DIA 24/10: 297.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1851, William Lassell descobre as luas Umbriel e Ariel em órbita de Úrano.
Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1957, a Força Aérea dos EUA começa o programa X-20 Dyna-Soar.
Em 1960, catástrofe de Nedelin: um missil balístico R-16 explode na plataforma de lançamento do cosmódromo de Baikonur, matando mais de 100 pessoas. A União Soviética só desclassificou o evento em 1989.
Em 1962, a Mars 2MV-4 No.1, também conhecida como Sputnik 22, falha a deixar a órbita da Terra.
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.
Em 2007, o Chang'e 1, o primeiro satélite do Programa de Exploração Lunar da China, é lançado a partir do Centro de Lançamento Xichang.
Em 2014, a agência espacial chinesa lança uma missão experimental lunar, Chang'e 5-T1, que testou tecnologias de reentrada atmosférica para uma missão de recolha de amostras lunares. HOJE, NO COSMOS:
Procure a brilhante Capella baixa a nordeste por estas noites. Procure também o enxame das Plêiades a cerca de três punhos à distância do braço esticado para a sua direita. Estes arautos dos meses frios sobem com o passar das horas. Procure Aldebarã a nascer depois das Plêiades.
Para cima e para a direita de Capella, e para cima e para a esquerda das Plêiades, estão as estrelas da constelação de Perseu.
DIA 25/10: 298.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1671, Giovanni Cassini descobre a lua de Saturno, Jápeto.
Em 1877 nascia Henry Norris Russell, astrónomo americano que, juntamente com Ejnar Hertzsprung, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell em 1910.
Em 1999, observações terrestres de um vulcão em erupção em Io, uma lua de Júpiter. HOJE, NO COSMOS:
Vem aí o "Halloween" e, assim sendo, Arcturo, a estrela que brilha baixa a oeste-noroeste ao anoitecer, está a tomar o seu lugar como o "Fantasma dos Sóis de Verão". O que é que isto significa? Ao longo de vários dias que rodeiam 25 de outubro, todos os anos, Arcturo ocupa um lugar muito especial acima do horizonte. Marca com grande precisão o local onde o Sol esteve à mesma hora, durante os quentes meses de junho e julho - em plena luz do dia, claro. Assim, com o aproximar do "Halloween", podemos ver Arcturo como o frio fantasma do Sol de verão.
DIA 26/10: 299.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1968, o cosmonauta soviético Georgy Beregovoy pilota a Soyuz 3 para o espaço, numa missão de quatro dias. HOJE, NO COSMOS:
O Grande Quadrado de Pégaso está já bem alto a sudeste depois da hora de jantar - e está a inclinar-se no sentido do movimento dos ponteiros do relógio para passar de apoiado num canto para mais nivelado como um quadrado. É o avançar do outono.
O lado direito do Grande Quadrado
aponta para baixo até Fomalhaut, a cerca de quatro punhos à distância do braço esticado. O seu lado esquerdo aponta mais perto, mas não tão diretamente, para Beta Ceti (Diphda ou Deneb Kaitos). Fomalhaut é uma estrela de primeira magnitude, Beta Ceti de segunda.
CURIOSIDADES
A Lucy tornar-se-á a sonda alimentada a energia solar mais distante alguma vez concebida. Para funcionar devidamente à distância da órbita de Júpiter em torno do Sol, transporta com ela um par de enormes painéis solares, cada um com mais de 7,3 metros de diâmetro. Ou seja, se colocada de lado, a Lucy teria quase a altura de um prédio de cinco andares.
Sonda Lucy prepara-se para a sua primeira passagem por um asteroide
Impressão de artista da sonda Lucy da NASA a passar perto de um asteroide troiano.
Crédito: NASA/SwRI/Centro de Voo Espacial Goddard da NASA
A nave espacial Lucy da NASA está a preparar-se para a sua primeira visita a um asteroide. No dia 1 de novembro, passará pelo asteroide Dinkinesh e testará os seus instrumentos em preparação para visitas na próxima década a múltiplos asteroides troianos que orbitam o Sol na mesma órbita que Júpiter.
Dinkinesh, com menos de 1 quilómetro de tamanho, orbita o Sol na cintura principal de asteroides localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sonda Lucy tem estado a seguir Dinkinesh visualmente desde 3 de setembro; será o primeiro de 10 asteroides que a Lucy visitará na sua viagem de 12 anos. Para observar tantos asteroides, a Lucy não vai parar nem orbitar os asteroides; em vez disso, vai recolher dados à medida que passa por eles, naquilo a que se chama um "flyby".
