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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1940  
  11/10 a 13/10/2022  
     
 

Apresentação às Estrelas | Os tapa-estrelas!
Data: 13 de outubro de 2022
Hora: 20:30
O tema desta sessão leva-nos a explorar asteroides sem os ver!
Vamos entender como é possível "adivinhar" a forma de um corpo longínquo e minúsculo, da mesma maneira como se "adivinhar" a órbita dele!
Adulto: 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
Lotação máxima de 12 pessoas.
A observação astronómica depende de condições meteorológicas favoráveis.
Inscrições obrigatórias (info@ccvalg.pt)
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 11/10: 284.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1758, nascia Heinrich Wilhelm Matthias Olbers, astrónomo e físico alemão, descobridor de Pallas e Vesta.
Em 1958, lançamento da sonda Pioneer 1 (a sonda cai para a Terra e é destruída).
Em 1968, lançamento da Apollo 7, a primeira missão tripulada do programa Apollo.
Em 1984, a astronauta Kathryn D. Sullivan, da missão STS-41G, torna-se na primeira mulher a fazer um passeio espacial.

Em 2000, lançamento da missão STS-92 do vaivém Discovery, a centésima do programa dos vaivéns espaciais.
Em 2018, a Soyuz MS-10, que lançava uma tripulação para a ISS, sofre problemas durante a ida. A tripulação aterra em segurança.
Observações: Esta é a altura do ano em que, após o cair da noite, a constelação em forma de "W", Cassiopeia, apoia-se que na vertical no céu a nordeste - e quando, para a sua esquerda, a norte, a pequena Ursa Menor estende-se para a esquerda da Estrela Polar. As estrelas mais brilhantes da Ursa Menor (de segunda magnitude) são a Polar, a ponta da "pega da frigideira" a norte, e Kochab, a outra ponta da "frigideira", a cerca de punho e meio para a esquerda.

Dia 12/10: 285.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1964, lançamento do Voskhod 1, a primeira missão com uma tripulação de várias pessoas e o primeiro voo sem fatos espaciais. 

Em 1994, destruição da Magalhães na atmosfera de Vénus
Em 2005, segundo voo espacial da China. O Shenzhou 6 transportou dois astronautas durante cinco dias em órbita.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante alta a oeste depois do anoitecer. Para baixo e para a direita, cerca de 14º (quase punho e meio à distância do braço esticado), procure Eltanin, o nariz do Dragão. O resto da ténue cabeça da constelação de Dragão fica um pouco para trás. Dragão está sempre a olhar para Vega.
As estrelas da constelação a que Vega pertence - Lira - também elas ténues em comparação com Vega - estendem-se agora 7º para a esquerda da estrela.

Dia 13/10: 286.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1773, Charles Messier descobria a Galáxia do Rodamoinho (M51).

Em 1884, Greenwich, em Londres, Inglaterra, é estabelecida como o meridiano de longitude para a Hora Universal
Em 1892 (noite de 13 para 14), Edward Emerson Barnard descobre D/1892 T1, o primeiro cometa descoberto por meios fotográficos. 
Em 1933, criação da Sociedade Interplanetária Britânica.
Observações: Esta noite, os observadores a latitudes médias norte finalmente têm cerca de 40 minutos de escuridão entre o fim do lusco-fusco e o nascer da Lua. Use este tempo para dar uma olhadela ao Grande Quadrado de Pégaso, apoiado num canto alto a este para cima de Júpiter.
Para a esquerda do canto esquerdo do Grande Quadrado corre a linha principal de Andrómeda, três estrelas de segunda magnitude tão brilhantes quanto o Quadrado e espaçadas quase à mesma distância (a primeira pertence ao Quadrado).

 
 
   
InSight da NASA à espera que tempestade de poeira se dissipe

A missão InSight da NASA, que se espera que termine num futuro próximo, viu uma queda recente na energia gerada pelos seus painéis solares à medida que uma tempestade de poeira do tamanho de um continente gira sobre o hemisfério sul de Marte. Observada pela primeira vez no dia 21 de setembro de 2022, pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, a tempestade está a cerca de 3500 quilómetros do módulo InSight e teve inicialmente pouco impacto no "lander".

