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Edição n.º 1157
10/04 a 13/04/2015
 
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24/04/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 10/04: 100.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 837, maior aproximação do Cometa Halley à Terra, cerca de 0,0342 UA (5,1 milhões de quilómetros).
Em 1981, primeira tentativa de lançamento da missão STS-1 (a primeira missão de um vaivém espacial).

Este falhou no último momento quando os computadores "crasharam". Os astronautas Crippen e Young finalmente levantaram voo a 12 de Abril. À volta de 100 milhões de pessoas viram este evento.
Em 2013, o orçamento para a NASA de 2014 inclui um plano para capturar roboticamente um asteróide próximo da Terra e redirecioná-lo para uma óribta estável no sistema Terra-Lua, que os astronautas possam visitar e estudar.
Observações: Mercúrio em conjunção superior, pelas 04:53.
Entre hoje e dia 13, Vénus encontra-se a menos de 3º das Plêiades (M45).

Dia 11/04: 101.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862 nascia William Wallace Campbell, observador pioneiro dos movimentos estelares e das suas velocidades radiais. Diretor do Observatório Lick entre 1901 e 1930, também foi presidente da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Ciências.
Em 1905, Albert Einstein revela a sua Teoria da Relatividade (relatividade especial). 
Em 1960, era iniciada a primeira pesquisa no rádio em busca de civilizações extraterrestres, por Frank Drake (Projecto Ozma).
Em 1970, lançamento da Apollo 13.

Em 1986, a 65 milhões de quilómetros, o Cometa Halley faz a sua maior aproximação da Terra durante esta passagem, a 30.ª vez que visita a nossa vizinhança planetária.
Observações: Esta noite, as Plêiades estão à distância mínima [aparente] de Vénus, cerca de 2,5º para a sua direita ao cair da noite e perto do horizonte a oeste.

Dia 12/04: 102.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633, começa o inquérito formal de Galileu pela Inquisição.
Em 1849, de Gasparis descobre o asteróide Hygiea.
Em 1851, nascia Edward Walter Maunder, astrónomo inglês famoso pelo seu estudo das manchas solares e do ciclo magnético solar, que levou à sua identificação do período entre 1645 e 1715 que é agora conhecido como Mínimo Maunder
Em 1961, o cosmonauta Yuri Alekseyevich Gagarin torna-se no primeiro homem no espaço. 

Orbita a Terra apenas uma vez a bordo da nave Vostok 1. O voo dura 1 hora e 48 minutos, num percurso elíptico com um apogeu de 327 km e um perigeu de 180 km.
Em 1981, começa a era do vaivém espacial. Lançamento da missão STS-1 do vaivém Columbia, adiado desde 10 de Abril. O comandante John Young e o piloto Robert Crippen orbitam a Terra 37 vezes durante dois dias antes de regressarem. Os objetivos principais do voo inaugural eram testar os sistemas principais, completar uma ascensão até órbita com sucesso e regressar à Terra em segurança.
Observações: Trânsito de Io, entre as 01:21 e as 03:42.
Trânsito da sombra de Io, entre as 02:33 e as 04:52.
Lua em Quarto Minguante, pelas 04:46.
Ocultação de Io, entre as 22:40 e as 01:02 (já de dia 13).

Dia 13/04: 103.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, os EUA lançam o Transit 1-B, o primeiro satélite de navegação do mundo.
Em 1970, "Houston, we have a problem". Foram estas as palavras que o astronauta Jack Swigert disse ao controlo da missão em Houston depois do tanque de oxigénio n.º 2 do módulo de serviço da nave Apollo 13 ter explodido.

Os astronautas Swigert, Jim Lovell e Fred Haise movem-se então para o módulo lunar, que permaneceu sem danos. O voo continuou até e em volta da Lua e de novo até à Terra. Todo o mundo observava com atenção à medida que a equipa terrestre e a tripulação da Apollo 13 ultrapassavam todos os obstáculos para salvar os astronautas. Estes conseguiram regressar em segurança à Terra.
Em 1974, a Western Union (em cooperação com a NASA e a Hughes Aircraft) lança o primeiro satélite comercial de comunicações geosíncrono, o Westar 1.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:47 e as 22:09.
Consegue discenir que Vénus já está mais longe das Plêiades? Ambos estão baixos a oeste ao cair da noite.

 
CURIOSIDADES


A sonda MAVEN da NASA completou no passado dia 6 de abril a sua 1000.ª órbita em torno de Marte, quatro meses e meio após o início da missão principal.