"Esta é a primeira vez que a Lucy vai observar de perto um objeto que, até agora, tem sido apenas uma mancha não resolvida nos melhores telescópios", disse Hal Levison, investigador principal da Lucy no SwRI (Southwest Research Institute), com sede em San Antonio, no estado norte-americano do Texas. "Dinkinesh está prestes a ser revelado à humanidade pela primeira vez".
O objetivo principal da missão Lucy, que foi lançada no dia 16 de outubro de 2021, é estudar os asteroides troianos de Júpiter, uma população nunca antes explorada de pequenos corpos que orbitam o Sol em dois "enxames" que lideram e seguem Júpiter na sua órbita. No entanto, antes de chegar aos troianos, a Lucy passará por outro asteroide da cintura principal em 2025, chamado Donaldjohanson, para testes adicionais dos sistemas e dos procedimentos da nave espacial.
Durante a passagem por Dinkinesh, a equipa irá testar o seu sistema de rastreio, que permitirá à nave espacial identificar autonomamente a localização do asteroide, mantendo-o dentro do campo de visão dos instrumentos durante todo o encontro.
Dado que este encontro se destina a testar os sistemas da Lucy, as observações científicas serão mais simples do que para os alvos principais da missão. A nave espacial e a plataforma que contém os instrumentos colocar-se-ão em posição duas horas antes da maior aproximação a Dinkinesh. Uma vez em posição, a sonda começará a recolher dados com os seus instrumentos L'LORRI (Long Range Reconnaissance Imager) e L'TES (Thermal Infrared Spectrometer). Uma hora antes da maior aproximação, a nave começará a seguir o asteroide com o sistema de rastreio. Só nos últimos oito minutos é que a Lucy poderá recolher dados com o MVIC (Multispectral Visible Imaging Camera) e com o LEISA (Linear Etalon Imaging Spectral Array), os componentes que constituem o instrumento L'Ralph. A maior aproximação da Lucy deverá ocorrer às 16:54 (hora portuguesa), quando a nave espacial estiver a 430 quilómetros do asteroide. A Lucy vai obter imagens contínuas e seguir o rasto de Dinkinesh durante quase mais uma hora. Depois disso, a nave espacial reorientar-se-á para retomar as comunicações com a Terra, mas continuará a fazer imagens periódicas de Dinkinesh com o L'LORRI durante os quatro dias seguintes.
"Vamos saber o que a nave espacial está a fazer a todas as alturas, mas a Lucy está tão longe que são precisos cerca de 30 minutos para que os sinais de rádio viajem entre a nave espacial e a Terra, por isso não podemos comandar interactivamente um encontro com um asteroide", disse Mark Effertz, engenheiro-chefe da Lucy na Lockheed Martin Space em Littleton, no estado norte-americano do Colorado. "Em vez disso, pré-programamos todas as observações científicas. Depois de concluídas as observações científicas e o 'flyby', a Lucy reorientará a sua antena de alto ganho para a Terra e demorará cerca de 30 minutos até que o primeiro sinal chegue à Terra".
Depois de confirmar a saúde da nave espacial, os engenheiros vão ordenar à Lucy que envie os dados científicos do encontro para a Terra. Esta transferência de dados demorará vários dias.
Embora o objetivo principal do encontro com Dinkinesh seja um teste de engenharia, os cientistas da missão esperam também utilizar os dados capturados para obter informações sobre a ligação entre os asteroides maiores da cintura principal explorados por missões anteriores da NASA e os asteroides mais pequenos próximos da Terra.
Após o encontro com Dinkinesh, a sonda Lucy continuará na sua órbita à volta do Sol, regressando à vizinhança da Terra para a sua segunda assistência gravitacional em dezembro de 2024. Este empurrão da Terra enviá-la-á de volta à cintura principal de asteroides para o seu "flyby" por Donaldjohanson em 2025, e depois para os asteroides troianos de Júpiter em 2027.
