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Edição n.º 1209
09/10 a 12/10/2015
 
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09/10/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS (ESPECIAL: SEMANA DO ESPAÇO)
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: GRÁTIS
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

30/10/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 09/10: 282.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1604 ocorre a supernova 1604, a supernova mais recente observada à vista desarmada na Via Láctea.

Em 1873, nascia Karl Schwarzschild, físico e astrónomo alemão que, entre outras descobertas, determinou o raio de Schwarzschild, o tamanho do horizonte de eventos de um buraco negro
Em 1992, um fragmento de 13 kg do meteorito Peekskill aterra na entrada da garagem da residência Knapp em Peekskill, Nova Iorque, destruindo o Chebrolet Malibu de 1980 da família.
Em 2008. uma "mensagem da Terra" é enviada até Gliese 581c, um planeta parecido com a Terra a cerca de 30 anos-luz de distância. A Agência Espacial Ucraniana entregou o pacote de 500 mensagens, que se espera alcance o exoplaneta no início de 2029.
Em 2009, primeiro impacto lunar das naves Centauro e LCROSS, como parte do Programa Robótico Lunar da NASA.
Observações: Agora que outubro vai quase a meio, Deneb substitui Vega como a estrela no zénite depois do anoitecer (para observadores a latitudes médias norte). Consequentemente, Capricórnio substitui Sagitário como a constelação mais a sul.

Dia 10/10: 283.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1731 nascia Henry Cavendish, cientista britânico famoso pela sua descoberta do hidrogénio e pela sua medição da densidade da Terra.
Em 1846, Tritão, a maior lua de Neptuno, é descoberta pelo astrónomo inglês William Lassell.
Em 1967 entra em ação o Tratado Espacial, assinado a 27 de janeiro desse ano por mais de sessenta nações.

Observações: Antes do amanhecer e na direção este, Vénus, Marte, Júpiter e a Lua formam um bonito grupo.

Dia 11/10: 284.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1758, nascia Heinrich Wilhelm Matthias Olbers, astrónomo e físico alemão, descobridor de Pallas e Vesta.
Em 1958, lançamento da sonda Pioneer 1 (a sonda cai para a Terra e é destruída).
Em 1968, lançamento da Apollo 7, a primeira missão tripulada do programa Apollo.
Em 1984, a astronauta Kathryn D. Sullivan, da missão STS-41G, torna-se na primeira mulher a fazer um passeio espacial.

Em 2000, lançamento da missão STS-92 do vaivém Discovery, a centésima do programa dos vaivéns espaciais.
Observações: Na onda da nossa observação de ontem, aqui fica um desafio para os mais madrugadores: cerca de 30 ou 40 minutos antes do nascer-do-Sol, use binóculos para varrer o céu bem perto do horizonte (precisa de um horizonte desimpedido) quase no ponto cardeal este e encontrar o pequeno Mercúrio (com magnitude 0,6), bem perto da fina Lua. Apesar das aparências, estes dois mundos são bastante idênticos - à exceção que Mercúrio é 40% maior (em diâmetro) e tem o dobro da gravidade à superfície.

Dia 12/10: 285.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, lançamento do Voskhod 1, a primeira missão com uma tripulação de várias pessoas e o primeiro voo sem fatos espaciais. 

Em 1994, destruição da Magalhães na atmosfera de Vénus
Em 2005, o segundo voo espacial da China. O Shenzhou 6 transportou dois astronautas durante cinco dias em órbita.
Observações: Úrano em oposição, pelas 04:23.

 
CURIOSIDADES


Não perca o filme "The Martian" nos cinemas!

 
NEW HORIZONS ENCONTRA CÉUS AZUIS E ÁGUA GELADA EM PLUTÃO
O céu azul de Plutão: a camada de neblina de Plutão mostra o seu tom azul nesta imagem obtida pela câmara MVIC (Multispectral Visible Imaging Camera) do Ralph. Pensa-se que a neblina a alta altitude seja semelhante em natureza com a observada na lua de Saturno, Titã. A fonte de ambas as neblinas envolve reações químicas do nitrogénio e metano, iniciadas pela luz solar, levando a partículas relativamente pequenas e parecidas com fuligem (chamadas tolinas) que crescem à medida que assentam à superfície. A imagem foi gerada por software que combina informação de imagens azuis, vermelhas e no infravermelho próximo, a fim de replicar tanto quanto possível a cor que o olho humano veria.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As primeiras imagens a cores das neblinas atmosféricas de Plutão, enviadas pela sonda New Horizons da NASA a semana passada, revelam que são azuis.

