21/03/20 - Eratóstenes e o Equinócio 12:00-14:00 - Atividade para membros do AstroClube do Centro Ciência Viva do Algarve (> 15 anos) Preço: 30€ (o valor refere-se ao pagamento de 5 sessões do Astroclube)
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Efemérides
Dia 18/02: 49.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1930, enquanto estudava fotografias tiradas em janeiro, Clyde Tombaugh descobre Plutão.
Na altura foi designado como o nono planeta do Sistema Solar e o mais afastado. Desde aí, descobrimos também quão "não parecido com um planeta" realmente é. Finalmente, em 2006 deixa de ser planeta principal para passar a ser classificado como planeta anão.
Em 1977, fazia-se o voo inaugural do vaivém espacial Enterprise a partir do topo de um Boeing 747.
Em 2003, o cometa C/2002 V1 (NEAT) atinge o periélio, visto pela SOHO. Observações: Logo após o anoitecer, o "W" de Cassiopeia brilha alto a noroeste. A estrela mais brilhante entre Cassiopeia e o zénite, a esta hora e a latitudes médias norte, é Alpha Persei (Mirfak). Um pouco para cima e para a esquerda está a Associação OB1 de Perseu: um aglomerado solto de estrelas modestas com aproximadamente o tamanho do polegar à distância do braço esticado. São bem visíveis através de binóculos.
Uma associação estelar é um grupo de estrelas nascidas mais ou menos no mesmo local e à mesma altura mas demasiado grande e solto para ficarem ligadas gravitacionalmente como um enxame estelar.
Dia 19/02: 50.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1473, nascia Nicolau Copérnico, conhecido como o fundador da Astronomia Moderna.
No ano de 1530, completa e anuncia ao mundo o seu grande trabalho "De Revolutionibus", que explica que a Terra roda sobre o seu próprio eixo uma vez por dia e viaja à volta do Sol anualmente.
Em 1924, Edwin Hubble escreve a Harlow Shapley: "Estará interessado em saber que encontrei uma variável Cefeida na Nebulosa de Andrómeda" (a atualmente conhecida "Galáxia de Andrómeda").
Em 2002, a sonda Mars Odyssey começava a mapear a superfície de Marte. Observações: Antes do amanhecer, a Lua situa-se perto de Júpiter, baixos a sudeste.
Dia 20/02: 51.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1962, o astronauta John Glenn, a bordo da nave Friendship 7, orbita a Terra 3 vezes em 4 horas e 55 minutos, no âmbito do programa Mercury.
Em 1965, a sonda Ranger 8 despenha-se sobre a Lua após uma missão bem-sucedida a fotografar locais para a alunagem das missões Apollo.
Em 1986, a União Soviética lança a estação espacial Mir. Permanecendo em órbita durante 15 anos, é tripulada durante 10.
Em 2013, é descoberto o exoplaneta mais pequeno até à data, Kepler-37b, com um raio pouco maior que o da Lua. Observações: Antes do amanhecer, a Lua encontra-se logo para a direita de Saturno, embora bastante baixos a sudeste. Um pouco para cima e para a direita está Júpiter.
Curiosidades
Mais de 200 pessoas já visitaram a Estação Espacial Internacional, oriundas de 15 países, e é habituada continuamente há 19 anos.
Telescópio do ESO observa superfície de Betelgeuse a diminuir de brilho
Este mosaico de comparação mostra a estrela Betelgeuse antes e depois da diminuição de brilho. As observações obtidas em janeiro e dezembro de 2019 com o instrumento SPHERE, montado no Very Large Telescope do ESO, mostram o quanto a estrela desvaneceu e como é que a sua forma aparente variou.
Crédito: ESO/M. Montargès et al.
Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrónomos capturaram a diminuição de brilho de Betelgeuse, uma estrela supergigante vermelha localizada na constelação de Orionte. As novas imagens da superfície da estrela mostram não apenas a supergigante vermelha a desvanecer em brilho, mas também a variação da sua forma aparente.
Betelgeuse tem sido um farol no céu noturno para os observadores estelares, no entanto durante o último ano temos assistido a uma diminuição do seu brilho. Nesta altura Betelgeuse apresenta cerca de 36% do seu brilho normal, uma variação considerável, visível até a olho nu. Tanto os entusiastas da astronomia como os cientistas pretendiam descobrir o porquê desta diminuição de brilho sem precedentes.
Uma equipa liderada por Miguel Montargès, astrónomo na KU Leuven, Bélgica, tem estado desde dezembro a observar a estrela com o VLT do ESO, com o objetivo de compreender porque é que esta se está a tornar mais ténue. Entre as primeiras observações da campanha encontra-se uma imagem da superfície de Betelgeuse, obtida no final do ano passado com o instrumento SPHERE.
