Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1192
11/08 a 13/08/2015
 
Siga-nos:      
 
 
EFEMÉRIDES

Dia 11/08: 223.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, lançamento da Vostok 3.

Tripulada por Andriyan Nikolayev, orbitou a Terra 64 vezes durante quase quatro dias, um feito que só seria alcançado pela NASA durante o programa Gemini (1965-66). As Vostok 3 e 4 foram lançadas com um dia de diferença e com trajetórias que as aproximaram até 6,5 km entre si. Os cosmonautas a bordo das duas cápsulas comunicaram via rádio, a primeira vez que tal aconteceu. Estas missões marcam a primeira vez que mais do que uma nave espacial estava em órbita à mesma altura.
Em 1999 teve lugar o último eclipse solar total do século XX.
Observações: Aproveite a noite para observar o céu em busca de alguns meteoros pertencentes às Perseídas!

Dia 12/08: 224.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 era feita a primeira observação do satélite de MarteDeimos, por Asaph Halldo Observatório Naval dos EUA

Descobriu Fobos, a maior das duas luas, seis noites depois.
Em 1887 nascia Erwin Schrödinger, físico austríaco e laureado com o Nobel, que desenvolveu um número de resultados fundamentais no campo da teoria quântica. Foi o autor de muitos outros trabalhos em vários campos da física.
Em 1960 era lançado o Echo 1A, o primeiro satélite experimental de comunicações, que é usado para redirecionar chamadas telefónicas transcontinentais e intercontinentais, rádio e sinais de televisão.
Em 1962, lançamento da Vostok 4, um dia depois da Vostok 3. As Vostok 3 e 4 passaram a 6,5 km entre si no espaço, a primeira vez que duas naves estavam em órbita à mesma altura.
Em 1977, primeiro voo livre do vaivém espacial Enterprise
Em 1999, a porta do Observatório de Raios-X Chandra, que protege os seus espelhos, abre-se e o Chandra começa a sua exploração do Universo de alta energia.
Em 2005, lançamento da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter).
Observações: A chuva de meteoros das Perseídas deverá atingir o seu pico na noite de 12 para 13. Este ano não há Lua. Prevê-se, em média, aproximadamente um meteoro por minuto.

Dia 13/08: 225.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1814 nascia Anders Ângström, físico sueco e um dos pioneiros da espectroscopia.
Em 1898, Carl Gustav Wittdescobre 433 Eros, o primeiro asteroide descoberto perto da Terra.

Observações: Estas noites de agosto sem Lua são ideais para a observação da Via Láctea. Depois do anoitecer, a Via Láctea pode ser vista como uma banda difusa mas enorme que vai de Sagitário a sul, passa por Águia e pelo Triângulo de Verão a este, até Cassiopeia e Perseu baixos a norte-nordeste.

 
CURIOSIDADES


Dos 50 sistemas estelares mais próximos, até 17 anos-luz, o Sol está em quarto lugar em termos de massa.

 
"FOGOS DE ARTIFÍCIO" COMETÁRIOS ANTES DO PERIÉLIO
Uma explosão de curta duração no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, capturada pela câmara OSIRIS da Rosetta no dia 29 de julho de 2015. A imagem à esquerda foi capturada às 13:06 GMT e não mostra sinais visíveis do jato. É muito forte na imagem do meio capturada às 13:24 GMT. Os traços residuais da atividade são muitos muito fracos na imagem final obtida às 13:42.
As imagens foram obtidas a uma distância de 186 km do centro do cometa. O jato tem uma velocidade estimada em, pelo menos 10 m/s e é originário de um local no pescoço do cometa, na região Anuket.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Na aproximação ao periélio das últimas semanas, a sonda Rosetta tem vindo a assistir a um aumento de atividade do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, durante a qual um evento dramático e explosivo provou ser tão poderoso que até afastou o próprio vento solar.

O cometa alcança o periélio na quinta-feira, o momento da sua órbita de 6,5 anos em que está mais próximo do Sol. Nos últimos meses, o aumento da energia solar tem aquecido os gelos do cometa, transformando-os em gás que é libertado para o espaço, arrastando com ele poeira.