 
DESCOBERTAS MOLÉCULAS ORGÂNICAS COMPLEXAS NUM SISTEMA ESTELAR BEBÉ
Impressão artística do disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela MWC 480. O ALMA detetou a molécula orgânica complexa de cianeto de metila nas regiões periféricas do disco, numa zona onde se pensa que os cometas se formam. Esta é mais uma indicação de que a química orgânica complexa e potencialmente as condições necessárias ao desenvolvimento da vida são universais.
Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos detetaram pela primeira vez a presença de moléculas orgânicas complexas, os blocos constituintes da vida, num disco protoplanetário que rodeia uma estrela jovem. A descoberta, feita com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), confirma que as condições que deram origem à Terra e ao Sol não são únicas no Universo. Os resultados foram publicados na revista Nature a 9 de abril de 2015.

As novas observações do ALMA revelam que o disco protoplanetário que rodeia a estrela jovem MWC 480 contém enormes quantidades de cianeto de metila ou acetonitrila (CH3CN), uma molécula complexa baseada no carbono. Encontrou-se em torno da MWC 480 cianeto de metila em quantidade suficiente para encher todos os oceanos da Terra.

Tanto esta molécula como a sua prima mais simples, o cianeto de hidrogénio (HCN), foram encontradas nas regiões periféricas mais frias do disco recém-formado da estrela, numa região que os astrónomos pensam ser análoga à Cintura de Kuiper - o reino dos planetesimais gelados e dos cometas no nosso Sistema Solar, situado para lá da órbita de Neptuno.

Os cometas retêm informação inalterada da química primordial do Sistema Solar, do período da formação planetária. Pensa-se que os cometas e asteroides do Sistema Solar exterior trouxeram para a jovem Terra água e moléculas orgânicas, o que ajudou a preparar o terreno para o desenvolvimento da vida primordial.

"Os estudos de cometas e asteroides mostram que a nébula solar que deu origem ao Sol e aos planetas era rica em água e componentes orgânicos complexos," diz Karin Öberg, astrónoma no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, Massachusetts, EUA e autora principal do artigo científico que descreve estes resultados.

"Temos agora mais evidências de que a mesma química existe noutros lugares do Universo, em regiões que poderão eventualmente formar sistemas solares parecidos ao nosso." Isto é particularmente intrigante, diz Öberg, uma vez que as moléculas encontradas em MWC 480 têm concentrações semelhantes aos cometas do Sistema Solar.

A estrela MWC 480, que tem cerca de duas vezes a massa do Sol, situa-se a 455 anos-luz de distância na região de formação estelar do Touro. O disco que a rodeia encontra-se numa fase inicial de evolução - tendo coalescido recentemente a partir de uma nebulosa fria e escura de gás e poeira. Estudos feitos com o ALMA e com outros telescópios ainda não detetaram nenhum sinal óbvio de formação planetária no disco, embora observações a resoluções mais elevadas possam eventualmente revelar estruturas semelhantes às da estrela HL Tauri, a qual é essencialmente da mesma idade.

Os astrónomos sabem desde há algum tempo que as nuvens interestelares frias e escuras são fábricas muito eficientes de formação de moléculas orgânicas complexas - incluindo um grupo de moléculas conhecidas por cianetos. Os cianetos, e mais particularmente o cianeto de metila, são importantes porque contêm ligações carbono-azoto, as quais são essenciais à formação de aminoácidos, a base das proteínas e os blocos constituintes da vida.

Até agora, não era no entanto claro se estas mesmas moléculas orgânicas complexas se formariam de forma natural e sobreviveriam ao ambiente energético de um novo sistema estelar em formação, onde choques e radiação podem facilmente quebrar as ligações químicas.

Tirando o máximo partido da sensibilidade do ALMA, os astrónomos puderam verificar nestas últimas observações que estas moléculas não só sobrevivem nestes ambientes como também prosperam.

Um aspeto importante é que as moléculas detetadas pelo ALMA são muito mais abundantes do que as descobertas em nuvens interestelares. Este facto diz-nos que os discos protoplanetários são extremamente eficientes na formação de moléculas orgânicas complexas e que as conseguem formar em escalas de tempo relativamente curtas.

À medida que o sistema continua a evoluir, os astrónomos pensam que é provável que as moléculas orgânicas existentes nos cometas e noutros corpos gelados sejam levadas para meios mais propícios ao desenvolvimento de vida.

