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Edição n.º 1356
07/03 a 09/03/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 07/03: 66.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1792 nascia John Herschel, astrónomo, matemático, químico e inventor/fotógrafo experimental, que deu nome a sete luas de Saturno e a quatro de Úrano.
Em 1837 nascia Henry Draper, o primeiro a fotografar o espectro estelar. Um importante catálogo de espectros estelares tem o seu nome.
Em 1958 nascia Alan Hale, astrónomo americano, co-descobridor do Cometa Hale-Bopp
Em 2009, é lançado o observatório espacial Kepler, desenhado para descobrir planetas parecidos com a Terra em órbita de outras estrelas.

Em 2012, a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) captura imagens do local de aterragem da Apollo 11. São visíveis as experiências, o equipamento e as pegadas de Buzz Aldrin e de Neil Armstrong.
Observações: Mercúrio em conjunção superior, pelas 00:20.
Ao cair da noite, olhe para baixo da Lua em busca de Procyon. Para cima do nosso satélite natural encontram-se as mais ténues Pollux e Castor.

Dia 08/03: 67.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618, Johannes Kepler descobre a terceira lei do movimento planetário.
Em 1977, eram descobertos os anéis de Úrano durante observações aéreas de ocultações da NASA.

Em 1999, começa a primeira fase da missão de mapeamento de Marte pela sonda Mars Global Surveyor.
Em 2002, o asteroide 2002 EM7, com um tamanho entre 300 e 400 metros, passa a 450.000 quilómetros da Terra. Observadores só o descobriram quatro dias depois, a 12 de março.
Observações: A brilhante Sirius encontra-se agora a sul ao cair da noite. Sirius é a estrela da parte de baixo do equilátero Triângulo de Inverno. As outras duas estrelas do Triângulo são a alaranjada Betelgeuse para cima e para a direita de Sirius (ombro de Orionte) e Procyon para cima e para a esquerda de Sirius. A Lua brilha para cima e para a esquerda do Triângulo.

Dia 09/03: 68.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1564 nascia David Fabricius, descobridor da primeira estrela variável (Mira, ou Omicron Ceti).
Em 1934, nascimento de Yuri Gagarin, cosmonauta soviético, o primeiro humano no espaço.

Em 1961, é lançado com sucesso o Sputnik 9, que transporta um boneco humano com a alcunha de Ivan Ivanovich e demonstra que a União Soviética está pronta para os voos espaciais tripulados.
Em 1974, voo rasante da sonda soviética Mars 7 por Marte.
Em 1997, observadores na China, Mongólia e partes da Sibéria têm a rara oportunidade de ver um espetáculo duplo: um eclipse permite ver o cometa Hale-Bopp durante o dia.
Em 2011, o vaivém Discovery faz a sua aterragem final após 39 voos.
Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 00:07 e as 02:47.
Trânsito de Europa, entre as 01:32 e as 04:01.
Esta noite, a Lua encontra-se para a direita da "Foice" de Leão.

 
CURIOSIDADES


Ceres é a deusa romana da agricultura, dos cereais (daí o nome), da fertilidade e das relações maternas.

 
CRIOVULCANISMO NO PLANETA ANÃO CERES

Entre as características mais marcantes da superfície de Ceres, estão as manchas brilhantes no centro da Cratera Occator, que já se destacavam quando a sonda Dawn da NASA ainda se aproximava do planeta anão. Cientistas, sob a liderança do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar (MPS), determinaram agora, pela primeira vez, a idade deste material brilhante que consiste principalmente de depósitos de sais minerais especiais. Com apenas quatro milhões de anos, esses depósitos são cerca de 30 milhões de anos mais jovens do que a cratera propriamente dita. Isto, bem como a distribuição e natureza do material brilhante dentro da cratera, sugere que a Cratera Occator tem sido o cenário de surtos eruptivos de salmoura subterrânea durante um longo período e até quase recentemente. Ceres é, portanto, o corpo mais próximo do Sol que mostra atividade criovulcânica.

