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Edição n.º 1188
28/07 a 30/07/2015
 
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02/08/15 - NOITE DAS ESTRELAS
Está convidado a participar na noite das estrelas organizada pela Alliance Française de l’Algarve e pelo Centro de Ciência Viva do Algarve. O programa desta noite esta organizado da seguinte forma:
20:30 - projeção do filme “L’Oeil de l’Astronome” de Stan Neumann, versão original em francês legendada em português.
22h00: Observação astronómica à vista desarmada, com binóculos e com telescópio.
Número máximo de pessoas : 25 pessoas para o filme e para a observação.
Inscrição gratuita mas obrigatória para o email: algarve@alliancefr.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 28/07: 209.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851 era tirada a primeira fotografia do Sol durante um eclipse total, a partir da qual se descobre a coroa solar.
Em 1867 nascia Charles Dillon Perrine, astrónomo americano-argentino, descobridor de duas luas de Júpiter (Himalia em 1904 e Elara em 1905).

Foi também diretor do Observatório Nacional Argentino (hoje com o nome Observatório Astronómico de Córdoba).
Em 1964 era lançada a sonda Ranger 7, que regista as primeiras imagens da Lua tiradas por uma nave americana.
Observações: Depois do anoitecer, a Ursa Maior pendura-se diagonalmente a noroeste. A maioria das suas estrelas estão a cerca de 80 anos-luz de distância. Siga a curva da "pega" da "frigideira" até encontrar Arcturo a oeste. Arcturo é a gigante alaranjada mais próxima do Sol, a 37 anos-luz de distância.

Dia 29/07: 210.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851, A. De Gasparis descobria o asteroide 15 Eunomia.
Em 1898, nascia o físico Isidor Isaac Rabi, que recebeu o prémio Nobel da Física em 1944, pelo seu método de ressonância para registar as propriedades magnéticas do núcleo atómico.

Em 2005, astrónomos anunciam a descoberta do planeta anão Éris.
Observações: Ainda não chegámos à 2.ª metade do verão, mas a constelação de Cassiopeia, associada ao outono e ao inverno, sobe já a norte-nordeste depois do cair da noite. E o Grande Quadrado de Pégaso, símbolo do outono, apoia-se num canto perto do horizonte a este-nordeste.

Dia 30/07: 211.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, os astronautas da Apollo 15 aterram na Lua.

Observações: A Lua, praticamente Cheia, encontra-se entre as constelações de Sagitário e Capricórnio. Para cima do nosso satélite natural, temos a constelação de Águia.

 
CURIOSIDADES


Saturno tem 62 luas confirmadas. No entanto, pelos anéis vagueiam corpos mais pequenos que luas mas maiores que as partículas mais comuns dos anéis (cada com centenas de metros de diâmetro). Conhecem-se mais de 150 objetos embebidos nos anéis. Pensa-se que são apenas uma pequena amostra da população total deste género de objetos. A linha que divide a categoria "lua" da categoria "corpo de anel" ainda está por definir.

 
NEW HORIZONS ENCONTRA NEBLINA, "GLACIARES" EM PLUTÃO

Fluxos de gelo e uma neblina surpreendentemente prolongada estão entre as mais recentes descobertas da missão New Horizons da NASA, que revelam que Plutão é um mundo gelado de maravilhas.

"Nós sabíamos que uma missão a Plutão iria trazer algumas surpresas, e agora - 10 dias após a maior aproximação - podemos dizer que as nossas expetativas foram mais que superadas," afirma John Grunsfeld, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA. "Com fluxos de gelo, química exótica à superfície, cordilheiras de montanhas e uma vasta neblina, Plutão está a mostrar uma diversidade de geologia planetária realmente impressionante."

Apenas sete horas depois da passagem rasante, a New Horizons apontou o seu instrumento LORRI (Long Range Reconnaissance Imager) novamente para Plutão, capturando luz solar através da atmosfera e revelando neblinas até 130 km acima da superfície de Plutão. Uma análise preliminar da imagem mostra duas camadas distintas - uma a cerca de 80 km acima da superfície e a outra a uma altitude de aproximadamente 50 km.

Iluminado pelo Sol, o "anel" da atmosfera de Plutão, um halo luminoso obtido pela sonda New Horizons da NASA no dia 15 de julho. Este retrato global da atmosfera foi capturado quando a sonda estava a 2 milhões de quilómetros de Plutão e mostra estruturas tão pequenas quanto 19 km. A imagem, recebida no dia 23, tem o norte no topo da imagem.
Crédito: NASA/JUHAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O meu queixo bateu no chão quando vi esta primeira imagem de uma atmosfera alienígena na Cintura de Kuiper," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons e do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (Southwest Research Institute; sigla SwRI) em Boulder, no estado americano do Colorado. "Ela lembra-nos que a exploração traz mais do que apenas descobertas incríveis – traz-nos uma beleza incrível."

O estudo da atmosfera de Plutão fornece pistas sobre o que está acontecer por baixo.

"As névoas detetadas na imagem são um elemento-chave na criação de compostos complexos de hidrocarbonetos que dão à superfície de Plutão o seu tom avermelhado," afirma Michael Summers, co-investigador da New Horizons e da Universidade George Mason em Fairfax, Virginia, EUA.

