Dia 20/10: 294.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1891, nascia James Chadwick, físico inglês que em 1935 ganhou o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta do neutrão (efetuada em 1932). Observações: O Grande Quadrado de Pégaso encontra-se alto a este-sudeste depois do cair da noite - ainda, por agora, apoiado num canto (para latitudes médias norte).
A chuva de meteoros das Oriónidas, modesta mas definitivamente visível, estará ativa nas primeiras horas da madrugada dos próximos dias. Deverá atingir o seu pico antes do amanhecer das manhãs de quarta e quinta-feira. Sob condições excelentes, é esperado um máximo de 10 meteoros por hora. A Lua não irá interferir. O radiante da chuva está no topo da "moca" de Orionte, que fica mais alto nas horas antes do lusco-fusco. Quanto mais alto o radiante de uma chuva de meteoros, mais meteoros aparecem em todas as partes do céu.
Não se esqueça de trazer agasalho suficiente para estas noites e uma cadeira reclinável, num local escuro e sem obstáculos a tapar o céu. A melhor direção a observar é a zona mais escura do seu céu, provavelmente mesmo para cima. Também há que ter paciência.
Dia 21/10: 295.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1959, o presidente norte-americano Dwight D. Eisenhower assina uma ordem executiva transferindo Wernher von Braun e outros cientistas alemães do Exército dos EUA para a NASA.
Em 1965, o cometa Ikeya-Seki aproxima-se do periélio, passando a 450.000 km do Sol.
Em 2003 foram tiradas as imagens do planeta anão Eris que conduziram à sua descoberta subsequente feita pelos astrónomos Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz. Observações: Tente observar a chuva de meteoros das Oriónidas, como mencionado no dia de ontem.
A Lua, perto do seu primeiro Quarto, brilha em linha em Saturno e Júpiter. Está para baixo e para a direita dos planetas.
Dia 22/10: 296.º dia do calendário gregoriano. História: No ano 2136 AC, primeiros registos de um eclipse solar total, testemunhado por astrónomos chineses. O imperador Zhong Kang supostamente decapita estes dois astrónomos, Hsi e Ho, por falharem em prever o eclipse.
Em 1905, nascia Karl Jansky, físico e engenheiro americano que descobriu ondas de rádio oriundas da Via Láctea. É considerado um dos fundadores da radioastronomia.
Em 1966, a União Soviética lança a Luna 12.
Em 1968, a Apollo 7 aterra com sucesso no Oceano Atlântico após orbitar a Terra 163 vezes.
Em 1975, a sonda soviética Venera 9 aterra em Vénus.
Em 2008, a Índia lança a sua primeira missão lunar não-tripulada, a Chandrayaan-1. Observações: A Lua forma hoje um triângulo mais apertado com Júpiter e Saturno.
Ocultação de Europa, entre as 19:20 e as 22:14.
Eclipse de Europa, entre as 21:54 e as 00:51.
Dez curiosidades sobre Bennu
A primeira missão da NASA a enviar uma amostra de um asteroide antigo chegou ao seu alvo, o asteroide Bennu, no dia 3 de dezembro de 2018. Esta missão, OSIRIS-REX (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer), é uma viagem de sete anos que terminará com a entrega à Terra de pelo menos 60 gramas e possivelmente até quase 2 kg de amostras. Promete ser a maior quantidade de material extraterrestre trazido do espaço desde a era Apollo. O aniversário dos 20 anos da descoberta do asteroide foi em setembro de 2019 - e os cientistas têm recolhido dados desde então. Aqui fica o que já se sabe (e o que esperamos descobrir) sobre este remanescente imaculado dos primeiros dias do nosso Sistema Solar.
1. É muito, muito escuro...
Bennu está classificado como um asteroide do tipo B, o que significa que contém uma grande quantidade de carbono em e juntamente com os seus vários minerais. O conteúdo de carbono de Bennu cria uma superfície no asteroide que reflete cerca de 4% da luz que o atinge - e isso não é muito. Em contraste, o planeta mais brilhante do Sistema Solar, Vénus, reflete cerca de 65% da luz solar incidente, e a Terra reflete cerca de 30%. Bennu é um asteroide carbonáceo que não sofreu uma mudança drástica de composição, o que significa que por baixo e à sua superfície mais escura que o breu, encontram-se substâncias químicas e rochas aquando do nascimento do Sistema Solar.