"A partir do estudo de exoplanetas, sabemos que o Sistema Solar não é único no seu número de planetas ou em abundância de água,” conclui Öberg. “Sabemos agora que não somos únicos em química orgânica. Uma vez mais, aprendemos que não somos especiais. Do ponto de vista da vida no Universo, isto são excelentes notícias."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
ALMA (comunicado de imprensa)
NRAO (comunicado de imprensa)
Artigo científico
Nature
Astronomy
SPACE.com
Science
science 2.0
PHYSORG
(e) Science News
Discovery News
UPI.com
Diário de Notícias
AstroPT

MWC 480:
Wikipedia

Cianeto de metila (acetonitrila):
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁGUA "INUNDA" SISTEMA SOLAR E ALÉM
A NASA está a explorar o nosso Sistema Solar e além a fim de compreender o funcionamento do Universo, em busca de água e vida entre as estrelas.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

À medida que as missões científicas exploram o nosso Sistema Solar e procuram novos mundos, estão a encontrar água em lugares surpreendentes. A água é apenas parte da nossa busca por planetas habitáveis e vida para lá da Terra, mas a água une muitos mundos, aparentemente sem relação, de forma inesperada.

"As atividades científicas [da NASA] facultaram uma onda de descobertas surpreendentes relacionadas com a água nos últimos anos, que nos inspiram a continuar a investigar as nossas origens e as possibilidades fascinantes para outros mundos, e vida, no Universo," afirma Ellen Stofan, cientista-chefe da agência espacial. "Dentro de algum tempo, quem sabe no espaço das nossas vidas, podemos muito bem, finalmente, responder se estamos sozinhos no Sistema Solar e além."

Os elementos químicos na água, hidrogénio e oxigénio, são dos elementos mais abundantes no Universo. Os astrónomos vêm a assinatura da água em nuvens moleculares gigantes entre as estrelas, em discos de material que representam sistemas planetários recém-nascidos e nas atmosferas dos planetas gigantes que orbitam outras estrelas.

Existem vários mundos que se pensa possuírem água líquida por baixo da superfície, e muitos mais que têm água sob a forma de gelo ou vapor. A água pode ser encontrada em corpos primitivos como cometas e asteroides, e em planetas anões como Ceres. Pensa-se que as atmosferas e interiores dos quatro planetas gigantes - Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno - contenham quantidades enormes de material molhado, e as suas luas e anéis têm grandes quantidades de água gelada.

Talvez os mundos de água mais surpreendentes sejam as cinco luas geladas de Júpiter e Saturno que mostram fortes evidências de oceanos por baixo da superfície: Ganimedes, Europa e Calisto em Júpiter, e Encélado e Titã em Saturno.

Cientistas que usavam o Telescópio Espacial Hubble da NASA forneceram recentemente evidências poderosas de que Ganimedes tem um oceano subsuperficial de água salgada, provavelmente entre duas camadas de gelo.

Pensa-se que Europa e Encélado tenham um oceano de água líquida por baixo da superfície em contato com rochas ricas em minerais, e que tenham os três ingredientes necessários para a vida como a conhecemos: água líquida, elementos químicos essenciais para os processos biológicos e fontes de energia que podem usadas por seres vivos. A missão Cassini da NASA revelou que Encélado é um mundo ativo de geysers de gelo. Pesquisas recentes sugerem que pode ter atividade hidrotermal no fundo do seu oceano, um ambiente potencialmente adequado aos organismos vivos.

Outras missões da NASA também encontraram sinais de água em crateras permanentemente à sombra em Mercúrio e na Lua, que mantêm um registo de impactos gelados ao longo dos tempos, como uma espécie de lembranças criogénicas.

Apesar do nosso Sistema Solar parecer estar "encharcado" em alguns lugares, outros parecem ter perdido grandes quantidades de água.

Em Marte, sondas da NASA descobriram evidências claras de que o Planeta Vermelho teve água à sua superfície durante longos períodos do seu passado distante. O rover Curiosity descobriu um leito antigo que existia no meio de condições favoráveis para a vida como a conhecemos.

Mais recentemente, cientistas da NASA que usavam telescópios terrestres foram capazes de estimar a quantidade de água que Marte perdeu ao longo das eras. Concluíram que o planeta já teve água líquida suficiente para formar um oceano que ocupava quase metade do hemisfério norte de Marte, em algumas regiões atingindo profundidades superiores a 1,6 km. Mas para onde foi a água?

Claro, parte está nas calotes polares de Marte e por baixo da superfície. Também pensamos que grande parte da atmosfera primitiva de Marte foi arrancada pelo vento de partículas carregadas que provém do Sol, fazendo com que o planeta secasse. A missão MAVEN da NASA está a seguir esta pista a partir de órbita marciana.

