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Edição n.º 1428
14/11 a 16/11/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 14/11: 318.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da Apollo 12 às 11:22 EST do Centro Espacial Kennedy. A segunda aterragem lunar teve lugar no Oceano das Tempestades, perto do local de aterragem da Surveyor 3.
Em 1971, programa Mariner: a Mariner 9 chega a Marte, tornando-se na primeira sonda a orbitar outro planeta.  
Em 2003, os astrónomos Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz descobrem 9033 Sedna, um objeto trans-Neptuniano.

Observações: Esta semana, por volta das 19 ou 20 horas, o Grande Quadrado de Pégaso está nivelado bem alto a sul. O seu lado direito (oeste) aponta bem para baixo até Fomalhaut. O seu lado este, menos diretamente, para Beta Ceti (também conhecida como Deneb Kaitos ou Diphda), a uma menor distância.
Olhando ainda mais para baixo: se tiver um horizonte a sul muito escuro - imagine um triângulo equilátero com Fomalhaut e Beta Ceti como os seus dois cantos superiores. Perto de onde estaria o terceiro canto, está Alpha Phoenicis, ou Ankaa, na constelação de Fénix. Tem magnitude 2,4, não muito brilhante mas é o objeto mais brilhante nos arredores. Tem um tom amarelo-alaranjado; binóculos ajudam. Já alguma vez tinha visto qualquer estrela da Fénix?

Dia 15/11: 319.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1738, nascia William Herschel.

Foi o primeiro astrónomo a fazer observações sistemáticas do espaço para além do nosso Sistema Solar. Descobriu Úrano (1781), o movimento do Sol na Via Láctea (1785), a companheira do binário de Castor (1804, e de acordo com as leis de Kepler), e a radiação infravermelha. Herschel também descobriu muitos enxames, nebulosas e galáxias enquanto observava o céu noturno e compilou catálogos cujos dados básicos são ainda hoje utilizados.
Em 1966, a Gemini 12 regressa à Terra caindo no Atlântico em segurança.
Em 1988, a União Soviética lança o seu primeiro e último vaivém espacial, o Buran.
Em 1990, o vaivém espacial Atlantis é lançado na missão STS-38.
Observações: Antes do amanhecer, a Lua encontra-se um pouco para a esquerda de Marte, ambos baixos a este-sudeste.
Quando encontrar Beta Ceti (ver dia de ontem), está a caminho da galáxia NGC 253 em Escultor. Encontra-se a 7º S de Beta Ceti, um pouco mais que um campo de visão binocular. Poderá precisar de um mapa celeste detalhado para determinar a sua posição exata entre as estrelas de fundo. A galáxia tem magnitude 7 mas é grande e difusa, de modo que um céu escuro ajuda bastante. Sob condições excelentes, os binóculos mostram-na com facilidade. Parece obviamente elongada, notavelmente mais brilhante no seu lado oeste.

Dia 16/11: 320.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1852, o astrónomo inglês John Russell Hind descobre o asteroide 22 Kalliope.
Em 1965, lançamento da sonda soviética Venera 3, cujo objetivo era estudar a atmosfera de Vénus. As comunicações falharam mesmo antes da entrada na atmosfera. Colidiu com Vénus.
Em 1973, a NASA lança o Skylab 4 com uma tripulação de 3 astronautas, numa missão com a duração de 84 dias.

Em 1974, a nova superfície do rádio-telescópio gigante de 1000 pés em Arecibo, Porto Rico, dedica-se ao envio de uma breve mensagem na direção do enxame globular M13, a uns 25.000 anos-luz de distância. A mensagem chegará a espaço vazio pois o enxame terá, entretanto, mudado de posição. 
Observações: Ao amanhecer, aviste a Lua, muito fina, cerca de 6º para cima de Júpiter e 10º para baixo e para a esquerda de Espiga. Vénus está 3º para baixo e para a esquerda de Júpiter. Encontrará Marte 9º para cima de Espiga.

 
CURIOSIDADES


Numa colisão entre galáxias existe formação e desaparecimento de estrelas. No entanto, a colisão é na sua maior parte colisão entre gás e poeiras e não colisão de estrelas propriamente ditas.