Astrónomos detetam a explosão de rádio rápida mais distante encontrada até à data
Esta imagem artística (que não se encontra à escala) ilustra o percurso da explosão de rádio rápida FRB 20220610A, desde a galáxia distante onde teve origem até à Terra, num dos braços em espiral da Via Láctea. A galáxia fonte de FRB 20220610A, localizada graças ao VLT (Very Large Telescope) do ESO, parece fazer parte de um pequeno grupo de galáxias em interação. Esta galáxia está tão longe de nós que a sua luz demorou 8 mil milhões de anos a chegar à Terra, o que faz de FRB 20220610A a explosão de rádio rápida mais distante encontrada até à data.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
Uma equipa internacional de astrónomos detetou uma explosão de ondas rádio cósmicas remota que durou menos de um milissegundo. Esta FRB (Fast Radio Burst, em português "explosão de rádio rápida") é a mais distante descoberta até à data. A sua fonte foi localizada pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO numa galáxia tão distante que a sua luz demorou 8 mil milhões de anos a chegar até nós. Esta explosão é também uma das mais energéticas alguma vez observada; numa pequena fração de segundo foi libertado o equivalente à emissão total do nosso Sol em 30 anos.
A descoberta da explosão, denominada FRB 20220610A, foi feita em junho do ano passado pelo radiotelescópio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) na Austrália e bateu o anterior recorde de distância da equipa em 50%.
"Usando a rede de antenas parabólicas do ASKAP, conseguimos determinar com precisão de onde veio a explosão", disse Stuart Ryder, astrónomo da Universidade Macquarie, na Austrália, e coautor principal do estudo publicado na revista Science. "Depois usámos [o VLT do ESO], no Chile, para procurar a galáxia de origem, descobrindo que esta é mais antiga e mais distante do que qualquer outra fonte de FRB encontrada até à data e que, provavelmente, faz parte de um pequeno grupo de galáxias."
A descoberta confirma que as FRBs podem ser usadas para medir a matéria "em falta" entre as galáxias, dando-nos assim uma nova forma de "pesar" o Universo.
Os atuais métodos para estimar a massa do Universo estão a dar respostas contraditórias e a pôr em causa o modelo padrão da cosmologia. "Se contarmos a quantidade de matéria normal no Universo, ou seja, os átomos que nos constituem, verificamos que falta mais de metade do que deveria existir atualmente", diz Ryan Shannon, professor da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, que também coliderou o estudo. "Pensa-se que a matéria em falta está escondida no espaço entre as galáxias, mas pode estar tão quente e difusa que se torna impossível vê-la utilizando técnicas normais”.
"As explosões de rádio rápidas detetam este material ionizado. Mesmo no espaço que está praticamente vazio, estes eventos conseguem 'ver' todos os eletrões, o que nos permite medir a quantidade de matéria existente entre as galáxias", explica Shannon.
Encontrar FRBs distantes é fundamental para medir com precisão a matéria em falta no Universo, como demonstrou o falecido astrónomo australiano Jean-Pierre ("J-P") Macquart em 2020. "J-P mostrou que quanto mais distante se encontrar uma explosão de rádio rápida, mais gás difuso revelará entre as galáxias. Este facto é agora conhecido como a relação de Macquart. Algumas FRBs recentes parecem quebrar esta relação. As nossas medições confirmam que a relação de Macquart se mantém para além de metade do Universo conhecido", diz Ryder.
"Embora não saibamos ainda o que causa estas enormes explosões de energia, este trabalho confirma que as explosões de rádio rápidas são acontecimentos comuns no cosmos e que poderemos usá-las para detetar matéria entre as galáxias e assim compreender melhor a estrutura do Universo", afirma Shannon.
Este resultado representa o limite do que é possível obter com os atuais telescópios, no entanto os astrónomos em breve disporão de instrumentos para detetar explosões ainda mais antigas e distantes, identificar as galáxias de origem e medir a matéria em falta no Universo. A organização internacional SKAO (Square Kilometre Array Observatory) está atualmente a construir dois radiotelescópios, na África do Sul e na Austrália, que serão capazes de encontrar milhares de FRBs, incluindo as muito distantes que não conseguimos detetar com as infraestruturas atuais. O ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, um telescópio de 39 metros que está a ser construído no deserto chileno do Atacama, será um dos poucos telescópios capazes de estudar as galáxias de origem de explosões ainda mais distantes do que FRB 20220610A.
