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Edição n.º 1231
25/12 a 28/12/2015
 
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EFEMÉRIDES

Dia 25/12: 359.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1642, nascia Isaac Newton (de acordo com o calendário juliano), físico e matemático inglês, largamente considerado um dos cientistas mais influentes de todos os tempos e uma figura-chave da revolução científica.

O seu livro "Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica", publicado pela primeira vez em 1687, estabelece as fundações da mecânica clássica.
Em 1968, a Apollo 8 faz a primeira manobra TEI (Trans Earth Injection), enviando a tripulação e a nave de volta à Terra desde órbita lunar.
Em 2003, a infeliz Beagle 2, libertada da sonda Mars Express no dia 19 de Dezembro, desaparece pouco antes da sua prevista aterragem. No dia 16 de janeiro de 2015, mais de onze anos depois do seu desaparecimento, a sonda MRO localiza-a no solo marciano. 
Em 2004, a Cassini liberta a sonda Huygens, que aterra em Titã a 14 de janeiro do ano seguinte.
Observações: Feliz dia do Sol Invicto! Esta data era celebrada no final da época dos Romanos porque era quando o Sol começava a recuperar do seu longo declínio com a promessa, no frio e na escuridão, da vinda de uma nova primavera e verão.
Lua Cheia, pelas 11:11. A Lua brilha esta noite entre as estrelas mais brilhantes de Gémeos, Pollux e Castor, e a constelação de Orionte. Bem para cima está a constelação de Cocheiro, com a sua brilhante estrela Capella.

Dia 26/12: 360.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1973, a Soyuz 13 voltava à Terra.
Em 1974 era lançada a Salyut 4.

Observações: Se ainda não avistou Mercúrio durante estes últimos tempos, olhe agora. Está facilmente visível baixo a oeste-sudoeste ao anoitecer.
Esta noite a Lua encontra-se entre as estrelas de Gémeos (Pollux e Castor) e Procyon, de Cães de Caça.

Dia 27/12: 361.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1571, nascia Johannes Kepler, astrónomo e matemático alemão. Foi uma figura-chave na revolução científica do século XVII, conhecido principalmente pelas suas leis do movimento planetário

Em 1968, a Apollo 8 aterra no Oceano Pacífico, terminando a primeira missão tripulada à Lua.
Em 2004, radiação de uma explosão no magnetar SGR 1806-20 alcança a Terra. É o evento extrasolar mais brilhante alguma vez observado.
Observações: Esta é a altura do ano em que M31, a Galáxia de Andrómeda, passa o zénite pouco depois do anoitecer (para latitudes médias norte). A hora exata depende da sua longitude. A Lua, esta noite, nasce cerca de uma hora depois da maior altura no céu de M31.

Dia 28/12: 362.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1612, Galileu Galilei torna-se no primeiro astrónomo a observar o planeta Neptuno, embora o catalogue erradamente como uma estrela fixa.
Em 1798, nascia Thomas Henderson, astrónomo escocês, conhecido por ter sido o primeiro a medir a distância até Alpha Centauro.
Em 1895, Wilhem Röntgen publica um artigo no qual descreve a sua descoberta de um novo tipo de radiação, que mais tarde se veio a chamar raios-X.
Em 1882, nascia Arthur Eddington, astrofísico que confirmaria a previsão de Einstein de encurvamento do espaço-tempo no célebre eclipse de 1919 observado na ilha de Príncipe (território português nessa época).

Foi quem desenvolveu o modelo da pulsação das cefeidas e trabalhou a par de Einstein na tentativa de unificação das forças fundamentais.
Em 1973, o cometa Kohoutek atingia o periélio. 
Observações: Está frio, mas isso não é razão para ignorar o céu de Inverno. Aproveite a noite para observar a nebulosa mais famosa do hemisfério norte, a Nebulosa de Orionte (M42). Se se encontrar num local com pouca poluição luminosa, até a consegue observar à vista desarmada.

 
CURIOSIDADES


Ceres foi descoberto por Giuseppe Piazzi no dia 1 de janeiro de 1801.

 
CERES: IMAGENS A PARTIR DA ÓRBITA MAIS BAIXA DA DAWN
Esta imagem de Ceres foi obtida durante a órbita de baixa altitude da Dawn e mostra uma cadeia de crateras chamada Gerber Catena.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda Dawn da NASA, voando atualmente na sua órbita mais baixa e final em redor do planeta anão Ceres, transmitiu as primeiras imagens a partir do seu melhor ponto de vista possível. As novas imagens mostram detalhes da superfície craterada e fraturada.

A Dawn captou estas imagens do hemisfério sul de Ceres no dia 10 de dezembro a uma altitude aproximada de 385 km, o valor mais baixo de sempre para a sua altitude orbital. A Dawn permanecerá a esta altitude durante o resto da missão e, depois, indefinidamente. A resolução das imagens é de cerca de 35 metros por pixel.

