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Edição n.º 961
21/05 a 23/05/2013
 
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31/05/13 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - 23:00
Preço: 1€ (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 920/22
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu nocturno com telescópio (dependente da meteorologia favorável)

01/06/13 - DESCOBRINDO O SOL
16:00 - 17:00 (actividade incluída na visita ao Centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro - crianças até 12 anos grátis)
Nesta actividade os participantes poderão observar os fenómenos visíveis na "superfície" do Sol e participar em experiências que ajudam a conhecer melhor o astro-rei.

 
EFEMÉRIDES

Dia 21/05: 141.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2010, a JAXA lança a sonda IKAROS de velas solares a bordo de um foguetão H-IIA.

A nave passaria por Vénus no final do ano.
Observações: A estrela para a esquerda da L ua é Espiga. E para a esquerda de Espiga está Saturno.

Dia 22/05: 142.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, o módulo lunar da Apollo 10 passava a 8 milhas náuticas (16 km) da superfície da Lua. 

Observações: Esta noite a Lua brilha entre Espiga e Saturno. Embora pareçam próximos, a Lua está a apenas 1,3 segundos-luz da Terra, enquanto Saturno está a 74 minutos-luz.

Dia 23/05: 143.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, o satélite Explorer 1 deixava de emitir. 

Observações: Começando de Saturno a Sul-Sudeste a meio da noite, siga uma linha diagonal de cinco objectos para baixo e para a esquerda: Saturno, a mais ténue Alpha Librae, a Lua, Delta Scorpii e Antares.

 
CURIOSIDADES


Mais de 9 anos para lá da sua missão planeada de uns meros 90 dias em Marte, o lendário rover Opportunity da NASA ultrapassou agora outro marco espacial: estabeleceu um novo recorde de condução para um veículo americano noutro mundo. Desde 24 de Janeiro de 2004, já percorreu 35.760 metros, e quebrou o recorde de 40 anos alcançado em Dezembro de 1972 pelos astronautas da Apollo 17 com o rover lunar. Quanto ultrapassar os 37 km, ficará em primeiro lugar na lista internacional (clique na imagem para ver versão maior).

 
ROVER CURIOSITY DA NASA PERFURA SEGUNDO ALVO
O rover Curiosity da NASA escavou esta rocha, "Cumberland", durante o 279.º dia marciano, ou sol (19 de Maio), e revolheu uma amostra de pó do seu interior.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O rover Curiosity da NASA usou a broca no seu braço robótico para recolher uma amostra de pó a partir do interior de uma rocha chamada "Cumberland."

Está planeada a entrega de amostras nos próximos dias para instrumentos de laboratório dentro do rover. Esta é apenas a segunda vez que uma amostra foi recolhida a partir do interior de uma rocha em Marte. A primeira foi num alvo apelidado de "John Klein" há três meses. Cumberland parece-se com John Klein e está situada 2,75 metros para Oeste. Ambas encontram-se dentro de uma depressão rasa chamada "Yellowknife Bay".

O buraco em Cumberland foi perfurado pelo Curiosity a 19 de Maio e mede cerca de 1,6 cm em diâmetro e cerca de 6,6 cm de profundidade.

Este par de imagens obtidas pelo instrumento MAHLI no rover Curiosity mostra o alvo rochoso "Cumberland" antes e depois de ser perfurado para recolha de amostras para análise.O diâmetro do buraco tem cerca de 1,6 centímetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A equipa de cientistas espera usar a análise do material de Cumberland para verificar os achados de John Klein. Os resultados preliminares das análises das amostras de John Klein, feitas pelo laboratório a bordo do Curiosity, indicam que o local há muito tempo teve condições ambientais favoráveis à vida microbiana. As condições favoráveis incluíram os principais ingredientes para a vida, um gradiente de energia que pode explorado por micróbios, e água que não foi muito ácida ou salgada.

O Projecto MSL (Mars Science Laboratory) da NASA está usando o Curiosity para avaliar a história das condições ambientais habitáveis dentro da Cratera Gale. Depois de mais algumas observações prioritárias pelo rover dentro e perto de Yellowknife Bay, a equipa do rover espera começar uma longa viagem de meses até à base do Monte Sharp, no meio da cratera.

Links:

Cobertura da missão do rover Curiosity pelo CCVAlg:
19/03/2013 - Rover Curiosity vê tendência em presença de água
15/03/2013 - Rover da NASA descobre que Marte já teve condições para suportar vida
05/02/2013 - Curiosity perfura rocha marciana pela primeira vez
18/01/2013 - Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana
28/12/2012 - Rover Curiosity passa Natal na "Casa da Avó"
11/12/2012 - O futuro do Curiosity: mapeamento montanhoso
04/12/2012 - Rover da NASA completa primeira análise de solo marciano
06/11/2012 - Rover Curiosity encontra pistas de mudanças na atmosfera de Marte
02/11/2012 - Curiosity analisa primeiras amostras de solo marciano
02/10/2012 - Curiosity descobre que tempo em Marte é surpreendentemente quente
28/09/2012 - Rover Curiosity descobre antigo leito na superfície marciana
21/09/2012 - Rover Curiosity aponta armas para rocha invulgar na sua viagem
07/09/2012 - Rover Curiosity começa actividades com o seu braço robótico
31/08/2012 - Curiosity começa viagem para Este
28/08/2012 - Curiosity envia incrível imagem em alta-resolução do Monte Sharp
21/08/2012 - Laser e braço do Curiosity passam primeiros testes
10/08/2012 - Curiosity envia 1.º panorama a cores
07/08/2012 - Curiosity aterra em Marte!
03/08/2012 - Rover Curiosity: tudo ou nada
31/07/2012 - Aterragem de rover marciano segue grande tradição dramática com 40 anos
17/07/2012 - Rover Curiosity a caminho da aterragem no início de Agosto
20/12/2011 - Rover marciano da NASA começa pesquisa no espaço
25/11/2011 - Como é que o Curiosity vai para Marte? Com muito cuidado
22/11/2011 - Mega-rover pronto para pesquisar sinais de vida em Marte
05/07/2011 - Rover Curiosity poderá subir monte com altura do Kilimanjaro