Os modelos sugerem que as névoas são formadas quando a luz ultravioleta quebra as partículas do gás metano - um hidrocarboneto simples na atmosfera de Plutão. A quebra do metano provoca a acumulação de hidrocarbonetos gasosos mais complexos, como o etileno e acetileno, que também foram descobertos na atmosfera de Plutão pela New Horizons. À medida que estes hidrocarbonetos caem para as partes mais inferiores e frias da atmosfera, condensam-se em partículas de gelo que criam as neblinas. A luz ultravioleta do Sol converte as névoas em "tholins", os hidrocarbonetos escuros que dão cor à superfície de Plutão.

Os cientistas já tinham calculado que as temperaturas seriam demasiado quentes para a formação de neblinas a altitudes superiores a 30 km.

"Vamos precisar de algumas ideias novas para descobrir o que está a acontecer," afirma Summers.

Quatro imagens obtidas pelo instrumento LORRI foram combinadas com dados do Ralph para criar esta imagem em cores falsas de Plutão. As imagens, obtidas a 450.000 km de distância, mostram características até 2,2 km de comprimento, o dobro da resolução da imagem global obtida no dia 13 de julho.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Entretanto, os cientistas da New Horizons estão a usar imagens a cores modificadas para detetar diferenças na composição e textura da superfície de Plutão. As imagens são combinadas com dados do instrumento Ralph e pintam um novo e surpreendente retrato de Plutão, no qual os padrões globais variam com a latitude. Os terrenos mais escuros aparecem no equador, os meio-tons são a norma a latitudes médias e uma extensão mais brilhante e gelada domina a região polar norte. A equipa científica da New Horizons está a interpretar este padrão como o resultado de transportes sazonais de gelo do equador para o polo.

Este padrão é interrompido drasticamente pelo "coração" de Plutão.

O "coração do coração", Sputnik Planum, é sugestivo de um reservatório de gelos. Os dois "lobos" azul-esbranquiçados que se estendem para sudoeste e para nordeste do "coração" podem representar gelos exóticos transportados para longe de Sputnik Planum.

A missão New Horizons também encontrou, em imagens obtidas pelo LORRI, evidências de gelos exóticos que fluem através da superfície de Plutão e sinais reveladores de atividade geológica recente, algo que os cientistas sonhavam em encontrar mas não tinham a certeza.

Na região norte de Sputnik Planum, padrões claros e escuros sugerem que uma camada superficial de gelos exóticos fluiu em redor de obstáculos e para depressões, como os glaciares da Terra.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRi
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As novas imagens mostram detalhes fascinantes da região Sputnik Planum, situada dentro da metade ocidental de Tombaugh Regio, o "coração" de Plutão. Aí, uma folha de gelo parece ter fluído - e pode ainda estar fluindo - de modo semelhante como os glaciares da Terra.

"Só vimos superfícies como estas em mundos ativos como a Terra ou Marte," afirma John Spence, co-investigador da missão e do SwRI.

Adicionalmente, novos dados relativos à composição, obtidos com o instrumento Ralph da New Horizons, indicam que o centro de Sputnik Planum é rico em azoto (também chamado nitrogénio), monóxido de carbono e gelos de metano.

"À temperatura de -234º C de Plutão, estes gelos podem deslizar como um glaciar," afirma Bill McKinnon, vice-líder da equipa GGI (Geology, Geophysics and Imaging) da Universidade de Washington em St. Louis. "Na região mais ao sul do coração, adjacente à região equatorial escura, parece que terrenos antigos e altamente craterados (informalmente denominados "Cthulhu Regio") foram invadidos por depósitos de gelo muito mais recentes."

Esta imagem da região mais a sul de Sputnik Planum ilustra a sua complexidade, incluindo formas poligonais das planícies geladas de Plutão, as suas duas cordilheiras montanhosas, e uma região de terreno mais antigo e craterado que parece ter sido preenchido por depósitos gelados muito mais recentes.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A missão New Horizons vai continuar a enviar os dados armazenados até ao final de 2016. Está atualmente 15 milhões de quilómetros para lá de Plutão, de boa saúde e cada vez mais nas profundezas da Cintura de Kuiper.

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar longínquo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA - 2 (comunicado de imprensa)
Voando sobre as planícies geladas de Plutão (cortesia NASA via YouTube)
Science
Astronomy
Sky & Telescope
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Universe Today
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Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  As galáxias mais densas (via NOAO)
Dois estudantes da Universidade Estatal San José, Califórnia, EUA, descobriram duas galáxias que são agora as mais densas que se conhecem. Parecidas com enxames globulares, mas entre cem e mil vezes mais brilhantes, os novos sistemas têm propriedades intermédias em tamanho e luminosidade entre as galáxias e os enxames estelares. Ler fonte
     
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Trífida Infravermelha
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: J. Rho (SSC/Caltech), JPL-CaltechNASA
 
A Nebulosa Trífida, também conhecida como Messier 20, é fácil de encontrar com um pequeno telescópio, uma paragem bem conhecida da constelação rica em nebulosas de Sagitário. Mas onde as imagens óticas mostram a nebulosa dividida em três partes por faixas de poeira obscurante, esta penetrante imagem infravermelha revela filamentos de nuvens brilhantes de poeira e estrelas recém-nascidas. Esta espetacular imagem a cores falsas é cortesia do Telescópio Espacial Spitzer. Os astrónomos usaram os dados infravermelhos do Spitzer para contar as estrelas recém-nascidas e embrionárias que de outra forma permaneciam ocultas nas nuvens natais de poeira e gás deste berçário estelar impressionante. A Nebulosa Trífida mede cerca de 30 anos-luz em diâmetro e está situada a apenas 5500 anos-luz de distância.
 

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