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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 649
De 25/05 a 27/05/2010
 
 
 

Dia 25/05: 145.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento do Explorer 32.
Em 1997, a MIR colidecom a nave de abastecimento Progress, o que despressuriza as cabinas e danifica os painéis solares.

No mesmo ano, a sonda Galileupassa pela lua joviana Calisto a uma distância de apenas 415 km!
Observações: Nesta altura do ano a Cassiopeia encontra-se baixa no horizonte ao início da noite. O quão baixo ela se encontra depende da latitude. Enquanto no Minho é possível que ela se veja, no Algarve a maior parte encontra-se abaixo do horizonte.
Mercúrio na sua maior elongação Oeste (25º graus), pelas 21:30.

Dia 26/05: 146.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1730 nascia Charles Messier.

Conhecido caçador de cometas francês, que catalogou mais ou menos 100 nebulosas brilhantes e enxames estelares conhecidos hoje em dia pelos seus números M, porque confundia estes objectos estacionários com possíveis novos cometas, que era na realidade o que ele andava à procura.
Em 1949 foi descoberto o asteróide Ícaro, a partir de um telescópio de 48 polegadas, que entrou em funcionamento nove meses antes. Descobriu-se que o asteróide tem uma órbita acentuadamente excêntrica e uma distância periélica de apenas 27 milhões e 358 mil quilómetros, mais próximo do Sol que Mercúrio (daí o seu nome). Estava apenas a 6 milhões e 500 mil quilómetros da Terra na altura da sua descoberta. 
Em 1969, a Apollo 10 regressa à Terra após oito dias, durante os quais foram testados todos os componentes necessários para a primeira aterragem lunar.
Observações: Dois-terços do Triângulo de Verão são já visíveis ao caír da noite: a brilhante Vega a Este, e Deneb, a cerca de 2 punhos e meio à distância do braço esticado, para baixo e para a esquerda da estrela de Lira. O outro canto do triângulo, mais longe dos outros dois, é Altair para baixo e para a direita. Altair nasce por volta das 22:30 esta semana e encontra-se numa boa posição para observação uma hora depois.

Dia 27/05: 147.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, lançamento da missão STS-96 do vaivém Discovery.

Observações: Lua Cheia, pelas 23:50.

 
 
 
O vaivém Atlantis, que durante alguns dias esteve acoplado à Estação Espacial Internacional e com aterragem prevista para Quarta-feira, não mais voltará a voar.
 
 
 
  SONDA PHOENIX PERMANECE SILENCIOSA, NOVA IMAGEM MOSTRA DANOS  
 

A sonda Phoenix da NASA terminou oficalmente operações após várias tentativas de contacto terem falhado. Uma nova imagem transmitida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter mostra sinais de grandes danos nos painéis solares provocados por gelo.

"A sonda Phoenix levou a cabo todas as suas investigações e excedeu o seu tempo de vida planeado," afirma Fuk Li, gestor do Programa de Exploração de Marte no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Embora o seu trabalho tenha terminado, a análise dos dados enviados pela Phoenix vai continuar ainda durante algum tempo."

A semana passada, a sonda Mars Odyssey da NASA voou 61 vezes por cima do local de aterragem da Phoenix, numa tentativa final de comunicar com o "lander". Não foi detectada nenhuma transmissão. A Phoenix também não comunicou durante 150 voos em três campanhas anteriores de escuta.

A pesquisa cá na Terra continua graças às descobertas que a Phoenix levou a cabo durante o Verão no Norte de Marte, quando aí aterrou a 25 de Maio de 2008. O "lander" a energia solar completou a sua missão de três meses e continuou a trabalhar durante outros dois, até que não conseguiu receber energia suficiente para funcionar.

A Phoenix não estava desenhada para sobreviver o Inverno escuro, frio e gelado de Marte. No entanto, a ínfima possibilidade da Phoenix conseguir sobreviver não podia ser eliminada sem tentar ouvir a sonda após o regresso de luz solar abundante.

Uma imagem da Phoenix, obtida este mês pelo instrumento HiRISE, uma câmara a bordo da MRO, sugere que o "lander" já não provoca sombras da mesma maneira que durante o seu tempo de vida.

Duas imagens da Phoenix obtidas em órbita durante 2008 e 2010. A imagem de 2008 mostra o "lander" como pontos azuis em cada lado, correspondendo aos limpos painéis solares. Na imagem de 2010 observa-se uma sombra escura que poderá ser o corpo da Phoenix e o painel Este, mas nenhuma sombra do painel Oeste.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"As imagens antes e depois são dramaticamente diferentes," afirma Michael Mellon da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, membro da equipa científica da Phoenix e da HiRISE. "Parece mais pequena, e apenas uma porção da diferença pode ser explicada pela acumulação de poeira, que torna a Phoenix menos distinguível da superfície em redor."

As mudanças aparentes nas sombras provocadas são consistentes com previsões de como a Phoenix poderia ser danificada pelas rigorosas condições ambientais marcianas. Antecipava-se que o peso acumulado de gelo de CO2 podia dobrar ou até partir os seus painéis solares. Mellon estimou que algumas dezenas de quilos de gelo provavelmente revestiram a Phoenix durante o Inverno.

Durante a sua missão, a Phoenix confirmou e examinou depósitos de água gelada detectada pela Odyssey e identificou um mineral chamado carbonato de cálcio, que sugeria a presença ocasional de água derretida. O "lander" também descobriu uma química no solo com implicações significativas para a vida e observou o caír de neve. A maior surpresa da missão foi a descoberta de percloratos, um químico oxidante cá na Terra que serve de alimento para alguns micróbios e é potencialmente tóxico para outros.