A equipa tinha também observado a estrela com o SPHERE em janeiro de 2019, antes da diminuição do seu brilho, dando-nos assim uma imagem do antes e do depois de Betelgeuse. Obtidas no ótico, as imagens destacam as mudanças que ocorreram na estrela, tanto em brilho como em forma aparente.
Muitos entusiastas da astronomia perguntam-se se esta diminuição de brilho da Betelgeuse significará que a estrela está prestes a explodir. Tal como todas as supergigantes, um dia Betelgeuse transformar-se-á numa supernova, no entanto os astrónomos não pensam que seja isso que está a acontecer atualmente, tendo formulado outras hipóteses para explicar o que está exatamente a causar as variações em forma e brilho observadas nas imagens SPHERE. "Os dois cenários em que estamos a trabalhar são um arrefecimento da superfície devido a atividade estelar excecional ou ejeção de poeiras na nossa direção," explica Montargès. "Claro que o nosso conhecimento de supergigantes vermelhas é ainda incompleto e este é um trabalho em curso, por isso podemos ainda ter alguma surpresa."
Montargès e a sua equipa usaram o VLT instalado no Cerro Paranal, no Chile, para estudar a estrela, a qual se encontra a mais de 700 anos-luz de distância da Terra, e tentar encontrar pistas que apontem para o porquê da diminuição do seu brilho. "O Observatório do Paranal do ESO é uma das poucas infraestruturas capazes de obter imagens da superfície de Betelgeuse," diz Montargès. Os instrumentos montados no VLT permitem efetuar observações desde o visível ao infravermelho médio, o que significa que os astrónomos podem observar tanto a superfície da estrela como o material que a circunda. "Esta é a única maneira de compreendermos o que está a acontecer a esta estrela."
Esta imagem obtida com o instrumento VISIR montado no VLT do ESO, mostra a radiação infravermelha emitida pela poeira que circundava Betelgeuse em dezembro de 2019. As nuvens de poeira, que se assemelham a chamas nesta imagem, formam-se quando a estrela lança a sua matéria para o espaço. O disco preto tapa o centro da estrela e muito do meio que a circunda, uma vez que, sendo muito brilhante, se não fosse tapado não conseguiriamos ver as plumas de poeira muito mais ténues. O ponto laranja no meio do círculo preto mostra onde foi obtida a imagem SPHERE da superfície de Betelgeuse, que tem um tamanho próximo da órbita de Júpiter.
Crédito: ESO/P. Kervella/M. Montargès et al., Reconhecimento: Eric Pantin
Outra imagem nova, obtida com o instrumento VISIR montado no VLT, mostra a radiação infravermelha emitida pela poeira que circundava Betelgeuse em dezembro de 2019. Estas observações foram realizadas por uma equipa liderada por Pierre Kervella do Observatório de Paris, França, que explicou que o comprimento de onda capturado nesta imagem é semelhante ao detetado por câmaras que detetam calor. As nuvens de poeira, que se assemelham a chamas na imagem VISIR, formam-se quando a estrela lança a sua matéria para o espaço.
"A frase 'somos todos feitos de poeira estelar' é algo que ouvimos muito na astronomia popular, mas donde é que vem exatamente esta poeira?" pergunta Emily Cannon, estudante de doutoramento na KU Leuven, que trabalha com imagens SPHERE de supergigantes vermelhas. "Ao longo das suas vidas, as supergigantes vermelhas como Betelgeuse criam e ejetam enormes quantidades de material ainda antes de explodirem sob a forma de supernovas. A tecnologia moderna permite-nos estudar estes objetos, situados a centenas de anos-luz de distância de nós, com um detalhe sem precedentes, dando-nos a oportunidade de desvendar o mistério que dá origem a esta perda de massa."
Equipa da New Horizons descobre peça crítica do puzzle da formação planetária
A cor uniforme e a composição da superfície de Arrokoth mostra que o objeto da Cintura de Kuiper foi formado a partir de uma nuvem pequena e uniforme de material na nebulosa solar, em vez de uma mistura de matéria de partes mais separadas da nebulosa. A primeira hipótese suporta a ideia que Arrokoth se formou num colapso local de uma nuvem na nebulosa solar.
Crédito: NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/SwRI/Roman Tkachenko
Dados da missão New Horizons da NASA estão a fornecer novas ideias sobre como os planetas e os planetesimais - os blocos de construção dos planetas - foram formados.