A missão monitoriza cuidadosamente o nível de energia do "lander", que tem vindo a diminuir à medida que a poeira se acumula nos seus painéis solares. Na segunda-feira, 3 de outubro, a tempestade tinha crescido o suficiente e estava a acumular tanta poeira que a espessura da neblina poeirenta na atmosfera marciana tinha aumentado em quase 40% em torno do InSight. Com menos luz solar a atingir os painéis do "lander", a sua energia caiu de 425 watt-hora por dia marciano, ou sol, para apenas 275 watt-hora por sol.

 
O "lander" InSight da NASA captou esta "selfie" final a 24 de abril de 2022, o 1211.º dia marciano, ou sol, da missão. O módulo de aterragem está coberto de muito mais poeira do que estava na sua primeira "selfie", tirada em dezembro de 2018, pouco tempo depois da aterragem - ou na sua segunda "selfie", composta de imagens tiradas em março e abril de 2019.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

O sismómetro do InSight tem estado a funcionar cerca de 24 horas dia marciano sim, dia marciano não. Mas a queda na energia solar não deixa alimentação suficiente para carregar completamente as baterias a cada sol. Ao ritmo atual de descarga, o "lander" só poderia operar durante algumas semanas. Assim, para conservar energia, a missão vai desligar o sismómetro do InSight durante as próximas duas semanas.

"Estávamos mais ou menos no degrau inferior da nossa escada no que toca à energia. Agora estamos no chão", disse o gestor do projeto InSight, Chuck Scott, do JPL da NASA no sul da Califórnia, EUA. "Se conseguirmos sobreviver a isto, podemos continuar a operar no inverno - mas eu preocupar-me-ia com a próxima tempestade que surgir".

A equipa tinha estimado que a missão do InSight iria terminar algures entre o final de outubro deste ano e janeiro de 2023, com base em previsões de quanto a poeira nos seus painéis solares irá reduzir a sua produção de energia. Desde há muito tempo que o "lander" ultrapassou a sua missão principal e está agora perto do fim da sua missão alargada, realizando "ciência bónus" ao medir sismos marcianos, que revelam detalhes sobre o interior profundo do Planeta Vermelho.

 
As nuvens beges vistas neste mapa global de Marte são uma tempestade de poeira do tamanho de um continente, capturadas no dia 29 de setembro de 2022, pelo MCS (Mars Climate Sounder) a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. As missões Perseverance, Curiosity e InSight da NASA estão rotuladas, mostrando as vastas distâncias entre elas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
 

O estudo das tempestades marcianas

Há sinais de que esta grande tempestade regional atingiu o seu pico e entrou na sua fase de dissipação: o instrumento MCS (Mars Climate Sounder) da MRO, que mede o aquecimento provocado pela absorção de luz solar pela poeira, vê o crescimento da tempestade a abrandar. E as nuvens que levantam poeira, observadas em imagens do MARCI (Mars Color Imager) do mesmo orbitador - que cria diariamente mapas globais do Planeta Vermelho e foi o primeiro instrumento a detetar a tempestade - não estão a crescer tão rapidamente como antes.

Esta tempestade regional não é uma surpresa: é a terceira tempestade do seu género que foi vista este ano. De facto, as tempestades de poeira de Marte ocorrem em todas as épocas do ano marciano, embora mais delas - e maiores - ocorram durante o outono e inverno no hemisfério norte, que está a chegar ao fim.

As tempestades marcianas de poeira não são tão violentas ou dramáticas como Hollywood as retrata. Embora os ventos possam soprar até 97 km/h, o ar marciano é suficientemente fino para ter apenas uma fração da força das tempestades na Terra. Na sua maioria, as tempestades criam "bagunça": atiram poeira para a atmosfera, que desce lentamente, por vezes demorando semanas.