Esta imagem da Cratera Occator mostra o poço brilhante no seu centro e a cúpula criovulcânica. As montanhas rugosas na orla da cratera empurram sombras sob zonas do poço. Esta imagem foi obtida a uma distância de 1478 km da sueprfície e tem uma resolução de 158 metros por pixel.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
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Ao longo de quase dois anos, a sonda Dawn da NASA tem vindo a acompanhar o planeta anão Ceres, que orbita o Sol dentro da cintura de asteroides entre Marte e Júpiter. Durante a primeira parte da missão, entre dezembro de 2015 e setembro de 2016, a sonda procurou diminuir a sua órbita até que apenas 375 km a separavam da superfície. Durante esta órbita de mapeamento de baixa altitude, as câmaras da Dawn produziram imagens detalhadas da superfície de Ceres, exibindo uma resolução de 35 metros por pixel. O sistema científico de imagem da Dawn foi desenvolvido, construído e é operado sob a liderança do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar (MPS).

Os investigadores do Instituto investigaram detalhadamente as complexas estruturas geológicas vistas nas imagens da Cratera Occator. Estas estruturas incluem fraturas, avalanches e crateras mais pequenas e jovens. "Nestes dados, a origem e a evolução da cratera pode ser lida mais claramente do que nunca," afirma Andreas Nathues, investigador da Câmara de Enquadramento. Indicações adicionais foram fornecidas por medições do espectrómetro infravermelho VIR a bordo da Dawn.

Mosaico a cores falsas que mostram partes da Cratera Occator. As imagens foram obtidas a uma distância de 375 km. O lado esquerdo do mosaico mostram a região central da cratera, que contém o material mais brilhante de Ceres. Mede 11 km em diâmetro e é parcialmente rodeada por montanhas íngremes. No meio está uma cúpula com 400 metros de altura coberta por fraturas. Tem um diâmetro de 3 km. O lado direito do mosaico mostra outras manchas menos brilhantes da Cratera Occator.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
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A Cratera Occator, localizada no hemisfério norte de Ceres, mede 92 km em diâmetro. No seu centro pode se encontrado um poço com um diâmetro de aproximadamente 11 km. Em várias partes da sua orla, montanhas irregulares e encostas íngremes sobem até 750 metros de altura. Dentro do poço formou-se uma cúpula brilhante. Tem um diâmetro de 3 km, 400 metros de altura e mostra fraturas proeminentes.

"Esta cúpula contém o material mais brilhante de Ceres," comenta Thomas Platz do MPS. Os cientistas chamam a este material brilhante no poço central Cerealia Facula. Os dados do VIR mostram que é rico em certos sais chamados carbonatos. Dado que impactos posteriores, nesta área, não expuseram qualquer outro material das profundezas, esta cúpula possivelmente consiste inteiramente de material brilhante. As manchas brilhantes (Vinalia Faculae), localizadas mais para o exterior da cratera, são mais pálidas, formam uma camada mais fina e - tal como os dados do VIR e as câmaras mostram - são uma mistura de carbonatos e material escuro circundante.

Este anáglifo 3D mostra, pela primeira vez, uma parte da Cratera Occator numa combinação entre um estereograma e uma imagem a cores falsas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
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Nathues e a sua equipa interpretam este poço central, com o seu cume rochoso e irregular, como um remanescente de uma antiga montanha central. Formou-se como resultado do impacto que criou a Cratera Occator há cerca de 34 milhões de anos atrás e colapsou mais tarde. A cúpula de material brilhante é muito mais jovem: tem apenas mais ou menos 4 milhões de anos. A chave para determinar estas idades foi a contagem e medição precisa de crateras mais pequenas rasgadas por impactos posteriores. A suposição básica deste método é que as superfícies que mostram muitas crateras são mais antigas do que aquelas menos "perfuradas". Dado que até muitas crateras pequenas são visíveis em imagens de alta resolução, o novo estudo detém a datação mais precisa até agora.

"A idade e aspeto do material que rodeia a cúpula brilhante indica que Cerealia Facula foi formada por um processo eruptivo recorrente, que também expeliu material para regiões mais externas do poço central," comenta Nathues. "Um único evento eruptivo é bastante improvável," acrescenta. Um olhar sobre o sistema de Júpiter suporta esta teoria. As luas Calisto e Ganimedes mostram cúpulas semelhantes. Os investigadores interpretam-nas como depósitos vulcânicos e, portanto, como sinais de criovulcanismo.