A sonda New Horizons passou pelo antigo objeto da Cintura de Kuiper, Arrokoth (2014 MU69, anteriormente com a alcunha de Ultima Thule) no dia 1 de janeiro de 2019, fornecendo o primeiro olhar detalhado da humanidade de um dos remanescentes gelados da formação do Sistema Solar na vasta região para lá da órbita de Neptuno. Usando dados detalhados sobre a forma, geologia, cor e composição do objeto - recolhidos durante o "flyby" recorde que ocorreu a mais de 6 mil milhões de quilómetros da Terra - investigadores aparentemente responderam a uma pergunta antiga sobre as origens dos planetesimais e, portanto, deram um grande passo em frente no entendimento de como os planetas se formaram.
A equipa relata estas descobertas num conjunto de três artigos científicos publicados na revista Science, e numa conferência de imprensa realizada no passado dia 13 de fevereiro na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em Seattle.
"Arrokoth é o objeto mais distante, primitivo e pristino já explorado por uma nave espacial, de modo que sabíamos que teria uma história única para contar," disse o investigador principal da New Horizons, Alan Stern, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado. "Está a ensinar-nos como os planetesimais se formaram e pensamos que o resultado assinala um avanço significativo na compreensão geral da formação planetesimal e planetária."
As primeiras imagens pós-flyby transmitidas pela New Horizons no ano passado mostraram que Arrokoth tem dois lóbulos ligados, uma superfície lisa e uma composição uniforme, indicando que provavelmente era pristino e que iria fornecer informações decisivas sobre a formação de objetos deste género. Estes primeiros resultados foram publicados na revista Science em maio passado.
"É verdadeiramente uma descoberta empolgante para o que já é uma missão muito bem-sucedida e histórica," disse Lori Glaze, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA. "As descobertas contínuas da espaçonave New Horizons da NASA surpreendem ao remodelar o nosso conhecimento e compreensão de como os corpos planetários se formam nos sistemas solares espalhados pelo Universo."
Nos meses seguintes, trabalhando com dados de cada vez mais alta resolução bem como com simulações sofisticadas por computador, a equipa da missão montou uma imagem da formação de Arrokoth. A sua análise indica que os lóbulos deste objeto "binário de contato" já foram corpos separados que se formaram perto um do outro e que, a baixa velocidade, se orbitaram um ao outro e depois se fundiram suavemente para criar o objeto com 35 quilómetros que a New Horizons observou.
Isto indica que Arrokoth foi formado durante o colapso por gravidade de uma nuvem de partículas sólidas na nebulosa solar primordial, e não pela teoria concorrente da formação planetesimal chamada acreção hierárquica. Ao contrário das colisões de alta velocidade entre planetesimais na acreção hierárquica, no colapso de nuvens de partículas estas fundem-se suavemente, crescendo lentamente de tamanho.
"Assim como os fósseis nos dizem como as espécies evoluíram na Terra, os planetesimais dizem-nos como os planetas se formaram no espaço," disse William McKinnon, coinvestigador da New Horizons da Universidade de Washington em St. Louis, autor principal de um artigo sobre a formação de Arrokoth publicado na Science a semana passada. "Arrokoth tem este aspeto não porque se formou através de colisões violentas, mas mais numa dança complexa, na qual os seus objetos componentes se orbitam lentamente antes de unirem."
Duas outras evidências importantes apoiam esta conclusão. A cor e a composição uniformes da superfície de Arrokoth mostram que o KBO ("Kuiper Belt Object", inglês para "Objeto da Cintura de Kuiper") se formou a partir de material próximo, como preveem os modelos de colapso de nuvens locais, em vez de uma mistura de matéria de partes mais separadas da nebulosa, como os modelos hierárquicos podem prever.
As formas achatadas de cada um dos lóbulos de Arrokoth, bem como o alinhamento notavelmente próximo dos seus polos e equadores, também apontam para uma fusão mais ordenada de uma nuvem em colapso. Além disso, a superfície lisa e levemente craterada indica que a sua face permaneceu bem preservada desde o final da era da formação planetária.
"Arrokoth tem as características físicas de um corpo que se juntou lentamente, a partir de materiais 'locais' na nebulosa solar," disse Will Grundy, líder da equipa de temas de composição da New Horizons do Observatório Lowell em Flagstaff, Arizona, autor principal do segundo artigo científico da Science. "Um objeto como Arrokoth não teria sido formado, não teria este aspeto, num ambiente de acreção mais caótico."
As últimas informações de Arrokoth expandem significativamente o artigo científico de maio de 2019 da Science, liderado por Stern. Os três novos artigos científicos são baseados em 10 vezes mais dados do que o primeiro relatório e, juntos, fornecem uma imagem muito mais completa da origem de Arrokoth.