 
DUO DE GALÁXIAS TITÂNICAS CAPTURADO EM FUSÃO "STARBURST" EXTREMA

Novas observações com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) descobriram o nunca antes visto encontro próximo entre duas galáxias surpreendentemente brilhantes e espetacularmente massivas no jovem Universo. Estas galáxias "starburst" (galáxias de intensa formação estelar) hiperluminosas são extremamente raras nesta época da história cósmica - perto do momento em que as galáxias começaram a surgir - e podem representar um dos exemplos mais extremos de formação estelar violenta já observados.

Os astrónomos capturaram estas duas galáxias em interação, conhecidas coletivamente como ADFS-27, quando começaram o processo gradual de fusão numa única galáxia elíptica e massiva. Um encontro anterior, de "raspão", ajudou a despoletar as suas explosões surpreendentes de formação estelar. Os astrónomos especulam que esta fusão pode eventualmente formar o núcleo de um enxame inteiro de galáxias. Os enxames galácticos estão entre as estruturas mais massivas do Universo.

"Encontrar apenas uma galáxia 'starburst' hiperluminosa é incrível por si só. Encontrar duas destas galáxias raras em tão íntima proximidade é verdadeiramente espantoso," comenta Dominik Riechers, astrónomo da Universidade de Cornell em Ithaca, no estado norte-americano de Nova Iorque, autor principal do artigo publicado na revista The Astrophysical Journal. "Tendo em conta a extrema distância à Terra e a frenética atividade de formação estelar dentro de cada uma, é possível que estejamos a testemunhar a fusão galáctica mais intensa conhecida até ao momento."

Composição do par galáctico ADFS-27. A imagem de fundo pertence ao Observatório Espacial Herschel. O objeto foi então detetado pelo telescópio APEX do ESO (imagem do meio). O ALMA (direita) foi capaz de identificar duas galáxias: ADFS-27N (N de Norte) e ADFS-27S (S de Sul). As galáxias "starburst" estão a cerca de 12,8 mil milhões de anos-luz da Terra e destinadas a fundirem-se numa única galáxia massiva.
Crédito: NRAO/AUI/NSF, B. Saxton; ESA Herschel; ESO APEX; ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); D. Riechers
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O par de galáxias ADFS-27 está localizado a aproximadamente 12,7 mil milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Dourado. A esta distância, os astrónomos vêm o sistema quando o Universo tinha apenas cerca de mil milhões de anos.

Os astrónomos detetaram este sistema primeiro com o Observatório Espacial Herschel da ESA. Aparecia como um único ponto vermelho no seu levantamento do céu do hemisfério sul. Estas observações iniciais sugeriram que o objeto aparentemente fraco era de facto extremamente brilhante e extremamente distante. As observações de acompanhamento com o telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment) do ESO confirmaram estas interpretações iniciais e prepararam o caminho para as mais detalhadas observações com as antenas ALMA.

Com a sua maior resolução e sensibilidade, o ALMA mediu com precisão a distância ao objeto e revelou que era na verdade duas galáxias distintas. Segundo os astrónomos, o emparelhamento de galáxias de outra forma fenomenalmente raras sugere que residem numa região particularmente densa do Universo naquele período da sua história.

As novas observações ALMA também indicam que o sistema ADFS-27 possui aproximadamente 50 vezes a quantidade de gás de formação estelar da Via Láctea. "Muito deste gás será convertido em novas estrelas muito rapidamente," comenta Riechers. "As nossas observações atuais indicam que estas duas galáxias realmente produzem estrelas a um ritmo vertiginoso, cerca de mil vezes mais depressa que a nossa própria Galáxia."

As galáxias - que apareceriam como discos planos e em rotação - estão repletas de estrelas azuis extremamente brilhantes e massivas. No entanto, a maioria desta intensa luz estelar nunca sai das próprias galáxias; simplesmente têm demasiada poeira interestelar obscurante.

Esta poeira absorve a resplandecente luz estelar, aquecendo até que brilha intensamente no infravermelho. À medida que esta luz viaja as vastas distâncias cósmicas até à Terra, a expansão contínua do Universo desloca a luz, outrora infravermelha, para comprimentos de onda mais longos no milímetro e submilímetro, tudo graças ao efeito Doppler.