 
A Terra não é o único mundo oceânico no nosso Sistema Solar. Os oceanos podem existir sob formas diversas em luas e em planetas anões, fornecendo pistas sobre a busca de vida para lá da Terra. Esta ilustração mostra os melhores candidatos na procura por vida no Sistema Solar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
     
     

A história de como Marte secou está intimamente ligada à forma como a atmosfera do Planeta Vermelho interage com o vento solar. Os dados das missões solares da agência espacial - incluindo a STEREO, SDO (Solar Dynamics Observatory) e a planeada Solar Probe Plus - são vitais para ajudar a compreender melhor o que aconteceu.

A compreensão da distribuição da água no nosso Sistema Solar diz-nos muito sobre como os planetas, luas, cometas e outros corpos formaram-se há 4,5 mil milhões de anos atrás a partir do disco de gás e poeira que rodeava o nosso Sol. O espaço mais perto do Sol era mais quente e seco do que o espaço mais longe do Sol, que era frio o suficiente para a água condensar. A linha divisória, chamada "linha de neve", situava-se mais ou menos na órbita atual de Júpiter. Ainda hoje, essa é a distância aproximada do Sol a partir da qual o gelo na maioria dos cometas começa a derreter e estes se tornam "ativos". O seu spray brilhante liberta água gelada, vapor, poeira e outros produtos químicos, que se pensa formarem os alicerces da maioria dos mundos do Sistema Solar exterior.

Os cientistas pensam que, ao início, o Sistema Solar era demasiado quente para a água condensar em líquido ou gelo nos planetas interiores, por isso teve que ser "entregue" - possivelmente por cometas e asteroides. A missão Dawn da NASA está atualmente a estudar Ceres, o maior corpo da cintura de asteroides entre Marte e Júpiter. Os investigadores pensam que Ceres pode ter uma composição rica em água parecida com alguns dos corpos que trouxeram água aos três planetas rochosos e interiores, incluindo a Terra.

A água do planeta gigante Júpiter possui uma peça crítica do puzzle da formação do Sistema Solar. Júpiter foi provavelmente o primeiro planeta a ser formado e contém a maioria do material que não foi incorporado no Sol. As principais teorias sobre a sua formação dependem da quantidade de água que o planeta absorveu. Para ajudar a resolver este mistério, a missão Juno da NASA vai medir esta quantidade importante em meados de 2016.

Olhando mais longe, a observação da formação de outros sistemas planetários é como um vislumbre das imagens do Sistema Solar quando este era bebé, e a água desempenha um papel muito importante nessa história. Por exemplo, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA observou sinais de uma "chuva" de cometas ricos em água num sistema jovem, semelhante ao bombardeamento que os planetas do nosso Sistema Solar sofreram durante a sua juventude.

Com o estudo dos exoplanetas - planetas que orbitam outras estrelas - estamos mais perto do que nunca para descobrir se existem outros mundos ricos em água como o nosso. Na verdade, o nosso conceito básico do que torna um planeta adequado à vida está intimamente ligado com a água: cada estrela tem uma zona habitável, o intervalo de distâncias em torno da qual as temperaturas não são nem demasiado quentes nem demasiado frias para a água existir no estado líquido. A missão Kepler da NASA foi desenhada com isto em mente. O Kepler procura planetas na zona habitável em redor de muitos tipos de estrelas.

Tendo recentemente verificado o seu milésimo planeta, os dados do Kepler confirmam que os tamanhos mais comuns para planetas são apenas um pouco maiores do que a Terra. Os astrónomos pensam que muitos desses mundos podem estar cobertos inteiramente por oceanos profundos. O sucessor da missão principal do Kepler, a missão K2, continua a prestar atenção a diminuições de brilho estelar a fim de descobrir novos mundos.

A futura missão da agência espacial, TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), vai procurar exoplanetas do tamanho terrestre e super-Terras em redor de estrelas brilhantes da vizinhança solar. Alguns dos planetas que o TESS descobrir podem ter água e o próximo grande observatório espacial da NASA, o Telescópio Espacial James Webb, vai examinar em grande detalhe a atmosfera desses mundos especiais.