O período em redor do periélio é cientificamente muito importante, pois a intensidade da luz solar aumenta e partes do cometa, anteriormente à sombra, até durante anos, são inundadas com a luz do Sol.

Apesar da atividade geral do cometa atingir o pico nas semanas que se seguem ao periélio, tal como os dias mais quentes do verão geralmente vêm depois dos dias mais longos, podem ocorrer explosões súbitas e imprevisíveis a qualquer momento - como já foi visto no início da missão.

No dia 29 de julho, a Rosetta observou a explosão mais dramática até à data, registada por vários dos seus instrumentos a cerca de 186 km do cometa. Fotografaram a explosão no núcleo, testemunharam uma mudança na estrutura e composição do ambiente da cabeleira gasosa que rodeia a Rosetta e detetaram um aumento nos níveis de impactos de poeira.

A diminuição na força do campo magnético, medida pelo instrumento RPC-MAG da Rosetta durante o evento de dia 29 de julho. Esta é a primeira vez que foi detetada uma "cavidade diamagnética" no Cometa 67P/C-G e pensa-se que foi provocada por uma explosão de gás que temporariamente aumentou o fluxo gasoso na cabeleira do cometa, e empurrou a fronteira do equilíbrio de pressão para mais longe do núcleo do que o esperado durante níveis "normais" de atividade.
Crédito: ESA/Rosetta/RPC/IGEP/IC
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Talvez ainda mais surpreendente, a Rosetta descobriu que a explosão tinha afastado o campo magnético do vento solar em torno do núcleo.

Uma sequência de imagens obtidas pela câmara científica OSIRIS da Rosetta mostra o aparecimento súbito de uma característica bem definida e em forma de jato que emerge do lado do pescoço do cometa, na região de Anuket. Foi vista pela primeira vez numa imagem capturada às 13:24 (GMT) de dia 29, mas não numa imagem capturada 18 minutos antes, tendo desvanecido de forma significativa 18 minutos depois. A equipa da câmara estima que o material no jato podia estar a viajar, pelo menos, a 10 m/s, talvez bastante mais rápido.

"Este é o jato mais brilhante que vimos até agora," comenta Carsten Güttler, membro da equipa OSIRIS no Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar em Gotinga, Alemanha.

"Geralmente, os jatos são muito ténues em comparação com o núcleo e precisamos de esticar o contraste das imagens para torná-los visíveis - mas este é mais brilhante que o núcleo."

Durante a explosão de gás e poeira de dia 29 de julho, o instrumento ROSINA da Rosetta detetou uma mudança na composição dos gases em comparação com os dias anteriores.
O gráfico mostra as abundâncias relativas dos vários gases depois da explosão, em comparação com medições obtidas dois dias antes.
Por exemplo, a quantidade de dióxido de carbono (CO2) aumentou por um factor de dois, metadno (CH4) por quatro, sulfureto de hidrogénio por sete, enquanto a quantidade de água permanece quase constante.
Crédito: ESA/Rosetta/ROSINA/UBern/ BIRA/LATMOS/LMM/IRAP/MPS/SwRI/TUB/UMich
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pouco depois, o sensor de pressão do instrumento ROSINA detetou indícios claros de mudanças na estrutura da cabeleira, enquanto o seu espectrómetro de massa registou alterações na composição dos gases emanados.

Por exemplo, em comparação com medições feitas dois dias antes, a quantidade de dióxido de carbono aumentou por um fator de dois, metano por quatro, sulfureto de hidrogénio por sete, enquanto a quantidade de água permaneceu quase constante.

"Esta primeira 'olhada rápida' às nossas medições depois da explosão é fascinante," afirma Kathrin Altwegg, investigadora principal do ROSINA na Universidade de Berna. "Vemos também pistas de material orgânico depois da explosão, que pode estar relacionado com a poeira ejetada."

"Mas, embora seja tentador pensar que estamos detetando material que pode ter sido libertado do interior do cometa, é muito cedo para dizer com certeza que este é o caso."