Em raras ocasiões, os cientistas têm visto tempestades de poeira a crescer para eventos globais, que cobrem quase todo o planeta Marte. Uma destas tempestades de poeira de tamanho planetário acabou com a missão do rover Opportunity da NASA em 2018.

Por serem movidos a energia nuclear, os rovers Curiosity e Perseverance da NASA não têm com que se preocupar em termos de uma tempestade de poeira que afeta a sua energia. Mas o helicóptero Ingenuity é movido a energia solar e tem notado o aumento global da neblina de fundo.

Além de monitorizar tempestades para a segurança das missões da NASA na superfície marciana, a MRO passou 17 anos a recolher dados inestimáveis sobre como e porque é que estas tempestades se formam. "Estamos a tentar captar os padrões destas tempestades para podermos melhor prever quando estão prestes a acontecer", disse Zurek. "Aprendemos mais sobre a atmosfera de Marte com cada uma delas que observamos".

// NASA (comunicado de imprensa)

 


Saiba mais

Cobertura da missão InSight pelo CCVAlg - Astronomia:
24/06/2022 - InSight obtém algumas semanas extra de ciência marciana
20/05/2022 - InSight ainda "à escuta" de sismos marcianos enquanto os seus níveis de energia diminuem
13/05/2022 - InSight regista sismo monstruoso em Marte
26/04/2022 - Registados os dois maiores sismos marcianos, do outro lado do planeta
30/11/2021 - A análise das vibrações induzidas pelo vento de Marte lança luz sobre as propriedades da subsuperfície do planeta
28/09/2021 - InSight "ouve" três grandes sismos marcianos, graças à limpeza dos seus painéis solares
27/07/2021 - InSight da NASA revela o interior de Marte
06/04/2021 - InSight da NASA deteta dois sismos consideráveis em Marte
19/01/2021 - "Toupeira" do InSight termina a sua viagem em Marte
22/12/2020 - Três coisas que aprendemos com o InSight da NASA
08/09/2020 - Surpresa em Marte
28/02/2020 - Um ano de ciência surpreendente da missão InSight da NASA
25/02/2020 - "Lander" InSight vai empurrar a "toupeira"
22/10/2019 - "Toupeira" do InSight está a mover-se novamente
08/10/2019 - A estratégia da NASA para salvar a "toupeira" do InSight
04/10/2019 - InSight "ouve" sons peculiares em Marte
05/07/2019 - InSight da NASA destapa a "toupeira"
26/04/2019 - InSight captura áudio do seu primeiro sismo marciano
08/03/2019 - "Toupeira" do InSight faz uma pausa na escavação
19/02/2019 - InSight prepara-se para medir a temperatura de Marte
08/02/2019 - Sismómetro do InSight tem agora um abrigo aconchegante em Marte
21/12/2018 - InSight coloca primeiro instrumento no solo marciano
11/12/2018 - Lander InSight "ouve" ventos marcianos
27/11/2018 - "Lander" InSight aterra em Marte
23/11/2018 - InSight aterra em Marte no dia 26
20/11/2018 - Local de aterragem do InSight é perfeitamente "chato"
08/05/2018 - InSight a caminho de Marte
03/04/2018 - NASA pronta para estudar o coração de Marte
03/04/2018 - Sismos marcianos podem revolucionar ciência planetária
21/08/2012 - Nova missão da NASA vai estudar directamente e pela primeira vez o interior de Marte

InSight:
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Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

 
   
Dezenas de lentes gravitacionais recentemente descobertas podem revelar galáxias antigas e a natureza da matéria escura

No início deste ano, um algoritmo de aprendizagem de máquina identificou até 5000 potenciais lentes gravitacionais que poderiam transformar a nossa capacidade de traçar a evolução das galáxias desde o Big Bang.

Agora, a astrónoma Kim-Vy Tran e colegas avaliaram 77 destas lentes utilizando o Observatório Keck no Hawaii e o VLT (Very Large Telescope) no Chile. Ela e a sua equipa internacional, incluindo Lisa Kewley do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian, confirmaram que 68 das 77 são lentes gravitacionais fortes que cobrem vastas distâncias cósmicas.

