descrição mais antiga de um telescópio reflector.
Em 1957, uma explosão na plataforma de lançamento da Vanguard TV3 impede a primeira tentativa dos EUA lançarem um satélite para órbita terrestre.

Em 2006, a NASA revela fotografias obtidas pela Mars Global Surveyor, sugerindo a presença de água líquida em Marte.
Observações: Lua Cheia, pelas 12:27.
Esta noite a Lua brilha alta a Este-Sudeste. Aldebarã está agora para a direita e um pouco para cima. Para baixo da Lua está a colorida Betelgeuse. Para baixo e mais para a esquerda da Lua encontram-se Pollux e Castor. Para cima e para a esquerda da Lua brilha Capella.

Dia 07/12: 341.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1905, nascimento de Gerard Kuiper, cientista planetário americano nascido na Holanda que descobriu luas de Urano e Neptuno, a atmosfera de Titã e estudou as origens dos cometas no Sistema Solar

Em 1972 era lançada a Apollo 17, a última das missões do programa Apollo. Foi também a última vez que um ser humano aterrou na Lua. A missão durou 301 horas, 51 minutos e 59 segundos, e recolheu a maior quantidade de amostras lunares. O comandante da Apollo 17 era Eugene A. CernanRonald E. Evans era o piloto do módulo de controlo e Harrison H. Schmitt era o piloto do módulo lunar. Schmitt foi também o único geólogo profissional a ir à Lua
Em 1995, a sonda Galileu chega a Júpiter, pouco mais de seis anos depois de ter sido lançada pelo vaivém espacial Atlantis durante a missão STS-34.
Observações: Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 01:22 e as 05:11.

Dia 08/12: 342.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1990, a sonda Galileu aproxima-se do planeta Terra no seu caminho de Vénus até Júpiter. Torna-se na primeira sonda interplanetária a visitar a Terra.
Em 2010, com o segundo lançamento do Falcon 9 e o primeiro lançamento do Dragon, a SpaceX torna-se na primeira empresa privada a lançar, orbitar e recolher com sucesso uma nave espacial. No mesmo dia, a nave japonesa a energia solar, IKAROS, passa o planeta Vénus a cerca de 80.800 km de distância.

Observações: Mercúrio em conjunção superior, pelas 09:39.

 
CURIOSIDADES


Sabia que a Via Láctea é deformada? O seu disco está longe de ser perfeitamente plano (a imagem acima é da galáxia ESO 510-13, parecida com a nossa). Os astrónomos atribuem a "culpa" às Nuvens de Magalhães.

 
TRAÇOS DE POSSÍVEL ACTIVIDADE BIOLÓGICA MARCIANA DESPERTAM CEPTICISMO ENTRE CIENTISTAS

Há muito que os cientistas debatem a possível existência de vida em Marte, e um novo estudo está a atirar achas para a fogueira.

Uma análise recente do meteorito Tissint, que caiu na Terra em 2011 e sobre o deserto marroquino, levou a um relatório de evidências que sugerem que fluídos com carbono - possivelmente feitos por vida - já existiram à superfície do Planeta Vermelho.

"A presença de fluídos ricos em material orgânico que infiltrou rochas perto da superfície de Marte tem implicações significativas para o estudo do paleoambiente marciano e, talvez, para a busca de possíveis actividades biológicas antigas em Marte," escreveram os investigadores no estudo, publicado na passada Terça-feira na revista Meteoritics & Planetary Science.

Mas alguns especialistas pensam que os achados não descartam a teoria de que o material orgânico no meteorito pode ter origens em processos não-biológicos.

O famoso astrónomo Carl Sagan disse uma vez, "afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias," observou Andrew Steele, microbiólogo do Instituto Carnegie em Washington D.C., EUA, que estudou o meteorito mas que não esteve envolvido no novo estudo.

"Eu acho que o ónus recai sobre os investigadores apresentarem a referida evidência extraordinária," comenta Steele. "Eu não acho que o fizeram até agora."

O meteorito Tissint foi expulso de Marte por um asteróide, e caiu para a Terra numa bola de fogo sobre a província Tata do deserto marroquino nas primeiras horas da manhã de 18 de Julho de 2011. É um de apenas cinco meteoritos marcianos cujas entradas foram testemunhadas por seres humanos, e o Tissint foi estudado pela primeira vez pelo especialista em meteoritos, Hasnaa Chennaoui Aoudjehane da Universidade Hassan II em Casablanca.