Os cientistas assumem que um processo similar está ativo em Ceres. "O grande impacto que rasgou a gigante Cratera Occator, à superfície do planeta anão, deve ter originalmente começado tudo e despoletado a atividade criovulcânica posterior," salienta Nathues. Após a perturbação do impacto, os investigadores da salmoura suspeitam que ou uma camada completa ou remendos espalhados sob o manto rochoso, foi capaz de se aproximar da superfície. A pressão mais baixa permitiu com que a água e os gases dissolvidos, como o metano e dióxido de carbono, escapassem, formando um sistema de aberturas. À superfície apareceram fraturas através das quais a solução saturada surgiu das profundezas. Os sais depositados formaram gradualmente a presente cúpula.

A última dessas erupções, há quatro milhões de anos atrás, deve ter criado a superfície atual da cúpula. Não se sabe se a atividade criovulânica cessou completamente ou se ainda está em curso num nível mais baixo. As imagens da cratera, que mostram neblina quando fotografada em certos ângulos, parecem suportar a última hipótese. No final de 2015, os investigadores do MPS explicaram este fenómeno com a sublimação da água.

As investigações mais recentes apoiam esta interpretação. Os cientistas avaliaram várias imagens da Cratera Occator, de uma fase inicial da missão, obtidas a uma distância de 14.000 quilómetros e de ângulos baixos. Mostram, claramente, variações de brilho seguindo um ritmo diurno. "A natureza da luz dispersa no chão de Occator difere fundamentalmente daquela noutras partes da superfície de Ceres," descreve o investigador Singh Thangjam. "A explicação mais provável é que, perto do chão da cratera, é formada uma neblina ótica semitransparente e fina". Os investigadores pensam que a neblina é possivelmente formada pela sublimação de água que emerge a partir de fraturas no chão da cratera quando exposta à luz solar.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
21/02/2017 - Dawn descobre evidências de materiais orgânicos em Ceres
20/12/2016 - Onde está o gelo de Ceres? Novos achados da Dawn
05/08/2016 - O que está dentro de Ceres? Novas descobertas a partir de dados de gravidade
12/07/2016 - Dawn mapeia crateras em Ceres onde o gelo pode acumular-se
01/07/2016 - Atividade hidrotermal recente poderá explicar a área mais brilhante de Ceres
25/03/2016 - Manchas brilhantes e diferenças de cor em Ceres
18/03/2016 - Descobertas variações inesperadas nas manchas brilhantes de Ceres
25/12/2015 - Ceres: imagens a partir da órbita mais baixa da Dawn
11/12/2015 - Novas pistas sobre as manchas brilhantes de Ceres e suas origens
16/10/2015 - O que colide com Ceres, fica em Ceres
02/10/2015 - Equipa da Dawn partilha novos mapas e informações sobre Ceres
11/09/2015 - Manchas de Ceres em mais detalhe
23/06/2015 - Manchas de Ceres continuam a mistificar
28/04/2015 - Pontos brilhantes de Ceres novamente visíveis
10/03/2015 - Dawn é a primeira sonda a orbitar um planeta anão
03/03/2015 - Dawn aproxima-se de encontro histórico com planeta anão
27/02/2015 - "Mancha brilhante" em Ceres tem companheira mais ténue
30/01/2015 - Dawn captura imagens de Ceres com resolução superior à do Hubble
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres 
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante 
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante 
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar (comunicado de imprensa)
The Astronomical Journal
EarthSky
PHYSORG
Popular Mechanics
Gizmodo

Ceres:
Wikipedia

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

 
UM NOVO OLHAR SOBRE A NATUREZA DA MATÉRIA ESCURA

Um novo estudo sugere que as ondas gravitacionais detetadas pela experiência LIGO devem ter vindo de buracos negros formados durante o colapso de estrelas, não das primeiras fases do Universo.

O objeto de microlente na galáxia no plano da frente pode ser uma estrela (como ilustrado), um buraco negro primordial, ou um outro objeto compacto.
Crédito: NASA/Jason Cowan (Astronomy Technology Center)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A natureza da matéria escura, que aparentemente compõe 80% da massa das partículas no Universo, é ainda um dos grandes mistérios não resolvidos da Ciência. A ausência de evidências experimentais, que nos permita identificá-la com uma ou outra das novas partículas elementares previstas pelos teóricos, bem como a recente descoberta de ondas gravitacionais provenientes da fusão de dois buracos negros (com massas cerca de 30 vezes a do Sol) pelo LIGO (Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory), reavivaram o interesse pela possibilidade de que a matéria escura pode assumir a forma de buracos negros primordiais com massas entre 10 e 1000 vezes a do Sol.