Este mosaico do asteroide Bennu é composto por 12 imagens da Polycam recolhidas no dia 2 de dezembro de 2018 pela sonda OSIRIS-REx a 24 km.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona
2. ... e muito, muito antigo.
Bennu tem permanecido (principalmente) imperturbado durante milhares de milhões de anos. Não só está convenientemente perto e é convenientemente carbonáceo, como também é tão primitivo que os cientistas calculam que se formou nos primeiros 10 milhões de anos da história do nosso Sistema Solar - há mais de 4,5 mil milhões de anos. Graças ao efeito de Yarkovsky - o leve empurrão criado quando o asteroide absorve luz solar e reemite essa energia como calor - e a outros puxões gravitacionais de outros corpos celestes, tem vindo a aproximar-se cada vez mais da Terra a partir do seu provável local de nascimento: a cintura principal de asteroides entre Marte e Júpiter.
3. Bennu é um asteroide "pilha de entulho" - mas não se deixe enganar pelo nome.
Bennu é lixo espacial ou um tesouro científico? Embora "pilha de entulho" pareça um insulto, na verdade é uma classificação astronómica real. Asteroides tipo "pilha de entulho" como Bennu são corpos celestes feitos de muitos pedaços de detritos rochosos que a gravidade comprimiu juntos. Este tipo de detritos é produzido quando um impacto quebra um corpo muito maior (para Bennu, um asteroide parente com cerca de 100 km de diâmetro). Bennu, por outro lado, é quase tão alto quanto o Empire State Building. Provavelmente, foram precisas apenas algumas semanas para que estes fragmentos de destroços espaciais se aglutinassem na pilha de entulho que perfaz Bennu. Bennu está cheio de buracos internos, com 20 a 40% do seu volume sendo espaço vazio. O asteroide na verdade está em perigo de se fragmentar, se começar a girar demasiado depressa ou a interagir demasiado perto com um corpo planetário.
4. Os asteroides podem conter pistas sobre a origem de toda a vida na Terra...
Bennu é um artefacto primordial preservado no vácuo do espaço, orbitando entre planetas e luas e asteroides e cometas. Por ser tão antigo, Bennu pode ser feito de material contendo moléculas que estavam presentes quando a vida se formou na Terra. Todas as formas de vida na Terra são baseadas em carbono ligado a oxigénio, hidrogénio, azoto e a outros elementos. No entanto, o material orgânico como o tipo que os cientistas esperam encontrar numa amostra de Bennu nem sempre vem necessariamente da biologia. Permitiria, no entanto, mais investigação por parte dos cientistas para descobrir o papel que os asteroides ricos em material orgânico tiveram na catalisação da vida na Terra.
5. ... mas também platina e ouro!
Joias extraterrestres devem ser impressionantes, e é provável que Bennu seja rico em platina e ouro em comparação com a crosta média da Terra. Embora a maioria não seja feita quase inteiramente de metal sólido (mas o asteroide 16 Psyche pode ser!), muitos asteroides contêm elementos que podem ser usados industrialmente em lugar dos recursos finitos da Terra. Estudar atentamente este asteroide dará respostas às perguntas sobre se a mineração de asteroides durante a exploração e viagens pelo espaço profundo é viável. Embora os metais raros atraiam mais atenção, a água é provavelmente o recurso mais importante de Bennu. A água (dois átomos de hidrogénio ligados a um átomo de oxigénio) pode ser usada para beber ou separada nos seus componentes para obter ar respirável e combustível para foguetões. Dado o alto custo de transportar material para o espaço, se os astronautas conseguirem extrair água de um asteroide para suporte de vida e combustível, o cosmos fica mais perto do que nunca de ser acessível aos humanos.