"Todas as evidências que encontrámos apontam para os modelos de colapso de nuvens de partículas, descartam particularmente a acreção hierárquica para o modo de formação de Arrokoth e, por inferência, de outros planetesimais," disse Stern.
A New Horizons continua a realizar novas observações de objetos adicionais da Cintura de Kuiper que passa à distância. A New Horizons também continua a mapear o ambiente de poeira e de radiação de partículas carregadas na Cintura de Kuiper. Os novos KBOs que estão a ser observados estão demasiado longe para revelar descobertas como aquelas em Arrokoth, mas a equipa pode medir aspetos como as propriedades da superfície e forma. Neste verão, a equipa da missão começará a usar grandes telescópios terrestres para procurar novos KBOs a fim de os estudar desta maneira e até mesmo para outra passagem rasante, caso o combustível permita.
A sonda New Horizons está agora a 7,1 mil milhões de quilómetros da Terra, operando normalmente e viajando cada vez mais profundamente na Cintura de Kuiper, a quase 50.400 km/h.
Dez coisas que o SDO já nos ensinou sobre o Sol nos seus 10 anos de operações
Esta imagem pelo SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, capturada no dia 16 de março de 2015, mostra duas manchas escuras, de nome buracos coronais. O buraco coronal inferior, um buraco coronal polar, foi um dos maiores observado em décadas.
Crédito: NASA/SDO
Em fevereiro de 2020, o satélite SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA comemorou o seu 10.º ano no espaço. Na última década, a sonda manteve um olho fixo no Sol, estudando como a nossa estrela cria atividade solar e impulsiona o clima espacial - as condições dinâmicas no espaço que afetam todo o Sistema Solar, incluindo a Terra.
Desde o seu lançamento a 11 de fevereiro de 2010, que o SDO recolheu milhões de imagens científicas da nossa estrela mais próxima, dando aos cientistas novas ideias sobre o seu funcionamento. As medições do Sol, pelo SDO - desde o interior até à atmosfera, campo magnético e produção energética - contribuíram muito para a compreensão da nossa estrela. As imagens do SDO também se tornaram icónicas - se já viu alguma ampliação da atividade no Sol, foi provavelmente uma imagem do SDO.
A longa carreira do SDO no espaço permitiu testemunhar quase um ciclo solar inteiro - o ciclo de 11 anos de atividade do Sol. Aqui ficam alguns destaques dos feitos do satélite SDO ao longo dos anos.
1) Proeminências fantásticas
A sonda SDO testemunhou inúmeras explosões surpreendentes - explosões gigantes de plasma libertadas da superfície solar - muitas das quais se tornaram imagens icónicas da ferocidade da nossa estrela mais próxima. No seu primeiro ano e meio, o SDO viu quase 200 proeminências solares, o que permitiu aos cientistas identificar um padrão. Notaram que cerca de 15% das proeminências apresentavam um "surto de fase tardia" que se seguia minutos a horas após a proeminência inicial. Ao estudar esta classe especial, os cientistas entenderam melhor quanta energia é produzida quando o Sol entra em erupção.
2) Tornados solares
Em fevereiro de 2012, o SDO capturou imagens que mostram estranhos tornados de plasma na superfície solar. Observações posteriores descobriram que estes tornados, criados por campos magnéticos que giram o plasma, podem rodopiar a velocidades de até quase 300.000 km/h. Na Terra, os tornados apenas atingem velocidades de 480 km/h.
3) Ondas gigantes
O mar agitado de plasma na superfície solar pode criar ondas gigantes que viajam ao redor do Sol até 4,8 milhões de quilómetros por hora. Estas ondas, chamadas ondas EIT em homenagem a um instrumento com o mesmo nome na sonda SOHO (Solar and Heliophysics Observatory) que as descobriu pela primeira vez, foram fotografadas em alta resolução pelo SDO em 2010. As observações mostraram, pela primeira vez, como as ondas se movem pela superfície. Os cientistas suspeitam que estas ondas são impulsionadas por ejeções de massa coronal, que expelem nuvens de plasma da superfície do Sol para o Sistema Solar.
4) Cometas combustivos
Ao longo dos anos, o observatório SDO observou dois cometas a voar pelo Sol. Em dezembro de 2011, os cientistas observaram o Cometa Lovejoy a sobreviver ao intenso aquecimento enquanto passava a 830.000 km da superfície solar. O Cometa ISON em 2013 não sobreviveu ao seu encontro. Através de observações como estas, o SDO forneceu aos cientistas novas informações sobre como o Sol interage com os cometas.