"Quem teria esperado um céu azul na Cintura de Kuiper? É lindo," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons no SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado americano do Colorado.

As partículas da neblina, propriamente ditas, são provavelmente cinzentas ou vermelhas, mas o modo como dispersam a luz captou a atenção da equipa científica da New Horizons. "Aquele impressionante tom azul diz-nos mais sobre o tamanho e composição das partículas da neblina," afirma Carly Howett, investigadora da equipa científica, também do SwRI. "Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar por partículas muito pequenas. Na Terra, essas partículas são moléculas muito pequenas de nitrogénio. Em Plutão, parecem ser partículas maiores - mas ainda relativamente pequenas - parecidas com fuligem que chamamos de tolinas".

Os cientistas pensam que as tolinas se formam bem alto na atmosfera, onde a luz ultravioleta do Sol quebra e ioniza as moléculas de nitrogénio e metano e permite com que reajam uma com a outra para formar iões mais complexos carregados positivamente e negativamente. Quando são recombinados, formam macromoléculas muito complexas, um processo encontrado pela primeira vez na atmosfera superior da lua de Saturno, Titã. As moléculas mais complexas continuam a combinar-se e a crescer até que se tornam partículas pequenas; os gases voláteis condensam e revestem as suas superfícies com geada antes que tenham tempo para cair através da atmosfera até à superfície, onde são acrescentadas à coloração vermelha de Plutão.

Num importante segundo achado, a New Horizons detetou inúmeras regiões pequenas e expostas de água gelada em Plutão. A descoberta foi feita a partir de dados recolhidos pelo espectrómetro do instrumento Ralph a bordo da New Horizons.

Água em Plutão: regiões com água gelada exposta são realçadas em azul nesta composição do instrumento Ralph, que combina imagens da câmara MVIC (Multispectral Visible Imaging Camera) com espectroscopia infravermelha do LEISA (Linear Etalon Imaging Spectral Array). As assinaturas mais fortes de água gelada ocorrem ao longo de Virgil Fossa, a oeste da cratera Elliot à esquerda da inserção, e também em Viking Terra perto do topo da imagem. Um grande afloramento também aparece em Baré Montes, mais para a direita da imagem, bem como outros mais pequenos maioritariamente associados com crateras de impacto e vales entre montanhas. A cena cobre aproximadamente 450 km. Os nomes das características à superfície são informais.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Grandes áreas de Plutão não apresentam água gelada exposta," afirma Jason Cook, membro da equipa científica, também do SwRI, "porque aparentemente é mascarada por outros gelos mais voláteis em quase todo o planeta. Compreender por que a água aparece exatamente onde aparece, e não em outros lugares, é um desafio que estamos a estudar."

Um aspeto curioso da deteção é que as áreas que mostram as mais óbvias assinaturas espectrais de água gelada correspondem a áreas que têm um tom vermelho vivo nas imagens coloridas divulgadas recentemente. "Fiquei surpreso ao ver que esta água gelada é tão vermelha," afirma Sylvia Protopapa, membro da equipa científica e da Universidade de Maryland, em College Park, EUA. "Nós ainda não entendemos a relação entre a água gelada e os corantes avermelhados das tolinas à superfície de Plutão."

A New Horizons está atualmente a 5 mil milhões de quilómetros da Terra e todos os sistemas estão de boa saúde e a operar normalmente.

Links:

Cobertura da missão New Horizons pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
02/10/2015 - Caronte, a grande lua de Plutão, revela uma história colorida mas violenta
25/09/2015 - Plutão continua a impressionar
18/09/2015 - Plutão deslumbra em espetacular novo panorama retroiluminado
11/09/2015 - Novas imagens de Plutão pela New Horizons: é complicado
08/09/2015 - New Horizons começou fase intensiva de envio dos dados
01/09/2015 - Equipa da New Horizons escolhe potencial alvo da Cintura de Kuiper para "flyby"
28/07/2015 - New Horizons encontra neblina, "glaciares" em Plutão
24/07/2015 - Nova cadeia montanhosa em Plutão; imagens de Nix e Hidra
21/07/2015 - As planícies geladas e a atmosfera de Plutão
17/07/2015 - New Horizons "telefona"; envia primeiros dados da passagem por Plutão
14/07/2015 - New Horizons passa hoje por Plutão
03/06/2015 - Plutão a cores. Tem manchas, metano e, quem sabe, nuvens
29/05/2015 - New Horizons vê mais detalhes em Plutão 
01/05/2015 - New Horizons deteta características à superfície, possivelmente uma calote polar em Plutão
09/12/2014 - New Horizons acorda para encontro com Plutão 
26/08/2014 - New Horizons passa órbita de Neptuno a caminho de encontro histórico com Plutão 
17/06/2014 - Fracturas em lua de Plutão podem indicar que já teve um oceano subterrâneo
10/06/2014 - Plutão e Caronte podem partilhar atmosfera
25/06/2013 - Equipa da New Horizons mantém plano de voo original para Plutão
29/11/2011 - Luas de Plutão podem significar perigo para a New Horizons 
25/07/2007 - Neva em Caronte
28/02/2007 - A semana dos "flybys"
20/01/2006 - New Horizons partiu
18/06/2004 - New Horizons II - uma missão ao Sistema Solar longínquo