6. A luz do Sol pode alterar toda a trajetória do asteroide.
A gravidade não é o único fator envolvido no destino de Bennu. O lado de Bennu voltado para o Sol é aquecido pela luz solar, mas um dia em Bennu dura apenas 4 horas e 17,8 minutos, de modo que a parte da superfície voltada para o Sol muda constantemente. Conforme Bennu continua a girar, expele este calor, o que dá ao asteroide um pequeno empurrão em direção ao Sol que corresponde a aproximadamente 0,29 km por ano, mudando a sua órbita.
7. Há uma pequena chance de Bennu colidir com a Terra no final do próximo século.
A equipa do projeto LINEAR (Lincoln Near-Earth Asteroid Research), financiado pela NASA, descobriu Bennu em 1999. O Gabinete de Coordenação de Defesa Planetária da NASA continua a rastrear objetos próximos da Terra, especialmente aqueles como Bennu, que chegarão a cerca de 7,5 milhões de quilómetros da órbita da Terra e estão classificados como objetos potencialmente perigosos. Entre os anos 2175 e 2199, a chance de Bennu impactar a Terra é de apenas 1 em 2700, mas os cientistas ainda não querem virar as costas ao asteroide. Bennu voa pelo Sistema Solar num percurso que os cientistas previram com confiança, mas irão refinar as suas previsões com a medição do Efeito de Yarkovsky pela OSIRIS-REx e com observações futuras pelos astrónomos.
8. Recolher amostras de Bennu será mais difícil do que se pensava.
As primeiras observações terrestres do asteroide sugeriram que tinha uma superfície lisa com rególito (a camada superior de material solto, não consolidado) composto de partículas com menos de 2 cm - no máximo. À medida que a nave OSIRIS-REx obtinha imagens com cada vez mais alta resolução, tornou-se evidente que recolher amostras de Bennu seria muito mais perigoso do que se pensava anteriormente: novas imagens da superfície de Bennu mostram que está principalmente coberta por pedregulhos massivos, não pequenas rochas. A OSIRIS-REx foi construída para ser navegada até uma área em Bennu com quase 2000 metros quadrados, aproximadamente o tamanho de um parque de estacionamento para 100 carros. Agora, deverá manobrar-se para um local seguro à superfície rochosa de Bennu dentro de uma área restrita a menos de 100 metros quadrados, uma área com cerca de cinco lugares de estacionamento.
Capturada no dia 11 de agosto de 2020 durante o segundo ensaio do evento de recolha de amostras da missão OSIRIS-REx, esta série de imagens mostra o campo de visão do SamCam à medida que a sonda se aproxima da superfície de Bennu. O ensaio levou a nave pelas três primeiras manobras da sequência de recolha de amostras até um ponto aproximadamente 40 metros acima da superfície, após o qual a nave espacial realizou uma queima de combustível que a afastou novamente.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona
9. Bennu tem o nome de uma antiga divindade egípcia.
Foi um menino de nove anos, do estado norte-americano da Carolina do Norte, que deu o nome Bennu ao asteroide, quando ganhou em 2013 a competição "Name that Asteroid!", uma colaboração entre a missão, a Sociedade Planetária e o levantamento de asteroides LINEAR que descobriu Bennu. Michael Puzio venceu o concurso, sugerindo que o braço TAGASM (Touch-and-Go Sample Mechanism) e os painéis solares da sonda assemelhavam-se ao pescoço e às asas nas ilustrações de Bennu, que os antigos egípcios costumavam ilsutrar como uma garça-cinzenta. Bennu é a antiga divindade egípcia ligada ao Sol, criação e renascimento - Puzio também observou que Bennu é o símbolo vivo de Osíris. O mito de Bennu adequa-se ao próprio asteroide, visto que se trata de um objeto primitivo que remonta à criação do Sistema Solar. Os temas da origem e do renascimento fazem parte da história deste asteroide. Os pássaros e as criaturas semelhantes a pássaros também simbolizam o renascimento, a criação e as origens em vários mitos antigos.