Cerca de 14 horas depois da explosão, o GIADA detetava impactos de partículas de poeira a taxas de 30 por dia, em comparação com apenas 1-3 por dia no início de julho. Foi registado um pico de 70 durante um período de 4 horas no dia 1 de agosto, indicando que a explosão continuava a ter um efeito significativo sobre o ambiente de poeira nos dias seguintes.

"Não foi apenas a abundância das partículas, mas também as suas velocidades medidas pelo GIADA, que nos disseram que algo 'diferente' estava a acontecer: a velocidade média das partículas aumentou de 8 m/s até cerca de 20 m/s, com picos de 30 m/s - uma bela festa de poeira!", comenta Alessandra Rotundi, investigadora principal da universidade de Nápoles "Parthenope", em Itália.

Talvez o resultado mais surpreendente é que a explosão foi tão intensa que até conseguiu empurrar o vento solar para longe do núcleo durante alguns minutos - uma observação única levada a cabo pelo magnetómetro da "suite" de instrumentos RPC da Rosetta.

Esta imagem, obtida no dia 12 de abril de 2015 pela câmara OSIRIS, identifica a origem da explosão observada no dia 29 de julho.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O vento solar é o fluxo constante de partículas eletricamente carregadas oriundas do Sol, transportando o seu campo magnético para o Sistema Solar. As medições anteriores feitas pela Rosetta e pelo Philae já tinham mostrado que o cometa não era magnetizado, por isso a única fonte para o campo magnético medido em seu redor é o vento solar.

Mas o vento solar não passa desimpedido. Dado que o cometa expele gás, o vento solar fica como que "paralisado" quando encontra esse gás e é atingido um equilíbrio de pressão.

"O campo magnético do vento solar começa a amontoar-se como um engarrafamento e eventualmente deixa de se mover na direção do núcleo do cometa, criando uma região livre de campos magnéticos no lado virado para o Sol do cometa, a que chamamos 'cavidade diamagnética'," explica Charlott Götz, da equipa do magnetómetro no Instituto de Geofísica e Física Extraterrestre em Brunsvique, Alemanha.

As cavidades diamagnéticas fornecem informações fundamentais sobre a forma como um cometa interage com o vento solar, mas a única deteção prévia de tal cavidade associada com um cometa tinha sido feita a cerca de 4000 km do Cometa Halley quando a sonda Giotto da ESA por lá passou em 1986.

O cometa da Rosetta é muito menos ativo que o Halley, por isso os cientistas esperavam encontrar uma cavidade muito mais pequena, talvez no máximo com algumas de dezenas de quilómetros. Antes de 29 de julho, não tinham observado quaisquer sinais de uma cavidade diamagnética.

Mas, após a explosão desse dia, o magnetómetro detetou uma cavidade diamagnética que se prolongava, pelo menos, até 186 km do núcleo. Foi provavelmente criada pela libertação do gás, que aumentou o fluxo de gás neutro na cabeleira do cometa, forçando o vento solar a "parar" mais longe do cometa e assim empurrando a fronteira da cavidade para fora, para lá de onde a Rosetta viajava na altura.

"É muito difícil encontrar, no Sistema Solar, uma região livre de campos magnéticos, mas aqui foi-nos 'servida' uma região numa 'bandeja de prata' - para nós, este é um resultado realmente emocionante," acrescenta Charlotte.

"Temos estado a mover a Rosetta até distâncias de 300 km nas últimas semanas, a fim de evitar problemas com a navegação, problemas estes que podem ser provocados por poeira, e tínhamos considerado que a cavidade diamagnética estava, por enquanto, fora do nosso alcance. Mas parece que o cometa deu-nos uma mãozinha, trazendo a cavidade até à Rosetta," afirma Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta.

"Este é um evento fantástico que vai levar tempo a analisar, mas realça os excitantes momentos que estamos a testemunhar no cometa durante esta 'quente' fase do periélio."