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
SPACE.com
PHYSORG
Discovery News
UPI.com

Rover Curiosity (MSL):
NASA
NASA - 2 
NASA - 3
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
BRILHANTE EXPLOSÃO NA LUA

A Lua tem um novo buraco na sua superfície, graças a uma pedra que colidiu em Março, criando a maior explosão que os cientistas já viram na Lua desde que começaram a monitorizá-la.

O meteorito caiu no dia 17 de Março, batendo na superfície lunar a uns estonteantes 90.000 km/h e criando uma nova cratera com 20 metros de largura. O acidente provocou um flash brilhante de luz que teria sido visível a qualquer pessoa que olhava à vista desarmada para a Lua naquele momento.

"No dia 17 de Março de 2013, um pequeno objecto rochoso atingiu a superfície lunar no Mare Imbrium (latim para 'Mar de Chuvas')," afirma Bill Cooke num comunicado do Gabinete Ambiental de Meteoróides da NASA. "Explodiu com um flash quase 10 vezes tão brilhante como qualquer evento lunar já antes visto."

Os astrónomos da NASA monitorizam a Lua em busca de impactos há já oito anos, e nunca tinham visto nada tão poderoso.

Estas imagens em cores falsas extraídas do vídeo original a preto e branco mostram a explosão em progresso. No seu pico, o flash foi tão brilhante quanto uma estrela de magnitude 4.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas não viram o impacto ocorrer em tempo real. Só quando Ron Suggs, analista do Centro Aeroespacial Marshall em Huntsville, Alabama, EUA, analisou um vídeo do evento registado por um dos telescópios de 14 polegadas do programa de monitorização, este foi descoberto.

"Saltou-me logo à vista, era muito brilhante," afirma Suggs.

Os cientistas deduziram que a rocha media entre 0,3 e 0,4 metros e pesava cerca de 40 kg. A explosão criada foi equivalente a 5 toneladas de TNT.

Quando os pesquisadores estudaram os seus registos de Março, descobriram que o meteoro lunar não deve ter sido um evento isolado.

"Na noite de 17 de Março, as câmaras de todo o céu da NASA e da Universidade de Ontário Oeste registaram um número invulgar de meteoros penetrantes aqui na Terra," afirma Cooke. "Estas bolas de fogo viajavam em órbitas quase idênticas entre a Terra e a cintura de asteróides."

O programa de monitorização lunar da NASA detectou centenas de impactos. O mais brilhante, detectado a 17 de Março, em Mare Imbrium, está marcado pelo quadrado vermelho.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Embora a atmosfera da Terra proteja a superfície destes meteoros, a Lua não tem esta sorte. A falta de uma atmosfera expõe-a a todas as rochas, e o programa de monitorização da NASA já avistou mais de 300 impactos desde 2005.

Parte da motivação do programa é a eventual intenção de enviar astronautas de volta à Lua. Quando lá chegarem, têm que saber a frequência de impactos na superfície, e se certas partes do ano, coincidindo com a passagem da Lua por zonas mais "movimentadas" do Sistema Solar, representam perigo.

"Nós estaremos atentos a sinais de novos impactos no ano que vem quando o sistema Terra-Lua passar pela mesma região do espaço," afirma Cooke. "Entretanto, a nossa análise do evento de 17 de Março continua."

Os cientistas também esperam usar a sonda LRO (Lunar reconnaissance Orbiter) da NASA para fotografar o local de impacto e aprender mais sobre o impacto.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
ScienceAtNASA (via YouTube)
SPACE.com
Astronomy
redOrbit
PHYSORG
National Geographic
Discovery News
UPI.com

Programa de Monitorização Lunar:
NASA

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve 
Wikipedia

Lunar Reconnaissance Orbiter:
Página oficial
NASA
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Anti-Cauda do Cometa PanSTARRS
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Marco Fulle (INAF)
 
Aquele que já foi um famoso cometa ao pôr-do-Sol, o PanSTARRS (C/2011 L4) é agora visível toda a noite em grande parte do Hemisfério Norte, com destino ao Sistema Solar exterior, uma vez que sobe bem acima do plano da eclíptica. Apesar de estar cada vez mais ténue, a grande cauda de poeira do cometa ainda está crescendo. Esta imagem telescópica de campo-largo foi obtida contra o fundo estrelado da constelação de Cefeu no dia 15 de Maio. Mostra que o cometa desenvolveu uma grande anti-cauda, a poeira que foge ao longo da órbita do cometa (à esquerda da cabeleira), esticando-se mais de 3º na imagem. O cometa está a pouco mais de 1,6 Unidades Astronómicas da Terra, o que corresponde a um tamanho de mais de 12 milhões de quilómetros. No final de Maio o Cometa PanSTARRS vai passar a poucos graus do pólo celeste norte.
 

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