10. Bennu ainda surpreende!
A câmara de navegação da nave espacial observou que Bennu estava a expelir fluxos de partículas um par de vezes por semana. Aparentemente, Bennu não é apenas um raro asteroide ativo (até à data só foram identificados um punhado deles), mas possivelmente com Ceres, explorado pela missão Dawn da NASA, um dos primeiros do seu tipo que a humanidade observou com uma espaçonave. Mais recentemente, a equipa da missão descobriu que a luz do Sol pode quebrar rochas em Bennu, e que há pedaços de outro asteroide espalhados pela sua superfície. Mais peças vão continuar a ser adicionados ao quebra-cabeças cósmico de Bennu conforme a missão avança, e cada uma foca mais e mais a história evolutiva do Sistema Solar.
Esta imagem do asteroide Bennu mostra partículas expelidas da sua superfície no dia 19 de janeiro de 2019. Foi criada combinando duas imagens obtidas pela sonda OSIRIS-REx da NASA. Também foram aplicadas outras técnicas de processamento de imagem, como corte e ajustamento do briho e contraste de cada imagem.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin
O Observatório "SAINT-EX", liderado por cientistas do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS) da Universidade de Berna e da Universidade de Genebra, detetou dois exoplanetas orbitando a estrela TOI-1266. O telescópio situado no México, portanto, demonstra a sua alta precisão e dá um passo importante na busca por mundos potencialmente habitáveis.
As anãs vermelhas são o tipo mais frio de estrelas. Como tal, potencialmente permitem a existência de água líquida em planetas bem próximos. Na busca por mundos habitáveis para lá das fronteiras do nosso Sistema Solar, esta é uma grande vantagem: a distância entre um exoplaneta e a sua estrela é um fator crucial para a sua deteção. Quanto mais próximos estiverem os dois astros um do outro, maior será a chance de os astrónomos detetarem o planeta da Terra.
"Mas estas estrelas são bastante pequenas e emitem pouca luz em comparação com a maioria das outras estrelas, como o nosso Sol," explica Brice-Olivier Demory, autor principal do estudo e professor de astrofísica na Universidade de Berna. Estes fatores tornam difícil a observação detalhada. Sem os instrumentos adequados, quaisquer planetas em órbita podem permanecer facilmente por detetar - especialmente planetas terrestres, como a Terra, que são comparativamente pequenos.
Um telescópio dedicado
Um instrumento, com o qual é possível estudar anãs vermelhas e os seus planetas atentamente, é o telescópio SAINT-EX (Search And characterIsatioN of Transiting EXoplanets), localizado no México, co-operado pelo NCCR PlanetS. O projeto tem este nome em homenagem a Antoine de Saint-Exupéry (Saint-Ex), o famoso escritor, poeta e aviador.
O Observatório SAINT-EX é uma instalação totalmente robótica que alberga um telescópio de 1 metro. Está equipado com instrumentação especificamente adequada para permitir a deteção de alta precisão de pequenos planetas em órbita de estrelas frias. Agora, esta especialização compensou: no início deste ano, o telescópio foi capaz de detetar dois exoplanetas em órbita da estrela TOI-1266, localizada a cerca de 120 anos-luz da Terra. A investigação, publicada recentemente na revista Astronomy & Astrophysics, fornece uma primeira impressão das suas características.
O telescópio SAINT-EX.
Crédito: Instituto de Astronomia, UNAM/E. Cadena
Um par peculiar
Em comparação com os planetas do nosso Sistema Solar, TOI-1266 b e c estão muito mais próximos da sua estrela - demoram apenas 11 e 19 dias, respetivamente, a completar uma órbita. No entanto, dado que a sua estrela hospedeira é muito mais fria que o Sol, as suas temperaturas não são muito extremas: o planeta exterior tem aproximadamente a temperatura de Vénus (embora esteja 7 vezes mais perto da sua estrela do que Vénus do Sol). Os dois planetas têm densidade semelhante, possivelmente correspondendo a uma composição metade material rochoso e metálico e a outra metade água. Isto torna-os quase metade rochosos como a Terra ou Vénus, mas também muito mais rochosos que Úrano ou Neptuno.