Links:

Cobertura da missão Rosetta pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
07/08/2015 - Há um ano que a Rosetta orbita o Cometa 67P/C-G
04/08/2015 - Ciência à superfície do Cometa 67P/C-G
03/07/2015 - Depressões no Cometa 67P/C-G produzem jatos
26/06/2015 - Água gelada exposta, detetada à superfície do Cometa 67P/C-G
19/06/2015 - Despertar do Philae desencadeia intenso esforço de planeamento
16/06/2015 - O módulo de aterragem da Rosetta, Philae, acordou
12/06/2015 - Equipa da Rosetta avista brilho que poderá ser módulo desaparecido
05/06/2015 - Estudo ultravioleta revela surpresas na cabeleira de cometa
17/04/2015 - Rosetta e Philae descobrem que cometa não é magnetizado
24/03/2015 - Sonda Rosetra faz a primeira deteção de nitrogénio molecular num cometa
06/02/2015 - Rosetta "mergulha" para encontro íntimo
27/01/2015 - Rosetta observa cometa a largar o seu revestimento de poeira
23/01/2015 - Dando a conhecer o cometa da Rosetta
12/12/2014 - Rosetta alimenta debate sobre origem dos oceanos da Terra
28/11/2014 - Onde diabos pousou o Philae?
21/11/2014 - Primeiros resultados científicos do Philae
18/11/2014 - Philae completa missão principal antes de hibernar
14/11/2014 - Philae poisa no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
11/11/2014 - Como aterrar num cometa
07/11/2014 - Adeus "J", olá Agilkia
28/10/2014 - O "perfume" do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
17/10/2014 - ESA confirma local de aterragem do Philae
30/09/2014 - Philae com aterragem prevista para 12 de Novembro
16/09/2014 - Está escolhido o local de aterragem do Philae
26/08/2014 - Onde é que o Philae vai aterrar?
08/08/2014 - A nave Rosetta chega ao seu cometa de destino
05/08/2014 - Sonda Rosetta chega a cometa esta semana
01/04/2014 - Philae está acordado!
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
NASA
Twitter
Facebook
Wikipedia
Philae (Wikipedia)

 
MAPEANDO A MORTE LENTA DO UNIVERSO
Esta imagem composta mostra como é que uma galáxia típica aparece a diferentes comprimentos de onda no rastreio GAMA. Este enorme projeto mediu a produção de energia de mais de 200.000 galáxias, representando a estimativa mais completa de produção de energia no Universo próximo. Os resultados confirmam que a energia produzida nesta região do Universo de hoje é apenas cerca de metade da produzida há dois mil milhões de anos atrás e mostram que este desvanecimento ocorre em todos os comprimentos de onda que vão desde o ultravioleta ao infravermelho longínquo.
Crédito: ICRAR/GAMA e ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma equipa internacional de astrónomos estudou mais de 200.000 galáxias e mediu a energia gerada numa enorme zona do espaço com a maior precisão de sempre. Este estudo representa a estimativa mais completa de produção de energia no Universo próximo. A equipa confirmou que a energia produzida nesta região do Universo de hoje é apenas cerca de metade da produzida há dois mil milhões de anos atrás e descobriu que este desvanecimento ocorre em todos os comprimentos de onda que vão desde o ultravioleta ao infravermelho longínquo. O Universo encontra-se a morrer lentamente.

O estudo envolve muitos dos telescópios mais poderosos do mundo, incluindo o VISTA e o VST — os telescópios de rastreio do ESO, instalados no Observatório do Paranal, no Chile. Observações de suporte foram obtidas por dois telescópios espaciais operados pela NASA (GALEX e WISE) e por um outro pertencente à Agência Espacial Europeia (Herschel).

Este trabalho realizou-se no âmbito do projeto GAMA (Galaxy And Mass Assembly), o maior rastreio alguma vez realizado em múltiplos comprimentos de onda.

"Usámos tantos telescópios terrestres e espaciais quantos os que nos foi possível para medir a produção de energia de cerca de 200.000 galáxias ao longo do maior intervalo de comprimentos de onda possível," disse Simon Driver (ICRAR, The University of Western Australia), que lidera a enorme equipa GAMA.

Os dados do rastreio, apresentados aos astrónomos de todo o mundo ontem, incluem medições de produção de energia de cada galáxia em 21 comprimentos de onda, que cobrem a região que vai desde o ultravioleta ao infravermelho longínquo. Esta base de dados ajudará os cientistas a compreender melhor como é que os diferentes tipos de galáxias se formam e evoluem.