 
Doze das 68 lentes gravitacionais confirmadas pelos astrónomos nesta equipa de investigação.
Crédito: Kim-Vy H. Tran et al. 2022
 

A taxa de sucesso de 88% sugere que o algoritmo é fiável e que poderá haver milhares de novas lentes gravitacionais. Até à data, as lentes gravitacionais têm sido difíceis de encontrar e apenas cerca de uma centena são usadas rotineiramente.

O artigo de Tran, publicado na revista The Astronomical Journal, apresenta a confirmação espectroscópica de lentes gravitacionais fortes previamente identificadas usando CNN (Convolutional Neural Networks), desenvolvido pelo cientista de dados Colin Jacobs do ASTRO 3D e da Universidade de Swinburne.

O trabalho faz parte do levantamento AGEL (ASTRO 3D Galaxy Evolution with Lenses).

"A nossa espectroscopia permitiu-nos mapear uma imagem 3D das lentes gravitacionais para mostrar que são genuínas e não mera sobreposição casual", diz Tran do ASTRO3D (ARC Centre of Excellence for All Sky Astrophysics in 3-Dimensions) e da Universidade de Nova Gales do Sul.

"O nosso objetivo com o AGEL é confirmar espectroscopicamente cerca de 100 lentes gravitacionais fortes que podem ser observadas tanto do hemisfério norte como do hemisfério sul ao longo do ano", diz ela.

O artigo científico é o resultado de uma colaboração que abrange todo o globo com investigadores da Austrália, dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Chile.

O trabalho foi possível graças ao desenvolvimento do algoritmo de procura por determinadas assinaturas digitais.

"Esta investigação funde as lentes gravitacionais, um efeito previsto por Einstein, com técnicas modernas de aprendizagem de máquina para aumentar drasticamente as nossas descobertas de galáxias no Universo distante", diz Kewley, coautora do estudo e diretora do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian. "Esta é a primeira espreitadela ao que será uma avalanche de dados de galáxias com lentes para nos ajudar a compreender como galáxias como a nossa Via Láctea se formaram e evoluíram ao longo de 13 mil milhões de anos de tempo cósmico".

O fenómeno de lente gravitacional foi inicialmente identificado por Einstein, que previu que a luz se "dobra" em torno de objetos massivos no espaço da mesma forma que a luz se "dobra" através de uma lente.

Ao fazê-lo, amplia em muito as imagens de galáxias que de outra forma não conseguiríamos ver.

Embora já há algum tempo que sejam utilizadas para observar galáxias distantes, a descoberta destas lupas cósmicas tem sido um caso de sucesso e de insucesso.

"Estas lentes são muito pequenas, de modo que se tivermos imagens difusas, não vamos conseguir realmente detetá-las", diz Tran.

Embora estas lentes nos permitam ver mais claramente objetos que estão a milhões de anos-luz de distância, também nos devem deixar "ver" a invisível matéria escura que compõe a maior parte do Universo.

"Sabemos que a maior parte da massa é escura", diz Tran. "Sabemos que a massa 'dobra' a luz e, por isso, se pudermos medir a quantidade de luz 'dobrada', podemos então inferir quanta massa deve estar lá". Ter muitas mais lentes gravitacionais a várias distâncias também nos dará uma imagem mais completa da linha temporal que remonta quase ao Big Bang.

"Quantas mais lupas cósmicas tivermos, maior será a possibilidade de tentar examinar estes objetos mais distantes. Esperamos poder medir melhor a demografia de galáxias muito jovens", diz Tran.

Depois, algures entre as primeiras galáxias e a Terra, ocorre muita evolução, com pequenas regiões de formação estelar que convertem gás pristino nas primeiras estrelas, e depois no Sol".

"E assim, com estas lentes a diferentes distâncias, podemos olhar para diferentes pontos da linha temporal cósmica para seguir essencialmente como as coisas mudam ao longo do tempo, entre as primeiras galáxias e agora".