Em tamanho, os planetas diferem claramente um do outro. O planeta mais interior, TOI-1266b, mede um pouco menos de 2,5 vezes o diâmetro da Terra. Isto classifica-o como o que se chama de "sub-Neptuno". O planeta exterior, TOI-1266c, tem apenas 1,5 vezes o tamanho do nosso planeta. Portanto, pertence à categoria de "super-Terras".
O tamanho do sistema TOI-1266 em comparação com o Sistema Solar interior a uma escala de 1 UA, a distância entre a Terra e o Sol. As distâncias orbitais dos dois exoplanetas descobertos em torno de TOI-1266, que tem metade do tamanho do Sol, são inferiores à distância orbital de Mercúrio. TOI-1266b, o planeta mais próximo da estrela a uma distância de 0,07 UA, tem um diâmetro 2,37 vezes o da Terra e portanto considerado um sub-Neptuno. TOI-1266c, a 0,01 UA da estrela, tem 1,56 vezes o diâmetro da Terra e é considerado uma super-Terra. Para cada sistema planetário, o diâmetro da estrela e as distâncias orbitais dos seus planetas são mostrados à escala. O diâmetro relativo de todos os planetas de ambos os sistemas estão à escala, sendo TOI-1266v o maior planeta e Mercúrio o planeta mais pequeno. A ampliação no sistema TOI-1266, na parte de baixo da imagem e salientado pela cor azul clara, mostra que a irradiação estelar recebida por TOI-1266c é 21% maior do que a irradiação solar recebida por Vénus na parte superior da imagem.
Crédito: Instituto de Astronomia, UNAM/Juan Carlos Yustis
Isto coloca os dois planetas na orla do chamado vale-raio, como explica Brice-Olivier Demory: "Os planetas entre o raio de TOI-1266 b e c são bastante raros, provavelmente devido ao efeito da forte irradiação da estrela, que pode corroer as suas atmosferas." Yilen Gómez Maqueo Chew, Coordenadora do Projeto SAINT-EX e investigadora da Universidade Nacional Autónoma do México, acrescenta: "Ser capaz de estudar dois tipos diferentes de planetas no mesmo sistema é uma grande oportunidade para melhor entender como estes planetas de tamanhos diferentes surgiram."
Bom "timing" e ajuda da embaixada
Ter esta oportunidade, especialmente este ano, é tudo menos um dado adquirido. Os cientistas tiveram a sorte de poder concluir as suas observações pouco antes do confinamento de COVID-19 no México. Logo após o término das observações, o observatório teve que ser fechado devido às consequências da pandemia. Isto não mudou até agora. Os cientistas esperam retomar as operações do SAINT-EX nos próximos meses e ter como alvo a próxima anã vermelha e os seus potenciais planetas. "Além disso, a Embaixada Mexicana em Berna foi de grande ajuda para facilitar as discussões com o governo mexicano e dar apoio contínuo ao projeto", diz Demory.
Supergigante Betelgeuse é mais pequena, está mais perto do que se pensava
De acordo com um novo estudo feito por uma equipa internacional de investigadores, podem ser necessários mais 100.000 anos até que a estrela gigante vermelha Betelgeuse morra numa explosão de fogo.
O estudo, liderado pela Dra. Meridith Joyce da Universidade Nacional Australiana, não só dá a Betelgeuse um novo sopro de vida, como mostra que é mais pequena e está mais próxima da Terra do que se pensava anteriormente.
A Dra. Joyce diz que a supergigante - que faz parte da constelação de Orionte - há muito que fascina os cientistas. Mas, ultimamente, tem-se comportado de maneira estranha.
Ao contrário de muitas estrelas, Betelgeuse é grande o suficiente e está perto o suficiente para os cientistas a resolverem com instrumentos como o telescópio ALMA.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O'Gorman/P. Kervella
"Normalmente é uma das estrelas mais brilhantes do céu, mas observámos duas quedas no brilho de Betelgeuse desde o final de 2019," disse a Dra. Joyce.