Impressão de artista das duas galáxias que começam o processo de fusão no Universo jovem.
Crédito: NRAO/AUI/NSF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O ALMA foi especialmente concebido para detetar e estudar a luz desta natureza, o que permitiu aos astrónomos resolver a fonte de luz em dois objetos distintos. As observações também mostram as estruturas básicas das galáxias, revelando características semelhantes a caudas que foram produzidas durante o seu encontro inicial.

As novas observações também indicam que as duas galáxias estão separadas por mais ou menos 30.000 anos-luz, movendo-se a várias centenas de quilómetros por segundo em relação uma à outra. À medida que continuam a interagir gravitacionalmente, cada galáxia acabará por abrandar e cair em direção da outra, provavelmente levando a vários outros encontros íntimos antes de se fundirem numa única galáxia elíptica e massiva. Os astrónomos esperam que este processo demore algumas centenas de milhões de anos.

"Devido à sua grande distância e à 'sujidade' da poeira, estas galáxias permaneceram completamente não detetadas em comprimentos de onda visíveis," realça Riechers. "Eventualmente, esperamos combinar os requintados dados ALMA com futuras observações infravermelhas do Telescópio Espacial James Webb da NASA. Estes dois telescópios vão formar uma 'equipa de sonho', para que os astrónomos possam melhor compreender a natureza deste e de outros sistemas extremos e excecionalmente raros."

Links:

Notícias relacionadas:
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
NRAO (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
Imperial College London (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal
EurekAlert!
PHYSORG
ScienceDaily
Popular Mechanics

Galáxia "starburst" (de intensa formação estelar):
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia

APEX:
ESO
Wikipedia

 
DAWN EXPLORA A EVOLUÇÃO DO INTERIOR DE CERES
Esta imagem, feita com dados obtidos pela sonda Dawn da NASA, mostra cadeias de poços no planeta anão Ceres, chamadas Samhain Catenae.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

As características à superfície de Ceres - o maior mundo entre Marte e Júpiter - e a sua evolução interior têm uma relação mais próxima do que se poderia pensar.

Um estudo recente, publicado na revista Geophysical Research Letters, analisou as características da superfície de Ceres para revelar pistas sobre a evolução interior do planeta anão. Especificamente, o estudo explorou características lineares - as cadeias de poços e pequenas crateras secundárias, comuns em Ceres.

As descobertas alinham-se com a ideia que, há centenas de milhões (até mil milhões) de anos atrás, os materiais por baixo da superfície de Ceres empurraram para cima em direção ao exterior, produzindo fraturas na crosta.

"À medida que este material se movia para cima a partir da subsuperfície de Ceres, partes da camada externa de Ceres foram separadas, formando as fraturas," comenta Jennifer Scully, autora principal do estudo e associada da equipa científica da Dawn no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia.

A indicação de surgimento de material desde o interior de Ceres permite uma outra perspetiva ao estabelecer como o planeta anão pode ter evoluído.

Procurando uma agulha num palheiro

Os cientistas da Dawn geraram um mapa com mais de 2000 características lineares em Ceres, com tamanhos superiores a um quilómetro, que estão localizadas fora das crateras de impacto. Os cientistas interpretaram observações da Dawn, de dois tipos de características lineares, para melhor entender a sua ligação com o material de surgimento. As cadeias de crateras secundárias, o tipo mais comum de características lineares, são filas longas de depressões circulares produzidas por fragmentos lançados para longe de grandes crateras de impacto à medida que estas se formavam em Ceres. As cadeias de poços, por outro lado, são expressões superficiais de fraturas subterrâneas.

Das duas características, só as cadeias de poços fornecem informações sobre a evolução do interior de Ceres. Scully disse que o maior desafio era diferenciar entre cadeias de crateras secundárias e cadeias de poços. Emboras as características sejam surpreendentemente similares, os investigadores conseguiram distinguir as duas com base nas suas formas detalhadas. Por exemplo, as crateras secundárias são comparativamente mais redondas do que as cadeias de poços, que são mais irregulares. Além disso, as cadeias de poços não possuem orlas levantadas, enquanto nas crateras secundárias normalmente existem.