Equipa da missão Voyager concentra-se numa correção de software e nos propulsores
A nave espacial Voyager 1 da NASA é representada, nesta ilustração, a viajar pelo espaço interestelar, ou o espaço entre as estrelas, no qual entrou em 2012. Viajando numa trajetória diferente, a sua gémea, a Voyager 2, entrou no espaço interestelar em 2018.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
Os engenheiros da missão Voyager da NASA estão a tomar medidas para ajudar a garantir que as duas naves espaciais, lançadas em 1977, continuem a explorar o espaço interestelar nos próximos anos.
Um dos esforços diz respeito aos resíduos de combustível que parecem estar a acumular-se dentro de tubos estreitos em alguns dos propulsores da nave espacial. Os propulsores são utilizados para manter a antena de cada nave espacial apontada para a Terra. Este tipo de acumulação já foi observado em várias outras naves espaciais.
A equipa também transmitiu uma correção de software para evitar a repetição de uma falha que surgiu na Voyager 1 no ano passado. Os engenheiros resolveram a falha e a correção destina-se a evitar que o problema volte a ocorrer na Voyager 1 ou na sua gémea, a Voyager 2.
Acumulação nos propulsores
Os propulsores da Voyager 1 e da Voyager 2 são utilizados principalmente para manter as antenas das naves espaciais apontadas para a Terra, para efeitos de comunicação. As naves espaciais podem girar em três direções - para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, e em torno do eixo central, como uma roda. Ao fazê-lo, os propulsores disparam automaticamente e reorientam a nave espacial para manter as suas antenas apontadas para a Terra.
O carburante flui para os propulsores através das tubagens de combustível e depois passa por outras tubagens mais pequenas no interior dos propulsores, tubagens estas que são 25 vezes mais estreitas do que as externas. Cada disparo do propulsor adiciona pequenas quantidades de resíduos, levando à acumulação gradual de material ao longo de décadas. Em algumas destas pequenas tubagens, a acumulação está a tornar-se significativa. Para abrandar essa acumulação, a missão começou a deixar as duas naves espaciais girarem um pouco mais em cada direção antes de dispararem os propulsores. Isto reduzirá a frequência dos disparos dos propulsores.
Os ajustes à rotação dos propulsores foram feitos através de comandos enviados em setembro e outubro, e permitem que as naves se movam quase 1 grau mais em cada direção do que no passado. A missão está também a efetuar menos disparos, mais longos, o que reduzirá ainda mais o número total de disparos efetuados em cada nave espacial.
Os ajustamentos foram cuidadosamente concebidos para garantir um impacto mínimo na missão. Apesar de uma maior rotação das naves espaciais poder significar a perda ocasional de alguns dados científicos - semelhante a uma chamada telefónica em que a pessoa do outro lado desliga ocasionalmente - a equipa concluiu que o plano permitirá que as Voyagers devolvam mais dados ao longo do tempo.
Os engenheiros não sabem ao certo quando é que os tubos de entrada do carburante no propulsor ficarão completamente obstruídos, mas esperam que, com estas precauções, isso não aconteça durante pelo menos mais cinco anos, possivelmente muitos mais. A equipa pode tomar medidas adicionais nos próximos anos para prolongar ainda mais o tempo de vida dos propulsores.
"A esta altura da missão, a equipa de engenharia está a enfrentar muitos desafios para os quais não temos um manual", disse Linda Spilker, cientista de projeto para a missão no JPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Califórnia. "Mas continuam a encontrar soluções criativas".
Remendando as coisas
Em 2022, o computador de bordo que orienta a nave espacial Voyager 1 para a Terra começou a enviar relatórios de status adulterados, apesar de continuar a operar normalmente. Os engenheiros da missão demoraram meses a identificar o problema. O AACS (Attitude Articulation and Control System) estava a desviar comandos, escrevendo-os na memória do computador em vez de os executar. Um desses comandos falhados acabou por deturpar o relatório de estado do AACS antes de chegar aos engenheiros no solo.
A equipa determinou que o AACS tinha entrado num modo incorreto; no entanto, não conseguiram determinar a causa e, por isso, não têm a certeza se o problema pode voltar a surgir. A correção de software deverá evitar que isso aconteça.
"Esta correção é como uma apólice de seguro que nos protegerá no futuro e nos ajudará a manter estas sondas a funcionar o máximo de tempo possível", disse Suzanne Dodd do JPL, gestora do projeto Voyager. "Estas são as únicas naves espaciais a operar no espaço interestelar, pelo que os dados que estão a enviar são de um valor único para a nossa compreensão do nosso Universo local".