Um pedaço do meteorito Tissint que caiu na Terra no dia 18 de Julho de 2011.
Crédito: EPFL/Alain Herzog
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os estudos anteriores descobriram vestígios de material orgânico - compostos que contêm carbono e que, na Terra, são alguns dos blocos de construção da vida - em fissuras minúsculas do meteorito Tissint, que se formaram enquanto a rocha estava em Marte. Mas os cientistas têm debatido ferozmente se estes compostos foram produzidos por vida ou por outros processos não-biológicos.

No novo estudo, Philippe Gillet, um cientista da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, e uma equipa de colegas analisaram a química do carbono orgânico encontrado nas rachas do meteorito.

A equipa de Gillet acredita que o impacto de um asteróide em Marte pode ter criado estas fissuras na rocha Tissint enquanto ainda se encontrava à superfície do Planeta Vermelho, produzindo "veias" que absorveram parte da matéria que continha carbono.

O carbono, assim como outros elementos, vêm em diferentes formas chamadas isótopos. Ao medir as quantidades destes isótopos, os cientistas podem determinar a provável origem do carbono nas fissuras.

Depois de analisar a composição do carbono nas pequenas fendas do meteorito Tissint, a equipa descobriu que os isótopos de carbono eram leves demais para ter vindo da atmosfera marciana, como alguns cientistas haviam sugerido. Eles concluíram que os elementos químicos foram para aí trazidos por um fluído rico em matéria orgânica e que provavelmente veio de vida.

Mas Steele e outros cientistas não acham que a evidência comprova a afirmação.

Num estudo de 2012 publicado na revista Science, Steele descobriu que a matéria orgânica descoberta no Tissint e em 10 outros meteoritos é originária de Marte, mas que foi formada por processos vulcânicos. No entanto, Steele não estudou o mesmo material orgânico que Gillet e sua equipa - estudavam compostos que entraram no meteorito após a lava ter arrefecido.

Ainda assim, segundo Steele, a matéria orgânica dos fluídos pode ser originária de uma série de outras fontes, como a contaminação na Terra, meteoritos que impactavam Marte e outra química não-biológica. Algumas destas fontes podem também produzir isótopos leves de carbono, acrescenta.

Allan Treiman, cientista planetário do Instituto Lunar e Planetário em Houston, e cientista sénior do MSL/Curiosity (Mars Science Laboratory) da NASA, afirma que "fluídos com material orgânico podem ser encontrados em algumas rochas [vulcânicas] cá na Terra, e são interpretados como nada tendo a ver com vida."

Tissint não é o único meteorito que provocou controvérsia com reivindicações de vida marciana. Também se pensa que o meteorito Alan Hills 84001, descoberto na Antártica no dia 27 de Dezembro de 1984, seja de Marte. Em 1996, cientistas descreveram que a rocha espacial continha evidências de bactérias fossilizadas, mas outros desde aí descobriram explicações que não necessitam de vida.

Os cientistas ainda não podem descartar a possibilidade de existência de vida passada no Planeta Vermelho - afinal de contas, os blocos de construção da vida estão lá, afirma Steele. Mas os investigadores "têm de ser mais robustos na sua análise para realmente provar as suas afirmações," conclui.

Links:

Notícias relacionadas:
EPFL (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Meteoritics & Planetary Science)
As recentes descobertas acerca do Tissint (EPFL via YouTube)
As recentes descobertas acerca do Tissint - 2 (EPFL via YouTube)
SPACE.com
Universe Today
EarthSky
Astronomy Now
PHYSORG
redOrbit

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Meteorito Tissint:
Wikipedia

 
JAPÃO LANÇA COM SUCESSO HAYABUSA2

O Japão lançou uma sonda numa missão ambiciosa para explodir um buraco num asteróide e enviar amostras da rocha espacial de volta à Terra.

A missão Hayabusa2 da JAXA, a agência espacial japonesa, levantou voo no dia 3 de Dezembro pelas 04:22 (hora portuguesa) a partir do Centro Espacial Tanegashima do Japão. Se tudo correr como o previsto, a nave deverá regressar à Terra com amostras do asteróide 1999 JU3 no final de 2020.

Descolagem do foguetão que transporta a sonda Hayabusa2.
Crédito: JAXA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A Hayabusa2 é uma sequela mais ousada da histórica missão Hayabusa, que trouxe as primeiras amostras pristinas de um asteróide à Terra em 2010, após uma missão de sete anos.