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
AstronomyNow
Popular Mechanics
New Scientist
PHYSORG
POPULAR SCIENCE
Discovery News
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New Horizons:
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Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
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DESCOBERTAS ONDAS MISTERIOSAS AO LONGO DE DISCO DE FORMAÇÃO PLANETÁRIA
Com o auxílio de imagens do VLT do ESO e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos descobriram estruturas do tipo de ondas que se deslocam rapidamente no disco de poeira que rodeia a estrela AU Microscopii. Estas estranhas estruturas não se parecem com nada que tenha sido observado, ou mesmo previsto, até à data.
A linha de cima mostra uma imagem do Hubble obtida em 2010 do disco da AU Mic, a linha central corresponde a uma imagem do Hubble de 2011 e a linha de baixo mostra dados do VLT/SPHERE de 2014. Os círculos pretos centrais tapam a luz brilhante da estrela central de modo a podermos observar o disco que é muito mais ténue. A posição da estrela está marcada esquematicamente.
A barra de escala no cimo da imagem indica, comparativamente, o diâmetro da órbita do planeta Neptuno no Sistema Solar (60 UA).
Note que o brilho das zonas mais exteriores do disco foi artificialmente aumentado para se poder observar a sua estrutura ténue.
Crédito: ESO, NASA e ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com o auxílio de imagens do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos descobriram estruturas nunca antes observadas no seio de um disco de poeira que rodeia uma estrela próxima. As estruturas do tipo de ondas que se deslocam rapidamente no disco da estrela AU Microscopii não se parecem com nada que tenha sido observado, ou mesmo previsto, até à data. A origem e natureza destas estruturas apresenta aos astrónomos um novo mistério a desvendar. Os resultados deste trabalho foram publicados ontem na revista Nature.

A estrela próxima AU Microscopii, ou AU Mic, é jovem e encontra-se rodeada por um grande disco de poeira (AU Microscopii situa-se a apenas 32 anos-luz de distância da Terra. O disco contém essencialmente asteroides que colidiram tão violentamente que acabaram pulverizados). Estudos de discos de restos como este fornecem pistas valiosas sobre como é que a partir deles se formam os planetas.

Os astrónomos têm estudado o disco de AU Mic no intuito de procurarem sinais de estruturas mais condensadas ou deformadas, já que tais estruturas podem indicar a localização de possíveis planetas. Em 2014 foram utilizadas as capacidades de imagem de alto contraste do instrumento SPHERE do ESO, recém-instalado no VLT, tendo-se descoberto algo muito invulgar.

"As nossas observações mostraram algo inesperado," explica Anthony Boccaletti do Observatório de Paris, França, autor principal do artigo científico que descreve estes resultados. "As imagens do SPHERE mostram um conjunto de estruturas inexplicáveis no disco, em forma de arcos ou ondas, diferentes de tudo o que foi observado até hoje."

Cinco arcos em forma de onda a diferentes distâncias da estrela aparecem nas novas imagens, fazendo lembrar pequenas ondas propagando-se numa poça de água. Após ter descoberto estas estruturas nos dados do SPHERE, a equipa verificou imagens anteriores do disco obtidas com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA em 2010 e 2011 para ver se também aí apareceriam tais estruturas. A equipa não só conseguiu identificar estas estruturas nas imagens mais antigas do Hubble, como também descobriu que estas variam com o tempo. Aparentemente estas ondas estão a deslocar-se — e muito rapidamente!

"Processámos as imagens dos dados Hubble e obtivemos informação suficiente para seguir o movimento destas estranhas estruturas durante um período de 4 anos," explica o membro da equipa Christian Thalmann (ETH Zürich, Suíça). "Descobrimos assim que os arcos se afastam da estrela a velocidades que vão até aos cerca de 40.000 km/hora!