A Voyager 1 e a Voyager 2 já estão a mais de 24 mil milhões e 20 mil milhões de quilómetros da Terra, respetivamente. A essas distâncias, as instruções de correção demoram mais de 18 horas a chegar às naves espaciais. Devido à idade das naves e ao tempo de atraso na comunicação, há o risco de a correção substituir código essencial ou ter outros efeitos indesejados na nave. Para reduzir esses riscos, a equipa passou meses a escrever, a rever e a verificar o código. Como precaução de segurança adicional, a Voyager 2 recebe primeiro a correção e serve de ensaio para a sua gémea. A Voyager 1 está mais longe da Terra do que qualquer outra nave espacial, o que torna os seus dados mais valiosos.
Na passada sexta-feira, dia 20 de outubro, a equipa transmitiu a correção e fez uma leitura da memória AACS para se certificar de que está no sítio certo. Se não surgirem problemas imediatos, a equipa emitirá um comando no sábado, dia 28 de outubro, para verificar se a correção está a funcionar corretamente.
Mais sobre a missão
A missão Voyager estava inicialmente planeada para durar apenas quatro anos, enviando ambas as sondas para Saturno e Júpiter. A NASA prolongou a missão para que a Voyager 2 pudesse visitar Úrano e Neptuno; continua a ser a única nave espacial a ter visto de perto os gigantes gelados. Em 1990, a NASA prolongou novamente a missão, desta vez com o objetivo de enviar as sondas para fora da heliosfera, uma bolha protetora de partículas e campos magnéticos criada pelo Sol. A Voyager 1 atingiu a fronteira em 2012, enquanto a Voyager 2 (viajando mais devagar e numa direção diferente da sua gémea) a atingiu em 2018.
Astrónomos vasculham arquivo de telescópio e encontram explosão com duração de microssegundos (via NOVA)
Uma equipa internacional de investigadores liderada pelo candidato a doutoramento Mark Snelders (ASTRON e Universidade de Amesterdão) descobriu pulsos de rádio do Universo distante que duram apenas milionésimos de segundo. Encontraram estas explosões de microssegundo após um exame meticuloso de dados de arquivo de uma fonte conhecida. Não se sabe ao certo como é que as explosões ultrarápidas são criadas. Ler fonte
Os cristais trazidos pelos astronautas mostram que a Lua é 40 milhões de anos mais velha do que os cientistas pensavam (via Museu Field de História Natural)
Há mais de 4 mil milhões de anos, quando o Sistema Solar ainda era jovem e a Terra ainda estava a crescer, um objeto gigante do tamanho de Marte embateu com a Terra. O maior pedaço que se separou da Terra primitiva formou a nossa Lua. Mas o momento exato em que isso aconteceu tem permanecido um mistério. Num novo estudo, investigadores utilizaram cristais trazidos da Lua pelos astronautas da Apollo em 1972 para ajudar a determinar o momento da formação da Lua. A sua descoberta faz recuar a idade da Lua em 40 milhões de anos, para pelo menos 4,46 mil milhões de anos. Ler fonte
Álbum de fotografias Galáxias e um Cometa
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Dan Bartlett
As galáxias abundam nesta nítida imagem telescópica registada a 12 de outubro sobre os céus escuros de June Lake, no estado norte-americano da Califórnia. A cena celeste estende-se por quase 2 graus dentro dos limites da bem treinada constelação setentrional de Cães de Caça. Em destaque, no canto superior esquerdo, a 23,5 milhões de anos-luz de distância, está a grande e bela galáxia espiral NGC 4258, conhecida por alguns como Messier 106. A atraente espiral NGC 4217 está acima e à direita do centro, a cerca de 60 milhões de anos-luz. A passar pelo bonito campo de visão está o cometa C/2023 H2 Lemmon, descoberto no passado mês de abril em dados do MLS (Mount Lemmon Survey). Aqui o cometa ostenta uma cabeleira esverdeada, juntamente com uma ténue e estreita cauda iónica que se estende em direção ao topo da imagem. Este objeto, de visita ao Sistema Solar interior, está atualmente a cerca de 6 minutos-luz de distância e ainda é difícil de detetar com binóculos, mas está a ficar mais brilhante. O cometa C/2023 H2 Lemmon atingirá o periélio, o seu ponto mais próximo do Sol, a 29 de outubro e o perigeu, o seu ponto mais próximo do nosso planeta, a 10 de novembro, quando transitar dos céus de antes do amanhecer para os céus da noite.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.