A equipa de Tran estendeu-se pelo globo, com cada grupo fornecendo conhecimentos diferentes.

"Ser capaz de colaborar com pessoas, em diferentes universidades, tem sido tão crucial, tanto para a montagem do projeto em primeiro lugar, como agora continuando com todas as observações de acompanhamento", realça.

Stuart Wyithe da Universidade de Melbourne e Diretor do ASTRO 3D, diz que cada lente gravitacional é única e diz-nos algo de novo.

"Para além de serem belos objetos, as lentes gravitacionais proporcionam uma janela para estudar como a massa é distribuída em galáxias muito distantes que não são observáveis através de outras técnicas. Ao introduzir formas de utilizar estes novos grandes conjuntos de dados do céu para procurar muitas novas lentes gravitacionais, a equipa abre a oportunidade de ver como as galáxias obtêm a sua massa", diz.

Karl Glazebrook, da Universidade de Swinburne, e colíder científico de Tran no artigo, prestaram homenagem ao trabalho que já tinha sido realizado antes.

"Este algoritmo foi desenvolvido por Colin Jacobs na Universidade de Swinburne. Ele 'peneirou' dezenas de milhões de imagens de galáxias para reduzir a amostra a 5000. Nunca sonhámos que a taxa de sucesso fosse tão elevada", diz.

"Agora estamos a obter imagens destas lentes com o Telescópio Espacial Hubble, que vão desde imagens de uma beleza inspiradora a imagens extremamente estranhas que vão exigir um esforço considerável para entender".

Tucker Jones da Universidade da Califórnia em Davis, outro colíder científico do artigo, descreveu a nova amostra como "um gigantesco passo em frente na aprendizagem de como as galáxias se formam ao longo da história do Universo".

"Graças ao efeito de lente, podemos aprender como são estas galáxias primitivas, de que são feitas e como interagem com o seu ambiente".

O estudo foi realizado em colaboração com investigadores da Universidade de Nova Gales do Sul, da Universidade de Swinburne, da Universidade Nacional Australiana, da Universidade Curtin, da Universidade de Queensland na Austrália, da Universidade da Califórnia em Davis, da Universidade de Portsmouth, Reino Unido e da Universidade do Chile.

// Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Lentes gravitacionais:
Wikipedia

ASTRO 3D:
Página principal

Observatório W. M. Keck:
Página principal
Wikipedia

VLT:
ESO
Wikipedia

 
   
Álbum de fotografias - Dois Cometas nos Céus do Hemisfério Sul
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jose J. Chambo (Cometografia)
 
A caminho da sua maior aproximação do Sol, ou periélio, a 20 de dezembro, o cometa C/2017 K2 (PanSTARRS) permanece um bom alvo para observadores telescópicos à medida que varre os céus do hemisfério sul do planeta Terra. Um objeto da remota Nuvem de Oort, é a primeira vez que visita o Sistema Solar interior. Mostra uma cabeleira esverdeada e uma cauda de poeira esbranquiçada com cerca de meio grau de comprimento na parte superior esquerda desta imagem de céu profundo obtida a 21 de setembro. Também partilha o campo de visão na direção da constelação de Escorpião com outro cometa, 73P/Schwassmann-Wachmann 3, visto cerca de 1 grau abaixo e à direita de PanSTARRS. Os astrónomos estimam que o cometa C/2017 K2 (PanSTARRS) viaja há cerca de 3 milhões de anos numa órbita hiperbólica. Schwassmann-Wachmann 3 é, no entanto, mais familiar. O cometa percorre periodicamente a sua própria órbita elíptica, desde logo para além da órbita de Júpiter até à vizinhança da órbita da Terra, uma vez a cada 5,4 anos. Este cometa PanSTARRS estava a cerca de 20 minutos-luz da Terra na imagem de 21 de setembro. Visto a desintegrar-se desde 1995, Schwassmann-Wachmann 3 estava a cerca de 7,8 minutos-luz de distância.
 
   
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