Como as características foram formadas

Embora seja possível que o congelamento de um oceano subsuperficial global tenha formado as fraturas, este cenário é improvável, já que as localizações das cadeias de poços não estão uniformemente dispersas à superfície de Ceres. É também improvável que as fraturas se formem por "stresses" de um grande impacto porque não existem evidências em Ceres de impactos suficientemente substanciais para formar fraturas a esta escala. A explicação mais provável, de acordo com os cientistas da Dawn, é que uma região de material ascendente formou as cadeias de poços. O material pode ter fluído para cima a partir do interior de Ceres porque era menos denso do que os materiais circundantes.

Os cientistas da Dawn esperam ver como essas características vão ajudar outros investigadores a modelar a evolução do interior de Ceres, o que pode testar se o surgimento pode ter ocorrido perto das fraturas.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
31/10/2017 - Dawn encontra possíveis restos de um antigo oceano em Ceres
24/03/2017 - Gelo nas crateras permanentemente à sombra de Ceres ligado ao passado da inclinação axial
07/03/2017 - Criovulcanismo no planeta anão Ceres
21/02/2017 - Dawn descobre evidências de materiais orgânicos em Ceres
20/12/2016 - Onde está o gelo de Ceres? Novos achados da Dawn
05/08/2016 - O que está dentro de Ceres? Novas descobertas a partir de dados de gravidade
12/07/2016 - Dawn mapeia crateras em Ceres onde o gelo pode acumular-se
01/07/2016 - Atividade hidrotermal recente poderá explicar a área mais brilhante de Ceres
25/03/2016 - Manchas brilhantes e diferenças de cor em Ceres
18/03/2016 - Descobertas variações inesperadas nas manchas brilhantes de Ceres
25/12/2015 - Ceres: imagens a partir da órbita mais baixa da Dawn
11/12/2015 - Novas pistas sobre as manchas brilhantes de Ceres e suas origens
16/10/2015 - O que colide com Ceres, fica em Ceres
02/10/2015 - Equipa da Dawn partilha novos mapas e informações sobre Ceres
11/09/2015 - Manchas de Ceres em mais detalhe
23/06/2015 - Manchas de Ceres continuam a mistificar
28/04/2015 - Pontos brilhantes de Ceres novamente visíveis
10/03/2015 - Dawn é a primeira sonda a orbitar um planeta anão
03/03/2015 - Dawn aproxima-se de encontro histórico com planeta anão
27/02/2015 - "Mancha brilhante" em Ceres tem companheira mais ténue
30/01/2015 - Dawn captura imagens de Ceres com resolução superior à do Hubble
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres 
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante 
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante 
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
NASA/JPL (comunicado de imprensa)
Geophysical Research Letters
ScienceDaily
PHYSORG

Ceres:
Wikipedia

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Observações da primeira passagem de um cometa pelo Sistema Solar revela segredos inesperados (via NASA)
Os cometas são a nossa ligação mais direta aos estágios iniciais da formação e evolução do sistema Solar. Só de poucos em poucos anos é que descobrimos um cometa novo que faz a sua primeira viagem ao Sistema Solar interior oriundo da Nuvem de Oort, uma zona de objetos gelados que rodeia o Sistema Solar. Estas oportunidades fornecem aos astrónomos uma hipótese de estudar uma classe especial de cometas. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 1055
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Processamento - Robert GendlerRoberto Colombari; Dados - ESOTelescópio Subaru (NAOJ), et al.
 
A grande e linda galáxia espiral NGC 1055 é um membro dominante de um pequeno grupo de galáxias a apenas 60 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação aquática e intimidante de Baleia (Cetus). Vista de lado, o universo-ilha abrange mais de 100.000 anos-luz, um pouco maior que a nossa própria Via Láctea. As estrelas coloridas nesta ampliação cósmica de NGC 1055 encontram-se no plano da frente, bem dentro da Via Láctea. Mas as regiões rosadas de formação estelar estão espalhadas através das correntes sinuosas de poeira ao longo do distante disco fino da galáxia. Com um toque de galáxias de fundo ainda mais distantes, a imagem de céu profundo também revela um halo quadrado que se estende muito acima e abaixo do bojo central e do disco de NGC 1055. O próprio halo está entrelaçado com estruturas ténues e estreitas, e pode representar os detritos misturados e espalhados de uma galáxia satélite perturbada pela espiral maior há cerca de 10 mil milhões de anos.
 

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