5) Circulação global
Não tendo superfície sólida, todo o Sol flui continuamente devido ao intenso calor que tenta escapar e à rotação do Sol. Movendo-se a latitudes médias, existem padrões de circulação em larga escala chamados Circulação Meridional. As observações do SDO revelaram que estas circulações são muito mais complexas do que os cientistas pensavam inicialmente e estão ligadas à produção de manchas solares. Estes padrões de circulação podem até explicar porque, às vezes, um hemisfério pode ter mais manchas solares do que o outro.
6) Prevendo o futuro
O derramamento de material solar por meio de ejeções de massa coronal, ou EMCs, e a velocidade do vento solar em todo o Sistema Solar. Quando interagem com o ambiente magnético da Terra, podem induzir o clima espacial, que pode ser prejudicial para naves espaciais e astronautas. Usando dados do SDO, os cientistas da NASA trabalharam na modelagem do caminho de uma ECM à medida que se move pelo Sistema Solar, a fim de prever o seu potencial efeito na Terra. A longa linha de base das observações solares também ajudou os cientistas a formar modelos adicionais de aprendizagem de máquina para tentar prever quando o Sol pode lançar uma EMC.
7) Escurecimentos coronais
A fina atmosfera externa e superaquecida do Sol - a coroa - às vezes fica mais ténue. Os cientistas que estudam o escurecimento coronal descobriram que está ligado às EMCs, que são as principais responsáveis pelos severos eventos climáticos espaciais que podem danificar satélites e astronautas. Usando uma análise estatística do grande número de eventos observados com a sonda SDO, os cientistas conseguiram calcular a massa e a velocidade das EMCs direcionadas à Terra - o tipo mais perigoso. Ao ligarem o escurecimento coronal com o tamanho das EMCs, os cientistas esperam poder estudar os efeitos do clima espacial em torno de outras estrelas, demasiado distantes para medir diretamente as suas EMCs.
8) Morte e nascimento de um ciclo solar
Com uma década de observações, a SDO já viu quase um ciclo solar completo de 11 anos. Começando perto do início do Ciclo Solar 24, a SDO observou o Sol a subir para o máximo solar de atividade e depois a desvanecer para o mínimo solar atual. Estas observações plurianuais ajudam os cientistas a entender sinais que marcam o declínio de um ciclo solar e o início do próximo.
9) Buracos coronais polares
Às vezes, a superfície do Sol é marcada por grandes manchas escuras chamadas buracos coronais, onde a emissão ultravioleta extrema é baixa. Ligados com o campo magnético do Sol, os buracos seguem o ciclo solar, aumentando no máximo solar. Quando se formam na parte superior e inferior do Sol, são chamados de buracos coronais polares e os cientistas do observatório SDO foram capazes de usar o seu desaparecimento para determinar quando o campo magnético do Sol se reverteu - um indicador importante de quando o Sol atinge o máximo solar.
Reconexão magnética forçada, provocada por uma proeminência do Sol, foi vista pela primeira vez em imagens do SDO da NASA. Esta imagem mostra o Sol no dia 13 de maio de 2012, a inserção mostrando uma ampliação do evento de reconexão pelo instrumento AIA (Atmospheric Imaging Assembly) do SDO, onde a assinatura em forma de X é visível.
Crédito: NASA/SDO/Abhishek Srivastava/IIT(BHU)
10) Novas explosões magnéticas
No final da década, em dezembro de 2019, as observações do SDO permitiram a descoberta de um novo tipo de explosão magnética. Este tipo especial - de nome reconexão magnética espontânea (vs. formas mais gerais anteriormente observadas de reconexão magnética) - ajudaram a confirmar uma teoria com décadas. Também pode ajudar os cientistas a entender porque é que a atmosfera solar é tão quente, a melhor prever o clima espacial e levar a avanços em experiências laboratoriais de fusão controlada e de plasma.
Todos os instrumentos do SDO ainda estão em boas condições, com o potencial de permanecer a funcionar por mais uma década.
"Breakthrough Listen" estuda Via Láctea em busca de sinais de civilização (via UC Berkeley)
A iniciativa "Breakthrough Listen" divulgou na passada sexta-feira quase 2 petabytes de dados do levantamento mais compreensivo alguma vez feito de emissões de rádio do plano da nossa Via Láctea e da região em torno do seu buraco negro central, e está a convidar o público a analisá-los em busca de sinais de civilizações inteligentes. Ler fonte
Álbum de fotografias - NGC 2392: Nebulosa Planetária de Invólucro Duplo
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