Tal como a sua antecessora, a Hayabusa2 irá utilizar um motor iónico para viajar até ao asteróide e também irá recolher amostras. A primeira missão Hayabusa apenas conseguiu recolher uma pequena quantidade de material do asteróide Itokawa, mas a Hayabusa2 está desenhada para recolher mais durante a sua visita à rocha espacial.

O asteróide 1999 JU3 é carbonáceo, ou do tipo-C - diferente do asteróide Itokawa (tipo-S) visitado pela primeira Hayabusa. Os cientistas suspeitam que o asteróide 1999 JU3 contém água e materiais orgânicos - alguns dos blocos de construção do Sistema Solar.

"Acredita-se que os minerais e a água do mar que formam a Terra, bem como materiais para a vida, estejam fortemente ligados com a nebulosa solar primitiva no início do Sistema Solar," comunica a JAXA na descrição da missão. "Por isso esperamos clarificar a origem da vida ao analisar amostras obtidas de um corpo primordial como este asteróide e estudar a matéria orgânica e a água no Sistema Solar, e como coexistem enquanto afectam-se mutuamente."

Para alcançar o asteróide 1999 JU3, a Hayabusa2 levará a cabo uma passagem rasante pela Terra em 2015 a fim de ganhar velocidade e, em seguida, prosseguirá para um encontro com o asteróide em 2018. Espera-se que a Hayabusa2 orbite a rocha espacial durante 18 meses, aterrando três vezes para recolher amostras de material.

Enquanto a Hayabusa2 estuda o asteróide 1999 JU3 a partir de órbita, implantará três rovers e um "lander" alemão/europeu chamado MASCOT, todos os quais irão trabalhar de forma independente à superfície e recolherão informações sobre a composição e história do asteróide.

Impressão de artista do encontro da Hayabusa2 com o asteróide 1999 JU3.
Crédito: Akihiro Ikeshita
 

Os custos de desenvolvimento da missão Hayabusa2 estão estimados em quase 110 milhões de Euros (ao câmbio actual), com inúmeras melhorias em relação à missão do seu antecessor no asteróide Itokawa (Hayabusa significa "falcão" em japonês).

Os motores iónicos da Hayabusa2 têm 20% mais força propulsora do que a primeira sonda, lançada em 2003. As observações científicas da Hayabusa2 vão demorar 18 meses, em vezes de apenas três meses. E, embora o seu desenho básico seja semelhante ao da Hayabusa, a nova missão tem instrumentos mais sofisticados a bordo para estudar o asteróide alvo.

"A configuração da Hayabusa2 é basicamente a mesma que a Hayabusa, mas modificámos algumas partes através da introdução de novas tecnologias que evoluíram após a era da Hayabusa," escreve a JAXA. "Por exemplo, a antena da Hayabusa tinha uma forma parabólica, mas a da Hayabusa2 é achatada."

As melhorias permitem com que a sonda economize peso, acrescentam os funcionários da agência. "Graças ao desenho plano, o peso da antena foi reduzido em um-quarto em comparação com uma antena parabólica, cujo desempenho é o mesmo. Uma antena mais leve é melhor para um explorador espacial, por isso o desenho achatado é preferível. Além disso, é menos facilmente aquecido do que uma antena parabólica."

Os dois novos instrumentos incluem duas ferramentas que vão procurar água: um espectrómetro no infravermelho próximo e uma câmara infravermelha. A Hayabusa2 também transporta um pequeno impactador que vai atingir a superfície deliberadamente à medida que a sonda observa a partir de órbita. O impacto deverá permitir com que os cientistas observem o que acontece imediatamente após a criação de uma cratera. Seguidamente, espera-se que a Hayabusa2 aterre no local de impacto para recolher amostras de material subsuperficial escavado pela explosão.

A Hayabusa2 usará um marcador de alvo que deixará cair na superfície do asteróide 1999 JU3 para ajudar a guiar as suas descidas até à rocha espacial. Usando um altímetro laser, a sonda comunicará com o marcador para encontrar um local para pousar à superfície.

A sonda também está equipada com rastreadores estelares para determinar a sua posição e orientação no espaço, três câmaras de navegação óptica e múltiplas antenas - que variam desde alto a baixo-ganho - para se certificar que fica em contacto com a Terra durante todas as fases da missão.

Impressão de artista da sonda Hayabusa2 com o módulo MASCOT à superfície do asteróide 1999 JU3. A missão pretende recolher amostras da rocha e regressar à Terra em 2020.
Crédito: JAXA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pouco se sabe sobre o asteróide 1999 JU3 porque o seu baixo albedo (reflectividade) faz com que a sua forma e rotação sejam difíceis de avaliar. Os astrónomos estimam que o asteróide mede cerca de 900 metros de diâmetro e que gira uma vez a cada 7,6 horas.