As estruturas parecem estar a mover-se mais depressa mais longe da estrela do que mais próximo dela. Pelo menos três delas estão a deslocar-se tão depressa que poderão escapar à atração gravitacional da estrela. Tais velocidades tão elevadas excluem a possibilidade de que estas sejam estruturas convencionais no disco causadas por objetos — tais como planetas — que perturbam o material do disco à medida que orbitam a estrela. Outro fenómeno qualquer deve estar envolvido para que as ondas sejam aceleradas e se desloquem tão depressa, o que significa que estas estruturas são um sinal de algo verdadeiramente invulgar (o disco é observado de perfil, o que complica a interpretação da sua estrutura tridimensional).

Conjunto de imagens do disco, visto de perfil, que rodeia a estrela jovem AU Microscopii. As imagens revelam uma corrente de características misteriosas parecidas com ondas. Os astrónomos descobriram que estas ondulações se movem pelo disco a velocidades até cerca de 40.000 quilómetros por hora. A causa deste fenómeno é desconhecida e nunca antes vista nos discos estelares de poeira.
Crédito: NASA, ESA, ESO, A. Boccaletti (Observatório de Paris)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Tudo nesta descoberta é bastante surpreendente!", comenta a coautora Carol Grady da Eureka Scientific, EUA. "E uma vez que nunca foi observado nada do género, e nem sequer previsto pela teoria, podemos apenas tecer conjeturas sobre o que estamos a ver e como é que se poderá ter formado."

A equipa não pode dizer com toda a certeza o que terá causado estas ondas misteriosas em torno da estrela. No entanto, considerou já uma série de fenómenos que foram rejeitados como explicação possível, incluindo a colisão de dois objetos raros e massivos do tipo de asteroides que libertariam enormes quantidades de poeira, e ondas em espiral com origem em instabilidades na gravidade do sistema.

No entanto, consideraram também outras ideias que parecem mais promissoras.

"Uma explicação possível para estas estranhas estruturas tem a ver com as erupções da estrela. AU Mic é uma estrela com uma alta atividade de erupções — lançando frequentemente enormes quantidades de energia da sua superfície ou perto dela," explica o coautor Glenn Schneider do Observatório Steward, EUA. "Uma destas erupções poderia ter dado origem a algum fenómeno num dos planetas - se houver planetas — como um violento arrancar de matéria que poderia agora estar a propagar-se ao longo do disco, impulsionada pela força da erupção."

"É muito satisfatório que o SPHERE se tenha revelado extremamente capaz de estudar discos como este no seu primeiro ano de operações," acrescenta Jean-Luc Beuzit, coautor do novo estudo e que liderou também o desenvolvimento do SPHERE.

A equipa planeia continuar a observar o sistema AU Mic com o SPHERE e outras infraestruturas, incluindo o ALMA, no intuito de tentar compreender o que se está a passar. Mas por agora, estas curiosas estruturas permanecem um mistério por resolver.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Hubble - ESA (comunicado de imprensa)
Artigo científico
Nature
Astronomy
Sky & Telescope
SPACE.com
EarthSky
(e) Science News
PHYSORG
ars technica

AU Microscopii:
Solstation
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VLT:
Página oficial
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - M83: A Galáxia dos Mil-Rubis
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Telescópio Subaru (NAOJ), Telescópio Espacial HubbleESO - Processamento e direitos de autor: Robert Gendler
 
Grande, brilhante e linda, a galáxia espiral M83 está situada a uns meros doze milhões de anos-luz de distância, perto da ponta sudeste da longa constelação de Hidra. Também conhecida como Cata-Vento do Sul, os esplêndidos braços espirais contêm correntes de poeira escura e enxames estelares azuis. Mas a riqueza das regiões avermelhadas de formação estelar, localizadas perto das bordas das densas correntes de poeira dos braços, também sugerem outro apelido popular, a Galáxia dos Mil-Rubis. Com cerca de 40.000 anos-luz em diâmetro, M83 faz parte de um grupo de galáxias que inclui a galáxia ativa Centauro A. De facto, o próprio núcleo de M83 é brilhante em raios-X, mostrando uma concentração alta de estrelas de neutrões e buracos negros deixados para trás por um surto intenso de formação estelar. Esta composição detalhada também mostra estrelas "pontiagudas" da Via Láctea no pano da frente e galáxias de fundo ainda mais distantes. Os dados foram obtidos com o Telescópio Subaru, com a câmara WFI (Wide Field Imager) do ESO e com o Hubble.
 

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