Os buracos negros primordiais, que teriam sido formados em flutuações de alta densidade de matéria nos primeiros momentos do Universo são, em princípio, muito interessantes. Ao contrário daqueles que se formam a partir de estrelas, cuja abundância e massas são limitadas pelos modelos de formação e evolução estelar, os buracos negros primordiais poderiam existir com uma ampla gama de massas e abundâncias. Encontrar-se-iam nos halos das galáxias, e o encontro ocasional entre dois, tendo cada um 30 vezes a massa do Sol, seguido por uma fusão posterior, poderiam ter dado origem às ondas gravitacionais detetadas pelo LIGO.

"Efeito de microlente"

Se existisse um número apreciável de buracos negros nos halos das galáxias, alguns deles intercetariam a luz vinda na nossa direção a partir de um quasar distante. Por causa dos seus fortes campos gravitacionais, a sua gravidade poderia concentrar os raios de luz e provocar um aumento no brilho aparente do quasar. Este efeito, conhecido como "microlente gravitacional", é maior quanto maior a massa do buraco negro, e a probabilidade de o detetar é diretamente proporcional ao número destes buracos negros. Embora os buracos negros não possam ser detetados diretamente, seriam detetados por aumentos no brilho dos quasares observados.

Nesta suposição, um grupo de cientistas usou o efeito de microlente em quasares para estimar os números de buracos negros primordiais de massa intermédia em galáxias. O estudo, liderado pelo investigador Evencio Mediavilla Gradolph, do Instituto de Astrofísica das Canárias e da Universidade de La Laguna, mostra que estrelas normais como o Sol podem provocar efeitos de microlentes, descartando assim a existência de uma grande população de buracos negros primordiais de massa intermédia.

Simulações de computador

Usando simulações de computador, compararam o aumento de brilho, tanto no visível com em raios-X, de 24 quasares distantes com os valores previstos pelo efeito de microlente. Eles descobriram que a força do efeito é relativamente baixa, como seria de esperar de objetos com uma massa entre 0,05 e 0,45 vezes a do Sol, bem abaixo da massa dos buracos negros de massa intermédia. Além disso, estimaram que estas microlentes formam cerca de 20% da massa total de uma galáxia, o equivalente à massa que se espera encontrar em estrelas. Assim, os seus resultados mostram, com uma alta probabilidade, que são as estrelas normais, não os buracos negros primordiais de massa intermédia, as responsáveis pelo efeito observado de microlente.

"Este estudo significa," comenta Evencio Mediavilla, "que não é de todo provável que os buracos negros com massas entre 10 e 100 vezes a do Sol constituam uma fração significativa da matéria escura." Por essa razão, os buracos negros cuja fusão foi detetada pelo LIGO, foram provavelmente formados pelo colapso de estrelas, e não eram buracos negros primordiais."

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
17/06/2016 - LIGO deteta ondas gravitacionais pela segunda vez
12/02/2016 - Detetadas ondas gravitacionais 100 anos após a previsão de Einstein

Notícias relacionadas:
Instituto de Astrofísica das Canárias (comunicado de imprensa)
The Astrophysical Journal Letters (PDF)
Artigo científico (arXiv.org)
Universe Today
PHYSORG

Buraco negro primordial:
Wikipedia

Matéria escura:
Wikipedia

Ondas gravitacionais:
Wikipedia
Deteção do LIGO - Wikipedia
A primeira deteção das ondas gravitacionais (YouTube)
O que é uma onda gravitacional (YouTube)

LIGO:
Página oficial
Caltech
Advanced LIGO
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 2170
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Adam BlockMt. Lemmon SkyCenterU. Arizona
 
Neste belo retrato celeste pintado por um pincel cósmico, a poeirenta nebulosa NGC 2170 brilha no canto superior esquerdo. Refletindo a luz de estrelas quentes próximas, NGC 2170 faz-se acompanhar por outras nebulosas de reflexão azuladas, uma região compacta de emissão vermelha e correntes de poeira escura contra um fundo de estrelas. Tal como os objetos domésticos que os pintores escolhem como alvo, as nuvens de gás, poeira e as estrelas quentes aqui presentes também são normalmente encontradas em cenários idênticos - uma gigantesca região de formação estelar na direção da constelação de Unicórnio. A nuvem molecular gigante Mon R2, está impressionantemente perto, estimada em apenas 2400 anos-luz. A essa distância, esta tela mede cerca de 15 anos-luz de diâmetro.
 

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