Toda a energia do Universo foi criada durante o Big Bang, sendo que uma parte foi criada como massa. As estrelas brilham ao converter massa em energia, tal como descrito na famosa equação de Einstein E=mc^2. O estudo GAMA pretendeu mapear e modelar toda a energia gerada no interior de um enorme volume de espaço, hoje e em diferentes épocas do passado.

"Enquanto a maior parte da energia espalhada pelo Universo surgiu no seguimento do Big Bang, energia adicional está a ser constantemente criada pelas estrelas à medida que estas fundem elementos como o hidrogénio e o hélio," afirma Simon Driver. "Esta nova energia, ou é absorvida pela poeira à medida que viaja pela sua galáxia hospedeira, ou escapa para o espaço intergaláctico e viaja até atingir alguma coisa, como por exemplo outra estrela, um planeta ou, muito ocasionalmente, um espelho de telescópio."

O facto do Universo estar em declínio lento é algo conhecido desde o final da década de 1990, mas este trabalho mostra que este processo está a acontecer em todos os comprimentos de onda desde o ultravioleta ao infravermelho, representando assim a estimativa mais completa de produção de energia no Universo próximo.

"O Universo irá declinar a partir de agora, aproximando-se lentamente da velhice. Basicamente podemos dizer que o Universo se sentou no sofá, cobriu os joelhos com uma manta e está prestes a adormecer, caindo no sono eterno," conclui Simon Driver.

A equipa de investigadores espera poder expandir este trabalho mapeando a produção de energia ao longo de toda a história do Universo, utilizando para isso uma quantidade de novas instalações, incluindo o maior rádio telescópio do mundo, o Square Kilometre Array, o qual será construído na Austrália e na África do Sul durante a próxima década.

A equipa apresentou este trabalho na XXIX Assembleia Geral da União Astronómica Internacional em Honolulu, Hawaii, ontem, dia 10 de agosto.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico
Astronomy
Universe Today
(e) Science News
PHYSORG
SPACE.com
Discovery News
CNN
Observador
Jornal de Notícias
Diário de Notícias
Visão
RTP
SIC Notícias
tvi24
Expresso
AstroPT
ZAP.aeiou

Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

Telescópio VISTA:
ESO
Rastreios do VISTA (ESO)
Wikipedia

VST:
ESO
Wikipedia

GALEX:
Página principal
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
Arquivo de dados do WISE
NEOWISE
U. Berkeley

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Hubble encontra evidências de nascimento estelar regulado por "fonte" de buraco negro (via NASA)
Astrónomos descobriram o processo único de como as maiores galáxias elípticas do Universo continuam a fabricar estrelas tanto tempo após o seu pico de formação estelar. A incrível sensibilidade ultravioleta do Hubble permitiu com que os cientistas observassem nós brilhantes de estrelas quentes e azuis em formação ao longo dos jatos de buracos negros ativos nos centros das galáxias elípticas. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Tripleto de Sagitário
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Christian vd Berge (DSLR Astrophotograhy)
 
Estas três nebulosas brilhantes são frequentemente objetos de destaque nos passeios telescópicos pela constelação de Sagitário e pelos movimentados campos estelares da região central da Via Láctea. Na verdade, o turista cósmico do século XVIII, Charles Messier, catalogou duas delas; M8, a grande nebulosa para a esquerda do centro, e a colorida M20 à direita. A terceira, NGC 6559, está por cima de M8, separada da nebulosa maior por uma corrente de poeira escura. Todas as três são berçários estelares a mais ou menos 5000 anos-luz de distância. A enorme M8, que mede mais de 100 anos-luz de diâmetro, é também conhecida como Nebulosa da Lagoa. O nome popular de M20 é Nebulosa Trífida. O hidrogénio brilhante cria a cor vermelha dominante das nebulosas de emissão, com tons azuis contrastantes, mais marcantes na Trífida devido a poeira que reflete luz estelar. A colorida paisagem estelar foi capturada com uma câmara digital acoplada a um telescópio e também inclui um dos enxames abertos do catálogo de Messier, M21, um pouco acima da Trífida.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2015 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.