Entre as vistas impressionantes está uma cadeia de crateras chamada Gerber Catena, localizada a oeste da grande cratera Urvara. As depressões são comuns em corpos planetários maiores, provocadas por contração, tensões de impacto e pelo peso de grandes montanhas sobre a crosta - Olympus Mons em Marte é um exemplo. As fraturas encontradas em toda a superfície de Ceres indicam que processos similares podem ter ocorrido aqui, apesar do seu tamanho pequeno (o diâmetro médio de Ceres é 940 quilómetros). Muitas das depressões e ranhuras de Ceres foram provavelmente formadas como resultado de impactos, mas algumas parecem ser tectónicas, refletindo tensões internas que quebraram a crosta.

Esta parte de Ceres, perto do pólo sul, tem sombras muito longas porque, da perspetiva deste local, o Sol está perto do horizonte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Não compreendemos ainda a razão porque são tão proeminentes, mas provavelmente está relacionada com a complexa estrutura crustal de Ceres," afirma Paul Schenk, membro da equipa científica da Dawn do Instituto Lunar e Planetário em Houston, no estado americano do Texas.

As imagens foram obtidas como parte de um teste da câmara "backup" de enquadramento da Dawn. A câmara principal de enquadramento, que é essencialmente idêntica, começou a sua campanha de imagem durante esta órbita no passado dia 16 de dezembro. Ambas as câmaras estão bem de saúde.

Os outros instrumentos da Dawn também começaram o seu período intenso de observações este mês. O espectrómetro de mapeamento visível e infravermelho vai ajudar a identificar os minerais olhando para o modo como vários comprimentos de onda são refletidos pela superfície de Ceres. O detetor de raios-gama e de neutrões também está ativo. A medição das energias e números de raios-gama e neutrões, dois componentes da radiação nuclear, vai ajudar a determinar as abundâncias de alguns elementos em Ceres.

A Dawn obteve esta imagem durante a sua órbita de baixa altitude, a cerca de 385 km do planeta anão.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No início de dezembro, os membros da equipa científica da Dawn revelaram que o material brilhante, encontrado em crateras importantes como Occator, é consistente com sal - e propuseram que um tipo de sulfato de magnésio, chamado hexahidrato, pode estar presente. Um grupo diferente de cientistas da Dawn descobriu que Ceres também contém argilas amoniacadas. Dado que a amónia é abundante no Sistema Solar exterior, este achado sugere que Ceres pode ter-se formado na vizinhança de Neptuno e migrado para dentro, ou ter-se formado no local onde se encontra com material que migrou a partir do Sistema Solar exterior.

"Ao recolhermos os dados de maior resolução alguma vez obtidos de Ceres, vamos continuar a examinar as nossas hipóteses e a descobrir ainda mais surpresas sobre este mundo misterioso," afirma Chris Russell, investigador principal da missão Dawn, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

A Dawn é a primeira missão a visitar um planeta anão e a primeira missão, além do sistema Terra-Lua, a orbitar dois alvos distintos do Sistema Solar. Orbitou o protoplaneta Vesta durante 14 meses em 2011 e 2012 e chegou a Ceres no dia 6 de março de 2015.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
11/12/2015 - Novas pistas sobre as manchas brilhantes de Ceres e suas origens
16/10/2015 - O que colide com Ceres, fica em Ceres
02/10/2015 - Equipa da Dawn partilha novos mapas e informações sobre Ceres
11/09/2015 - Manchas de Ceres em mais detalhe
23/06/2015 - Manchas de Ceres continuam a mistificar
28/04/2015 - Pontos brilhantes de Ceres novamente visíveis
10/03/2015 - Dawn é a primeira sonda a orbitar um planeta anão
03/03/2015 - Dawn aproxima-se de encontro histórico com planeta anão
27/02/2015 - "Mancha brilhante" em Ceres tem companheira mais ténue
30/01/2015 - Dawn captura imagens de Ceres com resolução superior à do Hubble
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres 
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante 
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante 
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
redOrbit
spaceref
PHYSORG
gizmag

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Cores das Estrelas e Pinheiro
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Stan Honda
 
As lindas e luminosas decorações deste pinheiro são na realidade as estrelas brilhantes da constelação de Escorpião e o brilho ténue da Via Láctea central. Capturada em junho perto da orla norte do Grand Canyon do planeta Terra, esta imagem está focada no ramo do pinheiro e desfocada para as estrelas mais distantes, a sua luz turvada em discos coloridos. Claro, a temperatura determina a cor das estrelas. A maioria das estrelas desfocadas de Escorpião mostram um tom predominantemente azul, pois as suas temperaturas à superfície são bem superiores à do Sol. Mais fria e maior que o Sol, e notavelmente mais avermelhada nesta cena, está a estrela gigante Antares no coração do escorpião. Focado, as imagens telescópicas do disco esbranquiçado perto do canto superior direito seriam imediatamente reconhecíveis, refletindo a luz do Sol como o gigante planeta Saturno.
 

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