É fácil esquecermo-nos que a história da água da Terra, desde os aguaceiros ligeiros até aos rios furiosos, está intimamente ligada à maior história do nosso Sistema Solar e além. Mas a nossa água veio de algum outro lugar - cada mundo no nosso Sistema Solar partilha da mesma fonte de água. Assim sendo, vale a pena considerar que o próximo copo de água que bebermos pode facilmente ter sido parte de um cometa ou de um asteroide, ou do oceano de uma lua, ou do há muito desaparecido mar à superfície de Marte. E note que o céu noturno está repleto de exoplanetas formados por processos semelhantes aos que formaram o nosso planeta natal, onde ondas delicadas alcançam as margens dos mares alienígenas.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
10/03/2006 - Cassini encontra sinais de água líquida em lua de Saturno
17/06/2009 - Debate continua acerca de água na Lua
18/11/2009 - Grandes quantidades de água descobertas na Lua
20/11/2009 - Água descoberta na Lua veio provavelmente de cometas
05/10/2010 - A química escondida do gelo de Europa
26/10/2010 - Água na Lua e muito muito mais
18/11/2011 - Dados de sonda da NASA mostram evidências de água líquida em Europa
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
04/12/2012 - MESSENGER descobre novas evidências de água gelada nos pólos de Mercúrio
08/03/2013 - Uma janela para o oceano de Europa mesmo à superfície
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
04/06/2013 - Seixos comprovam antigo leito de rio em Marte
18/10/2013 - A caminho dos mil exoplanetas
13/12/2013 - Hubble vê evidências de plumas de vapor de água em lua de Júpiter
06/05/2014 - Ganimedes pode abrigar "sanduiche" de oceanos e gelo
01/08/2014 - Cassini revela 101 geysers e mais informações sobre lua gelada de Saturno
19/12/2014 - Rover Curiosity encontra química orgânica, passada e presente, em Marte
19/12/2014 - MAVEN identifica elos da cadeia que leva a perda atmosférica
06/03/2015 - Marte: o planeta que perdeu um oceano de água
13/03/2015 - Cassini sugere atividade hidrotermal no oceano de Encélado
13/03/2015 - Observações do Hubble sugerem existência de oceano subterrâneo em Ganimedes

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
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Europa:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Ganimedes:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Encélado:
Solarviews
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Cassini:
NASA
Wikipedia

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
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MAVEN:
NASA
NASA - 2
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STEREO:
GSFC
NASA
JHUAPL

SDO:
NASA
Canal do SDO no YouTube
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Solar Probe Plus:
NASA
JHUAPL
Wikipedia

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

Juno:
NASA
WISC
Wikipedia

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

TESS:
NASA/Goddard
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Observados ciclos sazonais, anuais, no Sol (via NASA)
O nosso Sol está constantemente a mudar. Atravessa ciclos de atividade de 11 anos - períodos de calma relativa e alturas de explosões frequentes que podem expulsar luz, partículas e energia para o espaço. Novas pesquisas mostram evidências da existência de um ciclo temporal mais curto, com atividade que aumenta e diminui ao longo de aproximadamente 330 dias. Ler fonte
     
  Marte tem cinturas de glaciares (via Instituto Niels Bohr)
Marte tem duas calotes polares, mas tem também bandas de glaciares a latitudes centrais em ambos os hemisférios. Estão cobertos por uma camada espessa de poeira, pelo que não são visíveis. Um novo estudo calculou o tamanho dos glaciares e consequentemente a quantidade de água. É o equivalente ao planeta estar todo coberto por um metro de gelo. Os resultados foram publicados na revista Geophysical Research Letter. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Lua Cheia na Sombra da Terra
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rolf Olsen
 
Na semana passada a Lua Cheia esteve completamente imersa na escuridão da sombra umbral da Terra, desta vez por pouco tempo. A fase total do eclipse de passado dia 4 de abril durou menos de 5 minutos, o eclipse lunar total mais curto do século. De facto, deslizando apenas dentro do limite norte da sombra umbral da Terra, o norte lunar permaneceu relativamente brilhante, enquanto uma bela variedade de tons de azul e de vermelho surgiram em todo o resto do hemisfério da Lua virado para a Terra. A luz avermelhada dentro da sombra que alcança a superfície lunar é filtrada através da atmosfera inferior. A partir de uma perspetiva lunar, a luz vem do pôr-do-Sol e nascer-do-Sol em redor da Terra em silhueta. Perto da orla da sombra, a luz mais azul ainda é filtrada pela atmosfera da Terra, mas é produzida como raios de sol que passam pelas camadas mais altas da estratosfera superior. Essa luz é colorida pelo ozono, que absorve a luz vermelha e transmite tons mais azuis. Nesta nítida imagem telescópica da totalidade obtida a partir de Auckland, Nova Zelândia, o pólo norte da Lua foi rodado para a parte superior da imagem.
 

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