"Isto levou à especulação de que podia estar prestes a explodir. Mas o nosso estudo fornece uma explicação diferente.
"Sabemos que o primeiro evento de escurecimento envolveu uma nuvem de poeira. Descobrimos que o segundo evento, menor, foi provavelmente devido às pulsações da estrela."
Os investigadores conseguiram usar modelagem hidrodinâmica e sísmica para aprender mais sobre a física que impulsiona estas pulsações - e ter uma ideia mais clara da fase da vida em que Betelgeuse se encontra.
De acordo com o coautor, o Dr. Shing-Chi Leung da Universidade de Tóquio, a análise "confirmou que as ondas de pressão - essencialmente, ondas de som - foram a causa da pulsação de Betelgeuse."
"Está de momento a queimar hélio no seu núcleo, o que significa que não está nem perto de explodir," disse a Dra. Joyce.
"É provável que a explosão só ocorra daqui a mais ou menos 100.000 anos."
O Dr. László Molnár, coautor do estudo do Observatório Konkoly em Budapeste, diz que o estudo também revelou o quão grande é Betelgeuse, e a sua distância à Terra.
"O tamanho físico real de Betelgeuse tem sido um pouco misterioso - estudos anteriores sugeriram que podia ser maior do que a órbita de Júpiter. Os nossos resultados dizem que Betelgeuse estende-se apenas a dois-terços dessa distância, com um raio de 750 vezes o raio do Sol," disse o Dr. Molnár.
"Assim que obtivemos o tamanho físico da estrela, pudemos determinar a distância à Terra. Os nossos resultados mostram que está a apenas 530 anos-luz de nós - 25% mais perto do que se pensava."
A boa notícia é que Betelgeuse ainda está demasiado longe da Terra para que a eventual explosão tenha aqui um impacto significativo.
"A explosão de uma supernova ainda é um evento muito importante. E este é o nosso candidato mais próximo. Isto dá-nos uma oportunidade rara de estudar o que acontece com estrelas como esta antes de explodirem," conclui a Dra. Joyce.
"Toupeira" do InSight já não se vê (via JPL/NASA)
O módulo de aterragem InSight da NASA continua a trabalhar para levar a sua "toupeira" - uma "estaca" com 40 cm de comprimento e sonda de calor - para baixo da superfície de Marte. Uma câmara no braço robótico do InSight obteve imagens recentes do "buraco de toupeira" agora parcialmente tapado, mostrando apenas a ligação ao dispositivo científico que sai do solo. Ler fonte
Nova investigação sugere método inovativo para analisar os sistemas estelares mais densos do Universo (via OzGrav)
O estudo sugere analisar ondas gravitacionais de fusões de estrelas de neutrões, onde duas estrelas se distinguem por tipo (em vez de massa), dependendo de quão depressa giram. Ler fonte
Álbum de fotografias - Cisne: Bolha e Crescente
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Wissam Ayoub
Estas nuvens de gás e poeira derivam através de ricos campos estelares ao longo do plano da nossa Via Láctea em direção à constelação de Cisne. Apanhadas no campo de visão telescópico, a Nebulosa da Bolha de Sabão (em baixo à esquerda) e a Nebulosa do Crescente. Ambas foram formadas numa fase final da vida de uma estrela. Também conhecida como NGC 6888, o Crescente foi assim formado quando a sua estrela Wolf-Rayet, brilhante e massiva, WR 136, libertou o seu invólucro externo num forte vento estelar. Queimando combustível a um ritmo prodigioso, WR 136 está perto do fim de uma curta vida que deverá terminar numa espetacular explosão de supernova. Descoberta em 2013, a Nebulosa da Bolha de Sabão é provavelmente uma nebulosa planetária, o manto final de uma estrela parecida com o Sol, de vida longa e massa mais pequena, destinada a tornar-se numa anã branca que arrefece lentamente. Ambos os mantos estelares estão mais ou menos a 5000 anos-luz de distância. A maior Nebulosa do Crescente mede cerca de 25 anos-luz de diâmetro.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.