"Descobrimos que o solo por cima do gelo pode agir como uma esponja, e que o perclorato recolhe água da atmosfera e captura-a," afirma Peter Smith, investigador principal da Phoenix na Universidade do Arizona em Tucson. "Podemos ter uma fina camada de água capaz de ser um ambiente habitável. Um micro-mundo à escala de grãos de solo -- é aí que está a acção."

Os resultados da descoberta de percloratos estão a modelar as subsequentes pesquisas da astrobiologia, à medida que os cientistas investigam as implicações das suas propriedades anticongelantes e o uso potencial como uma fonte de energia para micróbios. A descoberta de gelo na camada superior de solo pela Mars Oydessey apontou o caminho para a Phoenix. Mais recentemente, a Mars Reconnaissance Orbiter detectou inúmeros depósitos de gelo a latitudes médias (mas a maiores profundidades) usando radar e expostos à superfície por recentes crateras de impacto.

"Os ambientes ricos em gelo são uma parte ainda maior do planeta do que pensávamos," afirma Smith. "Algures naquela vasta região existem lugares mais habitáveis que outros."

A MRO alcançou o planeta em 2006 para começar uma missão científica principal de dois anos. Os seus dados mostram que Marte teve diversos ambientes molhados em muitos locais durante alturas diferentes da história do planeta, e que os ciclos de mudança climática ainda persistem na era actual. A missão enviou mais dados planetários do que todas as outras missões marcianas combinadas.

A Odyssey já orbita Marte desde 2001. Esta missão também desempenhou importantes papéis ao servir de suporte para os rovers gémeos Spirit e Opportunity.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
Spaceflight Now
COSMOS
Discover
BBC News
PHYSORG.com
Associated Press
Discovery News
UPI
The Register

Retrospectiva da cobertura da missão Phoenix pelo CCVAlg:
11 de Julho de 2007 - O próximo passo da exploração marciana
3 de Maio de 2008 - Sonda Phoenix prepara-se para aterrar no ártico marciano
14 de Maio de 2008 - Phoenix a caminho da aterragem em Marte
21 de Maio de 2008 - Como a Phoenix aterrará em Marte
24 de Maio de 2008 - Os derradeiros momentos da aterragem da Phoenix Mars Lander
28 de Maio de 2008 - Phoenix aterra em Marte e envia primeira imagens
31 de Maio de 2008 - Phoenix estica braço e observa ártico marciano
7 de Junho de 2008 - Phoenix usa pela primeira vez o seu microscópio óptico
7 de Junho de 2008 - Podem os micróbios da Phoenix sobreviver em Marte?
18 de Junho de 2008 - Phoenix pode ter descoberto gelo no limite de polígono
21 de Junho de 2008 - Material esbranquiçado escavado pela Phoenix é gelo
28 de Junho de 2008 - Phoenix envia tesouro de dados científicos
30 de Julho de 2008 - Solo de Marte é surpreendentemente pegajoso
2 de Agosto de 2008 - Phoenix confirma: há água em Marte
6 de Agosto de 2008 - Equipa da Phoenix abre janela do processo científico
16 de Agosto de 2008 - Microscópio da Phoenix tira primeira imagem de uma partícula de poeira marciana
23 de Agosto de 2008 - Química heterogénea na atmosfera de Marte
13 de Setembro de 2008 - Phoenix observa os seus primeiros diabos marcianos
1 de Outubro de 2008 - Cai neve em Marte
11 de Outubro de 2008 - Phoenix aproxima-se do fim
1 de Novembro de 2008 - O princípio do fim para a sonda Phoenix
20 de Fevereiro de 2009 - Água líquida poderá ter sido avistada em Marte
1 de Abril de 2009 - Revelada a zona mais habitável de Marte
8 de Julho de 2009 - Resultados da Phoenix apontam para ciclos climáticos em Marte

Phoenix:
Página oficial (Universidade do Arizona)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

MRO:
Página oficial da NASA
Página oficial do JPL
Wikipedia

Mars Odyssey:
NASA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
     
 
 
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Sistema multi-planetário selvagem e louco surpreende os astrónomos (via HubbleSite)
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Estilhaços estelares vistos em consequências de explosão (via Site do Obervatório Chandra)
Uma longa e nova observação pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA, revela evidências de um objecto com a forma de uma bala a ser disparado de um campo de detritos deixados para trás pela explosão de uma estrela. [Ler fonte]

 
     
 
     
  Rho Ophiucus em Campo-Largo - Crédito: Rogelio Bernal Andreo  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

As nuvens que rodeiam o sistema estelar Rho Ophiucus compõem uma das regiões de formação estelar mais próximas. Rho Ophiucus propriamente dito é um sistema binário visível na região colorida da imagem à direita. Localizado a 400 anos-luz de distância, distingue-se pelos seus arredores coloridos, que incluem uma nebulosa de emissão vermelha e inúmeras correntes de poeira castanha escura e clara. Em cima e para a direita do sistema de nuvens moleculares de Rho Ophiucus está a amarelada Antares, enquanto um distante mas coincidentemente sobreposto enxame globular, M4, é visível entre Antares e a nebulosa de emissão vermelha. Perto do fim da imagem situa-se IC 4592, a Nebulosa Cabeça de Cavalo Azul. O brilho azulado que rodeia o olho do Cavalo Azul -- e outras estrelas -- é uma nebulosa de reflexão de poeira fina. Na imagem à esquerda está uma nebulosa de reflexão geometricamente angular catalogada como Sharpless 1. Aqui, a brilhante estrela perto do vértice de poeira cria a luz da nebulosa de reflexão em redor. Embora muitas destas características sejam visíveis através de um pequeno telescópio apontado na direcção das constelações de Ofíuco, Escorpião e Sagitário, a única maneira de observar os lindos detalhes desta imagem é usando uma câmara de longa exposição.

 


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