O que quer que a missão Hayabusa2 aprenda vai ajudar os investigadores a melhor compreender os primórdios do Sistema Solar.

"Pensamos que os asteróides têm informações sobre o nascimento do Sistema Solar e sobre a sua evolução," comunica a JAXA. "Para um grande corpo celeste como a Terra, os seus materiais originais já foram fundidos e, consequentemente, não há nenhuma maneira de saber a história antes da fusão. Por outro lado, a maioria das centenas de milhares de asteróides e cometas que descobrimos preservam a história do lugar e da era do seu nascimento no interior do Sistema Solar."

A sonda fará três pousos autónomos, cada vez recolhendo material e colocando-os numa câmara separada para regresso à Terra. Enquanto isso, os três rovers (colectivamente chamados Minerva II) e o pequeno módulo MASCOT vão transmitir informações a partir da superfície até à Hayabusa2.

Depois de completar as operações no asteróide 1999 JU3, a Hayabusa2 fará então uma viagem de um ano de volta à Terra, com aterragem prevista no interior australiano e no final de 2020.

Links:

Cobertura da missão Hayabusa pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
09/07/2010 - Possíveis partículas de asteróide descobertas no contentor de amostras da Hayabusa
15/06/2010 - Hayabusa regressa!
06/04/2010 - Sonda Hayabusa chegará em breve à Terra
25/11/2009 - Novas esperanças para valente missão japonesa
16/04/2008 - Sonda Hayabusa pode nunca regressar à Terra
29/08/2007 - Sonda Hayabusa recupera terceiro motor iónico
13/12/2005 - Missão Hayabusa provavelmente falhou
29/11/2005 - Missão Hayabusa com sucesso
22/11/2005 - Hayabusa falha aterragem
04/11/2005 - Apesar das imagens Hayabusa sofre retrocesso

Notícias relacionadas:
Lançamento do foguetão H-IIA que transporta a Hayabusa2 (JAXA via YouTube)
Vídeo sobre Hayabusa e Hayabusa2 (JAXA via YouTube)
SPACE.com
Sky & Telescope
The Planetary Society
Universe Today
Science
PHYSORG
NASAspaceflight.com
NewScientist
SPACENEWS
Popular Science
Discovery News
Reuters
CNN
Forbes

Hayabusa 2:
JAXA
JAXA - 2
Wikipedia

1999 JU3:
Wikipedia
JPL/NASA

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Cientistas quantificam com precisão poeira em torno de planetas em busca de vida (via Observatório Keck)
Um novo estudo científico com o Interferómetro Keck em Mauna Kea, Hawaii, relata que após estudarem quase 50 estrelas entre 2008 e 2011, cientistas foram capazes de determinar com uma incrível precisão a quantidade de poeira em redor desses astros distantes - um passo em frente na descoberta de planetas que possam ter condições para a existência de vida. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Platão e Alpes Lunares
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Richard Bosman
 
A grande cratera Platão, com um solo escuro e 95 km de diâmetro, e os picos iluminados dos Alpes lunares (Montes Alpes), são as figuras de destaque nesta imagem digital da superfície da Lua. Enquanto os Alpes do planeta Terra foram subindo ao longo de milhões de anos à medida que as placas continentais colidiam lentamente, os Alpes lunares foram provavelmente formados por uma colisão súbita que criou a bacia de impacto gigante conhecida como Mare Imbrium ou Mar das Chuvas. O chão geralmente suave e preenchido com lava do mar pode ser visto para baixo da cordilheira de montanhas. A característica recta que corta as montanhas é conhecida como Vallis Alpes ou Vale Alpino. Juntando Mare Imbrium com Mare Frigoris (Mar do Frio) para Norte, o vale estende-se em direcção ao canto superior direito por cerca de 160 km e tem aproximadamente até 10 km de largura. Claro, a montanha alpina brilhante por baixo e para a direita do vale é chamada Mont Blanc. É a montanha mais alta dos Alpes lunares e mede mais de 3 km de altura. Na ausência de uma atmosfera, para não mencionar neve, os Alpes lunares não são provavelmente um local ideal para umas férias de Inverno. Ainda assim, um esquiador com 68 kg pesaria apenas pouco mais de 11 kg na Lua.
 

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